SIMPLESMENTE, DEUS

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“Eis que Deus é grande, e nós não compreendemos, e o número dos seus anos não se pode calcular.” Jó 36:26.

Dou asas a minha mente, para tentar me encontrar de forma mais lúcida, contigo; tentar trazer de maneira sóbria, a razão do existir; por isso, eu, desdenho no meu entender, a grandiosidade estupenda do teu agir, e concluo: nada sei de ti.
Diante do teu saber Deus, sinto meu raciocínio tão compactado, que mais parece a semente da minúscula uva, para tantos, sem valor.

Quem és tu, senhor? Fonte inesgotável de sapiência; Dono da sabedoria e da ciência, inquestionável são as obras das tuas mãos; busco na profundeza da minha alma o conteúdo para te descrever, porém, me deparo na pequenez o meu eu, perco-me nas minhas limitações, pois, tu és grande demais para se compreender, então, busco a cada segundo te absorver, um pouco em mim, como uma partícula infinita, que necessita da sua parte maior, para existir.

Tu és, muito mais do que as palavras consigam exprimir, entretanto, mesmo tu sendo extremamente estupendo para se arguir, tu, te fizeste tão pequeno, para que pudéssemos ti sentir; queria eu, ter um significado amplo para expor sobre ti, tudo, é pouco demais, o que nós seres mortais, sabemos de ti, é supérfluo, comparado, a quem tu és.

A incomensurável grandeza do teu agir, me faz temer e tremer, só em querer ti conhecer. Não te vejo, o que sei de ti, são migalhas da exatidão do que tu és; estonteante é o poder que existe no som da tua voz, tudo se cala, se redime, se estremecesse, ao ouvir. Nós mortais, fazemos muita algazarra, mas de fato, tu estás além das articulações humanas.
Tu fizeste o teu trono inacessível a nós, pobres pecadores, embora, nós nos achamos, ser, tão especiais, mas somos meros caco do barro, pó e cinza, que hoje estar, mais amanhã pode corromper-se, esvair-se em si.

Quem é Deus para mim?
Um ser absoluto, imaginável, intocável, tremendo, que fez das enormes águas escuras, cortinas grossas para sua residência esconder, sutilmente, pincelou as nuvens, como detalhes singelos, para impedir que o ser mortal, pudessem ver, as suas riquezas escondidas.

Tu Senhor, caminhas, devagar, pelo profundo dos abismos, a observar, o desabrochar da tua criação, incomparável és; os teus dias, a matemática não calculou, porque quando ela surgiu, tu, já estavas, e, tudo tu já contavas.
Tudo que posso saber de ti, é se eu crer, se muito eu questionar, confusa irei ficar, porque, o que tu fazes está feito, ninguém te aconselhou, ninguém te ajudou, ninguém viu, para palpitar, ou discordar.

Oh, seres efêmeros somos nós, que, enchemos a nossa boca com asneiras, trocadilhando o que desconhecido por nós ainda está, pensamos nós, que temos razão em alguma coisa, sem saber que, o nosso entender não passa de especulação.

Achamo-nos, grandes, mas, os nossos olhos não conseguem ver, nem mesmo, a rua inteira em que moramos, de uma vez. Então, o que dizer de tu o excelente Criador, que o universo é, como uma bola de pingue-pongue em tuas mãos; Tu que, das densas águas, ordenou, e tudo se formou; até o sol, tu ó Deus, o colocaste, com império sobre espelho d’água, para que, quando nós, ousássemos a observar, os nossos olhos não se danificassem, em tudo tu pensou. Grande és tu meu Senhor!

Tudo te é desnudado, até o mais recôndito do homem; tu esmiúças as entranhas de qualquer que seja, abate os exaltados, eleva os que nada são, põe na boca do esquecido, palavras sabias, e faz o inteligente se emaranhar na sua razão.
O que é a terra para ti senão uma porção seca que cabe na palma da tua mão? E, mesmo em toda a vastidão das águas, tu as mede com o teu punho. Como te descrever?
No entanto, nós nos achamos sábios, ai de nós, se, a própria sabedoria curvar-se, para de ti, aprender!

Nós nos achamos inteligentes, mas ninguém nunca conseguir driblar o mais assustador, de todos os inimigos, a morte. Tu, porém, a governa!
Teu poder é magnificamente horrendo, teu agir é assombroso, quem poderá contender com o que tu fazes? Se tu puxar a corda da nossa vida, seremos apenas sombras, do que se foi.
Então, Meu Senhor, só resta a me, rendei-me a ti. Pois, Tu és Simplesmente, DEUS!

“Ao Todo-Poderoso não podemos alcançar: grande é em poder, porém a ninguém oprime em juízo e grandeza de justiça.” Jó. 37:23.

Deus abençoe a todos

Pra. Elza Amorim Carvalho
Pequenina serva em Serviço do Reino de Deus.
E-mail: essenciadedeus2012@gmail.com
Convite Para Ministrar: elzacarvalho68@gmail.com

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1 COMENTÁRIO

  1. O Universo de Deus, segundo as Escrituras.

    O Senhor é Único:

    Shemá Israel, Adonai Eloheinu Adonai Echad!
    Ouve ó Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é Um!

    “Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá”.
    Isaías, 43.10.

    O Senhor Deus é Inefável, pois não há palavras em língua alguma que possam descrevê-lo!

    “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas”. Apocalipse, 4.11.

    Acaso , sou Deus apenas de perto, diz o Senhor, e não, também, de longe?”. Jeremias, 23.23.

    Por enquanto, o mais longe que conhecemos são as distâncias de 60 bilhões de anos luz, mas pode ser trilhões… ainda não sabemos…

    “Eis que as nações são consideradas por ele como um pingo que cai de um balde e como um grão de pó na balança; as ilhas são como pó fino que se levanta”. Isaías, 40.15, em comparações próprias para aquela época em que não se conheciam a indescritível dimensão do Universo de Deus.

    Todas as coisas do Universo se reportam a Deus!

    “Grandes e admiráveis são as tuas obras, ó Senhor Deus Onipotente; justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos Séculos. Quem não te temerá ó Senhor, e não glorificará o teu nome?” Revelações da palavra, em Apocalipse, 15.3.

    “Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o mundo visível veio a existir, de um mundo que não se vê”. Hebreus, 11.3.

    “Jesus é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a Criação; pois nele foram criadas todas as coisas, no Céu e sobre a Terra; as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, sejam principados ou potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas e nele tudo subiste”. Colossenses, 1.15 a 17.

    O Poder e a existência de Deus se reconhece por meio das suas realzações:

    “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim como o seu eterno poder, assim também como a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebido por meio das coisas que foram criadas”. Romanos, 1.20.

    Sem pretender, de modo algum, penetrar nos mistérios de Deus, pois isso é absolutamente impossível, poderíamos perguntar e até ousar responder: Por que o Senhor criou o Universo visível, já que a Palavra Escrita nos revela que ele rege um reino imenso, glorioso e absolutamente perfeito? Por que, sendo o senhor perfeito, criou seres frágeis como os homens e mulheres, apesar de que, segundo Jesus Cristo, a carne para nada vale, permanecendo somente o espírito?

    Jesus Cristo já revelou que o Reino de Deus é imenso, e tem lugares para todos os bilhões de mortais que já viveram desde a Criação do Universo, como também para os que viverem até a Consumação dos Séculos, portanto, esse glorioso Reino de Deus, onde não há trevas, pois é iluminado permanentemente pela própria Luz de Deus, não deve ter limites de lugares.

    “A Cidade não precisa do Sol, nem da Lua, para lhe darem claridade, pois a Glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua Lâmpada”. Apocalipse, 21.23.

    Mas, por que, então, o Senhor criou os homens? Não é possível ingressar nos desígnios e nos mistérios de Deus, mas confabulando, conjecturando, é possível imaginar que o Senhor Deus pretenderia preencher o vácuo no seu Reino quantos aos anjos que foram expulsos de lá com Satanás. A Palavra Escrita é bem clara quanto o magnífico Satanás, o belíssimo anjo de luz, como o nomeia a Bíblia, ter sido expulso do Céu por infidelidade, e como ele todos aqueles anjos que teriam sido aliciados por ele. Quantos seriam esses anjos? Apenas uma meia dúzia ou uma imensidão deles? Sabendo-se que no Reino de Deus tudo é grandioso, podemos imaginar que os anjos de Deus, são, ainda, incontáveis, mesmo tendo esse grupo perdido uma terça parte deles, segundo o Apocalipse, poderão ser, ainda, esses remanescentes, tantos quantos números incalculáveis?

    O inimigo dizia no seu coração: “Eu subirei ao céu, acima dos astros de Deus exaltarei o meu trono, subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo”. Isaías 14. 13.

    “E não é de se admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz”. II Coríntios, 11.14.

    Por isso, repetindo, sem querer entrar nos mistérios do Senhor, mas apenas divagando, poderíamos até imaginar que o Senhor teria pretendido preencher os espaços dos anjos expulsos, já que as Escrituras nos permitam discernir que o Senhor Deus ama ser cercado de espíritos felizes, de filhos felizes e fiéis, que foram formados exatamente para viverem a felicidade eterna, segundo os merecimentos conquistados em seu breve tempo na vida do corpo.

    Tal conjectura nos levaria a entender o porquê da Criação. Sendo o Céu uma conquista sem par, de glória inimaginável, terá de ser conquistado pelo homem e mulher, tal como nos revelou Jesus Cristo. Sendo assim, o Senhor teria criou o homem e o colocou na Terra para que vivesse sob a sua obediência, tal como um teste terreno, para que MERCESSEM o incomensurável premio da felicidade eterna junto ao Senhor, mesmo porque não há com imaginar a conquista de um prêmio incomensurável sem merecimentos.

    Mas como disse, são apenas meras conjecturas e talvez até reles fantasias os meus presentes argumentos. Mas quanto aos anjos que foram expulsos do Céu por infidelidade, CUIDADO COM ELES:

    Ai da Terra e do mar, porque o demônio desceu sobre vós com grande ira, pois sabe que lhe resta pouco tempo. Apocalipse 12.12.

    O que sabemos é que o Senhor Deus Criador, em meio à imensidão universal, que nem nossa mente é capaz de imaginar o tamanho do Universo, sabendo-se hoje que existem estrelas a dezenas de bilhões de anos luz, e que podem chegar a isso multiplicado por números assombrosos, criou a pequenina Terra, dotada de maravilhosas terras e maravilhosas águas, e lá colocou o primeiro homem e a primeira mulher.

    Deus edificou um Trio na Terra, com três elementos distintos mas perfeita e absolutamente harmoniosos:

    1 – Ele próprio: Deus Criador Supremo

    2 – A Terra, com a belíssima Natureza.

    3 – O homem.

    No início, tudo era harmonioso até que, ativado por uma mentira, ativado, também, pela autonomia de procedimentos com que o homem e a mulher foram criados, ambos se rebelaram com o Criador, não satisfeitos com a harmonia criada por Deus, querendo eles ser igual ao seu Senhor. Aí tudo começou: o homem e a mulher não tiveram mais direito à Morada Perfeita em que viviam e tiveram de viver fora dela, com todas as dificuldades e perigos com os quais antes não haviam convivido.

    “A porção seca Deus a chamou de terra, e o ajuntamento das águas, mares. E viu o Senhor que isso era bom”. Gênesis, 1.10.

    A partir daí a harmonia criada por Deus começou a ser agredida. Precisaram cortar árvores para a fabricação de cabanas e para cozer alimentos; precisaram lavar suas roupas nos rios. De repente tiveram de lançar os detritos industriais nos rios que correm para o mar e aí chegamos aos dias de hoje, que bem sabemos o que está acontecendo. Tufões poderosíssimos e maremotos arrasam cidades inteiras; vulcões também fizeram isso; os rios estão podres e os que ainda não estão, é questão de tempo; as secas prolongadas acontecem; as quatro estações estão desreguladas; as florestas estão desaparecendo; as doenças malignas avançam; as guerras de sangue e as agressões mortais sempre proliferaram, começando dentro da primeira família, e isso acontece ainda hoje, com amplo poder devastador; os ricos ficam cada vez mais ricos e, em conseqüência disso, os rincões de miséria absoluta aumentam progressivamente e, para piorar, poucos são os que se preocupam em dar valor à magnífica chance que o Criador nos concedeu para que novamente possamos estar em harmonia com ele: Nos concedeu Jesus Cristo, seu Único Filho, que por amor à nós viveu o Grande Sacrifício do Cordeiro de Deus. Quem não der o valor merecido a essa Grande Concessão, estará fora de retornar ao Paraíso do Senhor, onde não haverá lágrimas, dor, sofrimento, MORTE, mas só felicidade.

    Quanto à Criação do Universo, a nossa mente foi configurada pelo Criador com imaginação infinita, mas nem por imaginação conseguiremos acompanhar a real e efetiva obra de suas mãos, pois existem muito mais coisas entre o céu e a Terra do que possamos imaginar, ou que consigamos descobrir.

    O super telescópio Hubble visualizou, recentemente, novas galáxias de estrelas a bilhões de anos-luz da Terra, todavia, quantos bilhões de galáxias ainda poderão existir  dinâmicas, pois estão sempre em expansão  a distâncias que jamais poderemos sequer imaginar? Por que não? Se a ciência dos cosmólogos já constatou que existem corpos físicos imensamente maiores do que o planeta Terra, a distâncias fantásticas, nós leigos podemos formular perguntas para as quais talvez nunca encontraremos as respostas: O que é o Universo? Por que existe? Por que as imensidões de estrelas se agrupam em gigantescas galáxias? Sabendo-se a idade da Terra e sabendo-se que os astrônomos julgam que o Universo começou a formar-se pelo fenômeno big-bang há treze ou quatorze bilhões de anos, qual seria a idade da massa, e de onde proveio a matéria primordial que explodiu? O que é o espaço celeste, e qual a sua dimensão? A imensidão do espaço com suas galáxias não termina nunca? Por que e para que existe a matéria? Existirão habitantes em outros planetas? Quantas galáxias de estrelas ainda serão descobertas? A que fantásticas distâncias? O que poderá haver após essas distâncias? Existe um centro do Universo no caso de ele ser finito ou não haveria no caso de ser infinito?

    A Ciência, que não pode ser desmentida, comprovou a existência de estrelas a dezenas de bilhões de anos luz da Terra, e toda essa imensidão que conseguirmos calcular ou vislumbrar, por meio de artifícios tecnológicos, poderá ser apenas uma insignificante parte do Universo e esse apenas um seguimento de uma descomunal estrutura física se comparada com o próprio Universo, ao qual poderíamos dar o nome  conforme um jornalista , de Multiverso de Deus. E não devemos demonstrar ciúme se forem confirmadas as teorias e evidências de que existam outros povos em outras galáxias, pois Jesus já havia afirmado:

    “Na casa de meu Pai há muitas moradas”.

    Afinal, por que Deus construiu  hoje sabemos  um imenso e inimaginável Universo, com bilhões de corpos físicos imensamente maiores do que o nosso pequeno planeta Terra, e a teria colocado como o centro do Universo e como o único planeta habitável?

    “Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatro ventos, duma extremidade do céu à outra”. Jesus, em Mateus, 24.31.

    A respeito da possível existência de outros povos em outras galáxias, por enquanto ninguém pode saber a verdade real, mas podemos nos lembrar do que disse Alfred Whitead: “O absurdo de ontem pode ser a verdade de amanhã”.

    Não podemos ver as ondas hertzianas, os raios ultravioletas, os raios infravermelhos, os elétrons e outras forças invisíveis, no entanto, sabemos que existem porque notamos o seu efeito. Da mesma forma, não podemos ver Deus, contudo, sabemos que ele existe, porque, quando cremos, sentimos as suas obras e os justos detém a sua proteção!

    A mais importante de suas obras é a criação da vida, por isso uma das grandes provas, senão a maior, que confirma a existência de Deus, é o nosso próprio corpo. Sabemos da complexidade e da perfeição do nosso organismo, com sabemos que o coração do homem pode funcionar 100 anos ou mais sem parar um segundo. O homem pode construir motores de propulsão controlados até por computadores, mas se funcionarem todas os segundos de todas horas sem interrupção jamais durarão 100 anos.

    Quanto à origem da Terra, conforme a eficiente prova do carbono 14, sabemos que o planeta começou a ser criado há 4,5 ou 5 bilhões de anos. Conforme seus estudos, os cientistas afirmam que a vida na Terra começou a ser criada há mais de 3 bilhões de anos. Alguns materialistas que se acham importantes por possuir conhecimento tecnológico-científico, e outros por contestar a Bíblia, alegam, baseados em pura teoria, que uma célula biológica surgida sabe lá de onde, formada por elementos químicos que se auto-agruparam, e sob o efeito do ambiente favorável foi se desenvolvendo até se transformar no homem de hoje, passando, antes, pelas formas de um macaco.
    Sabemos que a Ciência lida com fatos reais e que com isso os cientistas têm “desmentido” a Bíblia, no tocante a fatos científicos, ao longo do tempo. Antigamente, apesar de que Isaías, o profeta do Antigo Testamento já colocava a Terra com redonda, a Bíblia nos levava a pensar que era um plano único, mas os cientistas, tal como Galileu, provaram que tinha as formas de um globo. Galileu foi obrigado pela Igreja a desmentir essas suas conclusões para não ser queimado nas fogueiras da Inquisição. Por isso, poderia ser até possível aceitar a tese científica pela qual o primeiro homem não foi criado em um só dia, como indica Gênesis, pois, afinal, conforme a própria Bíblia (II Pedro, 3.8), os dias de Deus não são os nossos, entretanto, não podemos aceitar, de forma alguma, que a vida foi criada por acaso.
    Não podemos aceitar que o acaso criou um macho e uma conveniente fêmea, com seus corpos maravilhosamente formados interna e externamente. A tese científica não explica a origem da célula, ou melhor, a origem dos elementos químicos que formaram a célula mãe. Se a vida humana foi criada por acaso quem criou o ambiente e as condições favoráveis para que ela se desenvolvesse por si só? De forma alguma podemos concordar que algo inerte, sem vida, disforme, sem diretrizes, sem inteligência e por si só poderia ter se desenvolvido até formar um corpo perfeito com vida e inteligência dotada de livre arbítrio, sem que para isso houvesse um Supremo Arquiteto Criador.
    Sem Deus para legitimar as teorias científicas, os sábios da matéria jamais poderiam explicar a criação do homem por intermédio de uma partícula de matéria inanimada, surgida por acaso, sem diretrizes, que poderia se auto-organizar e ganhar vida inteligente num corpo de características perfeitas. Por acaso os bilhões de galáxias, cada uma delas com bilhões de estrelas descomunais, poderiam ter surgido por acaso e por acaso seriam criados os equilíbrios do Universo? Por acaso o nosso complexo corpo tão bem organizado poderia ter sido idealizado e surgido do nada? Isso não pode ter sentido. Só teria sentido na cabeça dos grandes tolos que não sabem ou não se importam em parar para meditar. Portanto, a teoria da criação, levando-se em conta o acaso, não pode ter sentido.
    A simples existência da matéria, em vez do nada, é fantástica, e não há teoria científica que consiga explicar esse fenômeno e muito menos o milagre da vida. Ora, como poderia ter surgido a matéria sem que alguém tivesse criado o incrível átomo, a fantástica base de tudo? Sabemos que um átomo é algo extremamente complexo. Além disso, é absolutamente invisível aos olhos humanos, e é exatamente isso que forma a matéria. Para crer num Supremo Criador, basta nos atermos ao fenômeno de um simples átomo. Se nem hoje, com toda a tecnologia disponível, nenhum cientista consegue criar e eletrificar convenientemente os componentes do átomo, como poderia essa complexa e minúscula partícula primária ter surgido por acaso? Como pode alguém julgar que o acaso poderia criar, do nada, algo tão fantástico como o átomo?
    Através do estudo do átomo, podemos perceber que ele representa um sistema infinitamente complexo e intrigante. Todas as partes do átomo estão em funcionamento dinâmico, constante e em perfeita harmonia e depósito de imensa energia, a energia atômica, nuclear, descoberta pelo judeu Einstein. Hoje, por conta do avanço da Ciência, sabemos que por si só o átomo é um pequeno Universo, parte ínfima que forma o Grande Universo de Deus.
    Somente o Criador, o Senhor Deus, que a tudo pode, poderia ter criado uma célula poderosa do Universo em sua ínfima proporção.
    É possível enxergar a inteligência de Deus na forma incrível da formação do átomo e do modo como forma o Universo!
    Vamos supor que daqui a mil anos os cientistas consigam — que absurdo! — criar e eletrificar convenientemente um átomo. Mas sabemos que, conforme a Ciência e seu carbono 14, o Universo começou a surgir há treze bilhões de anos, e digamos que só daqui a mil anos se conseguirá construir um átomo. Só isso vem a provar a existência de Deus, pois há quatro bilhões de anos logicamente não havia tal informação.

    Como curiosidade ficam, ainda, as perguntas: Ora, se o homem já foi macaco, por que ainda existem macacos? Se o homem proveio de macacos, por que o homem nasce com cordão umbilical ligado à mãe e o macaco não?

    Para confirmar I Coríntios, 15.39, e para desmentir os que se apoiavam na tese de que o homem é um macaco evoluído, ao final do ano 2000, os cientistas estavam chegando à conclusão de que as informações genéticas contidas no DNA do macaco não são iguais às contidas no DNA do homem, mas surpreendentemente, em setembro de 2003, os cientistas concluíram que o DNA dos cachorros se aproxima bastante do genoma do homem. Poderíamos dizer agora que o homem provém do cachorro. Por isso tudo, o homem sábio prefere ficar com as Escrituras:

    “Deus fez de um só homem todas as raças”.
    Revelações da palavra, em Atos dos Apóstolos, 17.26.

    Eis o que nos revela a Palavra de Deus a respeito das diferenças da Criação, provando que homem é homem e cão é cão:

    “Nem toda a carne é a mesma carne. Uma certamente é a carne dos homens, e outra a dos homens, e outra a dos animais, uma a das aves e outra a dos peixes”. I Coríntios 15.39

    Pela sincronização do movimento dos planetas, como o movimento da Terra em torno do sol, realizado em 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos  ano trópico  numa velocidade de giro de 109.440 km/hora e, determinando-se um ponto de referência, poderemos comprovar que jamais se atrasará um único segundo a cada volta, que não esteja devidamente dentro das expectativas científicas. Por outro lado, sabemos que este nosso planeta viaja a distância conveniente do sol, pois se viajasse mais distante, na certa não haveria vida no planeta Terra dado o extremo frio, bem como, ao contrário, também morreríamos todos de insuportável calor, então, fica a pergunta aos incrédulos: Pode o acaso criar obras tão grandiosas quanto perfeitas?

    Não pode ser sábio alguém que entende que tudo o que está posto no Universo é obra do tempo, é obra do acaso. O homem, embora seu espírito foi criado à imagem e semelhança de Deus, é muito pequeno para que consiga entender ou, simplesmente, imaginar, na plenitude, a grandiosidade do poder dele.

    Alguns cientistas, ditos ateus, passam toda a vida estudando, pesquisando as coisas materiais, mas se esquecem de parar para pensar que não podem ser obras do acaso realizações tão perfeitas e tão magistralmente organizadas por todo o Universo! Com os seus estudos podem explicar a evolução dos tempos e a teoria das transformações, todavia, jamais explicarão as origens das matérias básicas da Natureza Mãe sem incluir o Criador!

    Na Criação, fomos dotados com inteligência, argúcia e poder de observação suficientes para que, no mínimo, pudéssemos reconhecer o Criador por intermédio de tudo o que vemos e sentimos, tudo idealizado e criado por ele. Portanto, negar tal grandiosidade, no mínimo, é demonstração de burrice ou de preguiça mental.

    O escritor Silva Mello, ateu confesso, descreveu, dessa forma, a sua descrença:

    “Na verdade, porém, não deve passar o homem de um simples produto da natureza, resultante das leis que regem a matéria viva que fizeram dele a coroa da série animal”.

    O homem é, realmente, um extraordinário produto da natureza, mas a natureza não foi criada por acaso. Esses são os sábios do mundo materialista e, a respeito deles, as Escrituras dizem:

    “…Sempre a aprender sem nunca chegar ao conhecimento da verdade”.
    Revelações do Senhor Deus, em II Timóteo, 3.7.

    “Ele apanhará os sábios na sua própria astúcia. O Senhor conhece os pensamentos dos sábios materialistas e sabe que são vãos”.
    Revelações do Senhor, na I Carta aos Coríntios, 3.19.

    “…Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades ajuntarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas”.
    Profecias do Senhor Deus, em II Timóteo, 4.3.

    “…o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras e nem as pode compreender, porque é pelo Espírito que se devem ponderar”. Preceitos do Senhor Deus, em I Coríntios, 2.14.

    Mas, felizmente, os cientistas que comungam a impossível idéia da auto criação não compõem a maioria. A respeito disso, uma reportagem inserida no jornal “O Estado de S. Paulo”, na página A2, do dia 18 de outubro de 1994, com o título “A Criação, obra de Deus”, assinado por dois cientistas da NASA e do INPQ: Walter Gonzalez e Antônio R. Formággio refere-se, como resposta a uma anterior publicação de infelizes teses científicas sobre a origem da vida na Terra, creditando-a ao acaso, a partir de substâncias químicas:
    “… Infelizmente, essa não é a primeira nem a única tentativa de extrair conclusões tão abrangentes a partir de experimentos tão restritos! Esse tipo de atitude é inconveniente e contraria o verdadeiro método científico, que não permite extrair tais tipos de conclusões (teológicas e filosóficas) a partir de informações puramente restritas ao campo científico.

    Considerar que as moléculas sintetizadas artificialmente têm vida unicamente pelo fato de que seriam “capazes de fazer cópias completas de si mesmas” é um sério engano! Os cristais também fazem isso e, no entanto, não deixam de ser cristais! Um programa de computador pode fazer o mesmo e, apesar disso, não se pode considerar que ele tenha sido criado “à imagem e semelhança” de seu criador!

    Após o mapeamento do código genético, realizado por Watson e Crick, não se pode achar que a vida foi um acidente ocorrido num cantinho do Universo! Afirmar que “uma das primeiras moléculas sintetizadas há bilhões de anos adquiriu a forma adequada para armazenar informações, como o código genético faz”, é infinitamente mais que esperar que se concretize a probabilidade que um dentre trilhões de orangotangos, colocados frente a frente a trilhões de pianos, componha a quinta sinfonia, depois de realizar um número quase infinito de tentativas!

    Os elementos inanimados da natureza não são capazes de se relacionar com o ambiente adjacente, não têm iniciativa, não têm o ciclo da vida (nascer, alimentar-se, crescer, reproduzir-se e morrer). Por si só, a simples agregação de substâncias orgânicas não resulta num ser vivo  a vida não se pode originar por iniciativa própria da matéria.

    (…) Considerando que Deus criou o Universo e as leis que o regem, não será necessário pensar que ele tenha de intervir, também, em cada fase evolutiva, deixando as marcas para que o homem venha a descobri-las! Se assim fosse, haveria até uma contradição na atuação Criadora do Universo e das suas leis por parte de um Deus que teria de ir retificando a cada passo evolutivo o plano inicialmente por ele criado.

    (…) O livro de Gênesis não pode ser lido como um texto que narra detalhes científicos da criação (e que, assim, poderiam ser testados por experiências); porém, ele nos dá uma idéia global que foi Deus quem criou todo o Universo e suas leis. Sobre os detalhes evolutivos (que indubitavelmente, seguem as leis dadas pelo Criador), cabe a inteligência humana ir esclarecendo-os, sem necessariamente buscar a cada passo uma marca ostensiva do Criador!

    Neste fim de milênio, com os mais recentes avanços da cosmologia e da mecânica quântica, os mais sábios cientistas e pensadores se mostram humildes e reconhecem que “Deus não é da ordem da demonstração” e, além disso, enfatizam uma espécie de aliança possível, uma convergência, entre a ciência (os saberes físicos) e as coisas de Deus. Esta aliança é, sem dúvida, um desejo profundo da humanidade e torna-se cada vez mais concreta, porém, sem concessões a vulgaridade. Deus jamais se contradiz, e a ciência bem conduzida jamais chegará a conclusões contrárias à fé! A ciência ainda tem muito por fazer na exploração do Universo”.

    Sabendo-se que a Bíblia é a palavra de Deus, sabemos, também, que foi escrita por 40 profetas, cada qual ao seu tempo. Mas se esses profetas receberam revelações de Deus quanto ao sentido espiritual  que fundamenta as relações do homem para com ele e vice versa , não receberam revelações científicas, portanto, a Bíblia não tem valor científico exato.

    Por isso mesmo, quando os profetas tiveram de retratar as coisas temporais o fizeram conforme os valores de seu tempo. Por exemplo: como dissemos, pela Bíblia notamos que a Terra teria de ser um plano quadrado; o sol teria de girar em torno da Terra; os pensamentos teriam de ser gerados pelos rins ou pelo coração e assim por diante. Portanto, a Bíblia, no sentido científico, pode ser perfeitamente contestada. Assim, também, fica claro que poderíamos interpretar diferente com respeito à referência ao livro de Gênesis, segundo a qual o Criador construiu o Universo em seis dias. Com respeito a isso, conciliando esses Escritos, herança de Deus, com a Ciência dos homens poderíamos dar margem à conclusão pela qual os dias do Senhor não são os nossos, pois um dia bíblico da criação da Terra valeria aproximadamente 750 milhões de anos. No entanto, não se pode, de modo algum, desmentir a Ciência que se fundamenta em fatos concretos, com provas reais, coisas também criadas por Deus.

    No século passado, essa tese também foi defendida, com propriedade, no século 20, pelo clérigo jesuíta católico Pierre Teilhard de Chardin, brilhante escritor, dotado de alto grau de cultura e de inteligência, cujo trabalho em um livro (que já li) foi contestado, com rigor, pelo alto clero católico. Por essa tese, poderíamos até aceitar que Deus, por vontade própria, criou o mundo e a vida em seis longas fases. Longas fases apenas a nosso ver, em decorrência de nosso ínfimo tempo de vida, pois para o Deus da Eternidade não existem longas fases.

    Orígenes, outro clérigo cristão, teólogo do século 3º, já contestava a interpretação ipsis litteris do Gênesis:

    “Que homem sensato suporá que o primeiro, o segundo, o terceiro dia, a tarde e a manhã existiram, antes de existir o sol, a lua e as estrelas, que só foram criadas no quarto dia?”.

    Não obstante, qualquer que seja a interpretação, em nada modifica o absoluto poder do Criador e a sua mensagem a todas as gerações e, se aquele tempo parece muito para nossa compreensão, para ele nada significa, por ser o detentor dos mistérios da eternidade. Para ilustrar, tem aquela fábula em que um árabe pergunta a Alá:

    — Senhor, o que são mil anos para Vós?
    — Um segundo — responde Alá.
    — Senhor, o que significam mil quilos de ouro para Vós?
    — Um vintém.
    — Senhor, então dá-me apenas um vintém.
    — Sim, eu te atenderei, mas esperes apenas um segundo.

    Mas há uma coisa, caríssimos, que não deveis esquecer: Um dia diante do Senhor é como mil dias para nós, e mil dias são como um único dia.
    Revelações do Senhor, na II Carta de Pedro, 3.8, repetindo o Salmo 88.38.

    Mas não podemos nos esquecer que, conforme a Palavra de Deus, no dia da Grande Volta de Jesus o Universo inteiro desaparecerá, permanecendo depois apenas as coisas invisíveis, as eternas:

    “No princípio, Senhor, lançastes os fundamentos da Terra, e os céus são obras das vossas mãos. Mas eles perecerão; tu, porém, permanecerás. Sim, todos envelhecerão como vestes, também como manto os enrolarás…”. Carta aos Hebreus, 1.10 e 11.

    Vamos ver o que revelou o próprio Jesus a respeito da destruição total do mundo atual, quando Deus quiser:

    “Logo em seguida à tribulação daqueles dias (descritas no Apocalipse), o Sol escurecerá. A Lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do Firmamento, e os poderes do Céu serão abalados”. Jesus, em Mateus, 24.29.

    “Vi, quando o Cordeiro abriu o Sexto Selo, e sobreveio um grande terremoto. O Sol tornou-se negro como um saco de crina, e Lua toda, como sangue. As estrelas do Céu caíram na Terra, como a figueira, quando abalada por forte vento, deixa cair seus figos verdes. O Céu recolheu-se como um pergaminho, quando se enrola….”. Apocalipse, 6. 12 a 14

    Todos os caminhos se afunilam num ponto: Deus. Nas Escrituras legou-nos a sua palavra que é absolutamente imutável e suficiente, e permanecerá assim até o fim dos tempos, porque ele jamais se contradiz!
    Não esqueça de que só podemos confiar na Palavra Escrita, pois realmente é a Única Fonte Confiável que temos. Por isso mesmo o Criador nos legou a Palavra Escrita: para não haver dúvida alguma do que deseja do homem. Das tradições você pode duvidar, mas da Palavra Escrita jamais!!!

    “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. Advertência de Jesus, em Mateus, 13.9.

    Waldecy Antônio Simões.

    walasi@uol.com.br

    http://www.segundoasescrituras.com.br

  2. O Universo de Deus, segundo as Escrituras.

    O Senhor é Único:

    Shemá Israel, Adonai Eloheinu Adonai Echad!
    Ouve ó Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é Um!

    “Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá”.
    Isaías, 43.10.

    O Senhor Deus é Inefável, pois não há palavras em língua alguma que possam descrevê-lo!

    “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas”. Apocalipse, 4.11.

    Acaso , sou Deus apenas de perto, diz o Senhor, e não, também, de longe?”. Jeremias, 23.23.

    Por enquanto, o mais longe que conhecemos são as distâncias de 60 bilhões de anos luz, mas pode ser trilhões… ainda não sabemos…

    “Eis que as nações são consideradas por ele como um pingo que cai de um balde e como um grão de pó na balança; as ilhas são como pó fino que se levanta”. Isaías, 40.15, em comparações próprias para aquela época em que não se conheciam a indescritível dimensão do Universo de Deus.

    Todas as coisas do Universo se reportam a Deus!

    “Grandes e admiráveis são as tuas obras, ó Senhor Deus Onipotente; justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos Séculos. Quem não te temerá ó Senhor, e não glorificará o teu nome?” Revelações da palavra, em Apocalipse, 15.3.

    “Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o mundo visível veio a existir, de um mundo que não se vê”. Hebreus, 11.3.

    “Jesus é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a Criação; pois nele foram criadas todas as coisas, no Céu e sobre a Terra; as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, sejam principados ou potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas e nele tudo subiste”. Colossenses, 1.15 a 17.

    O Poder e a existência de Deus se reconhece por meio das suas realzações:

    “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim como o seu eterno poder, assim também como a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebido por meio das coisas que foram criadas”. Romanos, 1.20.

    Sem pretender, de modo algum, penetrar nos mistérios de Deus, pois isso é absolutamente impossível, poderíamos perguntar e até ousar responder: Por que o Senhor criou o Universo visível, já que a Palavra Escrita nos revela que ele rege um reino imenso, glorioso e absolutamente perfeito? Por que, sendo o senhor perfeito, criou seres frágeis como os homens e mulheres, apesar de que, segundo Jesus Cristo, a carne para nada vale, permanecendo somente o espírito?

    Jesus Cristo já revelou que o Reino de Deus é imenso, e tem lugares para todos os bilhões de mortais que já viveram desde a Criação do Universo, como também para os que viverem até a Consumação dos Séculos, portanto, esse glorioso Reino de Deus, onde não há trevas, pois é iluminado permanentemente pela própria Luz de Deus, não deve ter limites de lugares.

    “A Cidade não precisa do Sol, nem da Lua, para lhe darem claridade, pois a Glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua Lâmpada”. Apocalipse, 21.23.

    Mas, por que, então, o Senhor criou os homens? Não é possível ingressar nos desígnios e nos mistérios de Deus, mas confabulando, conjecturando, é possível imaginar que o Senhor Deus pretenderia preencher o vácuo no seu Reino quantos aos anjos que foram expulsos de lá com Satanás. A Palavra Escrita é bem clara quanto o magnífico Satanás, o belíssimo anjo de luz, como o nomeia a Bíblia, ter sido expulso do Céu por infidelidade, e como ele todos aqueles anjos que teriam sido aliciados por ele. Quantos seriam esses anjos? Apenas uma meia dúzia ou uma imensidão deles? Sabendo-se que no Reino de Deus tudo é grandioso, podemos imaginar que os anjos de Deus, são, ainda, incontáveis, mesmo tendo esse grupo perdido uma terça parte deles, segundo o Apocalipse, poderão ser, ainda, esses remanescentes, tantos quantos números incalculáveis?

    O inimigo dizia no seu coração: “Eu subirei ao céu, acima dos astros de Deus exaltarei o meu trono, subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo”. Isaías 14. 13.

    “E não é de se admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz”. II Coríntios, 11.14.

    Por isso, repetindo, sem querer entrar nos mistérios do Senhor, mas apenas divagando, poderíamos até imaginar que o Senhor teria pretendido preencher os espaços dos anjos expulsos, já que as Escrituras nos permitam discernir que o Senhor Deus ama ser cercado de espíritos felizes, de filhos felizes e fiéis, que foram formados exatamente para viverem a felicidade eterna, segundo os merecimentos conquistados em seu breve tempo na vida do corpo.

    Tal conjectura nos levaria a entender o porquê da Criação. Sendo o Céu uma conquista sem par, de glória inimaginável, terá de ser conquistado pelo homem e mulher, tal como nos revelou Jesus Cristo. Sendo assim, o Senhor teria criou o homem e o colocou na Terra para que vivesse sob a sua obediência, tal como um teste terreno, para que MERCESSEM o incomensurável premio da felicidade eterna junto ao Senhor, mesmo porque não há com imaginar a conquista de um prêmio incomensurável sem merecimentos.

    Mas como disse, são apenas meras conjecturas e talvez até reles fantasias os meus presentes argumentos. Mas quanto aos anjos que foram expulsos do Céu por infidelidade, CUIDADO COM ELES:

    Ai da Terra e do mar, porque o demônio desceu sobre vós com grande ira, pois sabe que lhe resta pouco tempo. Apocalipse 12.12.

    O que sabemos é que o Senhor Deus Criador, em meio à imensidão universal, que nem nossa mente é capaz de imaginar o tamanho do Universo, sabendo-se hoje que existem estrelas a dezenas de bilhões de anos luz, e que podem chegar a isso multiplicado por números assombrosos, criou a pequenina Terra, dotada de maravilhosas terras e maravilhosas águas, e lá colocou o primeiro homem e a primeira mulher.

    Deus edificou um Trio na Terra, com três elementos distintos mas perfeita e absolutamente harmoniosos:

    1 – Ele próprio: Deus Criador Supremo

    2 – A Terra, com a belíssima Natureza.

    3 – O homem.

    No início, tudo era harmonioso até que, ativado por uma mentira, ativado, também, pela autonomia de procedimentos com que o homem e a mulher foram criados, ambos se rebelaram com o Criador, não satisfeitos com a harmonia criada por Deus, querendo eles ser igual ao seu Senhor. Aí tudo começou: o homem e a mulher não tiveram mais direito à Morada Perfeita em que viviam e tiveram de viver fora dela, com todas as dificuldades e perigos com os quais antes não haviam convivido.

    “A porção seca Deus a chamou de terra, e o ajuntamento das águas, mares. E viu o Senhor que isso era bom”. Gênesis, 1.10.

    A partir daí a harmonia criada por Deus começou a ser agredida. Precisaram cortar árvores para a fabricação de cabanas e para cozer alimentos; precisaram lavar suas roupas nos rios. De repente tiveram de lançar os detritos industriais nos rios que correm para o mar e aí chegamos aos dias de hoje, que bem sabemos o que está acontecendo. Tufões poderosíssimos e maremotos arrasam cidades inteiras; vulcões também fizeram isso; os rios estão podres e os que ainda não estão, é questão de tempo; as secas prolongadas acontecem; as quatro estações estão desreguladas; as florestas estão desaparecendo; as doenças malignas avançam; as guerras de sangue e as agressões mortais sempre proliferaram, começando dentro da primeira família, e isso acontece ainda hoje, com amplo poder devastador; os ricos ficam cada vez mais ricos e, em conseqüência disso, os rincões de miséria absoluta aumentam progressivamente e, para piorar, poucos são os que se preocupam em dar valor à magnífica chance que o Criador nos concedeu para que novamente possamos estar em harmonia com ele: Nos concedeu Jesus Cristo, seu Único Filho, que por amor à nós viveu o Grande Sacrifício do Cordeiro de Deus. Quem não der o valor merecido a essa Grande Concessão, estará fora de retornar ao Paraíso do Senhor, onde não haverá lágrimas, dor, sofrimento, MORTE, mas só felicidade.

    Quanto à Criação do Universo, a nossa mente foi configurada pelo Criador com imaginação infinita, mas nem por imaginação conseguiremos acompanhar a real e efetiva obra de suas mãos, pois existem muito mais coisas entre o céu e a Terra do que possamos imaginar, ou que consigamos descobrir.

    O super telescópio Hubble visualizou, recentemente, novas galáxias de estrelas a bilhões de anos-luz da Terra, todavia, quantos bilhões de galáxias ainda poderão existir  dinâmicas, pois estão sempre em expansão  a distâncias que jamais poderemos sequer imaginar? Por que não? Se a ciência dos cosmólogos já constatou que existem corpos físicos imensamente maiores do que o planeta Terra, a distâncias fantásticas, nós leigos podemos formular perguntas para as quais talvez nunca encontraremos as respostas: O que é o Universo? Por que existe? Por que as imensidões de estrelas se agrupam em gigantescas galáxias? Sabendo-se a idade da Terra e sabendo-se que os astrônomos julgam que o Universo começou a formar-se pelo fenômeno big-bang há treze ou quatorze bilhões de anos, qual seria a idade da massa, e de onde proveio a matéria primordial que explodiu? O que é o espaço celeste, e qual a sua dimensão? A imensidão do espaço com suas galáxias não termina nunca? Por que e para que existe a matéria? Existirão habitantes em outros planetas? Quantas galáxias de estrelas ainda serão descobertas? A que fantásticas distâncias? O que poderá haver após essas distâncias? Existe um centro do Universo no caso de ele ser finito ou não haveria no caso de ser infinito?

    A Ciência, que não pode ser desmentida, comprovou a existência de estrelas a dezenas de bilhões de anos luz da Terra, e toda essa imensidão que conseguirmos calcular ou vislumbrar, por meio de artifícios tecnológicos, poderá ser apenas uma insignificante parte do Universo e esse apenas um seguimento de uma descomunal estrutura física se comparada com o próprio Universo, ao qual poderíamos dar o nome  conforme um jornalista , de Multiverso de Deus. E não devemos demonstrar ciúme se forem confirmadas as teorias e evidências de que existam outros povos em outras galáxias, pois Jesus já havia afirmado:

    “Na casa de meu Pai há muitas moradas”.

    Afinal, por que Deus construiu  hoje sabemos  um imenso e inimaginável Universo, com bilhões de corpos físicos imensamente maiores do que o nosso pequeno planeta Terra, e a teria colocado como o centro do Universo e como o único planeta habitável?

    “Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatro ventos, duma extremidade do céu à outra”. Jesus, em Mateus, 24.31.

    A respeito da possível existência de outros povos em outras galáxias, por enquanto ninguém pode saber a verdade real, mas podemos nos lembrar do que disse Alfred Whitead: “O absurdo de ontem pode ser a verdade de amanhã”.

    Não podemos ver as ondas hertzianas, os raios ultravioletas, os raios infravermelhos, os elétrons e outras forças invisíveis, no entanto, sabemos que existem porque notamos o seu efeito. Da mesma forma, não podemos ver Deus, contudo, sabemos que ele existe, porque, quando cremos, sentimos as suas obras e os justos detém a sua proteção!

    A mais importante de suas obras é a criação da vida, por isso uma das grandes provas, senão a maior, que confirma a existência de Deus, é o nosso próprio corpo. Sabemos da complexidade e da perfeição do nosso organismo, com sabemos que o coração do homem pode funcionar 100 anos ou mais sem parar um segundo. O homem pode construir motores de propulsão controlados até por computadores, mas se funcionarem todas os segundos de todas horas sem interrupção jamais durarão 100 anos.

    Quanto à origem da Terra, conforme a eficiente prova do carbono 14, sabemos que o planeta começou a ser criado há 4,5 ou 5 bilhões de anos. Conforme seus estudos, os cientistas afirmam que a vida na Terra começou a ser criada há mais de 3 bilhões de anos. Alguns materialistas que se acham importantes por possuir conhecimento tecnológico-científico, e outros por contestar a Bíblia, alegam, baseados em pura teoria, que uma célula biológica surgida sabe lá de onde, formada por elementos químicos que se auto-agruparam, e sob o efeito do ambiente favorável foi se desenvolvendo até se transformar no homem de hoje, passando, antes, pelas formas de um macaco.
    Sabemos que a Ciência lida com fatos reais e que com isso os cientistas têm “desmentido” a Bíblia, no tocante a fatos científicos, ao longo do tempo. Antigamente, apesar de que Isaías, o profeta do Antigo Testamento já colocava a Terra com redonda, a Bíblia nos levava a pensar que era um plano único, mas os cientistas, tal como Galileu, provaram que tinha as formas de um globo. Galileu foi obrigado pela Igreja a desmentir essas suas conclusões para não ser queimado nas fogueiras da Inquisição. Por isso, poderia ser até possível aceitar a tese científica pela qual o primeiro homem não foi criado em um só dia, como indica Gênesis, pois, afinal, conforme a própria Bíblia (II Pedro, 3.8), os dias de Deus não são os nossos, entretanto, não podemos aceitar, de forma alguma, que a vida foi criada por acaso.
    Não podemos aceitar que o acaso criou um macho e uma conveniente fêmea, com seus corpos maravilhosamente formados interna e externamente. A tese científica não explica a origem da célula, ou melhor, a origem dos elementos químicos que formaram a célula mãe. Se a vida humana foi criada por acaso quem criou o ambiente e as condições favoráveis para que ela se desenvolvesse por si só? De forma alguma podemos concordar que algo inerte, sem vida, disforme, sem diretrizes, sem inteligência e por si só poderia ter se desenvolvido até formar um corpo perfeito com vida e inteligência dotada de livre arbítrio, sem que para isso houvesse um Supremo Arquiteto Criador.
    Sem Deus para legitimar as teorias científicas, os sábios da matéria jamais poderiam explicar a criação do homem por intermédio de uma partícula de matéria inanimada, surgida por acaso, sem diretrizes, que poderia se auto-organizar e ganhar vida inteligente num corpo de características perfeitas. Por acaso os bilhões de galáxias, cada uma delas com bilhões de estrelas descomunais, poderiam ter surgido por acaso e por acaso seriam criados os equilíbrios do Universo? Por acaso o nosso complexo corpo tão bem organizado poderia ter sido idealizado e surgido do nada? Isso não pode ter sentido. Só teria sentido na cabeça dos grandes tolos que não sabem ou não se importam em parar para meditar. Portanto, a teoria da criação, levando-se em conta o acaso, não pode ter sentido.
    A simples existência da matéria, em vez do nada, é fantástica, e não há teoria científica que consiga explicar esse fenômeno e muito menos o milagre da vida. Ora, como poderia ter surgido a matéria sem que alguém tivesse criado o incrível átomo, a fantástica base de tudo? Sabemos que um átomo é algo extremamente complexo. Além disso, é absolutamente invisível aos olhos humanos, e é exatamente isso que forma a matéria. Para crer num Supremo Criador, basta nos atermos ao fenômeno de um simples átomo. Se nem hoje, com toda a tecnologia disponível, nenhum cientista consegue criar e eletrificar convenientemente os componentes do átomo, como poderia essa complexa e minúscula partícula primária ter surgido por acaso? Como pode alguém julgar que o acaso poderia criar, do nada, algo tão fantástico como o átomo?
    Através do estudo do átomo, podemos perceber que ele representa um sistema infinitamente complexo e intrigante. Todas as partes do átomo estão em funcionamento dinâmico, constante e em perfeita harmonia e depósito de imensa energia, a energia atômica, nuclear, descoberta pelo judeu Einstein. Hoje, por conta do avanço da Ciência, sabemos que por si só o átomo é um pequeno Universo, parte ínfima que forma o Grande Universo de Deus.
    Somente o Criador, o Senhor Deus, que a tudo pode, poderia ter criado uma célula poderosa do Universo em sua ínfima proporção.
    É possível enxergar a inteligência de Deus na forma incrível da formação do átomo e do modo como forma o Universo!
    Vamos supor que daqui a mil anos os cientistas consigam — que absurdo! — criar e eletrificar convenientemente um átomo. Mas sabemos que, conforme a Ciência e seu carbono 14, o Universo começou a surgir há treze bilhões de anos, e digamos que só daqui a mil anos se conseguirá construir um átomo. Só isso vem a provar a existência de Deus, pois há quatro bilhões de anos logicamente não havia tal informação.

    Como curiosidade ficam, ainda, as perguntas: Ora, se o homem já foi macaco, por que ainda existem macacos? Se o homem proveio de macacos, por que o homem nasce com cordão umbilical ligado à mãe e o macaco não?

    Para confirmar I Coríntios, 15.39, e para desmentir os que se apoiavam na tese de que o homem é um macaco evoluído, ao final do ano 2000, os cientistas estavam chegando à conclusão de que as informações genéticas contidas no DNA do macaco não são iguais às contidas no DNA do homem, mas surpreendentemente, em setembro de 2003, os cientistas concluíram que o DNA dos cachorros se aproxima bastante do genoma do homem. Poderíamos dizer agora que o homem provém do cachorro. Por isso tudo, o homem sábio prefere ficar com as Escrituras:

    “Deus fez de um só homem todas as raças”.
    Revelações da palavra, em Atos dos Apóstolos, 17.26.

    Eis o que nos revela a Palavra de Deus a respeito das diferenças da Criação, provando que homem é homem e cão é cão:

    “Nem toda a carne é a mesma carne. Uma certamente é a carne dos homens, e outra a dos homens, e outra a dos animais, uma a das aves e outra a dos peixes”. I Coríntios 15.39

    Pela sincronização do movimento dos planetas, como o movimento da Terra em torno do sol, realizado em 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos  ano trópico  numa velocidade de giro de 109.440 km/hora e, determinando-se um ponto de referência, poderemos comprovar que jamais se atrasará um único segundo a cada volta, que não esteja devidamente dentro das expectativas científicas. Por outro lado, sabemos que este nosso planeta viaja a distância conveniente do sol, pois se viajasse mais distante, na certa não haveria vida no planeta Terra dado o extremo frio, bem como, ao contrário, também morreríamos todos de insuportável calor, então, fica a pergunta aos incrédulos: Pode o acaso criar obras tão grandiosas quanto perfeitas?

    Não pode ser sábio alguém que entende que tudo o que está posto no Universo é obra do tempo, é obra do acaso. O homem, embora seu espírito foi criado à imagem e semelhança de Deus, é muito pequeno para que consiga entender ou, simplesmente, imaginar, na plenitude, a grandiosidade do poder dele.

    Alguns cientistas, ditos ateus, passam toda a vida estudando, pesquisando as coisas materiais, mas se esquecem de parar para pensar que não podem ser obras do acaso realizações tão perfeitas e tão magistralmente organizadas por todo o Universo! Com os seus estudos podem explicar a evolução dos tempos e a teoria das transformações, todavia, jamais explicarão as origens das matérias básicas da Natureza Mãe sem incluir o Criador!

    Na Criação, fomos dotados com inteligência, argúcia e poder de observação suficientes para que, no mínimo, pudéssemos reconhecer o Criador por intermédio de tudo o que vemos e sentimos, tudo idealizado e criado por ele. Portanto, negar tal grandiosidade, no mínimo, é demonstração de burrice ou de preguiça mental.

    O escritor Silva Mello, ateu confesso, descreveu, dessa forma, a sua descrença:

    “Na verdade, porém, não deve passar o homem de um simples produto da natureza, resultante das leis que regem a matéria viva que fizeram dele a coroa da série animal”.

    O homem é, realmente, um extraordinário produto da natureza, mas a natureza não foi criada por acaso. Esses são os sábios do mundo materialista e, a respeito deles, as Escrituras dizem:

    “…Sempre a aprender sem nunca chegar ao conhecimento da verdade”.
    Revelações do Senhor Deus, em II Timóteo, 3.7.

    “Ele apanhará os sábios na sua própria astúcia. O Senhor conhece os pensamentos dos sábios materialistas e sabe que são vãos”.
    Revelações do Senhor, na I Carta aos Coríntios, 3.19.

    “…Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades ajuntarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas”.
    Profecias do Senhor Deus, em II Timóteo, 4.3.

    “…o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras e nem as pode compreender, porque é pelo Espírito que se devem ponderar”. Preceitos do Senhor Deus, em I Coríntios, 2.14.

    Mas, felizmente, os cientistas que comungam a impossível idéia da auto criação não compõem a maioria. A respeito disso, uma reportagem inserida no jornal “O Estado de S. Paulo”, na página A2, do dia 18 de outubro de 1994, com o título “A Criação, obra de Deus”, assinado por dois cientistas da NASA e do INPQ: Walter Gonzalez e Antônio R. Formággio refere-se, como resposta a uma anterior publicação de infelizes teses científicas sobre a origem da vida na Terra, creditando-a ao acaso, a partir de substâncias químicas:
    “… Infelizmente, essa não é a primeira nem a única tentativa de extrair conclusões tão abrangentes a partir de experimentos tão restritos! Esse tipo de atitude é inconveniente e contraria o verdadeiro método científico, que não permite extrair tais tipos de conclusões (teológicas e filosóficas) a partir de informações puramente restritas ao campo científico.

    Considerar que as moléculas sintetizadas artificialmente têm vida unicamente pelo fato de que seriam “capazes de fazer cópias completas de si mesmas” é um sério engano! Os cristais também fazem isso e, no entanto, não deixam de ser cristais! Um programa de computador pode fazer o mesmo e, apesar disso, não se pode considerar que ele tenha sido criado “à imagem e semelhança” de seu criador!

    Após o mapeamento do código genético, realizado por Watson e Crick, não se pode achar que a vida foi um acidente ocorrido num cantinho do Universo! Afirmar que “uma das primeiras moléculas sintetizadas há bilhões de anos adquiriu a forma adequada para armazenar informações, como o código genético faz”, é infinitamente mais que esperar que se concretize a probabilidade que um dentre trilhões de orangotangos, colocados frente a frente a trilhões de pianos, componha a quinta sinfonia, depois de realizar um número quase infinito de tentativas!

    Os elementos inanimados da natureza não são capazes de se relacionar com o ambiente adjacente, não têm iniciativa, não têm o ciclo da vida (nascer, alimentar-se, crescer, reproduzir-se e morrer). Por si só, a simples agregação de substâncias orgânicas não resulta num ser vivo  a vida não se pode originar por iniciativa própria da matéria.

    (…) Considerando que Deus criou o Universo e as leis que o regem, não será necessário pensar que ele tenha de intervir, também, em cada fase evolutiva, deixando as marcas para que o homem venha a descobri-las! Se assim fosse, haveria até uma contradição na atuação Criadora do Universo e das suas leis por parte de um Deus que teria de ir retificando a cada passo evolutivo o plano inicialmente por ele criado.

    (…) O livro de Gênesis não pode ser lido como um texto que narra detalhes científicos da criação (e que, assim, poderiam ser testados por experiências); porém, ele nos dá uma idéia global que foi Deus quem criou todo o Universo e suas leis. Sobre os detalhes evolutivos (que indubitavelmente, seguem as leis dadas pelo Criador), cabe a inteligência humana ir esclarecendo-os, sem necessariamente buscar a cada passo uma marca ostensiva do Criador!

    Neste fim de milênio, com os mais recentes avanços da cosmologia e da mecânica quântica, os mais sábios cientistas e pensadores se mostram humildes e reconhecem que “Deus não é da ordem da demonstração” e, além disso, enfatizam uma espécie de aliança possível, uma convergência, entre a ciência (os saberes físicos) e as coisas de Deus. Esta aliança é, sem dúvida, um desejo profundo da humanidade e torna-se cada vez mais concreta, porém, sem concessões a vulgaridade. Deus jamais se contradiz, e a ciência bem conduzida jamais chegará a conclusões contrárias à fé! A ciência ainda tem muito por fazer na exploração do Universo”.

    Sabendo-se que a Bíblia é a palavra de Deus, sabemos, também, que foi escrita por 40 profetas, cada qual ao seu tempo. Mas se esses profetas receberam revelações de Deus quanto ao sentido espiritual  que fundamenta as relações do homem para com ele e vice versa , não receberam revelações científicas, portanto, a Bíblia não tem valor científico exato.

    Por isso mesmo, quando os profetas tiveram de retratar as coisas temporais o fizeram conforme os valores de seu tempo. Por exemplo: como dissemos, pela Bíblia notamos que a Terra teria de ser um plano quadrado; o sol teria de girar em torno da Terra; os pensamentos teriam de ser gerados pelos rins ou pelo coração e assim por diante. Portanto, a Bíblia, no sentido científico, pode ser perfeitamente contestada. Assim, também, fica claro que poderíamos interpretar diferente com respeito à referência ao livro de Gênesis, segundo a qual o Criador construiu o Universo em seis dias. Com respeito a isso, conciliando esses Escritos, herança de Deus, com a Ciência dos homens poderíamos dar margem à conclusão pela qual os dias do Senhor não são os nossos, pois um dia bíblico da criação da Terra valeria aproximadamente 750 milhões de anos. No entanto, não se pode, de modo algum, desmentir a Ciência que se fundamenta em fatos concretos, com provas reais, coisas também criadas por Deus.

    No século passado, essa tese também foi defendida, com propriedade, no século 20, pelo clérigo jesuíta católico Pierre Teilhard de Chardin, brilhante escritor, dotado de alto grau de cultura e de inteligência, cujo trabalho em um livro (que já li) foi contestado, com rigor, pelo alto clero católico. Por essa tese, poderíamos até aceitar que Deus, por vontade própria, criou o mundo e a vida em seis longas fases. Longas fases apenas a nosso ver, em decorrência de nosso ínfimo tempo de vida, pois para o Deus da Eternidade não existem longas fases.

    Orígenes, outro clérigo cristão, teólogo do século 3º, já contestava a interpretação ipsis litteris do Gênesis:

    “Que homem sensato suporá que o primeiro, o segundo, o terceiro dia, a tarde e a manhã existiram, antes de existir o sol, a lua e as estrelas, que só foram criadas no quarto dia?”.

    Não obstante, qualquer que seja a interpretação, em nada modifica o absoluto poder do Criador e a sua mensagem a todas as gerações e, se aquele tempo parece muito para nossa compreensão, para ele nada significa, por ser o detentor dos mistérios da eternidade. Para ilustrar, tem aquela fábula em que um árabe pergunta a Alá:

    — Senhor, o que são mil anos para Vós?
    — Um segundo — responde Alá.
    — Senhor, o que significam mil quilos de ouro para Vós?
    — Um vintém.
    — Senhor, então dá-me apenas um vintém.
    — Sim, eu te atenderei, mas esperes apenas um segundo.

    Mas há uma coisa, caríssimos, que não deveis esquecer: Um dia diante do Senhor é como mil dias para nós, e mil dias são como um único dia.
    Revelações do Senhor, na II Carta de Pedro, 3.8, repetindo o Salmo 88.38.

    Mas não podemos nos esquecer que, conforme a Palavra de Deus, no dia da Grande Volta de Jesus o Universo inteiro desaparecerá, permanecendo depois apenas as coisas invisíveis, as eternas:

    “No princípio, Senhor, lançastes os fundamentos da Terra, e os céus são obras das vossas mãos. Mas eles perecerão; tu, porém, permanecerás. Sim, todos envelhecerão como vestes, também como manto os enrolarás…”. Carta aos Hebreus, 1.10 e 11.

    Vamos ver o que revelou o próprio Jesus a respeito da destruição total do mundo atual, quando Deus quiser:

    “Logo em seguida à tribulação daqueles dias (descritas no Apocalipse), o Sol escurecerá. A Lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do Firmamento, e os poderes do Céu serão abalados”. Jesus, em Mateus, 24.29.

    “Vi, quando o Cordeiro abriu o Sexto Selo, e sobreveio um grande terremoto. O Sol tornou-se negro como um saco de crina, e Lua toda, como sangue. As estrelas do Céu caíram na Terra, como a figueira, quando abalada por forte vento, deixa cair seus figos verdes. O Céu recolheu-se como um pergaminho, quando se enrola….”. Apocalipse, 6. 12 a 14

    Todos os caminhos se afunilam num ponto: Deus. Nas Escrituras legou-nos a sua palavra que é absolutamente imutável e suficiente, e permanecerá assim até o fim dos tempos, porque ele jamais se contradiz!
    Não esqueça de que só podemos confiar na Palavra Escrita, pois realmente é a Única Fonte Confiável que temos. Por isso mesmo o Criador nos legou a Palavra Escrita: para não haver dúvida alguma do que deseja do homem. Das tradições você pode duvidar, mas da Palavra Escrita jamais!!!

    “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. Advertência de Jesus, em Mateus, 13.9.

    Waldecy A. Simões.

    walasi@uol.com.br

    http://www.segundoasescrituras.com.br

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