Revitalizando e Revigorando

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Tradução, adaptação e redução do sermão de nº 1350 de Charles Haddon Spurgeon, elaboradas pelo Pr Silvio Dutra.

“Vivifica-me segundo a tua palavra.” (Salmo 119.25)

Você encontrará Davi proferindo esta petição frequentemente. É a sua oração favorita, “vivifica-me, ó Senhor!” E, como Davi era como nós, de fato, a sua experiência é o espelho da experiência de todos os crentes – você pode depender disto, todos nós temos uma grande necessidade de orar como ele, “vivifica-me, ó Senhor! ” Se ele sentiu uma frieza e como se estivesse morto, com muita frequência lhe assaltando, assim também nós. Ele achava que era difícil suportar um estado tão miserável como este? Então, nós devemos, também, detestar e abominar isto. E como ele clamou ao Forte por força e sabia que a revitalização deveria vir de Deus, devemos conhecer – eu confio que conhecemos – o mesmo recurso sob a mesma necessidade. Portanto, que seja a nossa oração agora e deixar a oração ser repetida muitas vezes “Vivifica-me, ó Senhor, segundo a tua palavra.”
Como devemos entender essa revitalização? Isto significa, é claro, fazer com que viva, mantendo vivo, e dando mais vida, numa palavra, vivificando. Ele estava vivo – ele era um homem espiritual, ou então ele não teria pedido para ser revivificado. Homens mortos nunca oram: “Vivifica-me”. É um sinal de que já há vida, quando alguém é capaz de dizer: “Dá-me a vida, ó Senhor!” Esta não é a oração do não convertido! É a oração de um homem que já está regenerado e tem o amor de Deus em sua alma – “vivifica-me, ó Senhor, segundo a tua palavra.” A revitalização, é claro, vem a nós, em primeiro lugar, pela regeneração. É então que recebemos a vida espiritual. E como não há vida natural no mundo, exceto a de que Deus é o autor, então com certeza na nova criação não há vida espiritual, exceto a que Deus criou.

A primeira vitalização é aquela que vem sobre nós quando começamos a sentir nossa necessidade de um Salvador, quando começamos a perceber a preciosidade desse Salvador e quando, com um dedo fraco, vamos tocar a orla das vestes do Salvador. Então estamos vivificados em novidade de vida! Mas esta vida espiritual precisa ser mantida viva. É como a vida de um fogo que deve ser alimentado com o combustível e com o suprimento de oxigênio. É como a nossa vida natural, que precisa de alimento para sustentá-la e precisa de ar para respirar, para a sua continuidade. Somos tanto criaturas do poder de Deus em nossa continuação de vida como no início de nossa vida! E, espiritualmente, somos tão devedores à Graça Divina que permanecemos crentes tanto quanto nos tornamos crentes.
Tão logo entramos na vida espiritual, a oração é o mais apropriado como um instinto sagrado: “Senhor, continua esta vida em minha alma, continua a vivificar-me, pois, se tu não fizeres isso, eu não tenho vida em mim separadamente de ti e eu morreria se eu fosse cortado de ti, assim como um galho quando cortado da videira. Continue, portanto, bom Senhor, a vivificar-me.”

Obviamente, também, algum revigoramento especial e animação da vida deve estar implícito aqui. As árvores, durante todo o inverno, estão vivas. Sua seiva está nelas quando lançam suas folhas. A vitalidade não é extinta, embora o nosso poeta de “As Estações” cante:
“Como morto o reino vegetal se encontra: Como mudo o coro afinado!”
Um ato divino de poder mantém secretamente a vida, escondida até a primavera chegar. Então, as correntes de gelo são quebradas, o calor começa a iluminar os botões fechados, a seiva flui e as árvores, nas suas cores revivificadas e seus botões eclodindo, dão essa promessa do retorno da folhagem e flores que, num sentido muito especial, delas pode ser dito que estão vivificadas.

Assim, amado, você vê que, em primeiro lugar, Deus nos dá a vida, então Ele mantém a vida. E então, em tempos e estações, ele dá vigor para esta vida de modo que ela se torna mais evidente e forte. Eu gostaria que Deus levasse algum pobre pecador a orar no primeiro sentido da palavra: “Senhor, vivifica-me! Dê-me vida!” Isto seria um sinal de que a vida estava por vir! Eu gostaria que cada cristão orasse incessantemente a oração no segundo sentido – “Vivifica-me, Senhor” – isto é, “continuamente mantenha-me fiel e verdadeiro à Tua Palavra.” E, em seguida, em terceiro lugar, eu gostaria que todos nós fôssemos para o terceiro sentido e disséssemos: “Senhor, encoraja-me, vivifica-me, levanta-me até uma vida superior. Enche-me com mais de Seu Espírito Santo e assim torna-me-ei mais fiel e mais parecido com o seu Filho Jesus, sempre vivo, que tem vida em si mesmo “.

Primeiro, irmãos e irmãs, gostaria de atribuir algumas razões pelas quais você precisa ser vivificado. Em segundo lugar, gostaria de salientar alguns modos para obter isto. Em terceiro lugar, devemos mencionar algumas maneiras em que isto é operado. E, em quarto lugar, vamos sugerir alguns argumentos, como o salmista utilizou, para a sua obtenção.
I. Há muitas razões pelas quais devemos buscar vivificação. Você não pode ignorar o que é confessado no texto – por causa da influência mortal deste mundo -“Minha alma se une ao pó: vivifica-me segundo a tua palavra.” Estamos cercados de poeira. Estamos associados com a poeira. As melhores e mais brilhantes coisas que estão neste mundo são feitas de pó. E quanto a nós, embora tenhamos dentro de nós uma nova e maior vida que não tem fraternidade com o pó (a nova criatura), há uma antiga vida que nos pertence (o velho homem), que é o irmão do pó que diz ao verme: “Você é minha irmã.” “És pó, e ao pó tornarás”, é verdade para cada um de nós.

E ainda, amados, não podemos nos alimentar de pó – que é a comida da serpente – e não nossa. A nova vida em nós anseia por algo mais elevado, mas a velha natureza tenta se contentar com o pó – ela se apega a ele – e o pó se apega a ela. Você sabe que a preocupação de um dia agitado, muitas vezes, diminui seu ardor em oração e desqualifica os seus pensamentos para a meditação piedosa? Você não pode pensar muito sobre o tesouro celestial, se você pensa e valoriza muito os bens deste mundo.
As riquezas são muitas vezes um estorvo perigoso para aqueles que buscam a justiça de Deus. Elas levam o coração para longe de Deus. Mathew Henry, em seu próprio estilo afiado, nos adverte que o cuidado no sentido de obter, o medo em manter, a tentação de usar, a culpa em abusar, a tristeza em perder e a responsabilidade de dar conta de ouro e prata, casas e terras, acumulam um fardo pesado para ser suportado por quem tem uma consciência livre de ofensa para com Deus e para com o homem. E, no entanto, se você tem muito pouco da riqueza deste mundo, você vai encontrar na pobreza uma dura provação. Os cuidados da pobreza, como os de propriedade, muitas vezes quebram o repouso tranquilo que a nossa fé deve desfrutar.

Não há nada neste mundo para ajudar a nova vida espiritual do cristão – tudo é contra ele! Nossa alma se apega à poeira.
Agora, como você não pode ficar fora do mundo, ore para que possa superar a sua influência. Vocês homens de negócios, chefes de família, vocês que lideram e vocês que seguem, todos vocês devem ainda estar no mundo e estar juntos com os homens do mundo, portanto, clamem a Deus, sim, clamem poderosamente: “Senhor, livra-nos da influência mortal do mundo em que vivemos! Revitaliza-nos, nós te pedimos, dia a dia!”
Uma segunda razão para a nossa necessidade de revitalização repousa na influência da vaidade – da que é realmente pecaminosa. Veja o versículo 37 “Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade, e vivifica-me no teu caminho.” Como nós estamos no mundo, vemos uma grande quantidade daquilo que é prejudicial para nós. Os pecados dos outros deixam algum tipo de mancha na consciência. Pergunto-me se você pode ler um jornal e verificar a história de um assassinato ou um assalto, ou pesquisar com olhar mais distante qualquer livro da história do pecado de seus companheiros sem ser, em certo grau, ferido. Somos obrigados a ver muito de vaidade e pecado cotidianamente. E isto não se limita a palavras torpes.

Nossos olhos ficam muitas vezes fascinados com essas vaidades do mundo. O mundo coloca uma pele muito bela. Ele pinta o rosto como Jezabel. E nem sempre é fácil, como Jeú, detestá-la, e dizer: “arremessai-a, e deixai que os cães a consumam.” Não temos nada a ver com este mundo vão! Nós não somos cidadãos desta terra!
Há, portanto, uma segunda razão por que devemos buscar por revitalização. Às vezes, teremos necessidade de clamar por revitalização porque estamos rodeados por enganadores. Veja os versos 87 e 88 “Quase que me têm consumido sobre a terra, mas eu não deixei os teus preceitos Vivifica-me segundo a tua benignidade; assim guardarei o testemunho da tua boca.” Se vocês muitas vezes são atacados por inimigos e se esses inimigos são pessoas de sua própria casa, se eles zombam da sua fé, se eles fazem pilhéria da santidade com propósito de causar dor em você, certamente você vai precisar de uma grande quantidade da graça divina para não ficar aborrecido.

Para ser sempre uma pomba – uma pomba no meio dos corvos. Para ser sempre um cordeiro – um cordeiro no meio de lobos, não é tão fácil. É preciso ter muita vida espiritual, que fará com que seja capaz de, sábia e discretamente, se comportar no meio daqueles que ficam à espreita para pegá-lo em cada palavra que diz. Lembre-se de como Davi atuou no tribunal de Saul, quando Saul olhou para ele. Pureza imaculada é a política mais segura. Embora Saul perseguisse Davi, ele não podia ver qualquer falha ou qualquer acusação que pudesse fazer contra ele. Oh, que todos vocês, jovens, especialmente aqueles que são submetidos ao escárnio e desprezo por causa da sua fidelidade a Cristo, possam ser duplamente abençoados com graça – vocês podem ser, de fato, vitalizados para a vida espiritual completa para que possam estar de pé nas provas de perseguição, censura, desconfiança, falsidade e calúnia que é certo que virão sobre vocês.
Não ore para se livrar da injúria – em vez disso regozije-se por ser achado digno de sofrer afrontas por amor de seu Salvador! Você pode orar, se quiser, para que o sofrimento seja aliviado porque a sua força é pequena. Você pode orar para que a sua fuga não seja no inverno, mas não faça disso o objetivo especial de sua petição. Em vez disso ore por graça para suportá-lo! Ore pela vida, a vida espiritual, pela qual você pode superar todas as coisas.

Outra razão para a busca de revitalização será encontrada no versículo 107: “Estou muito aflito: vivifica-me, ó Senhor, segundo a tua palavra”. Em épocas de aflição, estamos muito propensos a cair em um estado de mente frio e sombrio.
Se você está com dor, este tipo de aflição tem uma grande tendência a distrair a mente. Quem pode pensar quando a cabeça está latejando? Quem pode ficar calmo quando a dor lhe atravessa todo o corpo? Não é fácil. Bem, agora, nós temos razão, quando nos sentimos fracos, quando sentimos que a mente está sofrendo em simpatia com o corpo, a clamar: “Senhor, deixe a graça triunfar sobre a natureza. Deixe seu Espírito agir com poder – seu bendito Espírito consolador – para levantar-me sobre o peso, que agora está sobre mim, para que eu possa me gloriar na tribulação porque seu poder está sobre mim.”

II. Agora, vamos passar a descrever algumas das formas de se procurar por vivificação. Estas são muitas. Procure isto por causa do que você é. Você é um cristão e, portanto, já está vivo com Deus. A vida procura mais vida, é sua tendência natural. Se há vida em uma árvore, ela procura colocá-la em seus ramos. E quando ela teve seu surto de crescimento na primavera, você vai notar que ela começa a procurar então por seu surto de verão. E, quando o crescimento é superior no meio do verão, a árvore sempre tem um olho para o crescimento da primavera seguinte! E antes que as folhas velhas caiam ela já está preparando as novas. A vida está sempre visando mais vida. É uma lei da natureza. Há uma propagação continuamente progredindo em que a vida se desenvolve e se multiplica. Agora, se você tem a nova vida espiritual implantada pelo Espírito Santo, você procurará por mais. Se você não espera por mais vida, certamente deve ser porque você não tem vida. O homem que vive no espírito terá a certeza de clamar a Deus para que ele tenha vida em abundância.

O próximo motivo não é apenas por causa do que você é, mas por causa do que deveria ser. Aqui está uma pergunta para você que eu vou deixar você responder – “Que tipo de pessoas devemos ser em santidade e piedade?” Nós gostamos, às vezes, de resolver um problema. Existe uma forma de resolver. Tire uma foto, se puder, do que você deveria ser. Eu vou lhe dizer, se você tirar a foto com precisão, o que dever ser revelado? Deve ser como Jesus Cristo! Essa é a resposta para esta pergunta: “Que tipo de pessoas devemos ser?”
Agora, Cristo estava cheio de vida. Embora ele não se esforçou ou clamou, ou levantou a sua voz, ou fez com que fosse ouvida nas ruas por meio de buscar notoriedade popular, ainda que a vida estivesse nele! Ele era a luz da vida! Não havia nada estagnado, indiferente ou sem propósito em qualquer das suas ações ou em toda a sua carreira. Ora, a vida de Cristo era tão completa que parecia fluir, mesmo para as suas vestes, porque, quando tocaram suas vestes, saiu virtude dele! Ó Amados, devemos ser assim! À medida que somos resgatados, que somos vivificados por Cristo, como somos membros do seu corpo, como pertencemos a Ele, devemos nos considerar mortos para o pecado, mas vivos para Deus por Jesus Cristo!

Acima de todos os homens que vivem, o cristão deve viver no grau mais vigoroso. Nós temos uma corrida para correr! Não devemos rastejar e engatinhar, ou não vamos ganhar o prêmio. Temos uma batalha para lutar! Se embainharmos nossa espada, tirarmos nossa armadura e irmos dormir, como poderemos vencer os nossos inimigos espirituais? Temos uma agonia para suportar, de acordo com o seu poder que opera em nós poderosamente, e não pode haver esta resistência até ao sangue, combatendo contra o pecado, a menos que todas as nossas afeições sejam despertadas e todos os nossos poderes sejam movidos para a batalha interior maravilhosa. Devemos pedir a revitalização por causa do que deveríamos ser.

Então, devemos pedir revitalização por causa do que haveremos de ser. “Ainda não se manifestou o que haveremos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos como Ele é”. Irmãos e irmãs, vocês devem ser de um espírito puro no Céu! Sejam espirituais agora! Irmãos e Irmãs, vocês irão cantar entre os anjos! Ensaiem a música agora! Irmãos e Irmãs, vocês devem ver o rosto do Senhor, que é como o sol que brilha em sua força! Não deixe seus olhos agora serem selados com pó! Deixe-os serem claros, tão claros quanto eles possam estar nessa atmosfera enevoada da Terra. Amados, vocês devem se sentar no trono com Cristo, pois Ele diz: “Como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono, por isso, também, vocês se sentarão comigo no meu trono.” Lembre-se que você deve ser e se comportar de acordo com isto! Você não pode manter a dignidade da sua vocação, ou o seu destino celestial, a menos que você tenham uma abundância de vida espiritual para orar: “vivifica-me, ó Senhor.”

Agora, voltando às próprias confissões e reflexões do salmista. Ele nos dá outro motivo para buscarmos isso no versículo 88: “Vivifica-me segundo a tua benignidade, para que eu guarde o testemunho da tua boca.” Precisamos de revitalização, para o fim da obediência. Se nossa vida decai, então o poder do pecado terá o domínio sobre nós. Nós não podemos continuar no caminho da obediência e da sinceridade interior, a menos que diariamente nos vitalizemos. Tenho certeza que você quer ser santo. Bem, então, ore: “Vivifica-me”. Não existe tal coisa como um santo morto, ele deve estar vivendo a santidade e você deve ser vivificado para ser obediente, pois não há tal coisa como obediência morta. Até ao altar de Deus no Velho Testamento trouxeram aves e mamiferos, mas nunca trouxeram peixes! Por quê? Porque eles não poderiam trazer peixes vivos e não deve haver sacrifício apresentado a Deus, senão o que tenha vida! Peça por vida, para que você possa ter obediência!

Estamos sempre em perigo de esquecer os preceitos de Deus. Assim, para revigorar as nossas memórias e fortalecer nossos corações, devemos estar vitalizados. Nada pode fazer um homem tão seguro de andar corretamente e desafiando todos os ataques de seus inimigos como a recepção da vida espiritual. O jovem só pode purificar o seu caminho, observando-o segundo a Palavra de Deus. Mas ele não pode ter cuidado com o seu caminhar, se ele não estiver vivo no caminho. A vida é a grande coisa.
Se eu precisasse de algum motivo estarrecedor para despertar o relutante, eu iria recorrer às terríveis consequências de se perder a vida espiritual. Eu não quero dizer sobre a possibilidade de perdê-la, por completo, mas de falta da sua manifestação em nosso viver. Eu poderia lhe dizer de muitas congregações e igrejas, onde não há nenhuma evidência de vitalidade, crescimento ou aumento. É como se todos eles estivessem mortos. Eu não digo que não há vida espiritual, mas não há ninguém no sentido em que estou usando o termo. Eles caíram num sono profundo e os membros da Igreja são frios, apáticos, sem espírito.
A vida deles está no ponto mais baixo. Você não pode ter certeza que respiram. Com respirar quero me referir a um sopro de oração. Alguns deles não foram a uma reunião de oração, eles não poderiam dizer quando. E quando eles frequentam os cultos do Senhor hoje, não poucos deles, literalmente, dormem e os demais dormem com os olhos abertos. O pastor está cochilando, sonhando, roncando, falando em seu sono, com o qual se parece a sua pregação. Há muita pregação assim, um ronco inarticulado do evangelho eterno! O pregador, talvez, lê, ou então repete o que ele laboriosamente gravou na memória e fala como um menino de escola recita a sua lição. Oh, que o Senhor os vitalizasse! Que este lugar seja reduzido a cinzas e que a congregação seja espalhada aos quatro ventos do céu mais cedo do que deveria, antes de se tornar um enorme mausoléu, uma catacumba dos quais se pode dizer, “os mortos estão lá!”. “sem a Graça vitalizadora em nós temos um nome de que vivemos e estamos mortos, como nosso Senhor se referiu aos cristãos da Igreja de Sardes. Deus nos salve disto! Guardai-vos!

III. Agora vamos mencionar brevemente algumas das maneiras pelas quais a vivificação pode ser trabalhada em nós.
Está claro que o Senhor mesmo deve fazê-lo. Isto deve ser procurado em oração porque é pelo Seu poder que deve ser trabalhado. A oração é, “vivifica-me, ó Senhor, segundo a tua palavra.” Davi não espera que a revitalização venha de qualquer fonte, senão da divina. De onde a vida pode vir, senão do Deus vivo? No versículo 37 nos é dito como o Senhor muitas vezes vitaliza o seu povo, ou seja, desviando os olhos de contemplarem a vaidade. “Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade, e vivifica-me no teu caminho.”
O Senhor às vezes leva para longe a vaidade da qual fizemos o nosso ídolo, ou então Ele nos leva para longe do ídolo e não nos permite encontrar qualquer satisfação nele.
E vemos Davi se referindo aos preceitos do Senhor como o modo de ser vitalizado. Mas se pregarmos frequente e sinceramente os preceitos de nosso Senhor haverá ouvintes que reclamarão dizendo: “O pastor está se tornando legalista.” Não, irmãos e irmãs, isto é porque vocês estão recebendo a palavra como mortos, porque quando estiverem vivos, vocês amarão as Leis de Deus e os seus preceitos irão revitalizá-los. “Mas eles me causam dor”, diz alguém. De fato, a dor para retornar à vida é algo terrível. Bem, assim é o que sucede com os preceitos de Deus quando Ele nos vivificam. Estas leis doem em nós, porque elas nos mostram nossos defeitos, expõem as nossas faltas e nos humilham. Irmãos e Irmãs, este é o modo de ser vivificado! Seja grato por esta dor, que é um indício da vida. “Eu amo os teus preceitos, pois com eles tu me vivificaste.”

IV. Nosso último ponto é indagar quais são as nossas reivindicações quando chegamos diante de Deus para pedir por vivificação. Que argumentos devemos usar? Bem, irmãos e irmãs, use primeiro o argumento de sua necessidade. O que quer que seja a sua necessidade, faça como fez Davi no verso 107 – “Estou muito aflito;. Vivifica-me” Ou tome o nosso texto, “A minha alma se apega ao pó, vivifica-me.” Pleiteie as suas necessidades! Suas necessidades serão o argumento para o azeite e o vinho. Sua magreza e sua fome serão o argumento para um banquete. Mostre ao Senhor o que você é e onde você está. Confesse-o diante dele e isso deve ser uma boa petição.
Também pleiteie, se isto estiver em seu poder para fazê-lo, o desejo sincero de que Deus tem acendido em você. Leia o versículo 40: “Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me na tua justiça.” Isto é, tanto quanto dizer: “Senhor, tenho tido grandes saudades de ti. Tu me deste esses desejos, e não irá satisfazê-los?” Puseste em mim uma fome pelo pão do céu só por uma questão de me torturar?” Amados, se você tem um desejo, você pode depender dele, o desejo dos justos será concedido. Deus não excita o apetite sem fornecer o alimento.

Se Ele fizer você ter fome e sede de justiça, lembre-se da promessa: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos.” Eles não terão apenas um pouco, uma migalha ou duas para encher seus estômagos, mas eles serão fartos! Vá e alegue isto diante de Deus. “Tenho saudades de teus preceitos; vivifica-me na tua justiça.” Há o segundo fundamento. E então você pode encontrar um terceiro na justiça de Deus, como vimos no versículo 40. Apele para sua justiça! Eu vejo você começando a voltar envergonhado? Eu ouço você dizendo: “Oh, não, eu não poderia apelar por isto, porque a justiça de Deus irá me condenar.”

Pare um minuto. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados.” Porque, a justiça de Deus está do lado do homem que tem recebido a sua promessa porque seria injusto da parte de Deus quebrá-la! Ele não vai alterar uma única coisa que saiu de sua boca! O Senhor deu a Sua Palavra que Ele daria a Sua vida pelas pessoas. O próprio fato de lhes ter feito viver é a prova de que Ele quer continuar a fazê-los viver! Vá e pleiteie, então. Diga – “Em tua justiça, ó Senhor, vivifica-me.”
Outro motivo para pedirmos a vivificação é o da bondade amorosa de Deus. Leia o versículo 88, “Vivifica-me segundo a tua benignidade.” Olhe para o verso 149 – “Ouve a minha voz, segundo a tua benignidade: Ó Senhor, vivifica-me segundo o teu julgamento.” E assim, mais uma vez no verso 156 – “Grandes são as tuas misericórdias, ó Senhor, vivifica-me segundo os teus juízos.”
Ó Tu que me amas como um pai ama, dê-me mais vida!”
Jesus disse: “Aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá”, disse também, “Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá “.
Deus lhe dê essa fé viva que é o símbolo da vida divina. A ele seja a glória para todo o sempre! Amém.


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