Estudos por VC

Jesus tinha irmãos?

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Comments (4)
  1. leandro disse:

    Senhor Everson em, resposta ao seu artigo sobre os pretensos “irmãos de Jesus” venho contraarguementar com algumas informações.Mesmo porque o senhor alega má fe ca Igreja Catolica em adulterar informaçoes de cunho historico e teologico.Quando leio artigos assim é que percebo o quanto o protestantismo no Brasil precisa evoluir em estudos.Se alguem vai num país como a Alemenha verá que,apesar das divergencias, os pastores luteranos e representantes catolicos dialogam com melhores arguementos e ausência de má fé:

    1º argumento o SIGNIFICADO DE ATÉ
    Muito me estranha que para um protestante que se orgulha de conhecer a Bilia em “milimetros” e “centimetros”, o senhor tenha esquecido que o significado desta expressão no aramaico seje bem diverso do Português.Vejamos pois:

    “Micol, filha de Saul, não teve filhos até (ou enquanto) o dia de sua morte” (II Reis, VI, 3).
    Quer dizer então que — seguindo o entendimento de Everson – Micol teve filhos depois do dia de sua morte?
    Evidentemente é um absurdo. Até que ou enquanto, na linguagem da Escritura, quer dizer nunca. É uma forma hebraisante de dizer nunca.
    Outro exemplo se tem no texto que trata do corvo da arca de Noé:
    “… e soltou [Noé] um corvo, o qual saiu e não tornou mais, até que as águas que estavam sobre a terra se secaram” (Gen. VIII, 6-7).
    Quer dizer que o corvo voltou para a arca depois que terminou o dilúvio e as águas baixaram? É claro que não. O corvo não voltou mais.
    Terceiro exemplo, porque para alguém tão pleno de certezas são necessárias muitas provas:
    “Entregar-te-á nas tuas mãos os seus reis, e fará que não fique memória de seus nomes debaixo do céu; ninguém te poderá resistir até que (ou enquanto) os tenhas feito em pó.” (Deut. VII, 24).
    Quer dizer, ó exímio Everson, que depois de terem sido feitos em pó, os reis poderiam resistir?

    E se o sinal dado pela profecia era que “uma virgem daria à luz”, se ela, depois, se tornasse mãe de outros filhos de modo normal, se poria muito mais em dúvida sua virgindade e sua honestidade no caso da geração de Jesus.

    2º Argumento seu: Jesus foi filho PRIMOGÊNITO de Maria, não o UNIGÊNITO. Ela teve outros filho, sendo esses, inclusive mencionados na Bíblia.”

    Por acaso você não leu o que está escrito na Bíblia que você diz aceitar?
    Leia então o que diz ela no livro do Êxodo.
    Nesse livro é contado como Deus puniu todos os primogênitos do Egito, e poupou os de Israel. (Ex. XII, 29), e que, por isso, Deus determinou: “Consagra-me todo o primogênito” (Ex. XIII, 2). E ainda: “Dar-me-ás o primogênito de teus filhos” (Ex XXII, 29).
    E no livro dos Números, Deus determinou: ” Todo primogênito é meu. Desde o dia em que feri os primogênitos na terra do Egito, consagrei para mim todo o que nasce primeiro em Israel, desde o homem até o animal: são meus. Eu sou o Senhor” (Núm. III, 13).
    Por isso, todo primogênito devia ser apresentado resgatado no Templo. São José e a Virgem Maria foram obedientes à lei, e apresentaram seu primogênito no Templo e pagaram por Ele dois pombinhos, que eram o resgate imposto aos pobres. (Luc.II, 21-25).
    Se a mulher tivesse ou não outros filhos, o primeiro tinha E TEM sempre o título de primogênito. O fato de que Cristo tenha sido o primogênito não significa absolutamente que a Virgem Maria tenha tido outros filhos depois do Primogênito.
    Compreendeu , ó Everson ?

    Foi achada uma antiga inscrição hebraica em Tell el Yedouihie, que fala de uma mulher chamada Arsinoé, que morreu ao dar à luz seu primogênito (cfr. Lucio Navarro, Legítima interpretação da Bíblia, Campanha de Instrução religiosa Brasil Portugal, Recife, 1938, p.587). Se aplicarmos a lógica de Saul, o fato de ela ter tido um primogênito exigiria que ela tivesse também filhos depois da morte!
    Que lógica, hein, Everson?

    Vamos la pro seu 3º argumento

    Evangelho de Marcos 6.3 – ” Não é esse o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?”

    “Segundo observa o evangelista João: “Jesus desceu de Cafarnaum, Ele, sua mãe, seus irmãos e seus discípulos” (Jo. II, 12). Portanto, Jesus possuía mãe, irmãos e discípulos. E se ele possuía irmãos é porque tinha mãe.
    “O hábito de nossa Escritura Santa, com efeito, é de não restringir esse nome de “irmãos” unicamente aos filhos nascidos do mesmo homem e da mesma mulher. Nem àqueles que nascem de uma só e mesma mulher, ou só do mesmo pai, ainda que nascidos de mães diferentes. Nem mesmo de restringir o nome de irmãos a primos de primeiro grau, como são os filhos de dois irmãos ou de duas irmãs. Não são esses, unicamente, os que a Escritura costuma chamar de irmãos.”
    “É preciso penetrar o sentido das expressões empregadas pelas Escritura Sagrada. Ela tem sua maneira de dizer. Possui sua linguagem própria. Quem ignora essa linguagem – [ E quem ignora é ignorante.] – pode ficar perturbado e perguntar-se: Então, o Senhor tem irmãos ? Será que Maria teve ainda outros filhos?”
    “Não! De modo algum! Foi desde o seu parto virginal que principiou a dignidade das virgens. Essa filha do gênero humano pôde ser mãe, mas foi “mulher”, sem dúvida, em consideração a seu sexo, mas não por ter perdido a virgindade. Isso é assim deduzido, se considerarmos a linguagem da Escritura. (…)”
    “Qual é, pois, a razão de ser da expressão “irmãos do Senhor”? Irmãos do Senhor eram os parentes de Maria. Parentes, em algum grau que seja. Como se demonstra isso? Pela própria Escritura, que chama, por exemplo, Lot de irmão de Abraão (Gen, XIII, 18e XIV, 14). E ele era um filho de seu irmão. Lede e vereis que Abraão era tio de Lot, e, todavia, chamavam-se ambos de irmãos. Perante esses fatos, ficareis sabendo que todos os consangüíneos de Maria eram considerados irmãos de Cristo” (Santo Agostinho, Comentário do Evangelho de São João, X, 2).

    E também a virgindade de Maria, no gerar Cristo, foi defendida pela Igreja primitiva.
    Dou-lhe apenas três provas disso, já que a virgindade de Maria, na concepção de Jesus, não foi negada pelo Senhor:
    Santo Inácio, que morreu em 107 — bem no início da era cristã – Bispo de Antioquia e considerado como herdeiro de São João, foi o primeiro a usar a expressão Igreja Católica escreveu:
    “E permaneceram ocultos ao príncipe desse mundo a virgindade de Maria e seu parto, bem como a morte do Senhor: três mistérios de clamor, realizados no silêncio de Deus” (Santo Inácio de Antioquia, Carta aos Efésios, PG. V, 644 ss.).
    São Justino, mártir no ano 165, no Diálogo com Trifão, confessou que:
    “Dizia-se [Jesus] portanto, filho do homem, seja em razão de seu nascimento de uma Virgem que, como assinalei, era da raça de Daví, de Jacó, de Isaac e de Abraão, etc…” (São Justino, mártir, Diálogo com Trifão, cap.94-100, PG VI, 701ss).
    Santo Irineu (202) refere-se a Jesus como sendo “O próprio Verbo, nascido de Maria que era ainda Virgem”.

    Dir-me-á talvez o senhor, contra a virgindade perpétua da Mãe do Senhor Jesus Cristo, da qual ele faz questão de diminuir a honra: a virgindade perpétua de Maria só começa a ser afirmada com força a partir do século IV.

    De fato, a defesa da Virgindade perpétua de Maria só começa a ser feita a partir do século IV (antes do Concílio de Éfeso de 431).
    E sabe por que isso?
    Porque até então, estando bem viva a tradição apostólica e bem viva a devoção que se tributava à Mãe do Senhor, não aparecera ainda os primeiros hereges negando a verdade da virgindade perpétua de Nossa Senhora, aí apareceram os primeiros textos de Doutores e Padres da Igreja defendendo a verdade e a honra virginal e perpétua da Mãe do Senhor e Mãe nossa.

    Santo Agostinho (354-430), que viveu antes do Concílio de Éfeso, escreveu:
    “Concebeu-O [a Cristo Jesus] sem concupiscência, uma Virgem; como Virgem deu-lhe à luz, Virgem permaneceu” ( Santo Agostinho, Sermão sobre a Ressurreição de Cristo, segundo São Marcos, PL XXXVIII, 1104-1107).
    Cale-se a heresia em face da ortodoxia. Cale-se a insolência dos soberbos face a humildade do grande Doutor de Hipona.
    Santo Atanásio (295-386?), o grande defensor da divindade de Cristo Jesus contra os hereges arianos, proclamou também a virgindade perpétua de Maria Santíssima.
    “Jesus tomou carne da sempre virgem Maria”.
    Dídimo, o cego (380), que foi mestre de São Jerônimo, escreveu a respeito de Nossa Senhora:
    “Mesmo depois do nascimento, ela permaneceu sempre e para sempre virgem imaculada”.
    Santo Ambrósio de Milão (397), citando a profecia de Ezequiel – “Essa porta é para permanecer fechada; ninguém pode abri-la para entrar por ela. De modo que, desde que o Senhor, Deus de Israel entrou por ela, ela permanecerá fechada” (Ez. XLIV, 2) — ele então comenta:
    “Quem é essa porta, senão Maria?”
    Santo Epifânio, bispo de Salamina, explica que “ao nome de Santa Maria invariavelmente se acrescenta o epíteto de Virgem, porque essa Santa Mulher permaneceu inviolada”.
    São Jerônimo (420, antes de Éfeso), atacando o herege Helvidius, disse:
    “Você diz que Maria não permaneceu virgem “Quanto a mim, eu proclamo que o próprio José era virgem, de modo que, o filho da Virgem nascesse através de Maria, de um matrimônio virginal”.
    São Cirilo de Alexandria (444), em seu discurso defendendo a maternidade divina de Maria contra o herege Nestório, proclamou:
    “A paz que o blasfemo Nestório perturbara, negando que de Maria Virgem nasceu o Verbo e Filho de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo. Ele não quis reconhecer a inviolável virgindade de Maria, nem crer na palavra do arcanjo: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”. (São Cirilo de Alexandria, Discurso no Concílio de Éfeso, P.L. LXXVII, 1029-1040).
    Percebeu como o que diz São Cirilo do ímpio Nestório cabe para você, Everson?

    “Ele (=Jesus) era a arca composta por madeira incorruptível. Com efeito, o seu tabernáculo (=Maria) era isento da podridão e corrupção” (Santo Hipólito de Roma, Orat. Inillud. 220 DC).
    “Esta Virgem Mãe do Unigênito de Deus chama-se Maria, digna de Deus, imaculada das imaculadas, sem par” (Origines, Homilia 1. 280 DC).
    “Somente Vós (=Cristo) e vossa Mãe sois mais belos do que qualquer outro ser. Em ti, Senhor, não há mancha alguma; na tua Mãe nada de feio existe” (Éfrem da Síria, Garmina Nisibena 27,8.).
    “Que arquiteto, erguendo uma casa de moradia, consentiria que seu inimigo a possuísse inteiramente e habitasse?” (São Cirilo de Jerusalém, 208 DC).
    “Maria, uma virgem não profanada, Virgem tornada inviolável pela graça, livre de toda mancha do pecado” (Santo Ambrósio de Milão, Sermão 22,30. 317 DC).
    “Nem se deve tocar na palavra ‘pecado’ em se tratando de Maria; e isto em respeito Àquele de quem mereceu ser a Mãe, que a preservou de todo pecado por sua graça” (Santo Agostinho, Sermão 215,3. 325 DC).
    “Não entregamos Maria ao diabo por condição original pois afirmamos que sua própria condição original se anula pela graça da redenção.” (Santo Agostinho, Contra Juliano 4. 325 DC).
    “Exceto a Santa Virgem Maria, da qual não quero, por honra do que é devido ao Senhor, suscitar qualquer questão ao se tratar de pecados, pois sabemos que lhe foi concedida a graça para vencer por todos os flancos o pecado, porque mereceu ela conceber e dar à luz a quem não teve pecado algum. Exceto, digo a esta Virgem, se tivéssemos podido congregar todos os santos e santas que aqui viviam e perguntássemos se jamais tinham pecado, o que teriam respondido? (…) Não é verdade que teriam unanimemente exclamado: ‘Se dissermos que não pecamos, enganamo-nos, e a verdade não está em nós’?” (Santo Agostinho, De Natura et Gratia 36,42. 325 DC).

    1. NIL ALVES disse:

      Muito lógico seu texto Leandro, todavia voce não usou nenhum argumento contra o argumento das palavras gregas empregadas diferentemente para primo e para irmão?
      E agora?

  2. Nelio disse:

    Meu caro Leandro, será que José e Maria fizeram voto de castidade? Será que deixar de ser virgem após o casamento tira a santidade de alguém? Será que as opiniões desses santos que você mencionou são dignas de toda aceitação? Na Bíblia você não encontra nenhum santo perfeito a não ser o Senhor Jesus. Esses santos mencionados por você não estão na Bíblia, portanto não podemos abraçar com unhas e dentes as suas opiniões e, sim, respeitá-las da mesma maneira que respeitamos a sua, pois você também é santo, dá para ver que você é um homem separado para Deus(santo significa separado). A santa Maria era separada, mas a própria Bíblia diz que “não há um justo sequer.” – e não excetuou Maria. Se ela fosse perfeita, não usaria essas palavras em seu cântico: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito (veja, com “e” minúsculo) se alegra em Deus, meu Salvador.” (Lucas 1.46,47). Ela como conhecedora da Palavra, chamou o seu próprio filho de Salvador. Ela também precisava de um salvador, assim como todos nós. Maria sim, não é nossa prima, é nossa irmã. E que irmã maravilhosa! Todas as mulheres deviam seguir o seu exemplo de ótima mãe, ótima esposa, ótima serva, enfim, uma mulher nota mil. Mas, salvação, só em Jesus. “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (Atos 4.12).

  3. José Jeová disse:

    Não precisa polêmica todos nós somos irmãos de Jesus Cristo. Digo isto com muito orgulho.não é ele mesmo que diz somos carne da mesma carne e sangue do mesmo sangue?

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