Quando o Clamor se Faz Mais Necessário

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Nós vemos o salmista clamando a Deus por libertação das profundezas em que se encontrava, no Salmo 130.

Tais profundezas eram certamente da alma, traduzidas em depressão, ansiedade, angústia, inquietação, ou qualquer outra causa que conduza a alma a uma condição de extremo abatimento. Caso ele não clamasse seria de se esperar que a sua situação se agravasse ainda mais, porque em questões relativas ao espírito, um abismo chama outro abismo enquanto não recorremos ao socorro divino.

Uma das principais razões para esta necessidade de se clamar a Deus prende-se ao fato de que Ele não pode operar nas situações que impliquem a transformação de nosso caráter e conduta, a não ser pelo nosso consentimento voluntário.

Se assim não fora, Deus poderia transformar todos os ímpios e pecadores em santos, independentemente do concurso da vontade deles.

Além disso, a condição para a bênção do livramento e paz de nossas almas, consiste no atendimento de pré-requisitos, notadamente aqueles que estão relacionados ao cumprimento dos mandamentos de Deus – da busca de se fazer a Sua vontade – e isto não nos vem a não ser por uma operação direta do Espírito Santo em harmonia com o nosso próprio espírito.

No campo de livramentos externos e físicos, Deus pode e tem agido em todo o tempo, até mesmo no caso de ímpios, e de ausência de fé, e independentemente da nossa vontade, porque, neste caso, não há o concurso da necessidade de qualquer transformação interior.

Por exemplo, quando o apóstolo Pedro estava afundando nas águas do mar revolto e clamou por socorro ao Senhor Jesus, cremos que ele teria sido ajudado, no sentido de ser livrado do afogamento, ainda que por qualquer razão não tivesse podido clamar por socorro; pois se tratava, como já nos referimos antes, de um livramento físico e não espiritual.

Agora, os temores, os pecados, a incredulidade e toda e qualquer fraqueza de caráter de Pedro, somente poderiam ser tratados por uma busca espiritual do apóstolo das graças espirituais que nos curam dos nossos males interiores.

Agora, quer em se tratando de livramentos físicos ou espirituais, faremos bem em sempre clamar a Deus, como fizera o apóstolo Pedro quando afundava no mar.

Pr. Silvio Dutra


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