Juízos Sobre a Ociosidade e a Impiedade

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Provérbios 10.26: Como vinagre para os dentes, como fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam.
27 O temor do Senhor aumenta os dias; mas os anos dos ímpios serão abreviados.

O vinagre embota os dentes, e a fumaça faz arder os olhos prejudicando a visão. Este é o efeito produzido naqueles que dão alguma missão para ser cumprida pelo preguiçoso.
O homem que não é diligente e não se dispõe a aprender a fazer o que é bom, sempre será um grande estorvo na vida daqueles que seguem pela senda do bem.

Não existe um aparente contraste entre o que é dito no verso 26 e no 27, mas podemos ver por detrás das afirmações, que o temor do Senhor que nos torna diligentes em fazer o bem acrescenta aos justos os dias de vida que são abreviados aos ímpios.
Por mais tempo que um ímpio viva neste mundo será como uma nuvem passageira, comparado com a eternidade de glória que está prometida por Deus para os justos, que já começam a desfrutar aqui, por meio da sua fé em Jesus Cristo.
Isto nos remete às palavras do salmista que foram repetidas pelo apóstolo Pedro:

1Pe 3:10 Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente;
1Pe 3:11 aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la.
1Pe 3:12 Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas, mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males.
O apóstolo confirma as palavras do Salmo 34.12-16, como sendo a fórmula da vida abençoada por Deus.

Ali se destaca a necessidade de se refrear a língua da maledicência e do engano; o ato de se separar do mal e praticar o bem, e buscar a paz e permanecer nela (v. 10, 11).
O motivo de tal necessidade é apresentado, como sendo o fato de que os olhos de Deus estão voltados para os justos, e os Seus ouvidos abertos para atender às suas orações, mas o rosto do Senhor é contra aqueles que praticam o mal (v. 12).
Para reforçar o argumento para a prática das coisas que havia ordenado, o apóstolo afirmou que não é comum que alguém se disponha a fazer o mal a quem é zeloso do bem; revelando com isto que é sendo zeloso do bem que se evita muitos males (v. 13).

Porém, sabendo que há um sofrimento injusto que os cristãos padecem da parte de outros, o qual é permitido por Deus para a provação da sua fé, Pedro diz que os cristãos continuam sendo bem-aventurados aos olhos de Deus, quando padecem tais sofrimentos por amor da justiça, e não devem temer as ameaças dos seus inimigos, nem ficarem com suas mentes e corações turbados por causa deles, mas, permanecerem em santificação com Cristo em seus corações, sujeitando-se ao Seu Senhorio, de maneira que continuem dando um bom testemunho do evangelho, com mansidão em seus corações (v. 14, 15).
Os que sofrem devem ter, no entanto, uma boa consciência, isto é, devem se assegurar que não estão sofrendo por nenhum mau procedimento deles, de maneira que não tenham qualquer sustentação as palavras insidiosas daqueles que falam contra o seu bom procedimento em Cristo (v. 16).

O apóstolo revela que está na esfera da vontade soberana de Deus que passemos por determinadas aflições, apesar de estarmos fazendo o bem. Cristo havia passado pelo mesmo tipo de sofrimentos, para servir de modelo para nós naquilo que sofremos por causa do nosso amor à justiça (v. 17). Não havia nEle nenhum pecado ou injustiça como há em nós, mas assim como Ele sofreu até a morte de cruz, para que pudesse quitar a dívida dos nossos pecados, devemos nos armar do mesmo sentimento, estando dispostos a sofrer em favor da salvação do nosso próximo (v. 18).

Pr Silvio Dutra


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