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Virgindade de Maria Parentes eram chamados de irmãos?

Comments (7)
  1. leandro disse:

    Respondendo ao artigo do senhor Airton que seja por imprecisão,desconhecimento ou até mesmo má fé se equivoca em tentar contradizer A Igreja Catolica.O senhor parece saber que que de fato nos apoiamos na Biblia e na Tradição Apostolica Conservada pelos sucessores apostolicos.

    O erro começa em querer tirar conclusões apressadas baseadas numa tradução de Biblia tambem usada nos tempos atuais e onde colaboraram catolicos e protestantes(a Biblia de jerusalem).

    Em 1º porque até hoje é a Vulgata Latina traduzida por S Jeronimo a Biblia oficialmente utilizada pela Igreja.Em segundo porque o senhor deveria saber que algo so se torna palavra oficial da Igreja quando é publicado nas enciclicas do Bispo de Roma e/ou nos Concilios presididos pelo sucessor do apostolo Pedro.

    Mas vamos ao assunto em questão os pretensos “irmãos de Jesus”

    Jesus Cristo é o Verbo de Deus, isto é, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Filho de Deus.

    Era extremamente conveniente que Cristo fosse concebido de modo virginal, porque, ele devia nascer como qualquer homem, se não se negaria a sua humanidade. Mas Ele devia ser concebido miraculosamente, para que se compreendesse que Ele era Deus. Cristo nasceu de uma mulher, para provar que era homem. Nasceu de uma Virgem, para ficar claro que Ele era Deus
    Por isso é que o Profeta Isaías, séculos antes, anunciou que “Pois por isso, o mesmo Senhor vos dará este sinal: uma Virgem conceberá e dará à luz a um filho, e o seu nome será Emanuel” (Is. VII , 14).
    Que Nossa Senhora concebeu a Jesus virginalmente, vejo que você compreende, aceita e crê, pois que isso está revelado no Evangelho de São Lucas ,onde se lê:
    “Estando Isabel no sexto mês, foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galiléia, chamada Nazareth, a uma virgem desposada com um varão, chamado José, da casa de Davi. E o nome da Virgem era Maria” (Luc.I, 26-27).
    Que Nossa Senhora permanecesse Virgem depois do parto de Jesus, era também muitíssimo conveniente, porque:
    1* Porque sendo Jesus, o Filho unigênito de Deus Pai — o Verbo ou Sabedoria de Deus — convinha que também na terra Ele fosse unigênito.
    2* Porque, se Ele tivesse tido irmãos carnais, pensar-se -ia que esses irmãos também seriam deuses, causando o politeísmo e heresia.
    3* Porque Deus fez um paraíso para Adão apenas. Fez um Paraíso para os homens no céu. E fez um Paraíso só para si, que foi Maria. É o que diz São Luis de Montfort.
    4* Porque convém absolutamente — mais — é necessário que Deus só tenha uma esposa, assim como é necessário que Ele tenha uma só Igreja. Por isso, assim também a esposa só pode ter um esposo. E Maria só devia ter um esposo real: o próprio Deus, e manter-se virgem por toda a vida.
    5* Porque era muito necessário, para nós, que fosse assim, para compreendermos o alto valor da Virgindade, pois que a Virgem mais fecunda, aquela que gerou em seu seio o próprio Deus encarnado, quis se manter Virgem, como deveremos nós prezar a virgindade e a pureza, nós que geramos filhos, sem valor, se comparados com o dela?
    6* Sempre existe semelhança entre mãe e filho. Também entre Nossa Senhora e Jesus deve haver semelhança maior do que a normal. Maria foi feita por Deus o quanto possível semelhante e proporcionada a seu Filho santíssimo. Como Jesus se manteve virgem sempre, convinha imensamente que Maria, também nisto, fosse proporcionada a Cristo, e permanecesse perpetuamente virgem.
    7* O matrimônio é monogâmico. Ora, se Maria tivesse tido filhos de outrem que não o Espírito Santo, seu Divino esposo, isso seria uma aberração, semelhante ao adultério. Esposa do Divino Espírito Santo uma vez, Maria devia se conservar sua esposa fiel sempre.
    O PROBLEMA DOS “IRMÃOS” DE JESUS
    Muitos hereges, no passado, ousaram, de modo blasfemo, duvidar da virgindade perpétua de Nossa Senhora. Para sofimar sobre isto, eles alegavam os textos dos evangelhos que falam dos “Irmãos” de Jesus.
    Nos tempos modernos, os protestantes repetiram essa blasfêmia contra a Mãe do Senhor. E, explorando a ignorância das massas, eles espalham sua heresia no meio do povo mais simples.
    Com efeito os evangelistas falam, em várias passagens desses “irmãos” de Jesus.
    Se Jesus teve irmãos, argumentam esses hereges, Maria não foi sempre virgem.
    Como responder a esse problema?
    Permita-me passar-lhe cópia da resposta a essa questão feita pelo autor de um livro muito útil: Lúcio Navarro, Legítima Interpretação da Bíblia, Campanha de Instrução religiosa, Brasil-Portugal, Recife, 1958 n º 400, pp.590 a 592 inclusive.
    “400. Diante da frase de S. Mateus vista no número anterior, o leitor ainda poderá compreender como se tenham equivocado os protestantes, iludindo-se com as aparências.
    Mas agora vai pasmar ao ver a malícia, a precipitação com que esses enfatuados intérpretes da Bíblia que a lêem continuamente e procuram aprendê-la de cor, ainda vão tirar da expressão IRMÃOS DE JESUS uma conclusão. contra a virgindade perpétua do Maria Santíssima. Senão, vejamos.
    Sabemos que a Escritura não somente designa com o nome de Irmãos aquêles que são filhos do mesmo pai ou da mesma mãe, como eram Caim .Abel, Esaú e Jacó, S. Tiago Maior e S. João Evangelista (que eram filhos de Zebedeu) etc.; mas também aqueles que são parentes próximos, como tios e primos. – A Escritura está cheia destes exemplos.
    Abraão chama de Irmão a Lot: “Peço-te que não haja rinhas entre mim e ti, nem entre os meus pastores e os teus, porque somos IRMÃOS (Gênesis, XIII-8). Mais adiante a própria Bíblia o chama assim: “Abraão, tendo ouvido que Lot, seu IRMÃO, ficara prisioneiro… (Gênesis XIV-14). Pois bem, “Lot era apenas sobrinho de Abraão, pois já antes disto se lê no Gênesis: “Tinha Abraão setenta e cinco anos, quando saiu de Harã. E ele levou consigo a Sarai, sua mulher, a Lot, FILHO DE SEU IRMÃO, E todos os bens que possuíam (Gênesis XII-4 e 5).
    Labão, diz a Jacó: “Acaso, porque tu és meu IRMÃO, deves tu servir-me de graça ? (Gênesis XXIX-15). E no entanto Jacó era SOBRINHO de Labão:Isaac chamou a Jacó e o abençoou e lhe pôs pôr preceito dizendo: “Não tomes mulher da geração de Canaã; mas vai e parte para a Mesopotimia … e desposa-te com uma das filhas de Labão, TEU TIO”‘ (Gênesis, XXVIII -l e 2). Realmente Jacó era filho de Isaac com Rebeca (Gênesis XXV, 21 a 25) e Rebeca era irmã de Labão: “Rebeca, porém, tinha um irmão chamado Labão (Gênesis, XXIV-29). E, no entanto, não só como vimos acima, seu tio o chama IRMÃO, mas também quando Jacó se encontra com Raquel, que é filha de Labão (Gênesis XXIX-5 e 6), diz à moça que é IRMÃO de Labão: “E lhe manifestou que era IRMÃO de seu pai, filho de Rebeca (Gênesis XXIX-12).
    Lê-se no Levítico que Nadab e Abiu, FILHOS de ARÃO (Levítico X-1) são mortos pôr castigo, pôr terem oferecido um fogo estranho nos seus turíbulos. Moisés chama os primos dos que faleceram: Misael e Elisafan, FILHOS de Oziel, TIO DE ARÃO (Levítico X-4) e lhes diz: ide, tirai vossos IRMÃOS de diante do santuário e levai-os para fora do campo (Levítico X-4).
    Lê-se no livro de Paralipômenos que Eleazar e Cis são filhos de Moholi: “FILHOS DE MOHOLI: Eleasar e Cis”(I Paralipômenos XXIII-21), portanto Irmãos no verdadeiro sentido da palavra. Eleazar só teve filhas e não filhos; as filhas dele se casaram com os filhos de Cis. Espera-se que a Escritura diga: casaram-se com os filhos de Cis, que eram seus primos; mas ela diz: com os filhos de Cis, seus IRMÃOS: “E Eleazar morreu e não teve filhos, senão filhas; e casaram com os filhos de Cis, SEUS IRMÃOS (I Paralipômenos, XXIII-22).
    É dentro deste costume hebreu de designar com o nome de IRMÃOS, não só os que têm os mesmos pais, senão também os parentes próximos como tios, primos e sobrinhos, pois o hebraico não possuía palavras próprias para designar esses parentescos, que o Novo Testamento fala em IRMÃOS DE JESUS E É O próprio Novo Testamento QUE SE ENCARREGA DE. DEMONSTRÄ-LO.
    Querem ter a PROVA nossos amigos protestantes?
    Dá alguma vez o Evangelho os nomes desses irmãos de Jesus, para que possamos identificá-los?
    Sim, dá. Sabe-se dos nomes, pelo menos de 4: Tiago, José, Judas e Simão: “Não é este o oficial, filho de Maria, IRMÃO de TIAGO, de José, de JUDAS E de SIMAO? Não vivem aqui entre nos também suas irmãs ? (Marcos, I-3). “Porventura não é este o filho do oficial ? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos TIAGO, JOSÉ, SIMAO E JUDAS? E suas irmãs não vivem elas todas entre nós? (Mateus, XIII-55 e 56).
    Pois bem, este TIAGO que encabeça a lista é um Apóstolo, pois diz S. Paulo na Epístola aos Gálatas: “E dos outros APÓSTOLOS não vi a nenhum, senão a TIAGO, IRMÃO DO SENHOR (Gálatas, 1-19).
    Quer dizer então que, segundo a opinião desses protestantes, este Tiago Apóstolo era filho de Maria, mãe de Jesus; e de Maria e de José, porque, como os próprios protestantes reconhecem, Maria nunca teve filhos antes de seu casamento com José. E não se casou com outro depois da morte de José, pois na hora da morte de Cristo, ela está sozinha, sem marido e Cristo a entrega a S. João Evangelista; além disto se Maria tivesse casado outra vez, seus filhos estariam pequenos, não estariam em idade de ser Apóstolos.

    Temos 2 Apóstolos com o nome de Tiago: Tiago Maior, e Tiago Menor. Vamos ver se algum deles era filho de José com Maria.
    S. Tiago Maior era irmão de S. João Evangelista, e ambos FILHOS DE ZEBEDEU: “Da mesma sorte havia deixado atônitos a TIAGO e a. JOÃO, FILHOS DB ZEBEDEU (Lucas V-IO).
    S. Tiago Menor, que era irmão de Judas, era filho de ALFEU. Entre os Apóstolos, que são enumerados pôr S. Mateus, estão: Tiago FILHO DE ZEBEDEU, e Tiago FILHO DE ALFEU (Mateus X-3). Que tem a ver Maria Santíssima com este Alfeu ou com este Zebedeu? Logo, este Tiago, IRMÃO DO SENHOR, não é seu filho.
    Além disto, comparando-se os Evangelhos, se vê claramente que este Tiago « este José que encabeçam a lista são PRIMOS de Jesus», e o Tiago é o Apóstolo Tiago Menor. Enumerando as mulheres que estavam juntamente com Maria ao pé da cruz, Mateus, Marcos e João as identificam da seguinte maneira:
    Mateus XXVII- 56 Marcos XV – 40 João XIX – 25
    Maria, mãe de Tiago e de José; Maria, mãe de Tiago Menor e de José; a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cleofas
    Maria Madalena; Maria Madalena Maria Madalena
    a mãe dos filhos de Zebedeu. Salomé
    Por aí se vê que a mesma Maria que é apresentada por São João como tia de Jesus (Irmã de sua mãe) é apresentada por São Mateus e S. Marcos como mãe de TIAGO MENOR E de José. E é claro que não se trata de Maria Salomé, que é a mãe dos filhos de Zebedeu e, portanto, é mãe de Tiago Maior.
    Tiago Menor e José são, portanto, PRIMOS de Jesus e são os primeiros que. encabeçam aquela lista: TIAGO, JOSÉ, JUDAS E SIMÃO
    E de fato o Apóstolo S. Judas Tadeu era irmão de S. Tiago Menor, pois ele diz no começo de sua Epístola: “Judas, servo de Jesus Cristo e IRMÃO de Tiago (vers. l.). Tanto o Evangelho de S. Lucas (VI-16) como os Atos dos Apóstolos (1-13) para diferenciarem Judas Tadeu de Judas Iscariotes, chamam a Judas Tadeu: Judas, irmão de Tiago.
    E assim cai pôr terra fragorosamente a alegação dos protestantes de que Maria teve outros filhos além do Divino Salvador, alegação baseada em que o Evangelho fala em IRMÃOS DE JESUS. Não só provamos que entre os hebreus se chamavam IRMÃOS os parentes próximos, mas também mostramos que a lista dos nomes apresentados como sendo destes IRMÃOS é logo encabeçada pôr DOIS PRIMOS, Filhos da irmã da mãe de Jesus. Logo, não tem nenhum valor a alegação.
    A única dificuldade, esta agora já sem importância, que pode fazer o protestante é que Tiago Menor é filho de ALFEU, e sua mãe é apresentada COMO MULHER DE CLEOFAS.
    Sem precisar recorrer a nenhum argumento de tradição (porque talvez os protestantes não gostem disto) temos que observar o seguinte:
    l.0 — o texto original não diz MULHER DE CLEOFAS, mas diz simplesmente: a irmã de sua mãe, Miaria, a do Cleofas (texto grego de João XIX-25); podia chamar-se Maria, a do Cleofas, pôr causa do pai ou pôr outro qualquer motivo;
    20 — não repugna que a mesma Maria se tenha casado com Alfeu e dele tenha tido S. Tiago Menor, e depois se tenha casado com Cleofas e tido outros filhos ou mesmo deixado de ter. Tiago é o único que é apontado nos Evangelhos como filho deste Alfeu, pois o Alfeu, pai de S. Mateus (Marcos 11-14) já deve ser outro;
    3.° — não repugna que o próprio Alfeu seja o mesmo Cleofas. É muito comum nas Escrituras uma pessoa ser conhecida pôr 2 nomes diversos: O sogro de Moisés é chamado Raguel (Êxodo 11-18 a 21) e logo depois é chamado Jetro (Êxodo, III – l). Gedeão, depois de ter derribado o altar de Baal é chamado também Jerobaal (Juizes, VI-32). Osias, rei de Judá, é chamado também Azarias (4 Reis, XV-32; I Paralipômenos, III-12). E no Novo Testamento o mesmo Mateus é chamado Levi: ‘Viu um homem, que estava assentado no telônio, chamado Mateus (Mateus, IX-9) . “Viu a Levi, filho de Alfeu, assentado no telônio (Marcos, 11-14). O mesmo que é chamado José é chamado Barsabas (Atos, I, 23).
    Ainda hoje mesmo, entre nós, nas nossas localidades do interior principalmente, é multo comum esta duplicidade de nomes.
    Seja Alfeu o mesmo Cleofas ou não seja. Isto pouco importa. 0 que é fato é que Maria de Cleofas é Irmã de Maria, mãe.de Jesus e é ao mesmo tempo mãe de Tiago e de José, que são chamados IRMÃOS do Senhor” (Lúcio Navarro, Legítima Interpretação da Bíblia, Campanha de Instrução religiosa, Brasil- Portugal, Recife, 1958 n0 400, pp.590 a 592 inclusive).
    Fizemos questão de copiar essa brilhante exposição de Lúcio Navarro, porque ela não deixa margem a dúvida: Irmãos de Jesus eram primos dEle, e não Irmãos de sangue. Logo, Maria Santíssima só teve um Filho gerado nela por obra do Espírito Santo: Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem. Maria Santíssima foi sempre Virgem.

    Inúmeras vezes aparece no Evangelho que Maria é Mãe de Jesus. Ora como Jesus Cristo é Deus, Maria necessariamente é Mãe de Deus.
    Evidentemente, sendo Deus eterno, é claro que Nossa Senhora não pode ter gerado Deus na eternidade. Maria não é mãe do Verbo de Deus quanto à sua origem divina, procedente e gerado pelo Pai desde toda eternidade. Ela é Mãe do Filho de Deus encarnado, no tempo; é Mãe do Filho de Deus feito homem.
    Cristo tinha duas naturezas – como confessam mas tinha uma só pessoa, a do Filho de Deus. Dizer que a Virgem Maria foi só a Mãe de Jesus, mas não a Mãe de Deus, é atribuir duas pessoas a Cristo.
    Sua mãe, ó senhor Airton, sua mãe gerou apenas o seu corpo, e não sua alma. Mas ela é mãe de Airton inteiro. Se alguém lhe dissesse que sua mãe, por não ter gerado sua alma, criada por Deus, não é mãe de Airton, estaria dizendo uma besteira, porque se ela é mãe da pessoa de Airton, ela é mãe de você todo.. Por isso, os santos da Igreja sempre perceberam que quem negava a Maternidade divina de Maria, estava, no fundo, querendo negar a divindade de Cristo.

    Ai o senhor poderá dizer que antes de 431 (Concilio de Efeso) a Igreja não afirmava que Maria era mãe de Deus( Jesus):
    Os Padres da Igreja sempre defenderam a Virgindade perpétua de Nossa Senhora
    São Jerônimo, combatendo o herege Helvídio, que negava blasfemamente a virgindade perpétua de Nossa Senhora, afirmou que a unanimidade dos Santos Padres defendeu a virgindade perpétua da Virgem Maria. (Santos Padres são os grandes santos e doutores, discípulos dos Apóstolos, e os grandes Santos e Doutores dos primeiros séculos do Cristianismo).
    Santo Ambrósio escreveu:
    “Hove quem negasse que Maria tivesse permanecido virgem. Desde muito temos preferido não falar sobre este tão grande sacrilégio. Maria (…) que é mestra da virgindade, (…) não podia acontecer que aquela que em si tinha trazido Deus , resolvesse andar às voltas com um homem. Nem José, varão justo, cairia nessa loucura de querer misturar-se com a mãe do Senhor, em relação carnal”.( De Inst. Virg. I , 3).
    Santo Hilario de poitiers defende a virgindade perpétua de Maria Santíssima, e acusa os que dizem o contrário, de serem irreligiosos.
    Santo Epifânio diz; “De onde vem esta perversidade? De onde é que irrompeu tamanha audácia? Porventura o próprio nome não é suficiente atestado? Quem jamais houve, em tempo algum, que ousasse proferir o nome de Maria e espontaneamente não lhe acrescentasse a palavra virgem? O nome de Virgem foi dado a Santa Maria, nem se mudará nunca, ela sempre permaneceu ilibada (Panarion, Contra os hereges).
    São Jerônimo disse contra o herege Helvídio que citamos, que assim como um homem havia queimado o templo da deusa Diana em Éfeso só para ser conhecido assim fizera Helvídio com a Virgindade de Maria Santíssima: “Tu incendiaste o templo do corpo do Senhor. Contaminaste o santuário do Espírito Santo do qual pretendes ter saído uma quadra de irmãos e um montão de irmãs. Argumentas com o que dizem os judeus: “Por ventura não é este o filho do carpinteiro? Não se chama Maria a sua mãe e seus irmãos Tiago e José, e Simão, e Judas? E suas irmãs, não vivem elas todas entre nos? (Mt. XIII, 55-56).
    “Todas”, só se diz de uma multidão. Pergunto: quem te ensinou semelhante blasfêmia? Quem é que te levava em conta? Mas agora conseguiste o que tu querias: tu te tronaste famoso no crime. “( Adverssus helvidius).
    E Santo Efrém escreveu: “Ó Virgem Senhora, Imaculada deípara (geradora de Deus), senhora minha gloriosíssima, mais sublime que os céus, muito mais pura que os esplendores, raios e fulgores solares… Vara de Aarão que germina, pareceste como verdadeira vara e a flor foi o teu Filho verdadeiro, nosso Cristo Deus e Criador meu. Tu, segundo a carne, geraste Aquele que é Deus e Verbo, conservando a virgindade antes do parto, virgem depois do parto, e fomos reconciliados com Deus teu filho”.
    Santo Agostinho, por sua vez exclamou:
    “Virgem que concebe, virgem que dá à luz, virgem grávida, virgem que traz o feto, Virgem perpétua”(Santo Agostinho, Sermones, CLXXXVI, 1, 1).
    Já no Credo, ou Símbolo da Fé, de santo Epifânio, que é do século IV, se proclama a virgindade perpétua de Maria Santísima, dizendo esse Credo que Cristo “foi gerado por Maria sempre virgem”( Cfr. Denziger, 17).
    A mesma fé é repetida pelo Concílio de Toledo, no ano 400. ( Cfr. Denziger, 20).
    São Sirício, Papa entre os anos 384 e 398, escreveu uma carta a Anisio, Bispo de Tessalônica, dizendo:
    “Em verdade, não podemos negar haver sido com justiça repreendido aquele que fala dos filhos de Maria, e com razão sentiu horror vossa santidade de que do mesmo ventre virginal do qual nasceu, segundo a carne, Cristo, pudesse ter saído outro parto. Porque não teria escolhido o Senhor Jesus nascer de uma Virgem, se tivesse julgado que esta teria de ser tão incontinente que, com sêmen de união humana, haveria de manchar o seio onde se formou o corpo do Senhor, aquele seio, palácio do rei eterno. Porque aquele que afirma isto, não afirma outra coisa do que a perfídia judaica daqueles que dizem que não pode nascer de uma Virgem. Porque, aceitando a autoridade dos sacerdotes, porém sem deixar de opinar que Maria teve muitos partos, com mais empenho pretendem combater a verdade da Fé”( S. Sirício, Papa, Carta a Anísio, Bispo de Tessalônica, em 392. Denzinger, 91).
    E o Concílio de Éfeso ao condenar o herege Nestório que negava a maternidade divina de Nossa Senhora declarou:
    “Canon 1: Se alguém não confessa que Deus é conforme a verdade o Emanuel, e que por isso a Santa Virgem é a mãe de Deus (pois deu à luz carnalmente ao Verbo de Deus feito carne) seja anátema.( Concílio de Éfeso, Anatematismos e e capitulo de Cirilo contra Nestório, em 431. Denzinger 113).
    São Leão Magno, Papa entre 440 -461, condenando o herege Eutiques, chefe dos monofisitas, escreveu de modo tão elevado sobre esse tema, que não tememos alongar nosso texto com a longa citação dele, pois que a beleza do estilo alivia a leitura, e a verdade afirmada da Virgindade de Nossa Senhora nos confirma na Fé:
    “Entra, pois, nestas fraquezas do mundo o Filho de Deus, baixando de seu trono celeste, porém não se afastando da glória do Pai, gerado por nova ordem, por novo nascimento.

  2. leandro disse:

    Em reforço ao dito acima e já prevendo que tipo de resposta pode me dar leia os seguintes apostos:
    Pois até Lutero, ao comentar o Magnificat, escreveu:
    “Que são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis, monarcas da Terra, comparados com a Virgem Maria, que, nascida de descendência real (descendente do Rei Daví) é, além disso, mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é na Cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar bastante (nunca poderemos exaltar o suficiente), a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade” (Martinho Lutero, Comentário ao Magnificat, apud M. Basilea Schlink, – autora protestante – in revista Jesus Vive e é o Senhor).
    E o azedo e luciferino Calvino escreveu: “Não podemos reconhecer as bençãos que nos trouxe Jesus sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus” (João Calvino, Sur L’Harmon. Évangélique”20).
    Pois então, se até seus pais na heresia reconheceram que a sempre Virgem Maria é a Mãe de Deus, de que valem as blasfêmias anti evangélicas.

    O significado da palvara até em aramaico

    “Micol, filha de Saul, não teve filhos até (ou enquanto) o dia de sua morte” (II Reis, VI, 3).
    Quer dizer então que — seguindo o entendimento de Saul – Micol teve filhos depois do dia de sua morte?
    Evidentemente é um absurdo. Até que ou enquanto, na linguagem da Escritura, quer dizer nunca. É uma forma hebraisante de dizer nunca.
    Outro exemplo se tem no texto que trata do corvo da arca de Noé:
    “… e soltou [Noé] um corvo, o qual saiu e não tornou mais, até que as águas que estavam sobre a terra se secaram” (Gen. VIII, 6-7).
    Quer dizer que o corvo voltou para a arca depois que terminou o dilúvio e as águas baixaram? É claro que não. O corvo não voltou mais.
    Terceiro exemplo, porque para empedernidos são necessárias muitas provas:
    “Entregar-te-á nas tuas mãos os seus reis, e fará que não fique memória de seus nomes debaixo do céu; ninguém te poderá resistir até que (ou enquanto) os tenhas feito em pó.” (Deut. VII, 24).
    Quer dizer que depois de terem sido feitos em pó, os reis poderiam resistir?

    Ser filho primogênito significa que tenho irmãos ?

    Jesus foi filho PRIMOGÊNITO de Maria, não o UNIGÊNITO. Ela teve outros filho, sendo esses, inclusive mencionados na Bíblia.”

    Leia então o que diz ela no livro do Êxodo.
    Nesse livro é contado como Deus puniu todos os primogênitos do Egito, e poupou os de Israel. (Ex. XII, 29), e que, por isso, Deus determinou: “Consagra-me todo o primogênito” (Ex. XIII, 2). E ainda: “Dar-me-ás o primogênito de teus filhos” (Ex XXII, 29).
    E no livro dos Números, Deus determinou: ” Todo primogênito é meu. Desde o dia em que feri os primogênitos na terra do Egito, consagrei para mim todo o que nasce primeiro em Israel, desde o homem até o animal: são meus. Eu sou o Senhor” (Núm. III, 13).
    Por isso, todo primogênito devia ser apresentado resgatado no Templo. São José e a Virgem Maria foram obedientes à lei, e apresentaram seu primogênito no Templo e pagaram por Ele dois pombinhos, que eram o resgate imposto aos pobres. (Luc.II, 21-25).
    Se a mulher tivesse ou não outros filhos, o primeiro tinha E TEM sempre o título de primogênito. O fato de que Cristo tenha sido o primogênito não significa absolutamente que a Virgem Maria tenha tido outros filhos depois do Primogênito.

    Foi achada uma antiga inscrição hebraica em Tell el Yedouihie, que fala de uma mulher chamada Arsinoé, que morreu ao dar à luz seu primogênito (cfr. Lucio Navarro, Legítima interpretação da Bíblia, Campanha de Instrução religiosa Brasil Portugal, Recife, 1938, p.587). Se aplicarmos a lógica de que você, o fato de ela ter tido um primogênito exigiria que ela tivesse também filhos depois da morte!

    E também a virgindade de Maria, no gerar Cristo, foi defendida pela Igreja primitiva.
    Dou-lhe apenas três provas disso, já que a virgindade de Maria, na concepção de Jesus, não foi negada por você.Ao menos um mérito posso verificar que você guardou
    Santo Inácio, que morreu em 107 — bem no início da era cristã – Bispo de Antioquia e considerado como herdeiro de São João, foi o primeiro a usar a expressão Igreja Católica escreveu:
    “E permaneceram ocultos ao príncipe desse mundo a virgindade de Maria e seu parto, bem como a morte do Senhor: três mistérios de clamor, realizados no silêncio de Deus” (Santo Inácio de Antioquia, Carta aos Efésios, PG. V, 644 ss.).
    São Justino, mártir no ano 165, no Diálogo com Trifão, confessou que:
    “Dizia-se [Jesus] portanto, filho do homem, seja em razão de seu nascimento de uma Virgem que, como assinalei, era da raça de Daví, de Jacó, de Isaac e de Abraão, etc…” (São Justino, mártir, Diálogo com Trifão, cap.94-100, PG VI, 701ss).
    Santo Irineu (202) refere-se a Jesus como sendo “O próprio Verbo, nascido de Maria que era ainda Virgem”.

  3. Anderson disse:

    LUTERO
    Em seu comentário sobre o Magnificat Lutero escreveu: “Ó bem-aventurada Mãe, Virgem digníssima, recorda-te de nós e obtém que também em nós o Senhor faça essas grandes coisas!”

    Ao referir-se a Mt 1,25, observa: “Destas palavras não se pode concluir que, após o parto, Maria tenha tido consórcio conjugal. Não se deve crer nem dizer isto” (Obras de Lutero, edição Weimar, tomo 11, pg. 323).

    Em 1522, Lutero comentando sobre o Magnificat de Nossa Senhora, a chama repetidas vezes de a “doce Mãe de Deus”. E neste mesmo comentário Lutero pede à Virgem “que ore por ele”. “Peçamos a Deus que nos faça compreender bem as palavras do Magnificat… Oxalá Cristo nos conceda esta graça por intercessão de sua Santa Mãe! Amém.”.

    CALVINO
    Calvino disse: “Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.” (Comm. Sur l’Harm. Evang.,20)

    JOHN WESLEY
    John Wesley, fundador da Igreja Metodista na Inglaterra, em 1739, disse:
    “Creio que (Jesus) foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada.”

    ZWINGLIO
    “Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.” (Zwinglio, em “Corpus Reformatorum”)

    Ainda Calvino: Mt 13,55 não são filhos de Maria, mas parentes do Senhor; professar o contrário, segundo Calvino, significa “ignorância”, “louca sutileza” e “abuso da S. Escritura”.

    Considerando que Calvino é igualmente seguido pela maioria das denominações evangélicas instaladas no Brasil, seria lícita a afirmação de que os evangélicos, em sua grande maioria, não entenderam a mensagem integral de seu mestre ?
    Quem está certo ?
    Calvino, que sustenta a virgindade perpétua de Maria, ou os “seguidores” de Calvino, que sustentam que Maria não permaneceu virgem após o parto ?
    Quem está certo ?
    Calvino, que sustenta que Jesus Cristo não tinha irmãos carnais, ou os “seguidores” de Calvino, que sustentam que Jesus tinha irmãos carnais ?

    Quem são estes evangélicos que nunca se firmam na verdade, mas antes se entregam a adoração a homens e se fazem mestres aos seus próprios olhos ?

  4. Anderson disse:

    QUEM ESTÁ CERTO ? PROTESTANTES HISTÓRICOS OU “PREGADORES” EVANGÉLICOS ?

    LUTERO
    Em seu comentário sobre o Magnificat Lutero escreveu: “Ó bem-aventurada Mãe, Virgem digníssima, recorda-te de nós e obtém que também em nós o Senhor faça essas grandes coisas!”

    Ao referir-se a Mt 1,25, observa: “Destas palavras não se pode concluir que, após o parto, Maria tenha tido consórcio conjugal. Não se deve crer nem dizer isto” (Obras de Lutero, edição Weimar, tomo 11, pg. 323).

    Em 1522, Lutero comentando sobre o Magnificat de Nossa Senhora, a chama repetidas vezes de a “doce Mãe de Deus”. E neste mesmo comentário Lutero pede à Virgem “que ore por ele”. “Peçamos a Deus que nos faça compreender bem as palavras do Magnificat… Oxalá Cristo nos conceda esta graça por intercessão de sua Santa Mãe! Amém.”.

    CALVINO
    Calvino disse: “Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.” (Comm. Sur l’Harm. Evang.,20)

    JOHN WESLEY
    John Wesley, fundador da Igreja Metodista na Inglaterra, em 1739, disse:
    “Creio que (Jesus) foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada.”

    ZWINGLIO
    “Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.” (Zwinglio, em “Corpus Reformatorum”)

    Ainda Calvino: Mt 13,55 não são filhos de Maria, mas parentes do Senhor; professar o contrário, segundo Calvino, significa “ignorância”, “louca sutileza” e “abuso da S. Escritura”.

    Considerando que Calvino é igualmente seguido pela maioria das denominações evangélicas instaladas no Brasil, seria lícita a afirmação de que os evangélicos, em sua grande maioria, não entenderam a mensagem integral de seu mestre ?
    Quem está certo ?
    Calvino, que sustenta a virgindade perpétua de Maria, ou os “seguidores” de Calvino, que sustentam que Maria não permaneceu virgem após o parto ?
    Quem está certo ?
    Calvino, que sustenta que Jesus Cristo não tinha irmãos carnais, ou os “seguidores” de Calvino, que sustentam que Jesus tinha irmãos carnais ?

    Quem são estes evangélicos que nunca se firmam na verdade, mas antes se entregam a adoração a homens e se fazem mestres aos seus próprios olhos ?

    1. Naza disse:

      Muita conversa para tergiversar uma idolatria Mt. 4:10 “Vai-te, satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás e só a Ele darás culto”

    2. Dpoe disse:

      Existe um grande problema com nossos primos católicos e irmãos Evangélicos, é que vocês leem as historias Bíblicas para defenderem opiniões religiosas e não para entenderem de fato o teor da mensagem, o que devemos fazer é nos despirmos de todo preconceito e religiosidade para entendermos as revelações das sagradas escrituras, enquanto não fizermos isso não vamos passar de loucos religiosos que não conhecem nem o caminho que dizem trilhar, não passando de cegos que querem guiar outros cegos, onde ambos cairão no buraco, portanto no momento só posso dizer que estes comentário não passam de brigas e desabafos infantis de religiosos totalmente desenformados de Deus, com isso não consigo sentir outra coisa a não ser pena de vocês.

  5. Vinicius disse:

    Acho que vocês não entenderam o que pretende autor. Ele em momento algum disse que Maria deixou de ser virgem, no entanto afirmou que não existe prova na bíblia que Maria permaneceu virgem, sendo a bíblia( e não o que diz os homens) a bussola para as nossa vidas não temos como afirmar ou negar a sua virgindade após o nascimento de Cristo. É notório que Maria tenha imensa importância na construção do cristianismo, mas só isso não basta para santificá-la.

    Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
    João 14:6

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