Perdoa-nos, Senhor!

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Quando vi o vídeo do Papa Francisco falando que a igreja deveria pedir perdão aos homossexuais por tudo que fez durante todos esses anos, vi que, não somente aos homossexuais, mas a igreja tem uma dívida de perdão a todos os pecadores, por durante muito tempo tomar o lugar de Deus e querer condenar aqueles que ela julga estarem errados, se nem o próprio Jesus veio a este mundo para condená-lo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele (João 3:17).

Como igreja, temos uma facilidade imensa de expulsar de nossos templos os homossexuais, os adúlteros, os drogados, as prostitutas, os ladrões, porem, ficamos com os fofoqueiros, os glutões, os mexeriqueiros, os avarentos.
A função do diabo é a de acusar às pessoas, a de Deus é de julgar (e num outro período, o do Juízo, pois Ele ainda está assentado num trono de Graça), irá julgar toda a humanidade e a nossa missão aqui na terra e, como igreja, é amar as pessoas e conduzi-la à vivência e prática Desse Amor.

É, estamos longe de sermos, realmente, a igreja que o Senhor quer! Talvez seja por isso que há no mundo tantos religiosos, espiritualistas, evangélicos, crentes (que, por sinal, até o diabo o é, pois crê, estremece, mas não cede (Tiago 2:19), porém, um mundo carente de verdadeiros cristãos (falo daqueles que reconhecem o sacrifício de Jesus e entende bem seus princípios de Amor e se esforça em ser praticante e não somente ouvinte da Palavra).
Todas as religiões falam de amor, tolerância e paz, porém , basta pisar no pé de um desses religiosos que logo se vê que estamos longe da mensagem da cruz de Cristo. Basta ver os debates de arrogantes pregadores e políticos nas TVs ou observar no trânsito, no trabalho ou na família.

Jesus não virá buscar religiosos, mas um povo que possui o coração puro e o espírito quebrantado….o cara que tem essas qualidades já tem metade do caminho percorrido. E o homem que é guiado pelo Espírito de Deus não conseguirá viver na pratica do pecado, seja na homossexualidade, feitiçaria, idolatria ou outros, não que ele não seja um pecador, pois se dissermos que não temos pecado, nos tornamos mentirosos e a Verdade de Deus não está em nós (I João 1:8). E, o simples fato de sabermos que devemos fazer o bem e não o fazemos, já nos torna pecadores (Tiago 4:17).

Não somos pecadores lutando pra sermos santos (separados por Deus), porém somos santos (separados) lutando contra o pecado. Muitos confundem santidade com não ir á praia, não dançar com suas esposas, não vestir essa ou aquela roupa e esquecem que ser santo é estar separado por Deus para um processo de santificação e sem o qual ninguém verá a Deus. Esse processo acabará quando o Senhor voltar, ou voltar para aqueles que se vão. A vereda da nossa vida é como a luz da aurora que vai brilhando, brilhando, até ser dia perfeito (Provérbios 4:18). É como a esposa que quer ver a perfeição no marido e não sabe ela que o dia que ele ficar “perfeito”, ela ficará viúva. Não somos melhores que ninguém, só porque aceitamos Jesus, pelo contrário, pois para quem muito é dado, muito é exigido (Lucas 12:48). Não seremos salvos porque ajudamos a atravessar velhinhas no semáforo, pois, não somos salvos pelas práticas de boas obras, mas para a prática delas (Efésios 2:8;10), que não são méritos nossos, mas obrigação de todo que crer em Deus e vive de Sua Graça.

O Amor cobre multidões de pecados e o Amor de Deus por nós nos constrange e nos impulsiona a amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos, pois tudo se resume nisto. De nós mesmos não sai coisa boa, o que faz a diferença é a Presença de Deus agindo em nós, através do Seu Espírito Santo. É Ele quem diz quando pisei na bola e me move ao sentimento do arrependimento, pois, até para se arrepender, precisamos de Deus, caso contrario, não passará de um remorso momentâneo. E também, é Ele Quem testifica com o meu espírito que eu sou Filho de Deus (Romanos 8:16).

Não somos e nunca seremos conhecidos por termos uma boa oratória ou por cantarmos bem no coral da igreja ou por decorarmos com facilidade textos bíblicos e seus capítulos e versículos, sem praticá-los ou usarmos roupas comportadas, por não termos tatuagens ou porque carregamos uma bíblia debaixo dos braços, como um desodorante, mas seremos conhecidos pelo Amor (João 13:35) que nos move a odiar o pecado, porém amar o pecador. No amor conseguimos dar uma “porrada” no pecado, sem acertar o pecador, não o contrario!

Deus é AMOR e Sua essência Ele a depositou em Jesus. Jesus é tudo de bom que há no Pai. Foi Ele mesmo Quem disse a Felipe: Não vês que Eu estou no Pai e o Pai está em mim. E estas palavras que vos digo, é Ele quem diz e as obras que vos faço, Ele quem faz! (João 14:10). O Amor não é sentimento, é sim uma decisão! Ninguém acorda com vontade de amar seus inimigos, não é mesmo? Porém, por amor e, sabendo que Alguém nos amou primeiro, mesmo quando ainda agíamos na prática do pecado, decidimos amar e orar por aqueles que nos perseguem e com o Bem vencemos todo mal que se levanta contra nós, pois quando sabemos que Deus é Quem zela e cuida de nós, cremos que Ele é um Deus que faz com que todo mal enviado a nós se transformem em bem e toda maldição lançada sobre nossas vidas, se converta em bênção, mesmo que nisso eu venha a “perder” o material para alcançar algo sobrenatural e espiritual.

Jesus não teve problemas com prostitutas, ladrões ou outros pecadores de Sua época, mas teve problemas sérios com a Sua igreja, com aqueles que se julgavam melhores só porque conheciam os textos sagrados, viviam nos templos, davam os dízimos até da hortelã e se vestiam diferentes dos demais ou oravam alto nas sinagogas. Esses, que eram para ser por Ele e para Ele, foram os que disseram: crucifica-O, crucifica-O, Ele é réu de morte!         (Mateus 26:66) Sabemos que o Senhor ainda não voltou porque Sua igreja não está preparada, ela ainda é mais tribunal que hospital. Perdoa-nos, Senhor e ajuda-nos a mudar tudo isso, em Nome de Jesus, Seu Filho Amado.


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