A Corrupção Apodrece a Moral e Torna o Povo sem Serventia

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Tanto nos que governam quanto nos que são governados.

Uma Abordagem Geral da Situação Atual Mundial Fundamentada no 13º capítulo do Livro do Profeta Jeremias.

O Senhor ordenou a Jeremias que comprasse um cinto e que depois de usá-lo o conduzisse para o rio Eufrates, um dos rios que regava Babilônia e que lá o deixasse enterrado num determinado lugar.
Passado certo tempo Deus ordenou a Jeremias que fosse buscar o cinto, e quando este o desenterrou, encontrava-se apodrecido, sem qualquer serventia.

Então o Senhor lhe disse que tal como aquele cinto Judá havia se tornado para Ele, ou seja, imprestável.
Eles ficariam portanto apodrecidos em Babilônia, o novo lugar deles, porque o Senhor não os traria mais presos ao Seu quadril, porque haviam deixado de ser o cinto de justiça que deveriam ser para Ele.
Assim como a corrupção natural havia estragado o cinto de Jeremias, de igual modo a corrupção moral havia estragado Judá para os propósitos de Deus.

Eles deveriam ser o cinto do Senhor, com o qual Ele sustentaria a Sua justiça na terra, mas corrompidos como se achavam pelo pecado, não poderiam cumprir tal função.

Além disso, o apodrecimento do cinto representava o fato de que o Senhor faria apodrecer a soberba de Judá, e a ainda maior soberba de Jerusalém, porque era nela que se encontravam concentrados os principais sacerdotes, anciãos e nobres da nação (v. 9).

O Senhor apanharia os israelitas na própria sabedoria deles, pela proposição de um símile muito simples que lhes seria dito por Jeremias, dizendo que todo odre seria enchido de vinho. E eles responderiam obviamente que é este o propósito de todo odre de vinho, ou seja, ser enchido de tal bebida (v. 12).

Só que não sabiam que eles eram os odres, e que seriam enchidos não de vinho natural, mas do vinho do furor da ira do Senhor, e eles ficariam embriagados e cheios de violência, porque seriam deixados entregues a seus próprios instintos violentos, porque o Senhor não se compadeceria deles, e então chegariam ao ponto de se atirarem uns contra os outros, até mesmo os pais com seus filhos.

Eles deveriam então deixar a soberba e inclinarem seus ouvidos para ouvirem o que o Senhor lhes estava dizendo por meio do Seu profeta.

E deveriam dar glória ao Senhor como o único Deus deles, antes que chegasse o dia da escuridão, no qual os seus pés tropeçariam nos montes em trevas, quando fossem conduzidos para Babilônia.
Todavia, se permanecessem endurecidos em sua soberba a alma do Senhor choraria, mas o faria em oculto, por causa da soberba deles, e os seus olhos se desfariam em lágrimas, porque o rebanho do Senhor seria levado em cativeiro.

A nação deveria se humilhar perante o Senhor, e isto a partir do rei e da rainha-mãe, porque aos olhos do Senhor já não havia nenhuma coroa sobre as cabeças deles, porque seriam tratados como o povo comum da terra.

Eles não poderiam achar refúgio nas cidades do Neguebe, porque estariam fechadas para eles, e não haveria quem as abrisse.

O destino deles seria o cativeiro em Babilônia, e seria para lá que seriam conduzidos, lhes revelando que os propósitos do Senhor não podem ser frustrados.

Quando os judeus indagassem em seus corações qual foi o motivo de tão terrível castigo, eles deveriam saber que isto foi devido às suas iniquidades (v. 22).

Isto deveria ficar na memória deles e das gerações futuras para que temessem voltar a se rebelar contra o Senhor, para não sofrerem os mesmos castigos.

Todavia, não aprenderam a lição em algumas de suas gerações, como nos próprios dias de nosso Senhor, quando foram espalhados pelos romanos por todas as nações da terra, por terem-no rejeitado como enviado por Deus a eles, e não somente a Ele, como as palavras que Ele lhes transmitiu da parte do Pai. Os judeus deveriam mudar a sua natureza, deveriam ser transformados, porque é impossível que alguém possa fazer o bem, estando acostumado a fazer o mal, tal como o etíope não pode mudar a cor da sua pele negra em branca, nem o leopardo as suas manchas.

É preciso que haja uma disposição para deixar que o Senhor nos dê uma nova natureza, que seja inclinada a fazer a Sua vontade.

Porque se isto não ocorrer seremos espalhados como a moinha que é espalhada pelo vento, porque aquele que não se ajunta a Ele, em sua santidade, é espalhado.

É preciso se purificar do mal, para que se possa escapar do juízo do Senhor, e isto só pode ser feito por uma verdadeira santificação do coração, por meio da fé em Cristo, e por se submeter ao trabalho de disciplina que é operado pelo Espírito Santo.

Deus não criou a Terra e fez habitar nela o homem para que esta fosse um caos, tal como se vê presentemente em várias partes do mundo. Mesmo onde não haja um caos social visível, o pecado predomina ocultamente nos corações que se recusam a se converter ao Senhor e a praticar o que é justo e bom perante Ele.

De modo que a ceifa se aproxima porque a lavoura da humanidade está dando sinais de estar quase madura para o juízo de Deus que se manifestará com a segunda vinda de Jesus.

Pr Silvio Dutra


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