“De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.” (Hebreus 13.5)

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“Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? Como te faria como a Admá? Como fazer-te um Zeboim? Meu coração está comovido dentro de mim, as minhas compaixões, à uma, se acendem.” (Oséias 11.8)

Israel foi escolhido entre todas as demais nações da humanidade, e distinguido por muitos e grandes privilégios. Eles foram o objeto de especial consideração divina, na própria formação da nação. Todavia, deles foi dado o testemunho pelos profetas que haviam adorado a falsos deuses, e que continuamente se desviavam de Jeová, abusando da sua misericórdia e longanimidade para com eles. Mas, ainda assim, o Senhor foi gracioso e lhes falou da forma como lemos em nosso texto.

Vemos esta expressão da graça de Deus, especialmente em relação à Igreja de Cristo, quando sua compaixão, sua misericórdia se acende nele à vista das transgressões cometidas pelos crentes.

Não é mais a Sua ira consumidora, que conduz à condenação eterna, que se verá sobre aqueles que foram resgatados pelo sangue de Cristo, uma vez que Ele fez a promessa de perdoar os seus pecados e de não mais lembrar de suas iniquidades por causa da nova aliança que fizera com eles por meio do sangue que Jesus derramou na cruz.

O pecado dos crentes entristece ao Espírito Santo e pode até mesmo apagar a sua atuação em suas vidas, mas jamais poderá fazer com que sejam apagados os seus nomes do Livro da Vida, porque foram lá escritos com o sangue do Cordeiro, desde antes da fundação do mundo.

O Senhor não aprovará o seu comportamento desviado, mas jamais fará com que se aparte a sua graça e misericórdia deles. Por amor de Seu Filho Unigênito, ele não lhes abandonará e nem desamparará. Foi para doentes e não para sãos que Jesus morreu na cruz (Mateus 9.12).

Foi por inimigos de Deus que Ele se ofereceu para reconciliá-los com Ele. Não é de se admirar portanto que use de completa longanimidade para com eles, suportando-lhes os maus costumes, até que sejam aperfeiçoados completamente na glória celestial.

Este foi, afinal, o caráter da promessa da nova aliança feita através do Seu sangue.

Os que são espirituais no corpo de Cristo se entristecerão com aqueles que são fracos e carnais, mas lhes suportarão com paciência, sabendo que tanto quanto eles foram afinal, objeto da mesma misericórdia e salvação, por meio da fé em Jesus Cristo.


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