Princípios X Preferências

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Alguns comentários e acontecimentos têm me incomodado muito nos últimos meses deste ano. Com certeza eu creio que o Senhor tem derramado do Seu poder sobre a igreja, temos recebido revelações mais profundas a respeito de quem Ele é, e existe uma trombeta sendo tocada constantemente, conclamando a igreja para uma vida de intimidade e relacionamento com o Senhor.

Em meio a tudo isto; nunca podemos nos esquecer que apesar de estarmos lidando com o sobrenatural, somos ainda seres “naturais”. Se formos analisar a história da igreja, podemos constatar que sempre o que começou sobrenaturalmente, e, no caminho perdeu a sua essência, se tornou natural. Natural no sentido humano mesmo, e como é interessante a necessidade do homem de tentar materializar o intocável, sempre tentando formatar ou encaixotar o que vem genuinamente de Deus. Isto é o que se denomina religiosidade, ou seja, um ritual sem vida.

(Mc 7:6)

Falou-se muito de religiosidade nestes últimos anos, e o que vejo hoje é a religião da não religiosidade. Ser diferente se tornou uma regra, com um fim em si mesmo. As diferenças são pertinentes ao corpo de Cristo e sempre vão existir para a edificação e para o bom funcionamento do corpo. Agora o fato de ser diferente, deveria ser baseado na identidade em Deus (quem sou eu em Deus e para Deus), para somar, edificar e não para dividir.

O avivamento genuíno nos conduz a reconhecermos em nós e nos outros o fluir da vida de Cristo. Não existe avivamento, sem unidade, e nem unidade sem o avivamento.

(Jo 17:22) A vida verdadeira vem para o corpo inteiro e não para alguns pedaços, mais “especiais”.

E onde entra a adoração aí? Adoração é o veículo que nos aproxima de Deus pelo “novo e vivo caminho” (Hb 10:20-22), e quando nos aproximamos Dele somos tocados pela sua glória, que conseqüentemente gera a unidade.

Infelizmente alguns conceitos têm sido distorcidos, como por exemplo: o fato da adoração ser vista, ou ser considerada simplesmente como um “estilo musical”. Ou até mesmo o avivamento ser considerado como um crescimento de parte do corpo que se nega a se unir com a outra parte que também cresce, embora estejam ambos em competição e separação. Como o avivamento vai “varrer as cidades” se está sendo impedido pelos grandes muros construídos pela própria igreja?

Comentários maliciosos e nada edificantes navegam principalmente pela internet. Irmãos falando contra irmãos, uns se achando mais santos que os outros, mais poderosos que os outros.

A verdade vem para o corpo e não somente para parte dele. Se, somos uma igreja realmente adoradora, está na hora de focalizarmos em Jesus, buscarmos conhecer e viver a verdade, e aprendermos a lidar com as diferenças.

Rm 12:10 “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.”.

Christie Tristão
Ministério Asas da Adoração
christie@adorando.com.br
Fonte: Adorando


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