Níveis de Consciência, Uniões conjugais

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Autor: Cláudio Ribeiro Melo

Os filhos de Adão tiveram um nível de consciência conjugal inicial onde seus matrimônios se davam entre os irmãos, irmão com irmã, de primeiro grau, pois, não existiam outras famílias na Terra.
Com o tempo, pode-se deduzir, a santidade foi perdida, o respeito, os casais de primeiro nível de consciência passaram a se odiar, portanto, Deus proíbe as uniões iniciais que eram concedidas aos descendentes de Adão.
Quanto mais os seres humanos se afastavam de Deus, mais seus privilégios eram perdidos.

Adão viveu quase mil anos, Noé viveu mais de quinhentos anos; com o tempo os seres humanos tiveram sua longevidade limitada a cento e vinte anos por terem abandonado a Deus.
Abraão, o pai dos judeus, alcançou um nível de santidade tão elevada que Deus decide se manifestar a ele.
Por ser mais justo do que todos os humanos de sua época, por respeitar extremamente sua meia – irmã Sara, teve sua união conjugal abençoada por Deus.
Abraão obteve o mesmo grau de consciência, santidade e respeito que os descendentes de Adão das primeiras gerações.
Abraão também possuiu duas mulheres, Sara e Agar, e seus filhos foram abençoados.
Após a morte de Sara, Abraão possuiu uma nova esposa além de Agar.
O neto de Abraão, Jacó, que recebeu o nome de Israel por um anjo, possuiu quatro esposas sendo que duas eram suas primas de primeiro grau.
Após a morte de José, os hebreus, outra denominação do povo judeu, se tornam escravos no Egito.

Geralmente a nação perdia seus privilégios quando abandonava ao seu Deus, Adonay.
Após a libertação, no deserto, o povo recebe uma Lei monogâmica para as uniões conjugais pois a nação estava mergulhada em pecados.
Podemos perceber que a poligamia, a união matrimonial de várias mulheres com um homem, que no passado se dava pela benção dos pais, era um privilégio concedido por Deus para aqueles que o buscassem de toda a alma e coração.

No deserto, quando Moisés sobe ao Monte Sinai, depois de passar quarenta dias e quarenta noites na presença de Adonay, ao retornar, Moisés encontra o povo nu, em orgias sexuais, e adorando a um bezerro de ouro; neste dia, grande parte dos judeus foram mortos por ordem de Moisés. Adonay desejava exterminar toda a nação e recomeçar a linhagem judaica com os descendentes de Moisés, porém o sumo sacerdote judeu suplica ao Senhor por misericórdia, Adonay perdoa ao povo, Moisés decide então exterminar apenas os que se negassem a se arrepender e seguir ao Senhor pois o perdão vem pelo arrependimento.
A nação judaica recém – libertada, não conseguiria viver em harmonia com uma lei matrimonial poligâmica, pois não possuía equilíbrio espiritual e psicológico para receber tamanha benção.

Nos tempos dos Juízes e Reis judeus, em algumas gerações, pelo menos, a nação se voltou para o Senhor como nunca antes.
Eles alcançaram esse privilégio matrimonial pela santidade e respeito às suas esposas e ao Senhor.
Percebe-se até mesmo uniões conjugais entre outros graus de parentesco não comuns para nossa época, como entre tios e sobrinhas. ( Encontramos esses exemplos pelas genealogias registradas.)

Em uma análise bem simples de consciência primária, podemos dizer que Adão casou-se com a filha pois Eva foi feita da costela, do corpo carnal de Adão.
Quando Amnon estupra sua meia – irmã Tamar, após o ato, Tamar em lágrimas e desespero, com suas roupas rasgadas, afirma com clareza que ele poderia ter pedido sua mão ao Rei Davi, pai de ambos, ou seja, percebe-se nesta época o mesmo nível de consciência que Abraão possuiu.

Percebe-se que no decorrer da história da humanidade as questões conjugais sempre foram debatidas e nos reinos europeus cristãos do passado existiram exemplos de uniões conjugais entre parentes de graus de parentesco não permitidos na atualidade, simplesmente, por questões de leis humanas que podem ser feitas segundo apenas representações jurídicas perante o País.

Futuramente Absalão, irmão de Tamar, ordena o homicídio de Amnon como vingança.
Percebe-se que pela santidade extrema do povo, que significa a busca pelo Senhor com todas as forças da alma, o respeito extremo entre as famílias, o Senhor se revelava aos sacerdotes, Davi, por exemplo, era sacerdote e Rei, e revelava as promessas e privilégios espirituais e materiais, nesse caso, as promessas conjugais.
Percebe-se que quando a nação buscou a Deus verdadeiramente, mesmo após a Lei que foi dada a Moisés ter sido estabelecida, o Senhor pela santidade das pessoas, renovava os níveis de consciência da Lei Espiritual que existiam no passado.

Percebe-se que o que é observado pelo Senhor para as uniões conjugais e julgamento Espiritual, dentro de suas Leis Sagradas, é o respeito, a honra, a santidade da consciência.
Quanto mais as pessoas se aproximavam de Deus, mais Deus se aproximava das pessoas.
A nação abandona ao Senhor novamente e é destruída e escravizada na Babilônia.
Quando Jesus vem ao mundo, e começa a divulgar seus ensinamentos, a nação e o mundo estavam totalmente perdidos em pecados.
Nessa época os judeus eram dominados pelo Império Romano.
A Bíblia diz que não havia um justo sobre a face da Terra, não havia um ser humano que pudesse se salvar.

Jesus não poderia conceder os ensinamentos poligâmicos, não que fossem proibidos, pois os judeus e o mundo estavam perdidos e condenados como no deserto, nos tempos de Moisés.
Os judeus não tinham a consciência, o respeito, a honra, a santidade dos antigos patriarcas israelitas para receberem essas promessas matrimoniais.
Jesus se preocupa então em transmitir seus ensinamentos principais direcionando-se na Lei de Moisés mas com base no perdão pois Ele, Deus, morreria por toda a humanidade.
Sabe-se que com o retorno de Jesus em sua presença máxima para reinar sobre a Terra através do estabelecimento do Reino Milenar, as Leis antigas, com seus níveis de consciência, serão estabelecidas novamente.
A humanidade começa um período de mudança e adaptação, para que as Leis Antigas Bíblicas sejam restabelecidas.

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