Edificando Sobre o Fundamento Firme e Inabalável – Parte 1

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“Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa; homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos.” (Tiago 1.6-8)

O pedir a Deus do texto se refere à sabedoria para viver a vida cristã, notadamente no que se refere à necessidade de perseverança, constância, paciência, em meio às aflições.

Aquele que duvida do poder, da bondade e misericórdia de Deus para realizar uma profunda obra de transformação da sua vida, até a plena maturidade, não o receberá da parte do Senhor, porque isto deve ser buscado com fé constante, diária, no carregar da cruz e seguir a Cristo e a Sua vontade.

A inconstância no viver cristão é comparada por Tiago ao movimento irregular e inconstante das ondas do mar, que é determinado pelo vento, e não pela própria água que ela contém.

Assim também o crente inconstante em seu caminhar é movido pelos ventos de falsas doutrinas, pelo seu próprio querer, e pela ação de espíritos malignos e a atração do mundo, porque não está firmemente edificado no fundamento da salvação que é o próprio Cristo, fundamento este que está revelado nos escritos dos profetas e apóstolos.

A ação de cavar do homem sábio e prudente para edificar a sua casa sobre a rocha, configura o esforço e trabalho que são necessários para se achar o alicerce, que é Cristo, e iniciar a construção do edifício espiritual em sua própria vida, mediante prática da Palavra de Deus.

No “pedir” citado por Tiago em nosso texto está implícita além da necessidade da oração, a de se buscar o conhecimento da vontade de Deus em Sua Palavra, com vistas à sua prática.

E isto deve ser traduzido no caminhar em direção à busca da constância e confirmação da fé, em graus cada vez maiores, conforme isto é concedido pela operação do Espírito Santo.
É evidente que aqueles que não forem achados neste trabalho, são os “inconstantes em todos os seus caminhos” referidos no texto, porque dão com isto uma prova flagrante de falta de fé em Deus.

A fé é ativa e conduz à nossa transformação e ao culto e serviço a Deus.
As graças de Deus serão aumentadas em nós à medida que nos dedicarmos a isto com diligência. E o próprio Espírito infundirá em nós um aumento crescente de nossa plena confiança nas promessas de Deus, e no conhecimento da pessoa e vontade de Jesus Cristo.


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