sábado, 30 abril 2016

Quem Pratica o Pecado é do Diabo

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”Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos… Quem pratica o pecado é do diabo… Qualquer que é nascido de Deus não vive na pratica do pecado.” – I João 1.8; 3.8-9.

“Ter” pecado significa que o pecado vive em nossa carne ou natureza. O pecado em nós pode ser dominado, ou também pode nos dominar, quando o cristão lhe dá lugar ou se descuida. Mas isso acontece contra a vontade do crente que sofre com a queda e não cai sem lutar. Para o cristão, o pecado é sinônimo de sofrimento, e ele desejaria estar completamente livre do pecado e para sempre. Mas isso é algo que apenas acontecerá nos céus.

“Praticar” o pecado é algo muito diferente. Significa ter o pecado como um costume que não se pensa em corrigir e nem se pretende abandonar. Ao contrário, ele é defendido. Em alguns casos, pode-se até desaprová-lo com palavras, da boca para fora, de maneira hipócrita, porque na realidade e de fato ele é praticado com prazer.

A pessoa honrada e sincera busca ajuda e orientação na Palavra de Deus para livrar-se do pecado. Estas são algumas diferenças entre “ter” pecado e “praticar” o pecado. É a diferença entre um espírito fiel e um espírito falso.

A verdadeira fé nunca poderá coexistir com pecados tais como a idolatria, a blasfêmia, o abuso do nome de Deus, o desprezo pelo dia de repouso, a fornicação, roubo, orgulho, embriaguês e enganos. É impossível manter uma consciência limpa praticando estas coisas. Se um cristão cai nestes pecados, ele também cai da graça e perde a paz. Somente através do arrependimento e da fé ele poderá recuperar a boa consciência, a paz e a amizade com Deus.

Em contrapartida, o hipócrita continua nestes pecados, os pratica e os oculta, de maneira que eles se convertem em hábitos e costumes. E isso é “praticar” o pecado, e “o que pratica o pecado é do diabo”. É “viver conforme a carne”, e se “viverdes conforme a carne morrereis” (Rm 8.13).

Oremos:

Oh Amado Pai Celestial, ajuda-me e fortalece-me, para que de hoje em diante eu possa guardar teu Mandamento e não tome o teu santo nome em vão. Amém.

C.O.Rosenius (1816-1819) Nuevo Dia – Trad. Sóstenes Ferreira da Silva

Desenvolvimento do Reino: O fator Mulher samaritana

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“Os fariseus ouviram falar que Jesus estava fazendo e batizando mais discípulos do que João, embora não fosse Jesus quem batizasse, mas os seus discípulos. Quando o Senhor ficou sabendo disso, saiu da Judéia e voltou uma vez mais à Galileia. Era-lhe necessário passar por Samaria. Assim, chegou a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, perto das terras que Jacó dera a seu filho José. Havia ali o poço de Jacó. Jesus, cansado da viagem, sentou-se à beira do poço. Isto se deu por volta do meio-dia. Nisso veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: Dê-me um pouco de água. (Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida.) A mulher samaritana lhe perguntou: Como o senhor, sendo judeu, pede a mim, uma samaritana, água para beber? (Pois os judeus não se dão bem com os samaritanos.)

Jesus lhe respondeu: Se você conhecesse o dom de Deus e quem lhe está pedindo água, você lhe teria pedido e ele lhe teria dado água viva. Disse a mulher: O senhor não tem com que tirar a água, e o poço é fundo. Onde pode conseguir essa água viva? Acaso o senhor é maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, bem como seus filhos e seu gado? Jesus respondeu: Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna. A mulher lhe disse: Senhor, dê-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem precise voltar aqui para tirar água. Ele lhe disse: Vá, chame o seu marido e volte. Não tenho marido, respondeu ela. Disse-lhe Jesus: Você falou corretamente, dizendo que não tem marido. O fato é que você já teve cinco; e o homem com quem agora vive não é seu marido. O que você acabou de dizer é verdade.

Disse a mulher: Senhor, vejo que é profeta. Nossos antepassados adoraram neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Jesus declarou: “Creia em mim, mulher: está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém. Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. Disse a mulher: Eu sei que o Messias (chamado Cristo) está para vir. Quando ele vier, explicará tudo para nós. Então Jesus declarou: Eu sou o Messias! Eu, que estou falando com você. Naquele momento os seus discípulos voltaram e ficaram surpresos ao encontrá-lo conversando com uma mulher. Mas ninguém perguntou: Que queres saber? ou: Por que estás conversando com ela? Então, deixando o seu cântaro, a mulher voltou à cidade e disse ao povo: Venham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito. Será que ele não é o Cristo? Então saíram da “cidade e foram para onde ele estava”. (João 4:1-30)

Desconhecemos o nome da mulher que comumente conhecemos apenas como mulher samaritana. Nada sabemos a seu respeito, senão que ela vivia uma vida devassa tendo se unido a cinco maridos, e estava com o sexto que não era oficialmente seu esposo. A mulher de Samaria ainda não conhecia o bastante para evangelizar sua vizinhança, mas trouxe toda a cidade para ouvir a pregação de Jesus.

O fator Mulher Samaritana representa todas aquelas pessoas que mesmo não tendo nenhum dos dons espirituais , motivacionais e nem ministeriais contam seu testemunho e assim, atraem dezenas de vidas para o Salvador. Aquelas pessoas que não são versadas no ensino teológico ou filosófico, nada sabem acerca de história ou das ciências modernas, mas quando contam o testemunho da transformação que Deus operou em suas vidas, arrancam lágrimas dos ouvintes, os quais correndo se lançam aos pés do nosso Senhor Jesus Cristo.

Os depoimentos dos salvos são verdadeiras mensagens do evangelho cujo poder salva aos que creem. Os quatro evangelhos são, na verdade os depoimentos dos que viram as obras magnificas de Jesus. Ao contar o seu testemunho, o cristão expõem um aspecto glorioso do evangelho: o seu poder para restaurar. Desde cedo, quando ainda era uma criança na fé, fui instruído que ao sair para evangelizar, na ausência de conteúdo, seria válido contar como foi que me encontrei com Jesus e o que Ele fez na minha vida.

Muitas pessoas limitam o depoimento do que Deus fez em suas vidas ao público central da igreja a que pertence. Mas uma poderosa mensagem evangelística é o testemunho de mudança de vida. Quando informamos as pessoas do que recebemos de Deus, estamos atestando para as pessoas que nosso Deus é poderoso para fazer o que precisamos e não conseguimos fazer sozinhos. Em Atos 26 o apóstolo Paulo dá o seu testemunho pessoal diante de Agripa, expondo detalhadamente o que Jesus lhe fizera e como ele foi transformado de perseguidor dos cristãos no grande apóstolo Paulo. As mudanças operadas por Deus em nós sevem de reflexão para as pessoas que estão longe de Deus. Ao saber que um crente foi liberto dos vícios e da devassidão, os ímpios são desafiados a também virem a Cristo. A mudança que as pessoas que não servem a Deus precisam só o evangelho de Cristo pode possibilitar, por essa razão, as pessoas devem saber que o poder remidor de Deus ainda está em operação no mundo, os testemunhos pessoais são evidencias incontestáveis disso.

Uma pessoa que tem reais frutos de mudança, pode ser uma poderosa ferramenta evangelística. Desde que se aplique a manter sempre seu caráter ajustado de modo que as mudanças que testemunhará possam ser percebidas e comprovadas por quem está sendo evangelizado. Jesus, como judeu, sempre encontrou oposição por parte das pessoas que não tinham a fé judaica, a mulher samaritana sabia disso, por isso ela mesma foi aos cidadãos daquela cidade e “penhorou” seu pescoço para que todos pudessem ver por si mesmos que de fato Jesus era o Salvador: “E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher” […] .

A multidão veio por causa daquela mulher, eles ouviram as palavras da boca de Jesus e tiveram uma experiência pessoal com o Senhor, daí, eles testemunharam: “Indo, pois, ter com ele os samaritanos, rogaram-lhe que ficasse com eles; e ficou ali dois dias. E muitos mais creram nele, por causa da sua palavra. E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo” . Vemos aqui que nossos testemunhos por mais tremendos que sejam não são substitutos para a pregação deliberada da palavra de Deus. Nossos testemunhos tem o mesmo valor do pai de uma noiva: o pai da noiva leva sua filha ao altar, mas de lá quem prossegue com ela é o noivo. Quando testemunhamos das obras de deus nas nossas vidas, estamos levando as pessoas ao Filho de Deus que é o Caminho, mas quando o Filho recebe essas vidas, Ele as conduz ao Pai. Ele nos disse: “[…] ninguém vem ao Pai senão por mim” .

Que papel importante àquela mulher desenvolveu na salvação daquela cidade! Levou seu povo ao Salvador apenas com seu testemunho. Ela não recebeu um milagre; não testemunhou Jesus multiplicando pães ou peixes; não O viu andando sobre as águas e nem o contemplou ressuscitando mortos; não O viu expulsar demônios e nem transformando água em vinho, mas experimentou uma mudança em sua vida que foi notória a toda a cidade.

Sem sombra de dúvida, o fator Mulher Samaritana é uma excelente e poderosa ferramenta de anúncio do evangelho da Graça de Deus. Essa mulher representa cada crente que recebeu o Salvador em seu coração e que não se contentou em ficar calado. Pessoas que, assim como o apóstolo Pedro, entenderam que não podem deixar de falar do que tem visto e ouvido . Se você tem certeza que, de fato, sua vida passou por mudanças significativas por causa da salvação que você recebeu de Deus, coloque seu testemunho a serviço do Reino, conte-o para as pessoas que ainda não tiveram uma experiência pessoal com Jesus e ore para que elas sejam atraídas ao Senhor por seu intermédio.

A Capacitação para o Ministério

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” E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.” (II Coríntios 3.4-6)

Toda a capacitação de qualquer cristão para o cumprimento do seu ministério espiritual vem da parte de Deus.

Porque é Ele quem habilita seus ministros a serem capazes para a obra do ministério do Novo Testamento, que não é uma mera exposição da letra das Escrituras, ou mera transmissão de palavras, como ocorria no Velho Testamento, mas a ministração do Espírito aos espíritos, porque somente a letra sem o Espírito, produz morte, porque não pode gerar a vida de Cristo nos corações.

Os sacerdotes do Antigo Testamento não foram capacitados e chamados a cumprir um tal ministério em todas as nações, mas é exatamente este o ministério desde que Cristo inaugurou um Novo Testamento (aliança), no Seu sangue.

Não foi Paulo que inventou a doutrina de que é o espírito que vivifica, mas isto foi uma revelação de nosso Senhor Jesus Cristo em seu ministério terreno:

“O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.” (Jo 6.63)

Quando Jesus disse que as palavras que ele havia dito eram espírito e vida, isto significa que Suas palavras foram inspiradas e proferidas pelo Espírito, pois tudo quanto fazia e ensinava era mediante o Espírito Santo.
É fácil observarmos isto quando lemos os discursos que Ele proferiu e que foram registrados nos evangelhos. Nós logo vemos que há espírito e vida, por exemplo, nas palavras do Sermão do Monte, nos discursos do evangelho de João e em tudo mais que o Senhor fez e ensinou, não somente porque se trata da verdade, mas também porque foram proferidas pelo espírito e não pela carne.
Esta é a razão de muitos lerem a Bíblia no culto público, ou pregarem a verdade, e não transmitirem vida aos seus ouvintes, porque o fazem na carne, e não no espírito.
O que podemos entender então é que sempre que as palavras que são proferidas forem procedentes de um espírito liberado em comunhão com o Espírito Santo, o resultado será que a palavra transmitirá vida espiritual àqueles que as lerem ou ouvirem.
Por exemplo, os sermões de Spurgeon ainda falam com vida porque Ele andava no Espírito e pregava no Espírito, e ainda hoje nós podemos sentir o espírito e a vida que há nos seus sermões, porque foram pregados com palavras ensinadas pelo Espírito e com a unção do Espírito.
O mesmo pode ser dito dos escritos da quase totalidade dos puritanos, especialmente de John Owen, Richard Sibbes, Richard Baxter, Thomas Manton, Thomas Watson, dentre outros.
Não há nada de influência ressecante nestes escritos, ao contrário, eles transmitem vida espiritual porque foram produzidos em espírito, pela inspiração do Espírito Santo, em pessoas cujos espíritos estavam santificados.
Então é um excelente critério para nortearmos a seleção dos louvores e dos sermões que ouvimos, dos livros e das mensagens que lemos, procurar identificar se é a carne ou o espírito que os produziram. Se foi a carne, gerará o que é carnal, natural, desta criação, porque o que é nascido da carne é carne. Mas se foi o espírito, gerará vida espiritual.
Por isso se diz que o ministério da Igreja é o ministério do espírito (veja que é usado espírito com inicial minúscula no texto de II Cor 3.6,8):

“o qual também nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.” (II Cor 3.6).

“Como não será de maior glória o ministério do espírito?” (II Cor 3.8).

Devemos ter o cuidado de não cometer o mesmo pecado dos escribas e fariseus que não reconheceram o ministério do Messias e O rejeitaram, porque é possível estar totalmente alheio ao fato de que há um ministério do Espírito Santo acontecendo desde o Pentecostes ocorrido em Jerusalém, neste período que chamamos de dispensação da graça, que podemos também chamar de dispensação do Espírito Santo.
Havia e ainda há um véu no Antigo Testamento, que impedia que se visse claramente o significado das realidades espirituais relativas ao evangelho de Cristo, que está revelado no Velho Testamento em sombra, mas claramente revelado no Novo Testamento.
É somente quando o Espírito Santo remove este véu que podemos entender o mistério de Deus para o homem, que é Cristo, pela conversão de suas almas a Ele.

Destruindo a Fábrica do Mal e Não Apenas os Seus Produtos

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O domínio do pecado não é uma mera força contra a vontade e os esforços dos que estão sob ele. Este domínio consiste principalmente na conquista da mente e de todas as suas faculdades, e especialmente da vontade, por meio de fascínio e tentações para os quais a natureza humana não está capacitada a resistir e vencer. Tanto que, ainda que alguém resista à prática consumada do pecado, todavia, o desejo permanece no interior do coração.

Esta vitória é alcançada somente pela nova natureza recebida na conversão a Cristo, pela qual somos feitos coparticipantes da natureza divina. É o novo homem criado segundo a justiça em Cristo Jesus que está habilitado a vencer o pecado, por meio da graça. O velho homem nada pode fazer porque se encontra morto espiritualmente, em delitos e pecados.

Por isso, ao se referir à nossa escravidão ao pecado, nosso Senhor afirmou que somente ele pode nos livrar desta servidão, uma vez que não há poder na nossa própria natureza para tal propósito.

Não se vence portanto o pecado, por ações violentas de nossa própria vontade contra ele, nem com meras deliberações de que faremos uma reforma de nossas vidas, mas nos sujeitando efetivamente ao poder de Deus, que nos purifica de todo o pecado, com base no sangue que Jesus derramou para a sua expiação.

Aquele portanto, que pode distinguir entre o que seja a natureza do pecado em si, e as meras impressões do pecado sobre a nossa mente e vontade, está a caminho da paz, porque certamente, sairá mais do que vencedor desta guerra contra o pecado, por meio de um viver santificado pela graça e aplicação da Palavra de Deus ao seu coração, pelo Espírito Santo.

Mais do que evitar determinados pecados, deve-se combater o mal pela raiz, pela subjugação do princípio do pecado que opera na carne, por meio de um andar no Espírito Santo, e na novidade de vida da nova criatura que fomos feitos em Jesus.

Vê-se com isto quão importante é a prática da oração, da meditação na Palavra, da vigilância do coração, e de todos os demais exercícios espirituais que nos são ordenados por Deus para que tenhamos um viver vitorioso sobre todas as forças do mal, quer externas, quer internas.

Mais que feliz!

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“Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a DEUS” (Mt 5:8).

Hoje é mais um dia que temos a oportunidade e privilégio de passar na presença do Senhor!

Felicidade é um estado de espírito em que há completa satisfação, contentamento e onde não existe nenhum sentimento de tristeza na vida de uma pessoa. Mas até quando pode durar uma felicidade plena? Difícil dizer, não?

A Bíblia, Palavra de Deus, nos orienta a respeito das bem aventuranças e o que elas irão nos oferecer se, firmes e até o fim, seguirmos Jesus fazendo a vontade do Pai. A bem-aventurança significa o estado abençoado daquele que, por seu relacionamento com Jesus e Sua Palavra, receberam de Deus o amor, o cuidado, a salvação e Sua presença diária.

Há certas condições necessárias para recebermos as bênçãos do Reino de Deus e devemos viver de acordo com os padrões revelados por DEUS na Sua Palavra. Existem alguns adjetivos inerentes à bem-aventurança, que indicam o caráter do bem-aventurado e demonstram uma mudança de comportamento e atitude por parte de alguém. E JESUS falou sobre isso quando subiu ao monte, ensinando os seus discípulos (Mt 5:1-12).

– Há de ser humilde. A humildade é uma característica do bem-aventurado. Humilde aqui significa despir-se (no sentido de tirar do corpo) do orgulho e ser sensível ao ministério de Deus para o seu bem e receber do Senhor a bem-aventurança: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5:3).

– Deve ser sensível. “Chorar” no sentido de contristar-se com as nossas fraquezas, quando as medimos com o padrão divino de justiça. É sentir pesar por aquilo que entristece a Deus. É sentir aflição em nosso espírito por causa do pecado, da imoralidade e da crueldade que prevalecem no mundo: “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados” (Mt 5:4).

– O manso, refere-se à submissão diante de Deus. É aquele que acha em Deus um refúgio e lhe consagra todo o seu ser. Preocupa-se mais com a obra e o povo de Deus do que com aquilo que lhe possa acontecer pessoalmente: “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” (Mt 5:5).

– Fome e sede de justiça, desejo de ouvir e fazer a vontade de Deus. É uma condição primordial para ter uma vida santa e estar na presença do Senhor. O estado espiritual do crente durante toda sua vida depende da sua fome e sede da presença de Deus, da Sua Palavra, da comunhão com Cristo, da justiça e da volta do Senhor. “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos” (Mt 5:6). Quando a fome de Deus cessa no crente, este morre espiritualmente.

– A compaixão também faz parte da vida do crente, que pratica a fé indo de encontro às necessidades dos outros. Os misericordiosos estão cheios de compaixão e dó para com os que sofrem por causa do pecado e desejam minorar os sofrimentos, conduzindo os aflitos à graça de Deus através de Jesus. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia” (Mt 5:7).

– Os limpos de coração e separados para Deus são os que foram libertos do poder do pecado mediante a graça de Deus, e que agora se esforçam para agradar e glorificar a Deus. Procuram ter amor à justiça e ódio ao mal. Seu coração está em harmonia com o coração de Deus. “Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus” (Mt 5:8).

– Os pacificadores deixam passar, ao invés de vingar e procura a restauração da comunhão. Eles já se reconciliaram com Deus e tem paz com Ele mediante a cruz. E agora se esforçam, por meio de seu testemunho e sua vida, para levarem outras pessoas, inclusive seus inimigos, à paz com Deus. “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus” (Mt 5:9).

– Os perseguidos por causa da justiça são aqueles que procuram viver de acordo com a Palavra de Deus e amam a Sua justiça. Esses serão impopulares, rejeitados e criticados porque se recusam a concordar com o pecado no mundo e, por isso, sofrerão oposição e perseguição. “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5:10).

Amados, por causa de Cristo seremos perseguidos, maltratados, desprezados e, muitos, até mortos. Mas não podemos deixar de pregar a Palavra de Deus e o que ela representa para todos que aceitam a Jesus como salvador e Senhor. O próprio Jesus nos garantiu as bem-aventuranças e as recompensas que virão delas. Só nos resta, então, continuar por este poderoso e brilhante caminho chamado Jesus.

Um forte abraço aos bem-aventurados do SENHOR JESUS.

Curados por Amor

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“Ó Senhor por estas coisas vivem os homens, e inteiramente nelas está a vida do meu espírito; portanto restabelece-me, e faze-me viver. Eis que foi para minha paz que eu estive em grande amargura; tu, porém, amando a minha alma, a livraste da cova da corrupção; porque lançaste para trás das tuas costas todos os meus pecados.” (Isaías 38.16,17)

O Senhor havia ordenado ao rei Ezequias que pusesse em ordem a sua casa, uma vez que morreria em breve.

Sabemos que o Senhor não voltou atrás quanto à exigência de colocar em ordem a sua casa – certamente os erros que ele vinha cometendo em seu reinado, e no possível afastamento da comunhão com Deus – apesar de ter revogado a sentença de morte imediata, tendo-lhe acrescentado 15 anos de vida.

Nós lemos nos versos do nosso texto uma parte da carta de gratidão e memorial que Ezequias escreveu após ter sido restaurado da sua enfermidade. Ele se refere à sua necessidade de restauração espiritual – para que o Senhor o vivificasse por que disso dependia a vida do seu espírito.

Ele reconhece que foi para o seu retorno à paz e comunhão com o Senhor, que havia sido afligido pelos assírios e por sua enfermidade mortal; e isto lhe causara grande amargura de espírito. Então declara que a causa do perdão dos seus pecados e o livramento da corrupção da sua alma foi o grande amor do Senhor por ele.

Assim como agiu em relação a Ezequias, Deus faz o mesmo com todos os seus filhos, pois os repreende e disciplina, especialmente através de tribulações, por amá-los, de maneira que abandonem seu viver pecaminoso e venham a andar de maneira ordeira na Sua santa presença.

Pr Silvio Dutra

A Cura para Alimentos sem Sabor, ou, Sal para a Clara de um Ovo

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Tradução e adaptação de partes de um Sermão de Charles Haddon Spurgeon feitas pelo Pr. Silvio Dutra.

“Pode o que é insípido se comer sem sal? Ou há gosto na clara do ovo?” (Jó 6.6)

Esta é uma pergunta que Jó fez a seus amigos, que lhe haviam sido tão hostis. Assim, ele debate com aqueles “consoladores molestos” que inflamaram suas feridas derramando nelas sal e vinagre em vez de azeite e vinho. O primeiro deles tinha acabado de abrir fogo sobre ele e Jó, por meio desta pergunta, disparou um tiro em retorno. Ele queria que os três observadores superficiais entendessem que ele não se queixava sem motivo. Se ele tinha falado amargamente, foi porque ele sofreu gravemente. Ele estava com muita dor física, ele estava suportando grande depressão mental e, ao mesmo tempo, ele havia sido ferido com a pobreza e luto. Ele tinha, portanto, motivo para sua tristeza. Ele não tinha nenhum conforto e cada seta de tristeza estava perfurando sua carne. Se ele gemeu, ele tinha razão para gemer.

O entusiasmo da sua vida se foi. Nenhuma alegria ficou para tornar a existência valer a pena. Era como alguém que não encontra sabor em sua comida e detesta o bocado que ele engole. O que lhe restava era insípido como a clara do ovo, que não lhe rendia qualquer tipo de conforto. Na verdade, era repugnante para ele. Ele disse: “As coisas que a minha alma recusa tocar, pois são para mim qual comida repugnante.” Por isso, ele praticamente pede aos seus amigos: “Como vocês podem esperar que eu coma uma carne como esta, sem suspiros e lágrimas? Pode o que é insípido ser comido sem sal? Há gosto na clara do ovo?”

Aqui ele diz que Elifaz tinha administrado a ele carne repugnante sem sal – meras claras de ovos sem gosto. Nem uma palavra de amor, piedade, ou sentimento amigável tinha sido proferido pelo temanita. Ele havia falado tão duramente e severamente, como se fosse um juiz abordando um criminoso que estava sofrendo mais do que ele merecia.

“Pode o que é insípido se comer sem sal? Ou há gosto na clara do ovo?”

Dá-se exatamente o mesmo com relação ao alimento de nossas almas. É uma grande falta quando não existe sabor num sermão. É uma falha fatal para o povo de Deus, quando um livro contém uma boa parte do que pode ser verdade, mas ainda carece de santo sabor ou o que, em outras palavras, chamamos de “unção”. Alguém diz: “Diga-nos o que é a unção.” Eu posso dizer mais facilmente o que não é! Você sabe quando um sermão tem sabor nele e você também sabe quando um sermão é seco, sem seiva, sem sabor.
Mas que tipo de sabor esperamos em um sermão? Eu respondo, em primeiro lugar, é um aroma do Senhor Jesus Cristo. Anos atrás, antes dos ministros ficarem tão sábios a ponto de questionar a inspiração divina da Escritura e renunciar à Doutrina da Expiação, costumava haver homens no paÍs, cujo ministério estava cheio de sabor para o povo de Deus. Havia inúmeros cristãos em Londres que iriam para o norte, ou ir para o sul, ou ir para o leste, ou ir para o oeste para ouvir tais pregadores e era um grande banquete ouvi-los! O que havia neles?

Eles eram profundos intelectuais? Certamente não! Irmãos profundamente letrados estavam pregando em igrejas e capelas, onde havia mais aranhas do que pessoas! Aqueles que mostravam a sua aprendizagem e retórica tinham lugares vazios, mas estes homens foram seguidos por multidões! Onde quer que eles falaram, os lugares eram pequenos demais para eles.

O que atraiu o povo do Senhor de tal forma? O que provocou tal entusiasmo? Ora, era que o pregador falava de seu Senhor e nunca se desviava da cruz! Quando éramos crianças, aprendemos o Catecismo da Bíblia do Dr. Watts, e eu me lembro de uma pergunta: “Quem foi Isaías?” e a resposta era: “foi o profeta que falava mais de Jesus Cristo do que todo o resto.”

Quem eram estes homens, então, que foram seguidos pelo povo de Deus tão intensamente? Eles eram homens que falavam mais de Jesus Cristo do que todo o resto!

Cristo crucificado era o seu tudo em tudo. Seu querido Senhor e Mestre nunca ficou muito tempo ausente de seus discursos. Se eles pregaram a doutrina, que era “a verdade de Deus como está em Jesus.” Se eles pregaram experiência, foi ” conhecê-Lo e a comunhão do Seu sofrimento.” E, se eles faziam aplicações práticas, como eles fizeram, a sua ideia de santidade era para ser como Jesus e segui-lo para fora do arraial, levando o seu vitupério. Agora, eu não acredito que um sermão pode ter cheiro nele, a menos que tenha Cristo nele.

Eles pregaram o Evangelho da Graça, como homens que o conheciam, amavam-no e o, e o viviam! Não era tarefa penosa para eles falar de Cristo e da graça, e do perdão e fidelidade à aliança. Você nem sempre podia ver os traços de elaboração ou mesmo de preparação sobre suas declarações, você poderia ver algo melhor, o sal espumante da Graça Divina! Se o óleo da meia-noite não tinha sido derramado em seus sermões, a unção do Espírito os tinha ungido!

Quando um homem tem estado evidentemente com Deus para aprender a Sua Verdade e foi batizado no espírito eterno dessa verdade ele, portanto, fala o que sabe e testemunha o que ele viu no temor do Deus vivo, há um aroma sobre seu testemunho e os santos o discernem de bom grado. Este santo sabor não pode ser imitado ou emprestado! É uma coisa sagrada e a sua composição é conhecida apenas pelo grande Doador de todos os dons espirituais, o Senhor, Ele Mesmo. É um óleo de santa unção que não vem da carne do homem e está muito longe de toda carnalidade. Ele nunca vem em qualquer homem, exceto à medida que desce da parte daquele que é o “Cabeça”, e assim cai ainda pelas bordas de suas vestes. De Cristo, somente, a verdadeira unção vem, e bendito é aquele que é feito participante com Ele.
Agora, o que é isso? De onde vem esse aroma? Em uma palavra, vem do Espírito Santo. O Espírito Santo testifica com a Palavra de Deus no coração vivificando a consciência do povo de Deus, e a Palavra de Deus torna-se vida, luz e poder para eles. Nós precisamos muito de tudo isso!

Há uma grande quantidade de conversação neste mundo que é insípida pela falta de sal. Quero dizer, uma conversa comum. Infelizmente, é fácil de se encontrar em pessoas cuja conversa não tem uma partícula de sal cristão nela. Nada que tende à edificação é falado por eles. A conversa tem uma abundância de alegria, mas nenhuma graça nela. Eles exibem qualquer quantidade de frivolidade, mas nenhuma piedade.

“Pode o que é insípido se comer sem sal? Ou há gosto na clara do ovo?”

Há muitas coisas neste mundo que não podemos tolerar por si mesmas – elas precisam de tempero. Uma das primeiras destas pode ser lida por nós como uma lição de prudência, ou seja, a repreensão. É um dever cristão reprovar um irmão que está em pecado, devemos falar com ele com toda gentileza e tranquilidade – para que possamos evitar sua ida ainda mais para o mal e conduzi-lo de volta ao caminho certo.

Mas você lembrará, por favor, irmãos e irmãs, que a reprovação é um trabalho delicado e precisa de uma mão delicada. Neste caso, é preciso mais amor do que vigor, mais prudência do que fervor, mais graça do que energia. Algumas pessoas têm um olhar muito rápido para os defeitos dos outros e eles têm uma língua pronta para dissertar sobre eles quando percebem que outros tendem a adicionar um exagero à importância da culpa.

Agora, esses irmãos sempre reprovam de uma maneira errada. Ouça. Um deles grita-“Vem cá, irmão! Venha aqui. Deixe-me tirar aquela viga do seu olho.” O referido “problema” é realmente apenas um mosquito e o irmão reprovador fica indignado. Por que destruir a sua própria influência com tal insensatez? Se o mosquito pode ser removido, muito bem. Mas se você vai estragar o olho no processo, não seria melhor deixá-lo sozinho? Nós conhecemos pessoas que, para espalhar a Verdade de Deus, mataram o amor, que é a Verdade da vida de Deus. Eles querem confirmar bem um irmão na doutrina e, a fim de que sua visão possa ficar mais clara, batem-lhe nos olhos.

Uma coisa é ser “valente para a verdade”, e outra coisa ser amargo para a sua própria opinião. Fale com muita deferência a seu amigo errado e use muita ternura, porque você mesmo não é impecável. Fale reconhecendo todas as excelências e virtudes do seu irmão, que podem, afinal, ser maiores do que as suas próprias. E tente, se você puder, temperar com sal o que você tem a dizer em palavras suaves de louvor para outra coisa em que o amigo se destaca. Expresse a censura como sentenças do Seu Mestre. Dê a seu paciente a pílula de prata revestida com gentileza – isto será recebido mais de boa vontade e sem qualquer menor eficácia.

O Único Caminho para a Vida que Permanece

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Os filósofos sofistas antigos buscaram uma forma mais elevada e nobre de se viver, pela via da prática das virtudes morais.

Eles e os seus seguidores fizeram de fato uma escolha melhor do que aqueles que gastam a vida em prazeres carnais sem se importarem em ser virtuosos.

Todavia, tanto os primeiros quanto os últimos não toparam com o verdadeiro sentido da vida, por esta via. A vida plena não é achada na moralidade filosófica porque esta pode ser de cunho legalista ou qualquer outro que não esteja necessariamente ajustado ao modelo supremo da vida humana perfeita, que se acha somente na própria pessoa de Jesus Cristo.

É nele que temos o paradigma da justiça evangélica que é cheia de misericórdia, amor e paz. É nele e no seu próprio poder vital que achamos a única força graciosa que pode nos transformar à imagem e semelhança do seu caráter santo e reto.

É somente nele que podemos obter perdão para as nossas ofensas e a justificação que nos reconcilia com Deus. Enfim, nada da vida que permanece para sempre pode ser achado aparte da comunhão com Cristo.

Pela aplicação da mera lei e da moralidade a mulher adúltera que lhe fora trazida no passado, teria sido apedrejada; a prostituta na casa do fariseu Simão teria sido expulsa sem ter achado nele a salvação da sua alma; e nenhum dos pecadores dos quais fez seus apóstolos e discípulos, sequer poderiam ter se aproximado dele, pois era completamente puro e santo.

Por isso ele requer de todos os que são seus seguidores que perdoem os seus ofensores; que sejam misericordiosos assim como Deus é misericordioso para com eles próprios; que tenham um padrão de justiça que exceda em muito o daqueles que simplesmente se ocupam em fazer valer friamente a lei – evidentemente, não para punir a si mesmos, senão para os demais; porque o egoísmo e fraqueza da natureza terrena, não lhes permite que cheguem a tanto, a saber, a viverem o padrão da justiça do evangelho.

O Brado de Deus

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”Atentamente ouvi a indignação da sua voz, e o sonido que sai da sua boca.” –  Jó 37:2

Quantas vezes estamos em algum lugar quando do nada alguém nos chama, e como é chato quando estamos passando e alguém gritar o nosso nome de forma que desconhecidos ouçam, quantas vezes estávamos em determinado lugar tentando manter-se disfarçadamente, e, de repente, surge alguém e diz; fulano você está ai? Certamente o sorrisinho amarelo vem à evidência, e, tentamo-nos portar de forma agradável, mais lá dentro o verdadeiro desejo é outro, no mínimo de dizer uma palavrinha de raiva. Isso acontece porque naquele momento, a nossa intenção era passar no anonimato, não ser notado, mas, para nos contrariar o inesperado acontece, fomos vistos. Mais o que isso tem haver com a palavra? Tudo!

Muitas vezes vivemos a vida da forma que queremos, vamos ali, vamos cá, e lá vamos nós. Um errinho aqui outro ali, e achamos que esta tudo bem, que tudo é normal, sem nos darmos conta que, estamos somando os erros, e, o que se soma, cresce, logo surgirá uma montanha. Infelizmente o que diz no Salmo 1:1, e deletado das nossas mentes, Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Onde estamos, aquilo que fazemos, o que profere os nossos lábios, irão dizer a quem estamos seguindo.

Quando a palavra de Deus diz que existe uma nuvem de testemunhas sobre a nossa cabeça, isto quer nos dizer, que, nada que venhamos fazer, passa despercebido, ainda que, pensemos que foi oculto aos olhos humanos, precisamos entender que a Trindade, os anjos e as hostes do mal, todos, viram e estão nos observando. Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, Hebreus 12:1, quando fazemos algo, seja bom ou mal, por mais insignificante que para nós pareça ser, muitos olhos viram, estamos sendo visionados cada segundo do nosso viver, e, eu não me refiro às tecnologias humanas, refiro-me ao mundo espiritual e ao profundo olhar celestial, Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.

Provérbios 15:3, em muitos casos, os dias vão passando, e, estes percalçosinhos que pensamos que Deus não se importa, ficaram tão elevados que foi construída uma fortaleza para nos distanciar de Deus, os lapsos, que deixamos no meio da trajetória das nossas vidas, aquelas coisinhas que nem lembramos se, foram boas, um dia vira nosso o pago, se foram ruins, também virá a nossa recompensa.

Muitos podem questionar porque minha linha de estudo é sempre neste estilo. Porque muitos de nós passamos por situações ruins e culpamos a Deus ou a outros, não sabendo que, nós mesmos somos os causadores dos nossos transtornos, então, quando se conhece a origem da doença e muito mais fácil encontrar a cura. Nunca escrevo nada como eu quero escrever, o Espirito de Deus sempre me direciona de forma diferente, o proposito do meu coração e atrair as pessoas para conhecer o verdadeiro Deus, Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.

Oséias 6:3, Muitas pessoas passam anos em templos religiosos, alimentando uma fé de superfície, falando da bíblia sem conhecer o que fala, nem o Deus da Bíblia. Na igreja de Cristo, poucos são os que de fato conhecem a Deus, os templos estão inchados de pessoas e aquilo que está com inchação está doente, porque conhecer a Deus é muito mais que ir a um culto, e muito mais que dá dízimos ou ofertas, e muito mais que fazer boas obras, é muito mais que cantar louvores, conhecer a Deus é reconhecer a grandeza do que Ele é e o adora-lo em Espirito em Verdade, Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem, João 4:23.

E, quando se conhece a Deus si tem temor e tremor, isto não é heresias, Servi ao Senhor com temor, e alegrai-vos com tremor. Salmos 2:11, quando se conhece a Deus realmente, foge-se do pecado, porque entende, que, Deus aborrece o pecado, e se Deus aborrece, como eu posso dizer que o conheço se os meus desejos estão envolvidos no pecado? Quando fazemos algo inconscientemente e achávamos que estávamos certos, Deus julga isto e age com misericórdias para com as nossas vidas. Porém se estamos de maneira coerente, consciente, sabendo que é errado, mesmo assim insistimos em fazer, estamos dizendo a Deus; abomine-me.

Quando erramos por prazer, gritamos a Deus que Ele não significa nada para nós. Só que, quando nos distanciamos de Deus ficamos perto do inimigo, Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça. Romanos 6:13
Ultimamente causa até vergonha as coisas que alguns cristãos fazem, verdadeira merchandagem da fé, troca-se o evangelho por qualquer prato de lentilhas apodrecidas, usam-se, a palavra em beneficio próprio, agora, qualquer objeto inânime virou gospel, já se vende até o cheiro de Jesus, que beleza!

Esquece-se de denunciar o pecado, de pregar o arrependimento, de propagar o reino de Deus entre os homens, de falar que Jesus estar por vir, de mostrar que existem dois caminhos, Céu e inverno, ou se vai para um ou para o outro. O que a bíblia diz que é errado, temos a obrigação de mostrar que é errado, porque se alguém for condenado por negligencia daqueles que ensina a palavra o sangue desta pessoa cairá sobre o omisso. Doa em quem doer, goste quem gostar, está escrito na bíblia é a verdade, por isso tem que ser dita, é melhor ser morto pelos homens e ir para o Céu, do que ser cumplices deles e ir para o inferno, E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.

Mateus 10:28, Se ainda vivemos tendo satisfação no erro, certamente não conhecemos a Deus. Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus.1 João 3:9.

A voz de Deus ultrapassa o recôndito do nosso Ser, e, quando lemos algo sobre o seu reino, e que, essa palavra vem de encontro as nossas vidas, isto é porque Deus está gritando o nosso nome, Psiuu! Eu estou te vendo. Deus quer que você entenda que, nada você pode esconder Dele, e por Ele amar o pecador, está te dando à oportunidade de você rever os teus conceitos de Cristão e Converte-se verdadeiramente, por isso que muitas vezes a palavra parece ser uma espada de fogo dentro do coração, em casos, ela confirma sua comunhão com Deus, noutros, denuncia os teus erros, porque, sabendo da verdade, que as coisas que você esta fazendo desagrada a Deus, se você tem desejo de seguir a Deus, você vai procurar mudar, porque a verdade liberta. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32, Tudo que refere-se as nossas vidas está debaixo do olhar de Deus e escrito em seu livro, neste instante, Ele, brada com você. Filho meu dá-me o teu coração!

Pastora Elza Carvalho
Com o Compromisso exclusivo em Declarar a essência de Deus através da sua palavra.
Igreja Casa de Oração Essência de Deus – ICOED
essenciadedeus2012@gmail.com

A Fortaleza

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“O Senhor é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam…” (Naum 1.7)

Você já leu este capítulo? Ele é muito terrível – é como o barulho de um rio caudaloso, quando está se aproximando de uma cachoeira. Ele fervilha e flui com força esmagadora, carregando tudo diante de si, mas, bem no meio da inundação crescente, destaca-se, como uma ilha verde, este amável texto confortador e deleitável!

Ouça por um minuto as palavras de terror do profeta: “O Senhor é tardio em irar-se, e grande em poder, e não inocentará o culpado: o Senhor tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés. Ele repreende o mar, e o faz secar, e esgota todos os rios. Basã definha, e o Carmelo, e a flor do Líbano definham. Os montes tremem perante Ele, e os outeiros se derretem, e a terra é devastada diante da Sua Presença, sim, o mundo, e tudo o que nele habita. Quem pode ficar de pé diante da Sua indignação? E quem suportará o ardor da Sua ira? O Seu furor se derramou como um fogo, e as rochas foram por Ele derrubadas.”

Então, assim como há, por vezes, uma pausa e um silêncio prazeroso mesmo no meio de um grande coro de música sacra, assim também, aqui o trovão faz uma pausa, o furacão está parado e nós ouvimos a música doce desta suave voz: “Jeová é bom, uma fortaleza no dia da angústia, e conhece os que confiam nele” – na qual podemos nos reunir já que há sempre um esconderijo para o Seu povo – Seus olhos de amor estão fixados sobre eles, mesmo quando são um pavio fumegante diante dos Seus adversários! Nada lhes fará dano algum, ainda que a terra seja removida e as montanhas sejam lançadas no meio do mar! Eles podem se alegrar na bondade do Senhor, no dia da Sua ardente ira.

I. Analisando o nosso texto, vamos então, primeiro, pensar sobre o próprio Deus – “o Senhor é bom.” É bom para nós, sermos capazes de dizer isto quando o dia da angústia está realmente sobre nós. Uma coisa é sentar-se sob sua videira e figueira e cantar: “O Senhor é bom.” Mas é outra coisa quando a videira e a figueira foram ambas cortadas e todo o seu conforto se foi, e ainda dizer:

“O Senhor é bom.” Você não acha que, se não formos capazes de dizê-lo no segundo caso citado, ele vai olhar como se, afinal de contas, fosse a videira e a figueira que eram boas, e não Deus? Ou, pelo menos, que a nossa visão da bondade de Deus era muito derivada do fato de estarmos em tanto conforto? Esta foi uma acusação que Satanás trouxe contra Jó, que ele amava a Deus pelo que Ele lhe dera – ”

Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste, e os seus bens se multiplicaram na terra?” O diabo é muito apto para acusar o povo de Deus de ter um amor egoísta, mas é bom para nós, refutar a acusação, amando, louvando e adorando a Deus quando os confortos falharem, quando a proteção for removida e quando as coisas que recebemos com gratidão são, por fim, em sabedoria, tiradas. Oh, que grande repulsa teve Satanás quando Jó, em seu monturo raspando suas feridas e com seus filhos mortos e os seus bens perdidos, ainda disse: “O Senhor o deu e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor.”

Deus é eterna e imutavelmente bom. Ele não pode ser melhor! Ele não pode ser pior, Ele é absolutamente perfeito. Não pode haver uma melhoria e não pode haver depreciação nEle.

II. Em segundo lugar, Deus é bom para conosco. O que é Ele para nós? “é fortaleza no dia da angústia.” É bom saber que Deus está nas circunstâncias especiais. As circunstâncias especiais aqui mencionadas são, “no dia da angústia.” Lembre-se que é apenas um dia, não é uma semana, nem um mês, e Deus não vai permitir ao diabo que ele adicione uma hora extra àquele dia. É um “dia de angústia.” Há um fim para todas as nossas aflições. Alguém disse bem:

“Quando Deus designa o número dez, nunca pode ser onze.”

E quando Deus dosa o remédio amargo para o Seu povo, não pode ter mais uma gota de fel colocada no cálice.

Mas ele é realmente “o dia da angústia.” Veja como a ênfase é colocada – “uma fortaleza no dia da angústia.” É o dia mais problemático que um homem tem, naquele dia em que as nuvens retornam depois da chuva, naquele dia em que ele parece ter perdido cada conforto, e tristezas vêm uma após a outra, como os mensageiros de Jó, todos trazendo notícias sombrias – cada uma mais sombria do que as que vieram antes – “no dia da angústia.” Não é como um dia que ocorre com as pessoas mais piedosas, mais cedo ou mais tarde, antes de chegarem ao Céu – “no dia da angústia.” Isto parece ser o próprio dia do problema. O problema tem o dia reservado só para ele. Desde o início da manhã até a última hora da noite, é problema, problema, problema – “no dia da angústia.” O que é Deus, então? Ele é um “refúgio”. Esta é uma grande palavra, “uma fortaleza”, isto é, um forte, um castelo, uma torre de defesa – “no dia da angústia.”

De modo que, no tempo de angústia, Deus garante a segurança do Seu povo. Eles moram cercados por baluartes inexpugnáveis! “Como estão os montes ao redor de Jerusalém, assim o Senhor está ao redor do seu povo, desde agora e para sempre.” Problemas são como inimigos que os sitiam, mas Deus é para eles como uma forte torre de defesa na qual estão perfeitamente seguros!

E ademais, eles estão muitas vezes perfeitamente em paz. O inimigo vem e os espia, e prepara suas máquinas de guerra. Mas assim diz o Senhor, como fez com Senaqueribe, “A virgem, a filha de Sião, te tem desprezado e escarnecido e rido de ti. A filha de Jerusalém tem meneado a cabeça contra ti.” Muitas vezes, nos momentos de sua maior angústia, o povo de Deus é encontrado tão resignado, tão submisso à vontade do seu Senhor e, consequentemente, tão calmo, tão corajoso, que a paz não é no mínimo grau afetada.

III. Agora, finalmente, falaremos sobre Deus conosco, “Ele conhece os que confiam nele.”
Claro que o Senhor sabe tudo, mas há um sentido enfático nesta palavra “conhecer”, sempre que ela é aplicada ao povo de Deus. Aqui se refere à Sua íntima familiaridade com eles – suas pessoas, suas condições, suas necessidades, seus sofrimentos, seu passado, seu presente, seu futuro. Ele sabe tudo sobre eles. Nós dizemos, às vezes, a uma pessoa que nós não a conhecemos: “Eu não te conheço.” Mas nunca dizemos isto à nossa querida filha, ou a um amigo com o qual nos preocupamos. Não, nós tentamos conhecer tudo sobre ele, nós queremos saber, a fim de que possamos aliviar e socorrer.

Em um sentido muito maior, a Onisciência concentra toda a sua percepção sobre cada filho de Deus. Seu pai está olhando para você, Amado, com um olhar como se não houvesse mais ninguém no mundo, senão apenas você – sim, e nenhum mundo, qualquer um, mas apenas você. Ele tem prazer em saber tudo sobre você, porque Ele fez você e Ele te fez novo! Você é uma planta da sua lavoura.Ele tem cuidado de você e Ele disse: “Eu vou regá-la a cada momento, para que não sofra qualquer dano, eu vou guardá-la dia e noite.” É com o mais íntimo e intenso conhecimento que o Senhor conhece os que confiam nEle.

Se você é um daqueles que nele confiam, é doce para você ser capaz de dizer: “Deus sabe tudo sobre mim e Ele cuida de mim”. Note uma palavra no texto: “Ele conhece os que confiam nele”, e não aqueles que são perfeitos, e não aqueles que estão fazendo algumas obras, mas: “Ele conhece os que confiam nele.”
Aqueles que confiam no Senhor não são apenas objeto de Seu conhecimento e cuidado, eles também são objeto de Sua aprovação. Não há nada no mundo que Deus aprove mais do que a fé. Confiar em Deus é a maior de todas as obras.” O que vamos fazer”, disseram os judeus a nosso Senhor, “para que possamos realizar as obras de Deus?” Jesus respondeu: “Esta é a obra de Deus, que creiais nAquele que Ele enviou.” Erguer uma série de asilos, ou construir uma catedral – não é isto um grande trabalho? Não, não comparado com a fé em Jesus Cristo, a quem Deus enviou.

Este é o trabalho divino, a maior obra que podemos fazer! Nossa ação não pode agradar a Deus, por mais agradável que possa parecer para nós, mas onde quer que haja fé, Deus está satisfeito. E lembre-se, “sem fé é impossível agradar a Deus.” Então, queridos amigos, se vocês quiserem agradar a Deus, confiem nEle, confiem nEle implicitamente! Confie nEle agora com seu pecado, com o seu sofrimento, com tudo! Quanto mais você confiar nEle, mais agradável você será para Deus. Veja que é uma oportunidade que você tem de agradar a Deus em momentos de grande provação e dificuldade. Se uma pessoa tem um fardo para carregar o qual seja capaz de suportar, a auto-suficiência terá a sua vez. Mas quando tem uma carga sobre si, que não pode carregar, e ela diz: “Ó Deus, se Você me fortalecer, eu vou levá-lo” – então isto é agradável a Deus!

Mais uma vez, queridos amigos, esta palavra, “conhecer”, aqui, significa comunhão amorosa. Nós conhecemos um ao outro por estar unidos, tendo os mesmos pensamentos e sentimentos de um em relação ao outro.

Deus conhece nossas orações e lágrimas, Ele conhece nossos desejos, Ele sabe que não somos o que desejamos ser, mas Ele sabe o que fazemos para ser o que desejamos. Ele conhece nossas aspirações, nossos suspiros, nossos gemidos, nossos aposentos secretos, a nossa própria correção do espírito quando falhamos.

E aqueles que confiam no Senhor terão mais uma coisa. Isto é, Deus irá reconhecê-los como Seus. No último grande dia, Cristo dirá a alguns, “Nunca vos conheci.” Aqueles que não confiam em Cristo, Ele não reconhecerá. Naquela hora terrível quando aquilo que eles mais necessitam é de um Salvador, Ele dirá: “Nunca vos conheci.” Mas se você confia nEle, Ele conhece você agora e vai reconhecê-lo então naquele dia! Jesus Cristo não pode dizer para mim no último dia “Nunca vos conheci.” Ele deve me conhecer, pois Ele sabe como eu tinha me incomodado e me preocupado com Ele! Ele sabe como eu tinha o sangue de Seu coração para lavar meus pecados e as vestes de Sua justiça para me vestir.
Deus te abençoe, por amor de Cristo! Amém.

Tradução, adaptação e redução do sermão de nº 2555 de Charles Haddon Spurgeon, elaboradas pelo Pr Silvio Dutra.

Como Podemos Saber se Amamos de Fato a Deus?

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O amor a Deus se manifesta no desejo de sermos santos assim como ele é santo.

Assim, não é tanto uma ordenança quanto a expressão da fidelidade a uma vocação, o que é dito pelo apóstolo Pedro:

“segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento,” (I Pe 1.15)

Há então nos que são genuinamente convertidos a Cristo, este desejo de imitá-lo, sendo seus seguidores, como filhos amados, e andando em amor de comunhão espiritual com ele e com todos os demais santos.

“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si; mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.” – Efésios 5:1-2

Os que amam a Deus desejam tudo fazer para o fim exclusivo e supremo da sua glória divina, assim como o próprio Deus tudo faz para o mesmo fim.

1 Co 10:31 “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.”

1Pe 4:11 “Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!”

Os que amam a Deus temem ofender a sua justiça, por pecarem contra ele. Por isso serão achados na batalha constante da carne contra o Espírito, com vistas à mortificação do pecado.

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.” – Gálatas 5:16-17

Gál 5:24 “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.”

Os que amam a Deus desejam ser úteis em sua obra, e portanto, se purificam e se consagram a ele para fazerem a sua vontade.

2 Tim 2:21 “Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra.”

O Dom do Espírito, um Incentivo à Obediência

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“Se me amais, guardareis os meus mandamentos.

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco,
o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.” (João 14.15-17)

Aprouve a Deus unir a felicidade do homem com seu dever, e ordenar, que os caminhos da justiça por si só fossem caminhos de deleite e de paz.

Daí nosso Senhor, em seu último discurso, no qual ele se esforçou muito mais para consolar seus discípulos; ter apresentado a obediência aos seus mandamentos, como a melhor prova de seu amor a ele, e o melhor meio de garantir bênçãos do alto: sim, quando ele estava lhes informando como ricamente a perda de sua presença seria contrabalançada pela habitação do Espírito Santo em seus corações, ele lhes lembra em primeiro lugar que esse benefício foi inseparavelmente ligado com a santidade de coração e de vida.

Ao discorrer sobre suas palavras, vamos considerar,

I. A promessa feita por Cristo à seus obedientes discípulos

Nosso Senhor requer que todos os seus seguidores “guardem os seus mandamentos”

Do crente é dito estar “morto para a lei”, mas embora morto para a lei como um pacto, ele está mais vivo do que nunca para ela como uma regra de vida.

O casamento que havia entre o crente e a lei é dissolvido, mas é somente dissolvido, “para que ele possa se casar com outro, a saber, o Senhor Jesus Cristo, e para que através dele, na qualidade de seu Esposo, possa ser ativado para “dar frutos para Deus”. A obediência aos mandamentos de Cristo é a única prova suficiente que ele pode dar do seu amor a Cristo. De fato, até a sua última hora ele deve ser provado por este teste. Todas as profissões religiosas do mundo serão vistas como hipocrisia, se destituídas desta evidência. A obediência e o amor são inseparáveis um do outro. Amor sem obediência não é melhor do que dissimulação, como obediência sem amor é mera ação servil. O comando aqui, portanto, dado aos discípulos, deve ser considerado como dado a todos os seguidores de Cristo em todas as épocas.

Para aqueles que seguem esta regra ele dá a mais encorajadora de todas as promessas:

Seus discípulos estavam prestes a perder a sua presença em razão de sua partida para as regiões superiores. Mas ele prometeu que, “se eles obedecessem os seus mandamentos, ele iria rogar ao Pai por eles, para que o Pai lhes enviasse outro Consolador para ficar com eles para sempre.”

E aqui, deixe-me observar, que o Espírito Santo é representado por ele, não como uma qualidade ou operação, mas como uma Pessoa distinta; não como um conforto, mas um Confortador; que viria do Pai, em resposta às intercessões do Filho, e permaneceria no seio das pessoas obedientes a Deus. Sim, como nos dias antigos, Deus, pela nuvem brilhante, seu Shequiná, o símbolo de sua presença e glória, esteve em primeiro lugar no tabernáculo e depois no templo, e assim também o Espírito de Deus agora desceria e habitaria nos corações dos seguidores obedientes de Cristo, exibindo diante deles a sua glória, e dando a eles as suas bênçãos para o pleno atendimento de todas as suas diversas necessidades.

Eles, assim como os apóstolos, seriam submetidos a provações, e chamados tanto a agir e a sofrer pelo seu Senhor, mas o Espírito Santo lhes daria todo o socorro e apoio necessário, e lhes faria mais do que vencedores sobre todos os seus opressores. Nunca por um momento ele irá deixá-los, até que ele tenha completado neles tudo o que Deus em seu amor e misericórdia sem limites, tem ordenado para eles.

Ampliando essa promessa, nosso Senhor revelou aos seus discípulos,

II. Qual é a bênção distinta que eles são privilegiados em desfrutar.

Esse Consolador divino não é conhecido por ninguém, senão pelo seguidores obedientes de Cristo.

“O mundo não o conhece, nem pode, de fato, recebê-lo”. Como o “Espírito da verdade”, ele falou por meio de todos os profetas, mas o mundo ímpio lançou atrás das costas a sua palavra. Nos dias de nosso Senhor fizeram o mesmo. O mesmo também fizeram quando falou pelos Apóstolos. E o mesmo têm feito nestes dias. Por falta de um discernimento espiritual, eles não enxergam, por falta de um entendimento esclarecido, eles não o conhecem; e por falta de disposições santas, eles não podem recebê-lo. Seus corações estão fechados para ele; e estão tão cheios de afetos corrompidos pelo pecado, que o Espírito não pode suportar fazer a sua morada com eles. Se por um momento ele age como um espírito de convicção, ele não pode ficar ali como um Espírito de consolação. Mas, para os seguidores obedientes de Cristo, ele vem com todas as suas manifestações gloriosas e encarecedoras. Ele derrama em seus corações o amor de Deus. Para eles, ele testemunha sua adoção na família de Deus e é neles o penhor da sua herança eterna.

Parte inicial de um sermão de Charles Simeon, em domínio público, traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra.

“Deus, o nosso Deus.” (Salmo 67.6)

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É estranho quão pouco uso fazemos das bênçãos espirituais que Deus nos dá, mas é mais estranho ainda o pouco uso que fazemos do próprio Deus.

Embora ele seja “o nosso Deus”, nos relacionamos pouco com ele, e o buscamos pouco também.

Quão raramente procuramos conselho nas mãos do Senhor! Quão frequentemente nos ocupamos com nossos negócios, sem buscar a sua orientação!

Em nossos problemas quão constantemente nos esforçamos para carregarmos nós mesmos os nossos fardos, em vez de lançá-los sobre o Senhor, para que ele possa nos sustentar! Isto não sucede porque não o possamos fazer, porque o Senhor parece dizer: “Eu sou teu, venha fazer uso de mim como tu quiseres, tu podes suprir gratuitamente as tuas necessidades comigo, e quanto mais o fizeres mais bem-vindo serás.”

É nossa culpa se não adquirirmos gratuitamente as riquezas do nosso Deus. Então, desde que tens um tal amigo, e ele te convida, procure-o diariamente. Nunca fiques em necessidade enquanto tens um Deus para recorrer; nunca temas ou desmaies enquanto tens a Deus para te ajudar; vá ao teu tesouro e pega tudo o que necessitas – tudo o que possas desejar.

Aprenda a arte divina de fazer de Deus tudo para ti. Ele pode te suprir de tudo, ou, melhor ainda, ele pode ser tudo para ti. Deixe-me então, rogar-te, para fazeres uso do teu Deus. Faça uso dele em oração. Vá a ele muitas vezes, porque ele é o teu Deus.

Oh, tu não utilizas tão grande privilégio? Corra para ele, e diga-lhe todas as tuas necessidades.

Use-o constantemente pela fé em todos os momentos. Se alguma provação tem te obscurecido, use o teu Deus como um “sol”; se algum forte inimigo te rodeia, encontre em Jeová um “escudo”, pois ele é um sol e escudo para o seu povo.

Se perdeste teu caminho nos labirintos da vida, use-o como um “guia”, pois ele irá te dirigir. O que quer que fores, e onde quer que fores, lembre-se que ele é tudo o que necessitas, e que pode suprir todas as tuas necessidades.

Texto de Charles Haddon Spurgeon, em domínio público, traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra.

Porque a Maioria dos Cristãos Não Vive de Forma Devotada a Deus

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Isto pode ser razoavelmente indagado, como isto pode suceder ainda que ao melhor tipo de pessoas, que são, assim, tão estranhamente contrárias aos princípios do cristianismo?

Mas antes de dar uma resposta direta a isso, eu desejo que isto também seja inquirido: como isto pode ser um vício tão comum entre os cristãos? Isto é de fato ainda não tão comum assim entre as mulheres, pois é entre os homens. Entre os homens esse pecado é tão comum, que talvez haja mais de dois em cada três que são culpados do mesmo ao longo do curso de suas vidas, e com outros só de vez em quando como se fosse por acaso. Agora, eu pergunto como isto sucede, que dois em cada três homens sejam culpados de tão grosseiro e profano pecado? Não é nem a ignorância, nem a fraqueza humana que conduzem a isto: isto é contra um mandamento expresso, e contra o mais claro ensino de nosso bendito Salvador.

Isto comprova que a maior parte das pessoas vivem de modo contrário ao cristianismo.

Agora, a razão comum deste procedimento é esta: isso ocorre porque os homens não têm a intenção de agradar a Deus em todas as suas ações. Deixe que um homem tenha tanta piedade quanto a intenção de agradar a Deus em todas as ações de sua vida, como sendo a mais feliz e melhor coisa no mundo, e então ele nunca mais apostatará, será impossível para ele apostatar, enquanto sentir essa intenção em seu interior, uma vez que é impossível para um homem que tem a intenção de agradar o seu príncipe, elevar-se e abusar-lhe na face.

Isto lhe parece, senão uma pequena e necessária parte da piedade, ter tal intenção sincera como esta; e que ele não tem motivos para olhar a si mesmo como um discípulo de Cristo, que não seja avançado em piedade. E, no entanto, é puramente por falta deste grau de piedade, que você vê essa mistura de pecado e insensatez mesmo nas vidas do melhor tipo de pessoas. É por falta dessa intenção, que você vê homens que professam a religião, mas vivem em apostasia e sensualidade; que você vê clérigos dados ao orgulho e à cobiça, e aos prazeres mundanos.

É por falta dessa intenção, que você vê as mulheres que professam devoção, ainda vivendo na insensatez da vaidade de vestir, desperdiçando seu tempo na ociosidade e em prazeres. Mas deixe uma mulher sentir seu coração cheio desta intenção, e ela vai achar que é tão impossível deixar de retocar a maquiagem, quanto amaldiçoar ou perjurar, ela não terá mais o desejo de brilhar nos bailes e na congregações, ou fazer uma figura entre aquelas que são mais finamente vestidas, do que ela terá vontade de dançar em cima de uma corda para agradar os espectadores: ela saberá, que esta atitude está tão longe da sabedoria e excelência do espírito cristão, quanto a outra.

Foi essa a intenção geral, que fez com que os cristãos primitivos fossem eminentes em piedade, que lhes fez viver em santo companheirismo, e todo o exército glorioso de mártires e confessores. E se você parar aqui, e se perguntar: por que você não é tão piedoso como os cristãos primitivos, o seu próprio coração vai lhe dizer que não é nem por ignorância, nem por incapacidade, mas simplesmente porque você nunca completamente pretendeu isto.

Você observa o culto de adoração dominical como eles faziam, e você é estrito nisto porque é sua inteira intenção ser igual a eles. E quando você tem plenamente esta intenção de ser como eles em sua vida comum, quando você pretende agradar a Deus em todas as suas ações, você verá que é possível, ser rigorosamente exato no serviço da Igreja. E quando você tem essa intenção de agradar a Deus em todas as suas ações, como a coisa mais feliz e melhor do mundo, encontrará em você uma grande aversão a tudo o que é inútil e impertinente na vida comum, seja no trabalho ou no lazer, como você tem em relação a tudo o que é profano. Você terá muito temor de viver de uma maneira tola, tanto quanto teme agora negligenciar o culto público de adoração.

Agora, aquele que tem esta intenção sincera geral, pode ser contado como um cristão? E ainda se isto fosse achado entre os cristãos, isto iria mudar toda a face do mundo; a verdadeira piedade, e santidade exemplar, seriam tão comuns e visíveis, como a compra e venda, ou qualquer tipo de comércio na vida.

Deixe um clérigo ser assim, piedoso, e ele vai conversar como se ele tivesse sido criado por um apóstolo, ele não vai mais pensar e falar de preferências refinadas, quer de alimento, de vestes ou de meios de transporte. Ele não mais reclamará das carrancas do mundo, ou da falta de um patrono, ou de qualquer necessidade. Deixe que ele apenas tenha a intenção permanente de agradar a Deus, em todas as suas ações, como a coisa mais feliz e melhor no mundo, e então ele conhecerá, que não há nada de nobre em um clérigo, senão um zelo ardente pela salvação das almas; e que não há nada pobre em sua profissão, senão a ociosidade e um espírito mundano.

Ainda, deixe que um comerciante, tenha senão esta intenção, e isto fará dele um santo em sua loja, o seu negócio a cada dia será um curso de ações sábias e razoáveis, feitas em santidade para Deus, por serem feitas em obediência à sua vontade e agrado. Ele vai comprar e vender, trabalhar e viajar, porque ao fazê-lo poderá fazer algum bem para si mesmo e aos outros.

Ele, portanto, não considerará, que as artes, ou os métodos, ou a aplicação irão torná-lo mais rico rapidamente e maior do que seus irmãos, ou removê-lo de uma loja para uma vida estável e prazerosa, mas ele considerará que as artes, os métodos e as aplicações podem tornar os negócios do mundo mais aceitáveis para Deus, e fazer da vida de comércio uma vida de santidade, devoção e piedade. Esta será a motivação e o espírito de cada comerciante; ele não pode parar o mínimo nestes graus de piedade, sempre que for sua intenção agradar a Deus em todas as suas ações, como a melhor e coisa mais feliz do mundo.

E, por outro lado, quem não é deste espírito e disposição em seu comércio e profissão, e não conduzi-lo até onde seja possível à submissão a uma vida sábia, santa, e celestial, é certo que ele não tem essa intenção; e ainda sem ela, quem pode se mostrar que é um seguidor de Jesus Cristo?

Ainda, deixe o cavalheiro rico por nascimento ter essa intenção de viver somente para agradar a Deus, e você verá como isto o levará a fugir de cada aparência do mal, por causa da piedade e santidade. Ele não pode viver de modo vão, em prazeres e fantasias, porque ele sabe que nada pode agradar a Deus, senão um sábio e regular curso da vida. Ele não pode viver na ociosidade e indulgência, em esportes e jogos, em prazeres e intemperança, em vãs expensas de uma vida elevada, porque estas coisas não podem ser transformadas em meios de piedade e santidade, nem podem se tornar partes de uma vida sábia e religiosa.

Ele não pergunta, se é perdoável acumular, para se adornar com diamantes, e adquirir bens supérfluos, enquanto a viúva e o órfão, os doentes e os prisioneiros, necessitam ser aliviados, senão que ele pergunta, se Deus tem exigido essas coisas em nossas mãos, se seremos chamados para prestar contas no último dia por causa da negligência deles, porque não é a sua intenção viver de tal forma.
Ele não vai, portanto, olhar para a vida dos cristãos, para aprender como ele deve gastar suas posses, mas ele vai olhar para as Escrituras, e fazer de cada doutrina, preceito ou instruções, que se relacionam aos homens ricos, uma lei para si mesmo no uso de sua propriedade.
Este princípio o transportará infalivelmente para o topo do coro celestial, e lhe tornará incapaz de se afastar deste procedimento.
Eu escolhi explicar este assunto, apelando para esta intenção, porque torna o caso muito claro, e porque todo mundo que for razoável, pode vê-lo numa luz mais clara, e senti-lo de maneira mais forte, só de olhar para o seu próprio coração. Porque é muito fácil para todas as pessoas saberem, se elas têm a intenção de agradar a Deus em todas as suas ações, como qualquer servo pode saber, se é esta a sua intenção para com o seu mestre. Todo mundo também pode facilmente dizer como ele aplica o seu dinheiro: se ele considera como agradar a Deus nisto.

Aqui, pois, devemos julgar a nós mesmos sinceramente; não vamos nos contentar com as fraquezas comuns da nossa vida, a vaidade de nossas despesas, a insensatez de nossos entretenimentos, o orgulho de nossos hábitos, a ociosidade de nossas vidas, e o desperdício de nosso tempo, imaginando que estas são as imperfeições que nos levam a cair em fraqueza inevitável e fragilidade da nossa natureza; mas teremos a certeza, que esses distúrbios da nossa vida comum são devido a isso, que não temos tanto cristianismo, como a intenção de agradar a Deus em todas as ações de nossa vida, como a melhor e mais feliz coisa no mundo.

E se alguém perguntasse a si mesmo, como é possível que ele despreze alguns graus de sobriedade, quaisquer práticas de humildade que ele necessita, quaisquer métodos de caridade que ele não segue, as regras de uso do tempo que ele não redime, o seu próprio coração lhe dirá que é porque ele nunca tencionou ser assim tão exato nesses deveres.

Esta doutrina não supõe, que não temos necessidade da graça divina, ou que está em nosso próprio poder nos fazer perfeitos. Ela somente supõe, que, pela falta de uma sincera intenção de agradar a Deus em todas as nossas ações, nós caímos em tais irregularidades da vida, como pelos uso dos meios ordinários da graça, nós teremos o poder evitá-las.

Isto somente nos ensina que a razão pela qual você não vê nenhuma mortificação, ou auto-negação, ou nenhuma caridade eminente, nem humildade profunda, nenhuma afeição celestial, nenhum verdadeiro desprezo do mundo, nenhuma mansidão cristã, nenhum zelo sincero, nem piedade eminente nas vidas comuns dos cristãos, isto é porque eles não tencionam ser exatos e exemplares nessas virtudes.

Tradução e adaptação feitas pelo Pr Silvio Dutra, do segundo capitulo do livro de William Law, em domínio público, intitulado Uma Chamada Séria a Uma Vida Santa e Devota. William Law, foi professor e mentor por vários anos de John e Charles Wesley, George Whitefield – principais atores do grande avivamento do século XVIII, que se espalhou por todo o mundo – Henry Venn, Thomas Scott e Thomas Adam, entre outros, que foram profundamente afetados por sua vida devotada, e sobretudo pelo conteúdo deste livro.

O Amor Produzido pelo Espírito Santo é Indestrutível

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O amor, que é fruto do Espírito Santo, é sem dissimulação, e não é de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.

Este amor é constante, como é o amor de Deus para com o seu povo, e tudo suporta e sofre com paciência, por ser fiel à vontade de Deus.

Assim como o fogo que pode ser reavivado quando está se apagando, este amor também pode ser renovado e aumentado em nós por se lhe acrescentar o combustível da graça de Jesus, mediante nosso arrependimento e consagração.

Todavia, jamais poderá ser apagado totalmente, porque a misericórdia de Deus o manterá aceso, ainda quando for apenas um pavio fumegante.

Corações Preparados para Suportar Reprovações

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“Fira-me o justo, será isso uma gentileza; repreenda-me, será como óleo sobre a minha cabeça, a qual não há de rejeitá-lo. Continuarei a orar enquanto os perversos praticam maldade.” (Sl 141.5)

Para que possamos receber reprovações de uma forma devida, três coisas devem ser consideradas:
1. A qualificação geral do reprovador,
2. A natureza da reprovação, e,
3. O assunto relativo à mesma.
O salmista deseja que seu reprovador seja uma pessoa justa : “Que o justo me fira”, “repreenda-me.”
Dar e receber repreensões, é um ditame da lei da natureza, através do qual cada homem é obrigado a procurar o bem dos outros, e para promovê-lo de acordo com sua capacidade e oportunidade.
A primeira coisa a ser considerada é dirigida por aquele amor que é devido aos outros; e a segunda, por aquilo que é devido para nós mesmos: estas são as duas grandes regras, e a medida para os deveres de todas as sociedades, seja civil ou espiritual.
É desejável que aquele que reprova seja uma pessoa justa, porque deve ter um senso do mal a ser reprovado.
E se a repreensão for feita sem sabedoria e humildade, todos os seus benefícios serão perdidos.
Por isso nosso Senhor nos diz que devemos primeiro tirar a trave de nossos olhos antes que tiremos o argueiro dos olhos do nosso irmão (Mat 7.3-5).
2. A natureza de uma reprovação deve também ser considerada. Assim cada repreensão pode ser:
1. Autoritária, (da parte de quem possui autoridade)
2. Fraterna
3. Simplesmente amigável e ocasional
Há uma autoridade especial que acompanha as reprovações ministeriais na Igreja. Está em foco a reprovação pessoal privada, realizada por aqueles que detêm autoridade ministerial, porque é ordenado por Deus que os ministros exortem, repreendam, admoestem, e reprovem, conforme a ocasião exigir.
Não cumprir isto significa desprezar a autoridade de Jesus Cristo que assim o determina. Ele repreende a todos quantos ama (Apo 3.19). Assim, toda autoridade para a reprovação ministerial emana dele.
A repreensão autoritária dos pais é um dos principais deveres dos pais para com seus filhos.
A negligência deste dever produzirá os Hofnis, Finéias e Absalões.
A repreensão autoritária civil é a exercida por governantes e chefes. Esta é também ordenada por Deus para o bem da sociedade civil.
A repreensão fraternal é a que é comum entre os membros da mesma igreja, em virtude de suas obrigações para com Cristo e uns com os outros. (Mat 18.15; Lev 19.17; Rom 15.14…).
Por último, as repreensões são amigáveis ou ocasionais, quando administradas por qualquer pessoa, conforme as razões e oportunidades o exijam.
Se o assunto da reprovação for verdadeiro, então deve ser devidamente considerado.
Se for um assunto privado, então deve ser tratado apenas com o próprio faltoso, conforme nosso Senhor nos instrui a fazer em Mateus 18.
Em se tratando de pecado público ou que seja ofensa que dê ocasião a escândalo, não precisa ser reprovado em particular.
Todos os males da humanidade, seja de pessoas ou de nações, concebidos ou perpetrados, são efeitos da nossa prevaricação fatal da lei de nossa criação.
Caim foi o primeiro transgressor violento e aberto das regras e limites da sociedade humana.
Como de um só homem, Deus trouxe todos os demais à existência, é um dever tanto da lei de Deus quanto da própria natureza, cuidar e preservar a continuidade deste mesmo DNA comum, que nos identifica como seres humanos e não como qualquer outra criatura. Daí, não furtarás, não adulterarás, não darás falso testemunho, não matarás etc.
Portanto, se interpõem as reprovações e repreensões no intuito de prevenir tais transgressões e violações e para manter o bem comum e a paz e continuidade da vida em sociedade em qualquer dimensão de relacionamento considerada.
Por exemplo desprezar as repreensões que sejam necessárias para a manutenção do amor fraternal é abrir uma porta para o ódio e antipatia mútuos, que, aos olhos de Deus, equivalem ao homicídio (Lev 19.17; I João 3.15).
Por isso demonstramos falta de amor e respeito para com Deus e suas leis quando desprezamos as repreensões das quais nos tornamos dignos de receber, e que visam à correção do nosso procedimento, com vistas à manutenção do amor fraternal.
Em princípio todos necessitamos destas repreensões porque o pecado trouxe à alma humana um estado ruim de inimizade contra Deus e contra o próximo.
Quantos não foram despertados de suas apostasias em razão das repreensões que receberam? Quantos não foram despertados do sono espiritual no pecado em que se encontravam? Quantas armadilhas e tentações não foram evitadas?
Daí Davi afirmar:
“Fira-me o justo, será isso uma gentileza; repreenda-me, será como óleo sobre a minha cabeça, a qual não há de rejeitá-lo.”
Devemos portanto encarar cada reprovação que nos é dada como uma forma de dever. Isso vai remover o senso de ofensa que poderíamos ter contra o reprovador.
E se estivermos convencidos de que é dever do outro nos reprovar, não podemos deixar de estar convencidos de que é nosso dever ouvi-lo e dar a devida consideração àquilo que devemos consertar.
A Bíblia está repleta de exemplos quanto àqueles que se recusaram a dar ouvidos à repreensão que receberam e que caíram em ruína diante de Deus.
Assim, devemos cuidar de sermos curados pela graça de Deus, de nossas disposições mentais, emocionais, iracundas, exaltadas, orgulhosas, presunçosas, preconceituosas, que nos levam a rejeitar reprovações e repreensões.
“O que repreende o escarnecedor traz afronta sobre si; e o que censura o perverso a si mesmo se injuria.
Não repreendas o escarnecedor, para que te não aborreça; repreende o sábio, e ele te amará.” (Prov 9.7,8).
“O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura.” (Prov 29.1).
A norma bíblica para a repreensão é que seja feita com longanimidade (sendo tardio em se irar contra o mal) e com doutrina (segundo os preceitos da Palavra de Deus), (II Tim 4.2).
A melhor maneira de manter as nossas almas numa prontidão correta para receber reprovações, que possam nos ser dadas por qualquer pessoa, é manter e preservar as nossas almas e espíritos, num temor constante de reverência às repreensões de Deus, que estão registradas na sua Palavra. Foi por causa da negligência ou desprezo dessas reprovações, que Deus derramou a sua ira sobre a humanidade no dilúvio e em várias ocasiões na história de Israel, no Velho Testamento, como forma de advertência para nós a quem o fim dos tempos tem chegado.