Um Mal Antigo

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O que o olho não vê o coração não sente.
E com base neste princípio, valendo-se da ocultação e da clandestinidade, reis e poderosos da Terra, em grande número, pilharam e juntaram para si fortunas, especialmente por lançarem mão do erário público.
Ouvi certa vez alguém dizer que onde está o dinheiro ali estará o ladrão, numa alusão àqueles que procuram administrar finanças públicas e alheias.
Pode parecer que há um exagero nesta afirmação, mas ela se aplica e se demonstra válida no mundo real, em muitos casos, desde a mais remota antiguidade.
Qual a razão disto?

Por que a necessidade de conselhos de fiscalização, de oposição a governos, que não raro também se corrompem em suas funções?
Por que os poderosos entendem que é um direito natural deles enriquecer à custa do empobrecimento e dominação de outros?
Por que a grande maioria não lesada pela prática nefasta a aprova e lamenta não ter também a oportunidade de ocupar o mesmo lugar daqueles que detêm o poder, com o intento de enriquecer ilicitamente?

A razão disso tudo se encontra na raiz do pecado original, quando o homem tinha tudo a seu dispor, quando Adão era o dono de tudo na Terra e não tinha qualquer concorrente, e ainda assim estava insatisfeito e queria mais poder por usurpá-lo do seu próprio Criador.
Ele o fizera por sugestão do grande usurpador, Satanás, o diabo, o qual ainda se encontra muito atuante no planeta Terra.

Então há esta conjunção maldita da própria cobiça inerente ao coração humano decaído no pecado, e a insuflação deste pelo maior dos cobiçadores do universo.
Qual poderia ser o resultado, quando há a oportunidade de pelo exercício do poder legitimado, de se satisfazer a cobiça sem limites que habita no coração?
Não admira que tantos que eram honestos quando viviam na pobreza e sem poder, sejam corrompidos facilmente quando acessam a posições onde poderão se valer de vantagens ilícitas para a obtenção de fama e riquezas.

Por isso somos ordenados na Bíblia a orarmos por todos aqueles que se encontram em posição de governo, para que tenhamos vida quieta e sossegada, que é agradável a Deus, livre dos malefícios advindos dos desmandos daqueles que poderão fazer coisas inimagináveis, quer por sua própria cobiça, quer pela dominação do diabo.
A oração é a única solução, porque trocar este por aquele com a esperança de melhora, é o mesmo que esperar que de uma mesma fonte contaminada pelo pecado saia alguma água purificada que esteja livre da citada contaminação.
Jesus nos ensinou sobre aquilo que sai naturalmente dos nossos corações, por ser ele a coisa mais corrompida de toda a criação.

Confiemos então em Deus e no Seu poder de controlar os desmandos dos homens.
Deus tem também os seus Josés e Daniéis, ainda que em menor número, para nos abençoarem pela administração fiel, honesta e sábia dos bens públicos. Ele sabe como levantá-los e usá-los, nas horas de crise. Confiemos nisto e sosseguemos o nosso coração.

Pr Silvio Dutra


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