Quando o cristão se parece com o diabo

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Lembro-me de quando eu era criança. Naquele tempo, a Xuxa fazia um grande sucesso com o público infantil e prova disso era a quantidade enorme de meninas que queriam se parecer com ela. O cabelo louro, aquele penteado e a maneira que a Xuxa se vestia eram coisas a ser imitadas pelas fãs mirins.

Bem, o tempo passou, a Xuxa já não tem um programa infantil, não faz tanto sucesso, mas as pessoas continuam gostando de se parecer com seus “ídolos”. Você procura se parecer com alguém?

Ao meditar sobre isso, pensei no quanto alguns, sem nem perceber, tornam-se parecidos com o diabo. Não fique espantado! É isso mesmo: tem muita gente se parecendo com o diabo. Pior: tem muito cristão se parecendo com o diabo.

“Mas como assim?”, você pode perguntar. Muitos se parecem com o diabo ao praticar as mesmas coisas que ele pratica, ao ter características semelhantes às dele.

Separei três características do diabo e gostaria que você prestasse atenção nisso, afinal, você não quer se parecer com ele, quer?

Acusador

“Então ouvi uma forte voz do céu que dizia: ‘Agora veio a salvação, o poder e o Reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, pois foi lançado fora o acusador dos nossos irmãos, que os acusa diante do nosso Deus, dia e noite’” (Apocalipse 12:10).

Se tem um especialista em acusação, esse é o diabo. A Bíblia diz que ele nos acusa dia e noite. Ele quer nosso mal, nossa derrota, nossa desgraça.

Mas não é só o diabo que gosta de acusar. Muitos cristãos também adoram isso! Há cristãos até que gastam a própria vida para tomar conta da vida dos outros, procurando seus deslizes, para ter o prazer de acusá-los. Quem faz isso assemelha-se ao diabo. É tão acusador quanto ele. Se você é assim, você se parece com o diabo.

Inimigo

“Sejam sóbrios e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar” (1 Pedro 5:8).

Inimigo é aquele que se opõe. Interessante é perceber que no nosso meio há pessoas que se opõem a nós. Há pessoas que não ficam felizes quando outros cristãos avançam ou quando a própria obra de Deus avança. É a oposição no nosso meio. Essas pessoas fazem de tudo para atrapalhar e acham que estão fazendo algo muito bom, é mole?

Se você se opõe à obra de Deus ou a outros cristãos, você se parece com o diabo.

Mentiroso

Ele é o pai da mentira. “Vocês pertencem ao pai de vocês, o diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira” (João 8:44).

O diabo é mentiroso e pai da mentira. Ele oferece coisas tentadoras, coisas que parecem muito boas realmente, mas esconde as consequências que virão sobre aqueles que cederem à tentação. O mundo pecaminoso parece algo “saboroso”, atrativo, mas traz consequências terríveis. A pior das consequências é ter que passar uma eternidade no inferno.

A mentira tornou-se algo tão normal em nosso mundo, que já inventaram até cores para ela. É triste isso!

É horrível quando vemos cristãos extremamente amigos da prática da mentira. Há pessoas que não conseguem viver sem mentir e isso não é nada bom. Fui questionado sobre o porquê de não colocar placa do Espírito Santo em meu carro. A resposta é óbvia: “Não moro no Espírito Santo!”. Só que essa resposta óbvia não agrada, já que as pessoas sabem que no estado do Espírito Santo eu pagaria bem menos que no estado do Rio de Janeiro. Sendo assim, aqueles que gostam de se parecer com o diabo e não têm nenhum compromisso com o Evangelho só conseguem enxergar a economia que uma “mentirinha” pode trazer. Eu inventaria um endereço naquele estado e pagaria menos impostos. Simples, não é? Para os impuros, sim.

Cristãos autênticos são comprometidos com os valores do Reino de Deus e a mentira não é um valor do Reino. Se eu moro no Rio de Janeiro, coloco placa com meu endereço do Rio de Janeiro, único endereço que eu tenho. Não sou bobo por pagar mais caro; sou cristão. E sobre a economia que eu teria no outro estado? Meu Deus supre minhas necessidades e me recompensa por minha fidelidade. Deus é fiel!

Se você é mentiroso, você se parece com o diabo.

Poderia citar outras coisas aqui, mas creio não ser necessário. Toda pessoa que se comporta como inimiga, acusadora ou mentirosa está vivendo da mesma forma que o diabo, pois essas características são dele. Se você se comporta assim, ainda que seja cristão, está se parecendo com ele, não há como discordar disso.

Eu não quero me parecer com ele, não quero ter características semelhantes às dele, você quer?

www.wandersonmiranda.com

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1 COMENTÁRIO

  1. AS RELIGIÕES ESTÃO MORRENDO À LUZ DA RAZÃO
    E sem direito à ressurreição. O sacerdócio embora útil no tempo da ignorância é uma espécie em extinção no presente. Esse é um dos fatos marcantes do nosso tempo. O poder das Religiões não é mais religioso, mas simplesmente econômico, político e social. As igrejas se esvaziam, os seminários se fecham, a vocação sacerdotal desaparece, o clero de todas elas recorre no mundo inteiro aos mais variados expedientes para manter seus rebanhos, fazendo-lhes concessões perigosas. Mas todos os expedientes mostram-se incapazes de restabelecer o prestigio e o poder religiosos, servindo apenas de remendos de pano novo em roupa velha, segundo a expressão evangélica. Começam então a aparecer os sucedâneos, com milhares de seitas forjadas por videntes e profetas de última hora, na maioria leigos que se apresentam como missionários, taumaturgos populares, místicos improvisados e de olhos mais voltados para os bens terrenos prometendo os tesouros do Reino dos Céus. Esses bastardos do espírito, que pululam por toda parte, caracterizam o fenômeno sócio-cultural da morte das Religiões.
    Esse evidente sintoma de agonia das instituições tradicionais está presente em toda a área religiosa do nosso tempo. Não há dúvida, portanto, de que as Religiões baseadas na Revelação Divina agonizam. E o responsável par esse fato alarmante, como sempre, é a própria vitima, que pela imprevisão, pelo abuso do poder, pelo apego às comodidades institucionais, deixou-se levar na ilusão de sua indestrutibilidade. As próprias religiões cavaram a sua ruína no desenrolar do processo histórico. Acomodadas em sua superioridade, confiantes no privilégio de sua origem e natureza sobrenaturais, recusaram-se a integrar-se na cultura natural, marginalizando-se a si mesmas. A evolução cultural alargou progressivamente o fosso entre a Cultura e a Religião, tornando irreversível a situação das instituições religiosas. Assim, dialeticamente, o conceito arbitrário do sobrenatural, que era o fundamento de sua segurança, tornou-se o motivo de sua decadência.
    Religiões, superstições e todo tipo de crendices tribais estão com os dias contados. A ignorância não tem lugar no futuro. Ninguém mais quer se sentir idiota do para acreditar nessa tola ilusão do mito religioso. A ciência vem resgatando, a cada segundo, o território dominado por séculos pelas tolices religiosas do passado. Antes da Teoria da Evolução, era compreensível atribuir a um Deus a existência de um design inteligente na natureza. Depois dela, tudo mudou. Hoje podemos provar como surgiram formas de vida tão variadas e complexas. A teoria de Darwin é uma explicação muito melhor para isso que do que Deus. Não precisamos mais nos render à tentação de acreditar em um ser superior que criou tudo. Ou nos teólogos, que colocaram o Cristo milagroso sobrenatural provisoriamente no lugar de Deus imaginário, ilógico e absurdo, como dizia Aristides Lobo. Agora essa ideia parece incoerente.
    O Deus Cristão é o fracasso do Deus de Israel. O Deus forte e viril passa a ser manso, humilde, sofredor. Daí nasce o Deus Cristão: Jesus Cristo. Toda religião que se preze, para cumprir seu papel principal no palco de nossa “sociedade”, precisa dessa “Trindade Santa”: Submissão, Engano e Hipocrisia, respectivamente, seu “deus-pai”, seu “deus-filho” e seu “deus-espírito-de-toda-essa-farsa”.

    A ciência vem rasgando com unhas e dentes esse véu negro e inútil das superstições. Há uma grande chance de o ser humano do futuro não carregar consigo esses dogmas religiosos, essas mitologias, apego às fantasias, crendices e superstições tolas. Até aqui, foi natural acreditar em algo divino, uma espécie de infância da evolução humana. Nietzsche considerava um crime manter o conceito de Deus em uma sociedade moderna, embora no passado não fosse mais que uma doença da mentalidade humana. Para Niet, a domesticação do homem pelo evangelho o torna doentio. Mas nós nos podemos tornar maiores do que ‘deus’, saindo da infância da ignorância. O conhecimento, a cultura será nossa “religião”. Religião no sentido de religá-lo ao que sempre esteve ligado: a natureza!
    Tolstoi lembrou bem, quando escreveu que “deus” está dentro de vós! Quem o procura ainda não evoluiu o suficiente. Só o tempo fará isto, contando com o nosso livre-arbítrio (que nenhum deus nos deu).

    Resumindo:
    A religiões, elas não podem estar todas certas… Mas todas elas podem estar erradas. Você não perde nada se deixar de ir na sua igreja. E penso que o mundo seria melhor sem religião nenhuma mesmo, que a conduta das pessoas fosse balizada apenas por princípios humanistas, na moral e ética filosófica (espiritualidade sem dogmas e doutrinas, prática do bem e rejeição do mal).
    “O próprio conceito de pecado vem da bíblia. O Cristianismo oferece resolver um problema que ele mesmo cria. Você ficaria grato a uma pessoa que te corta com uma faca a fim de te vender um curativo?” (Dan Barker).

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