LIVRE ARBÍTRIO – Algumas considerações (Levi Cândido)

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“LIVRE ARBÍTRIO” – Algumas considerações (Levi Cândido)

“Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.” (Filipenses 2:13)

Essa é uma questão levantada desde século: É o homem possuidor de tal “livre arbítrio” no que se concerne à salvação?
Em outras palavras: É o pecador capaz, por si mesmo e sem qualquer ajuda, de voltar-se para Deus, a fim de ser salvo dos seus pecados?
A propósito, o que a Bíblia menciona sobre a vontade humana?
Qual é de fato, o caminho de salvação providenciado pelo Senhor para a salvação do perdido pecador e que foi decretado em Sua palavra?
Essas e outras perguntas pertinentes ao tema em pauta, devemos analisá-las todas sob a perspectiva da Escritura Sagrada e sujeitar nossas razões ao veredicto do Senhor, visto ser Ele o “Autor da Salvação”. “Ao Senhor pertence a salvação.” (Jonas 2:9).

Nesta grande questão devemos apelar ao grande princípio mestre: As Escrituras devem ser comparadas com as Escrituras para se descobrir a verdade de qualquer assunto, seja este, claro ou obscuro, exceto as coisas encobertas pelo Senhor e, levando-se em consideração que as “coisas espirituais se discernem espiritualmente”. “As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, mas as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que observemos todas as palavras desta lei.” (Deuteronômio 29:29). Primeiramente consideraremos a definição do livre arbítrio com alguns conceitos sustentados por um proeminente defensor desse tema chamado Pelágio da Bretanha (350-423 d.C.).


Conforme alguns estudiosos deste assunto foi ele quem se destacou por pregar o “livre arbítrio” como sendo a expressão usada para significar a “vontade livre de escolha”, as “decisões livres” dos indivíduos acerca da salvação, independentemente da graça de Deus. Afirma-se de seu conceito: “Os seres humanos podem ter uma vida sem pecado com seus ‘dons naturais’ e que cabe a eles fazer isso”.¹

Antes de entrarmos em mais detalhes das conclusões do pensamento de Pelágio, é mister introduzirmos uma observação por W.J.Seaton relativamente a esse contexto.
Disse ele que uma avaliação correta da condição daquele que deverá ser salvo é uma questão fundamental. Se tivermos uma perspectiva deficiente e amena sobre o pecado, então estamos sujeitos a ter uma perspectiva deficiente quanto aos meios necessários para a salvação do pecador. Se acreditarmos que a queda do homem no Jardim do Éden foi só parcial, então é provável que fiquemos satisfeitos com uma salvação que seja atribuída parcialmente ao homem e parcialmente a Deus.

Como as palavras de J.C.Ryle sobre o assunto são cheias de bom senso! “Existem muito poucos erros e doutrinas falsas”, diz ele, “cujas origens não possam ser vinculadas a pontos de vista incorretos sobre a corrupção da natureza humana. Perspectivas erradas sobre uma doença sempre trarão consigo perspectivas erradas sobre uma cura. Perspectivas erradas sobre a corrupção da natureza humana sempre trarão consigo perspectivas erradas sobre o grandioso antídoto e cura daquela corrupção”.
Vejamos abaixo algumas conclusões do pensamento de Pelágio acerca da natureza humana, e então compararemos uma a uma com a Escritura Sagrada.

a) “A NATUREZA HUMANA É INALTERAVELMENTE BOA”. (?)
Quanto a isso lemos em Gênesis 2:17. “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”
(Gênesis 2:17).

Conforme o relato bíblico, vemos que Adão não foi obediente a este mandamento e, consequentemente, ele morreu conforme o Senhor havia dito. “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.” (Romanos 5:12).
Podemos ver também as implicações morais resultantes dessa transgressão explícitas na Bíblia. “Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, proferindo mentiras. Têm veneno semelhante ao veneno da serpente; são como a víbora surda, que tapa os seus ouvidos,” (Salmos 58:3-4).

A corrupção da natureza humana em consequência da queda é tão evidente, que até um agnóstico e revolucionário chamado Bertrand Arthur William Russel (1872-1970) afirmou: “É em nosso coração que está o mal, e é de lá que ele precisa ser arrancado”.
Também, o apóstolo Paulo escreveu em Efésios 2:1: “Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,”.
Assim vemos claramente na Bíblia que em consequência da queda, a natureza humana ficou comprometida pelo pecado.

b) “O MAL É UM ATO QUE NÓS PODEMOS EVITAR”. (?)
Respondemos com as palavras de Cristo. “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado.” (João 8:34). Ora, se o homem se tornou “escravo do pecado” em consequência da queda, somente um Salvador Todo Poderoso pode livrá-lo da escravidão do pecado. A isto podemos ler: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8:36).

Por que somente o Filho de Deus pode libertar o pecador da escravidão do pecado? Porque está escrito: “E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.” (Mateus 28:18). Se toda autoridade foi dada a Jesus no céu e na terra, quanto sobra para o pecador perdido, morto em delitos e pecados, evitar o mal, sendo este escravo do pecado? Nenhuma!
Em Segunda Epístola de Paulo a Timóteo, é apresentado o estado deplorável em que o pecador perdido se encontra. Leiamos: “Deve corrigir com mansidão os que se lhe opõem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento, levando-os ao conhecimento da verdade, para que assim voltem à sobriedade e escapem da armadilha do diabo, que os aprisionou para fazerem a sua vontade.” (2ª Timóteo 2:25-26).

O pecador perdido nessa condição não pode evitar o mal, visto estar ele aprisionado pelo diabo para fazer a vontade dele. O diabo guarda em segurança o que ele domina, mas somente até a chegada do Senhor, que tem autoridade e poder para destruí-lo e resgatar o seu povo de seu poder. “Porventura tirar-se-ia a presa ao poderoso, ou escapariam os legalmente presos? Mas assim diz o Senhor: Por certo que os presos se tirarão ao poderoso, e a presa do tirano escapará; porque eu contenderei com os que contendem contigo, e os teus filhos eu remirei.” (Isaías 49:24-25). Jesus é o único redentor que tira a presa de Satanás.

O pecador perdido, por si mesmo, não é capaz de escapar do “valente” que o prende para executar a vontade dele. Nesse estado de escravidão, o pecador anda “segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência;” nos desejos da carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e ele é por natureza filho da ira. (ver Efésios 2:3,4). Em minha consideração, Thomas Boston estava correto quando se expressou nestes termos: “As afeições do homem natural estão miseravelmente deslocadas; ele é um monstro espiritual.

Seu coração está onde deveriam estar seus pés, fixados na terra; seu calcanhar está levantado contra os céus, onde deveria estar fixado seu coração”. “Será que o etíope pode mudar a sua pele? Ou o leopardo as suas pintas? Assim também vocês são incapazes de fazer o bem, vocês que estão acostumados a praticar o mal.” (Jeremias 13:23 – NVI).

c) “PODEM HAVER HOMENS SEM PECADO”. (?)
Ora, esta é uma das afirmações mais absurdas que se podem conceber. Talvez tivesse sido infinitamente melhor para Pelágio ter dito: “Nos oceanos não há peixe!” Isso soaria absurdo, mas seria uma loucura tolerável. A Escritura Sagrada é categórica: “Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque.” (Eclesiastes 7:20). O Rei Davi ponderou: “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.” (Salmos 51:5).
Na verdade, só houve um homem sem pecado e jamais saiu de sua boca engano algum: Jesus Cristo. (ver 1ª Pedro 2:22).

d) “A DESCENDÊNCIA DE ADÃO NÃO HERDOU DELE A MORTE NATURAL”. (?)
Quanto a isso nada poderia ser mais claro do que a afirmação do apóstolo Paulo: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, visto que todos pecaram;” (Romanos 5:12). Assim considerou William Dyer: “ Se não fosse por causa do pecado, a morte nunca teria tido um princípio; se não fosse por causa da morte, o pecado nunca teria fim”. Está escrito em 1ª Corintios 15:22ª incontestavelmente: “Porque, assim como todos morrem em Adão,”. Primeiramente herdamos a morte espiritual de Adão e, consequentemente, a morte física.
Foi Mattew Henry quem se expressou com muita sabedoria escrevendo: “A graça não corre no sangue, mas a corrupção sim. Pecador gera pecador, mas santo não gera santo”.

e) “NEM O PECADO DE ADÃO NEM SUA CULPA FORAM TRANSMITIDOS”. (?)
Para essa afirmação lemos Romanos 5:18ª “Assim, pois, como por uma só ofensa veio o julgamento sobre todos os homens para a condenação…,” (Romanos 5:18).
Como Adão era o representante federal da raça humana, quando ele caiu no Éden, todos nós caímos com ele; pelo seu pecado nós morremos e pela sua condenação nós fomos condenados.
Neste aspecto Thomas Brooks considerou: “Existe a semente de todos os pecados – dos pecados mais vis e piores – no melhor dos homens”. “Desviaram-se todos, e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não, nem sequer um.” “Quem do imundo tirará o puro? Ninguém.” (Salmo 53:3, Jó 14:4)

Martinho Lutero considerou: “O pecado original está em nós como a barba. Barbeamo-nos hoje, parecemos apresentáveis e nosso rosto está limpo; amanhã nossa barba cresce de novo, e não para de crescer enquanto permanecemos na terra. De maneira semelhante, o pecado original não pode ser extirpado de nós; ele brotará em nós enquanto vivermos”. Esta referência é o pecado que herdamos de Adão. “Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.” (Romanos 5:19). Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (Romanos 8:1).

f) “TODOS OS HOMENS SÃO CRIADOS COMO ADÃO ERA ANTES DA QUEDA”. (?)
Ora, antes da queda “Criou, pois, Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gênesis 1:27). Depois da queda “Adão viveu cento e trinta anos, e gerou à sua semelhança, conforme a sua imagem, um filho, a quem pôs o nome de Sete.” (Gênesis 5:3). “A imagem divina que havia em Adão antes da queda, em consequência do pecado ficou desfigurada, manchada, deformada, depravada, embora não destruída”, disse Gordon Haddon Clark. Um pensador disse que “é como um espelho que foi quebrado em vários pedaços e que reflete somente uma fração muito pequena do caráter moral de Deus”. Sim, “Deus fez o homem à sua semelhança, e o homem em retribuição, fez Deus à sua imagem”, (Blaise Pascal). “Os que são da terra são semelhantes ao homem terreno; os que são do céu, ao homem celestial. Assim como tivemos a imagem do homem terreno, teremos também a imagem do homem celestial.” (1ª Coríntios 15:48-49). Concordo com Agostinho quando disse: “O homem é uma coisa boa que se deteriorou”.

g) “A GRAÇA DA CRIAÇÃO PRODUZ HOMENS PERFEITOS”. (?)
Referente a esta afirmação podemos ler: “Que concluiremos então? Estamos em posição de vantagem? Não! Já demonstramos que tanto judeus quanto gentios estão debaixo do pecado. Como está escrito: “Não há nenhum justo, nem um sequer;
não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus.
Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer”.” (Romanos 3:9-12).

A perfeição só poderia ser real no homem se Adão tivesse comido da “Arvore da Vida”, porém ele comeu da “arvore da ciência do bem e do mal” em desobediência ao Criador e então morreu. Agora só há um caminho para o homem chegar-se à perfeição, e esta não é pela graça da criação, senão pela graça da regeneração e santificação do Espírito de Deus. Lemos em 2ª Coríntios 5:17: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” “Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus.” (2 Coríntios 5:17, Filipenses 1:6). Essa conformidade à imagem de Cristo, é a “soberana vocação” que Paulo se referiu em Filipenses, capítulo 3:12-14. “Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus.

Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim,
Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”
Somente por ocasião da manifestação de Cristo Jesus em “Huióstesia” (“Huiós”, termo grego para designar filhos maiores ou maduros), então se cumprirá a palavra: “…mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é.” (1 João 3:2b).

h) “A GRAÇA É DADA DE ACORDO COM A JUSTIÇA E MÉRITO”. (?)
Mais uma vez, isso não pode ser! A Escritura Sagrada afirma: “E, se é pela graça, já não é mais pelas obras; se fosse, a graça já não seria graça.” (Romanos 11:6).
Os méritos e justiças humanas nunca serão satisfatórios para alcançar o “favor imerecido” de Deus. Se assim fosse, não seria graça, mas mérito, logo a salvação repousaria na suficiência humana e não no poder de Deus. Mas, lemos acerca da graça salvadora: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie;” (Efésios 2:8-9).

Alguém disse que “Graça é algo mais do que favor imerecido… Graça é favor demonstrado onde há absoluto demérito na pessoa que a recebe”. Somente os filhos de Deus aprendem que toda a eficiência deles sem a suficiência de Deus é apenas deficiência.
“A graça é uma provisão para homens que se acham tão decaídos que não podem erguer o machado da justiça, tão corruptos que não podem mudar as suas próprias naturezas, tão contrários a Deus que não podem voltar para Ele, tão cegos que não podem vê-lO, tão surdos que não podem ouvi-lO, e tão mortos que Ele mesmo precisa abrir os seus túmulos e levantá-los para a ressurreição”.**

Nesse aspecto Thomas Brooks ponderou: “Nenhum homem começa a ser bom enquanto não se considera mau”. E, G. B. Duncan também pesou a sua pena sabiamente escrevendo acerca do cristão autêntico: “Quanto mais santo, maior a consciência de pecado”. Vejamos a expressão do profeta Isaias quando ele contemplou a soberania divina ao contraste da falibilidade humana, e então declarou: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam.” (Isaías 64:6).

Os santos de Deus reconhecem que após terem sido justificados por Deus, não são mais capazes de ter um único pensamento bom, de expressar um único desejo bom, de falar uma única palavra boa e de realizar uma única boa obra do que eram antes de serem justificados. Quanto a isso escreveu o apóstolo Paulo: “Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus,” (2 Coríntios 3:5).
Isso significa que “os crentes em si mesmos não possui vida, poder e vigor espiritual. Tudo o que possuem em sua vida espiritual, procede de Cristo”².

Em resumo do que até aqui foi dito ressaltamos: A vontade do homem não é livre.
“O homem que não dá toda glória ao evangelho, mas atribui parte da salvação ao seu suposto arbítrio livre, certamente conhece muito pouco da praga do pecado que está dentro dele”, dizia J. C. Ryle.

Além disso, o apóstolo João também afirmou no capítulo 1 e verso 16 do evangelho: “Porque todos nós temos recebido da sua plenitude, e graça sobre graça”. (João 1:16). Isto posto, recebemos bênçãos espirituais exclusivamente através da graça derivada de Outrem, e não através de nossos próprios esforços. Duas idéias contrárias não podem ser ambas verdadeiras. É impossível que a graça divina seja tão sem valor que qualquer um, em qualquer lugar, seja capaz de obtê-la, ao mesmo tempo que essa graça é tão valiosa que só podemos recebê-la através dos méritos de um único homem, Jesus Cristo.
Como eu gostaria que os meus opositores percebessem que quando
advogam a causa do “livre-arbítrio”, estão negando a Cristo. Se podemos
obter graça divina mediante o nosso “livre-arbítrio”, então não temos
necessidade de Cristo. E, se temos a Cristo, não precisamos do “livre-
-arbítrio”.

Aqueles que defendem o “livre-arbítrio” atestam sua negação a Cristo por meio de suas ações, porquanto alguns deles chegam ao extremo de apelar para a intercessão de Maria e de “santos”, não dependendo de Cristo como o único mediador entre Deus e o homem. Todos esses têm abandonado a Cristo em sua obra como mediador e gracioso Salvador, considerando os méritos de Cristo de menor valor do que seus próprios esforços³.
Em resposta às perguntas levantadas no início dessa exposição respondemos: O pecador perdido é incapaz por si mesmo de voltar-se para Deus, a fim de ser salvo dos seus pecados, isto porque a vontade humana está escravizada pelo diabo.

O único caminho de salvação providenciado pelo Senhor para a salvação do perdido pecador, decretado na Palavra de Deus é pela graça livre e soberana do Senhor através do evangelho: Vida, morte, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo.
O “livre arbítrio” se considerado honestamente à luz da Sagrada Escritura, é uma heresia que ocultamente procura destronar a Deus e entronizar o homem na posição de “salvador”. Isso pode parecer ridículo para alguns, no entanto essa é a implicação inevitável de tal livre arbítrio – “o homem quer ser o seu próprio deus”.

Dessa forma, o livre arbítrio é uma anulação camuflada da graça de Deus em substituição à “onipotência humana”. Mas o método decretado por Deus para a salvação de todo aquele que crê continua irremovível: “Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores (e aqui podem ser inclusos os adeptos do livre arbítrio), a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há (inclusive o “livre arbítrio”), dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (Atos 4:11-12).

“Foi pelos crimes que pratiquei,
Que ele gemeu no madeiro?
Piedade admirável! Graça desconhecida!
Amor sem medida! *
Sola Gratia!

Notas:
¹ Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
²J.C.Ryle.
³Martinho Lutero.
*Isaac Watts.
** G. S. Bishop

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