Perdoa as Nossas Iniquidades e dos Nossos Pecados Jamais se Lembrará

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“Não viu iniquidade em Jacó, nem contemplou desventura em Israel; o Senhor, seu Deus, está com ele, no meio dele se ouvem aclamações ao seu Rei.” (Números 23.21)

Quando a impiedade mundana, representada no príncipe midianita chamado Balaque, se levantou para que o povo de Deus fosse amaldiçoado, Deus fez com que, mesmo pela boca de um falso profeta – Balaão – fosse proclamada a verdade de que o seu povo é um povo para sempre abençoado na união com o seu Rei – Cristo.

Um povo que ninguém poderá ter eficácia em suas maldições dirigidas contra ele, e nem o próprio Deus jamais o amaldiçoará, porque Jesus se fez maldição no lugar deles, para que fossem resgatados da maldição da Lei para todo o sempre.

Foi por causa da justificação que é tão somente pela graça, mediante a fé, que eles alcançaram esta bênção perpétua.

E comprova, o não serem mais amaldiçoados para uma condenação eterna e que o foram exclusivamente pela graça de Jesus e por nenhum mérito neles próprios, o fato de que em sua grande maioria não chegam a ser confirmados em toda boa palavra e boaobra (2 Tes 2.17), conforme a trindade divina neles opera visando a tal propósito.

Deus os salvou e os conduzirá à glória celestial, e completará o trabalho de aperfeiçoamento em santificação neles iniciado, ainda que seja quando entrarem no céu.

Mas quanto entristece ao Espírito Santo que haja tantos crentes descuidados com a sua salvação, e que não a desenvolvem com temor e tremor, por não permitirem que Deus opere neles tanto o querer quanto o efetuar.

É lamentável a negligência, a indiferença e a insensibilidade que muitos manifestam contra Cristo e os Seus mandamentos. Não têm fome e sede de justiça. Foram salvos mas parecem ainda pertencer ao mundo, pois não se vê neles a graça crescendo em graus, em verdadeira transformação de seu modo de agir, pensar e falar.

Ainda que estejam debaixo de uma sadia ministração do evangelho verdadeiro, isto não chega a lhes atingir, porque seus corações são frios, carnais e mundanos.

E quando são despertados pela oração intercessória em favor deles, a sua devoção ao Senhor dura apenas um breve momento, e logo retornam ao seu antigo modo de vida, porque não perseveram na comunhão dos santos e na prática dos deveres espirituais da oração, da meditação da Palavra, da vigilância contra o pecado e contra as tentações do Inimigo.

À medida que o tempo passa, mais tem caminhado a Igreja de nossos dias para a grande e final apostasia que precipitará o surgimento do Anticristo e a volta do Senhor.

Graças a Deus por sua grande misericórdia e graça, porque se dependesse da nossa confirmação na verdade, na justiça e na santidade, quantos não ficariam fora do céu? E como poderia ser dito deles que Deus “não viu iniquidade em Jacó, nem contemplou desventura em Israel”?

Não abusemos portanto da Sua misericórdia e longanimidade, porque apesar de muitos serem salvos como que pelo fogo, todavia, há grandes danos para aqueles cujas obras não permanecerem e que forem queimadas pelo fogo que Deus usa para provar a genuinidade delas.


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