Estamos Vivendo o Cumprimento de Miquéias 7

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Nosso Senhor Jesus Cristo profetizou que nos últimos dias, por se multiplicar a iniquidade na Terra, o amor se esfriaria de quase todos (Mt 24.12).

A palavra iniquidade no referido texto de Mateus é no original grego anomia, ou seja, violação da lei de Deus – literalmente significa “a (sem), nomos (lei)”. De modo que esta multiplicação da iniquidade se refere ao comportamento da sociedade que não condiz com os valores morais e espirituais da Palavra de Deus, notadamente com os mandamentos de Cristo.

Nós tivemos vários exemplos desta condição que temos vivido em nossos dias, na história da nação de Israel no período do Velho Testamento, notadamente no período dos Juízes e dos Reis. E mesmo quando o Senhor lhes proveu de reis piedosos, justos e santos como Ezequias e Josias, por exemplo, a iniquidade havia se espalhado de tal forma na nação, que nenhuma das medidas por eles tomadas para conduzir o povo a um proceder reto se mostrou eficaz, porque o pecado e o desejo de transgredir os mandamentos de Deus estavam arraigados em seus corações. Se homens de Deus que eram verdadeiramente piedosos não puderam trazer de volta o povo a um proceder justo, quanto mais isto não nos virá da parte de governantes ímpios, que é o caso presente em todas as nações do mundo, inclusive em Israel.

O aumento da iniquidade dos israelitas chegou a tal ponto, especialmente nos dias dos últimos reis, que não continuariam somente sendo entregues pelo Senhor à opressão de nações inimigas, como também lhes expulsaria da terra que lhes havia prometido por herança. Nisto temos evidenciado o que ocorrerá ao mundo, por causa desta multiplicação de iniquidade que temos testemunhado em nossos dias, pois Deus desarraigará o ímpio da Terra por ocasião da segunda vinda de Jesus.

O profeta Miquéias descreve no início do sétimo capítulo do seu livro, a que ponto cresceria a iniquidade em Israel e em Judá, quando fossem levados para o cativeiro.
Toda a vontade de Deus seria subvertida, de modo que o que se veria em Israel e em Judá, seria justamente o oposto de tudo aquilo que é ordenado em Seus mandamentos.
Não haveria homens piedosos e retos no povo do Senhor, senão somente a prática do mal, especialmente pelos próprios líderes da nação.

A tal ponto chegaria a iniqüidade, que ninguém poderia crer num amigo ou confiar num companheiro, de forma que a prudência de se manter a boca fechada, seria recomendada mesmo diante daqueles que fossem mais íntimos, tal seria a predisposição deles para serem dirigidos pelo mal.
Quando a iniquidade se multiplica Satanás governa os corações e os conduz conforme seu próprio querer, independentemente do grau de parentesco ou de amizade, produzindo infâmias, traições, maledicência, e até mesmo a prática da violência, contra pessoas que antes eram amadas e estimadas.

“2 Pereceu da terra o piedoso, e não há entre os homens um que seja reto; todos espreitam para derramarem sangue; cada um caça a seu irmão com rede.
3 As suas mãos estão sobre o mal e o fazem diligentemente; o príncipe exige condenação, o juiz aceita suborno, o grande fala dos maus desejos de sua alma, e, assim, todos eles juntamente urdem a trama.
4 O melhor deles é como um espinheiro; o mais reto é pior do que uma sebe de espinhos. É chegado o dia anunciado por tuas sentinelas, o dia do teu castigo; aí está a confusão deles.
5 Não creiais no amigo, nem confieis no companheiro. Guarda a porta de tua boca àquela que reclina sobre o teu peito.
6 Porque o filho despreza o pai, a filha se levanta contra a mãe, a nora, contra a sogra; os inimigos do homem são os da sua própria casa.” (Miq 7.2-6).

Veja se não é exatamente isto o que temos vivido presentemente?
O que fazer então? Dar de ombros? Fechar os olhos? Cruzar os braços? Não. De modo algum. Entretanto não devemos nos iludir com a melhora deste quadro nestes últimos dias da grande apostasia que antecedem a manifestação do Anticristo. Os que são santos, continuem a se santificar e sendo cidadãos exemplares num real testemunho de vida reta e honesta, sustentando a pregação do evangelho, pois aqueles que são injustos se tornarão cada vez mais injustos (Apo 22.11).
Assim, o profeta Miquéias aponta o caminho para aqueles, que tal como Ele, perseverassem em seguir ao Senhor.

Deveriam olhar para Ele e esperar no Deus da salvação deles, porque Ele os ouviria, e ainda que viessem a cair, o Senhor não daria motivo para que seus inimigos se alegrassem a respeito deles, pois o Senhor os levantaria, e os tiraria das trevas para a Sua luz.
Desde que houvesse arrependimento sincero, com confissão do pecado a Deus, Ele julgaria a causa destes que se voltassem para Ele, e executaria o seu direito, de modo que os tiraria das trevas para a luz, para verem a Sua justiça.
Esta justiça graciosa e misericordiosa que está disponível no Senhor confunde os inimigos do Seu povo, que não podem entendê-la.

Eles permanecem debaixo dos seus pecados, porque não confiam na justiça de Deus com a qual somos justificados, a saber, a justiça do próprio Cristo.
É preciso ter muito cuidado na condição de ministros do evangelho, para não tentarmos conduzir as pessoas que nos ouvem a uma justificação que não seja a de Cristo, que é somente por fé, e que é instantânea.

Ao contrário, não devemos conduzi-las a uma justificação falsa, que não ocorrerá, e que seja decorrente de nossos discursos moralistas, que apontam o pecado; não para efeito de produzir arrependimento e a busca de Deus, mas somente a condenação dos outros para que nos sintamos melhores e superiores a eles, julgando possuir de nós mesmos uma justiça maior do que a deles, quando na verdade não a possuímos, ou então, que esteja sendo aplicada contrariamente ao propósito de Deus de salvar os pecadores.
Assim, quando a misericórdia de Deus fosse manifestada em toda a Sua plenitude, quando o remanescente de Israel fosse achado reinando em glória juntamente com o Messias no milênio, as nações ficariam ainda mais estupefatas do que antes, porque na sua justiça legalista, baseada no mérito humano, jamais poderão compreender a justiça de Deus, que está baseada na Sua misericórdia, e exclusivamente nos méritos de Cristo, e não nos nossos.

Jerusalém de odiada que foi e será, especialmente nos dias do Anticristo, manifestará uma glória ainda maior do que a que tivera antes.
Seus muros serão reedificados, e suas fronteiras aumentadas.
O mundo de pecado será julgado por causa de suas más obras, quando da vinda do Senhor, mas o Seu retorno, para Israel, significará livramento e restauração (v. 11 a 13).
O Senhor apascentará o Seu povo, fazendo maravilhas para livrá-lo das assolações do Anticristo, tal como havia feito nos dias de Moisés quando os livrou do Egito.
De fraco, perseguido e oprimido que era, Israel virá a ser forte no Seu Deus; e honrado por Ele, será motivo de temor para as nações inimigas, que ficarão caladas e pasmadas, em face de todo o bem e poder que o Senhor tiver concedido ao Seu povo.

“7 Eu, porém, olharei para o SENHOR e esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá.
8 Ó inimiga minha, não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei; se morar nas trevas, o SENHOR será a minha luz.
9 Sofrerei a ira do SENHOR, porque pequei contra ele, até que julgue a minha causa e execute o meu direito; ele me tirará para a luz, e eu verei a sua justiça.
10 A minha inimiga verá isso, e a ela cobrirá a vergonha, a ela que me diz: Onde está o SENHOR, teu Deus? Os meus olhos a contemplarão; agora, será pisada aos pés como a lama das ruas.
11 No dia da reedificação dos teus muros, nesse dia, serão os teus limites removidos para mais longe.
12 Nesse dia, virão a ti, desde a Assíria até às cidades do Egito, e do Egito até ao rio Eufrates, e do mar até ao mar, e da montanha até à montanha.
13 Todavia, a terra será posta em desolação, por causa dos seus moradores, por causa do fruto das suas obras.
14 Apascenta o teu povo com o teu bordão, o rebanho da tua herança, que mora a sós no bosque, no meio da terra fértil; apascentem-se em Basã e Gileade, como nos dias de outrora.
15 Eu lhe mostrarei maravilhas, como nos dias da tua saída da terra do Egito.
16 As nações verão isso e se envergonharão de todo o seu poder; porão a mão sobre a boca, e os seus ouvidos ficarão surdos.
17 Lamberão o pó como serpentes; como répteis da terra, tremendo, sairão dos seus esconderijos e, tremendo, virão ao SENHOR, nosso Deus; e terão medo de ti.
18 Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniqüidade e te esqueces da transgressão do restante da tua herança? O SENHOR não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia.
19 Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniqüidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.
20 Mostrarás a Jacó a fidelidade e a Abraão, a misericórdia, as quais juraste a nossos pais, desde os dias antigos.” (Miq 7.7-20)

Pr Silvio Dutra


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