Cristão pode perder a salvação?

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Por Pr. Renato Vagens

Há pouco, fiz uma pesquisa em meu blog onde indaguei aos meus leitores se eles acreditavam na afirmação de que o verdadeiro crente poderia perder a salvação. Na ocasião inúmeras pessoas participaram da pesquisa, sendo que 41% manifestaram sua crença de que o crente em Jesus poderia perder a salvação eterna.

Confesso a você que fiquei surpreso com o resultado da enquete, até porque, jamais poderia imaginar que uma parcela tão grande de pessoas demonstrassem plena convicção de que o crente poderia cair da graça. Ora, a Bíblia é enfática em afirmar a segurança dos crentes. Para as Sagradas Escrituras, não é possível com que o verdadeiro crente afaste-se definitivamente da graça de Deus, até porque, as doutrinas bíblicas quanto a garantia da salvação são extremamente claras. Por favor, leia atentamente o o texto abaixo:   

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las das mãos de meu Pai.” Jo 10:27-29

Caro leitor, o texto em questão é claro. O crente que nasceu de novo, nunca há de perecer. Junta-se a isso o fato de que ninguém é poderoso suficientemente para arrancar os salvos das mãos do Senhor. É indispensável também que entendamos que o fato de alguém acreditar que o cristão pode jogar fora a salvação que o Pai lhe deu, aponta efetivamente para o desconhecimento das doutrinas bíblicas. Além disso, foi o próprio Senhor Jesus quem disse: “Todo o que o Pai me dá, virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”. (Jo 6:37) Vale também a pena ressaltar de que o Senhor Jesus ao ascender aos céus, deixou-nos o Espírito Santo como garantia da nossa salvação. A presença do Espírito em nós é a esperança e convicção da vida eterna. O Espírito Santo é o penhor, o qual nos garante irrevogavelmente a eternidade com Deus.

“Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa”. (Ef 1:13) ;  “O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória”. (Ef 1:14);  “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção”. (Ef 4:30); “O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações”. (2Co 1:22)

Vale a pena ressaltar que na Cruz, Jesus pagou  por todos os nossos pecados, isto é, aqueles que foram praticados até a nossa conversão, e aqueles que infelizmente haveremos de praticar até o fim de nossa vida na terra. Todavia, isso em momento algum deve servir para acharmos que podemos e devemos pecar livremente, mesmo porque aquele que conheceu a Cristo não consegue agir assim.

Do ponto de vista bíblico, o crente não está livre do pecado. Na verdade,  ele continua suscetível ao pecado. E ao pecar, ele é convencido pelo Espírito Santo que lhe mostra  a gravidade do erro que cometeu, levando-o por consequinte a rogar o perdão do Senhor.

Isto posto, afirmo que o convertido não se sente a vontade vivendo no pecado, porque as trevas não podem subsistir juntamente com a luz do Espírito Santo que nele faz morada.
Para corroborar com aquilo que penso e afirmo coloco abaixo 80 razões porque o crente em Jesus não pode perder a salvação:

01. Gênesis 7:16 – Sendo a arca um tipo de Cristo (IPe.3:20,21; Rm.3:6:4), o crente está seguro nele (Cl.3:3; Ap.3:7).
02. Efésios 4:30 – O crente está selado no Espirito Santo (Ef.1:13; IITm.2:19), e este selo é inviolável e irrevogável (Es.8:8; Dn.6:12).
03. II Coríntios 1:22 – O crente tem o penhor do Espirito Santo como garantia segura e inabalável (IICo.5:5).
04. Gálatas 3:15 – Deus fez com o crente, na pessoa de Abraão (Gl.3:29), uma aliança irrevogável.
05. I Coríntios 11:25 – Deus fez com o crente, na pessoa de Abraão, uma aliança incondicional, selada com sangue (Jr.34:18, 19; Gn.15:12-21), e não com sapato (Rt.4:7,8) ou com sal (Nm.18:19; Lv.2:13).
06. Gênesis 15:12 – Deus fez com o crente, na pessoa de Abraão, uma aliança unilateral (o rompimento da aliança só seria possível se Deus morresse).
07. Jeremias 31:31-33 – Mediante a nova aliança (com sangue), o temor do Senhor é insuflado no coração do crente (Jr.32:39,40) para que não se aparte de Deus (Hb.3:12;8:8-13; Ez.36:26,27).
08. Salmos 12:7 – O crente é guardado por Deus, do mal que há no mundo.
09. Salmos 17:8 – O crente é guardado por Deus como a menina dos Seus olhos.
10. Salmos 25:20 – A alma do crente é guardado por Deus (Sl.97:10).
11. Salmos 37:28 – O crente é preservado para sempre.
12. Salmos 12l:5-8 – O Senhor guarda o crente; guarda a sua alma de todo o mal; guarda a sua saída; guarda a sua entrada; e o guarda para sempre.
13. Salmos 145:20 – O Senhor guarda os crentes que O amam.
14. Jeremias 31:3 – O amor de Deus para com o crente é eterno.
15. Jó 5:19 – O crente é guardado do mal (Sl.91: Jo.17:9-26).
16. I João 5:18 – O crente é guardado do maligno (IITs.3:3; Jr.31:11).
17. Judas 24 – O crente é guardado para não tropeçar (ISm.2:9; Is.63:13).
18. João 11:9 – A fé do crente não lhe permite tropeçar (Rm.9:31-33).
19. Provérbios 10:25 – O crente tem perpétuo fundamento (IITm.2:19; ICo.3:11).
20. I Pedro 1:5 – O crente é guardado pela fé no poder de Deus.
21. Hebreus 12:2 – Jesus é o Autor da fé, e por isso, o crente não pode perdê-la (Fp.1:29; ICo.3:5; At.18:27; Gl.5:22; IITs.3:2).
22. Romanos 16:25 – O crente é guardado pelo poder de Deus (IITm.1:12; Jd.24).
23. Hebreus 6:17 – A salvação do crente se fundamenta em duas coisas imutáveis: a) a promessa (Js.21:45; At.13:32; IICo.1:20; Ef.3:6; Hb.9:14,15;10:23; IJo.2:25); b) o juramento (Hb.6:16). Só a promessa, sem o juramento já era em si mesma suficiente, mas Deus querendo mostrar a imutabilidade daquilo que Ele decretou, foi além da promessa, fazendo juramento. E Deus foi ainda mais além quando jurou pelo Seu próprio nome, porque não havia outro nome superior ao Seu (Hb.6:13,16; Jr.44:26;Nm.23:19).
24. Salmos 37:33 – O crente jamais será condenado (Sl.89:30-35; ICo.11:32).
25. Salmos 37:23,24 – Se o crente cair, não ficará prostrado (Sl.145:14; Pv.24:16; Jó 4:4; Rm.14:4;Mq.7:8).
26. Salmos 121:3 – O crente pode cair da graça (Gl.5:4), mas jamais cairá para a perdição (Sl.17:5;66:9).
27. Isaías 46:3,4 – O crente é conduzido por Deus até o fim (Sl.121:8).
28. I Coríntios 10:13 – A tentação não pode condenar o crente (Rm.6:14,18; IIPe.2:9).
29. João 4:14 – O crente jamais terá sede (Lc.16:24).
30. João 5:24 – O crente já passou da morte para a vida.
31. Romanos 6:8,9 – O crente já morreu com Cristo (IITm.2:11).
32. I Pedro 1:3,4 – O crente foi regenerado para uma viva esperança.
33. I Pedro 1:23 – O crente foi regenerado pela Palavra de Deus.
34. I João 3:9 – O crente foi regenerado pelo Espirito Santo (Jo.3:5; Tt.3:5).
35. João 6:37-40 – O crente jamais será lançado fora.
36. João 6:47 – O crente já possui a vida eterna (IJo.5:11-13; ITm.6:12).
37. João 10:28 – O crente não pode ser arrancado da mão do Filho.
38. João 10:29 – O crente não pode ser arrancado da mão do Pai.
39. Lucas 15:3-10 – Há alegria no céu por um pecador que se arrepende.
40. João 10:27 – O crente é conhecido do Senhor (Jo.10:14; IITm.2:19; ICo.8:3; Gl.4:9; Mt.7:21-23).
41. Mateus 28:20 – Jesus está com o crente todos os dias até o fim dos séculos.
42. Romanos 8:1 – Nenhuma condenação há para o crente (Rm.8:33,34).
43. Romanos 8:30 – Sendo justificado, o crente também será glorificado.
44. Romanos 8:28 – Todas as coisas cooperam para o bem do crente (Gn.50:20).
45. Romanos 8:35-39 – Nada poderá separar o crente do amor de Deus (Jo.13:1).
46. I Coríntios 3:15 – O crente infiel será salvo como pelo fogo (ICo.5:1-5;11:29-32).
47. I Coríntios 1:8 – O crente será confirmado até o fim (Rm.16:25; IITs.3:3).
48. Filipenses 1:6 – Deus mesmo terminará a obra no crente (Fp.2:13).
49. Colossenses 3:3 – A vida do crente está escondida com Cristo em Deus.
50. Efésios 5:27 – A igreja será sempre irrepreensível (IICo.11:2; ICo.12:26,27).
51. I Tessalonicenses 5:1-10 – O crente não será surpreendido na vinda do Senhor.
52. II Timóteo 2:13 – O crente infiel será salvo pela fidelidade de Deus (Rm.3:3).
53. Hebreus 13:5 – O crente jamais será abandonado por Deus.
54. I João 5:1 – O crente é nascido de Deus, e não pode “desnascer”
55. I Pedro 1:4 – O crente possui a natureza divina.
56. Romanos 8:9-11 – O crente é propriedade de Cristo (ICo.6:19,20).
57. I Tessalonicenses 5:23,24 – O crente é conservado irrepreensível.
58. I João 5:16 – O crente não pode pecar para a morte eterna (IJo.3:9;5:18).
59. I Coríntios 12:3 – O crente não pode blasfemar contra o Espírito Santo (Mt.12:32; Mc.9:39,40;Lc.11:23; IJo.5:10; Jo.3:33).
60. I João 2:19 – O crente é perseverante na fé (Mt.10:22;24:13; IIJo.9; Ap.13:10;14:12).
61. João 10:26 – O crente é ovelha e não porca lavada (IIPe.2:20-22).
62. João 13:10 – O crente já está limpo do seu pecado (Jo.15:3).
63. I Coríntios 1:30 – Cristo é a justiça do crente.
64. I Coríntios 1:30 – Cristo é a santificação do crente.
65. I Coríntios 1:30 – Cristo é a redenção do crente.
66. Salmos 25:20 – Deus é o refúgio do crente (Hb.6:18).
67. I João 2:22,23 – O crente não pode negar o filho (Mt.10:33; IITm.2:12).
68. Romanos 8:37 – O crente sempre será vencedor (Jo.16:33; Ap.2:7,11,17,26;3:5,12,21).
69. I João 5:4 – O crente vence o mundo.
70. I João 2:14 – O crente vence o diabo (IJo.4:4; Ap.12:11).
71. Romanos 6:14 – O crente vence o pecado (a carne).
72. Romanos 11:29 – O dom de Deus é irrevogável.
73. João 19:30 – Todo o pecado do crente está consumado.
74. Gálatas 3:13 – O crente foi resgatado para sempre da maldição da lei.
75. Apocalipse 5:9 – O crente foi comprado com sangue (ICo.6:20;7:23; IPe.1:18,19).
76. Salmos 90:17 – É Deus quem efetua a obra no crente (Jo.3:21; Ef.3:20; Is.26:12;64:4; Fp.2:13).
77. João 17:20 – Cristo intercedeu pelos crentes, e continua intercedendo (Hb.7:25; IJo.2:1; Rm.8:34).
78. Romanos 8:26,27 – O Espírito Santo intercede pelo crente.
79. II Coríntios 1:20 – Jesus é o “Amém” das promessas de Deus (Jo.6:47).
80. I Pedro 4:1 – O crente já cessou do pecado (Rm.6:14; IJo.3:9).

Louvado seja o Senhor Jesus Cristo pela Salvação eterna! Engrandecido seja o seu nome, porque a salvação das nossas almas não depende dos nossos esforços, e sim exclusivamente dele. Somos irremediavelmente salvos, vamos viver com Cristo pelos séculos dos séculos amém!  Soli Deo Gloria,

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13 COMENTÁRIOS

  1. É possível sim perder a Salvação.
    Basta para isso andar longe da palavra de Deus, andar no pecado.

    Pois fé sem obras é morta.

    Nem todo aque que diz Senhor Senhor entrará no reio do céu…

    Satanás acredita em Jeus, entratanto está eternamente condenado, por sua própria opção.

    Para o pecado contra o Espírito Santo, não há solução, pois este trata-se de não aceitar a salvação proveniente da misericórdia.
    Caro irmão, caso você por sua conciênca, ver em si mesmo, pecados que o afasta da graça, e não aceitar que necessida de misericórdia. O inferno será certo.
    Vou exemplificar. Um homem wque vivia no mundo, certo dia teve um encontro com Jesus, o aceitou, passou por seu kerigma, engajou-je na igreja…Entretanto tinha vício, masturbação, ara adúltero, era preguiçoso. Por muitas vezes se omitiu a ajuda ao próximo. Por fim morreu, em seu juízo, foi-lhe aberto o lvro de sua vida, e ele então ele ao rever todos seus pecados, se envergonhou, e seu acusador deixou-o convecido que realmente não era digno de estar com Deus. Consequencia??? Inferno.
    Ha ainda um meio termo, o que nesta hora embora agonise por saber que não está na graça, mantem a fé e a esperança na misericordia, vai então ter que purgar seus pecados, até o sufrágio de sua alma, então a ele o céu.

    Desta forma, peço, ande na retidão, tenha boas obras, e mantenham a fé, sempre.
    Afastem-se do pecado, não seja omissos, amem amem até a morte, amem sem distinção emem muito, pois, no amor se identificará com Deus, pois Deus é amor.

    • Tomei a liberdade de escrever pois fiquei pasmo de ver a ” profundidade” dos conhecimentos do André Luiz azevedo, O juizo já aconteceu para o suposto homem ?, você estava lá ?, ou quem te contou ,Moisés , Elias, João Batista ?.

      Como você sabia dos pecados pessoais deste homem , você é espião ,agente secreto,um novo tipo de profeta ?

      E esse negocio de purgar, acaso seria um criadouro de pulgas ?, pois na bíblia não encontramos nenhum purgatório .

      Se quiser um conselho ,estude a bíblia e deixe os dogmas romanistas de lado !

      Soli Deo Gloria.

      • Na Bíblia tem purgatório sim. Jesus diz que dali ninguém sairá até que se pague o último centavo.

        Dali onde ?

        Sabemos que para entrar no céu tem que ser 100% santo.

        Sabemos também que aquele que entra no inferno dele não sai jamais.

        De onde alguém poderá sair até pagar o último centavo ?

        E tem mais,

        Os pecados contra o Espírito Santo não terão perdão nem no porvir. Já lestes isto ?

        Pois é.

        Se apenas os pecados contra o Espírito Santo não serão perdoados no porvir, significa dizer que os demais poderão ser.

        Mas onde serão perdoados estes pecados, se quem entra no céu não tem pecado e quem vai para inferno não tem perdão ?

        Já sei. Você precisa ler a palavra purgatório claramente. A tua religião não é a religião da palavra viva e encarnada, mas a religião do livro.

        Mas quando o pastor diz que teve uma “visão” para fundar uma nova igreja aí você não precisa da Bíblia para ter certeza.

        Ou quando o pastor diz que Pedro não é Pedro, então você também não se importa com o sentido literal das palavras que antes te serviam.

        Ou quando o pastor fala em igreja invisível que não está na Bíblia aí você diz que está implícito.

        Ou quando o pastor fala em Trindade santa, embora não esteja na Bíblia de forma clara, você aceita a definição da Igreja Católica acerca do assunto.

        E quando alguém fala de Lutero ou Calvino, não importa a Bíblia ou a sentença de Jesus para aqueles que provocam escândalos. Jesus garante a purificação de sua igreja, mas você diz que Lutero e Calvino foram necessários. Ou seja, Jesus não dá conta e precisou de uma mãozinha.

        E pior. Depois de Lutero e Calvino, os protestantes continuam fundando igrejas e reformando a reforma que DEUS já teria operado. Acaso DEUS fez uma reforma imperfeita ? Ou ela foi perfeita, mas vocês é que são insubordinados mesmo ?

        Vale sempre o que você quiser que seja tido como verdade né ?

        A vosso respeito está escrito: “A letra mata, mas o espírito vivifica.”

        Não por acaso, Pedro nos adverte que interpretação alguma é de caráter privado. E vocês fazem exatamente o contrário do que a Bíblia define.

        Não por acaso também o eunuco da Rainha pediu explicação.

        Também a fé vem pelo ouvir. É o que diz a Bíblia que você jura seguir. Só que a fé de vocês vem pela leitura privada.

        E por último, a Bíblia diz em Timóteo que a igreja, IGREJA, e, somente a IGREJA e não a Bíblia, é coluna e sustentáculo da verdade.

        Nem poderia ser diferente. A Bíblia é filha da Igreja. E vocês fazem da Bíblia sua mãe e por vezes mãe do próprio DEUS, limitando-o em seu poder que não tem limites.

        Viesse Jesus Cristo agora em sua glória, logo um de vocês gritaria: “A Bíblia não diz que Jesus voltaria hoje.”

  2. não tem essa estoria de que uma vez salvo salvo para sempre não,pois diz a palavra de Deus: mat 24.22 E sereis odiados de todos por causa do meu nome, mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo. é como se vc pegasse um coletivo para o céu mais na metade do caminho vc descesse dele.

    • Jovem, fico muito triste pelo pouco conhecimento bíblico demonstrado por vc nesse argumento! Procure seu pastor, pessa a ele pra orientá-lo, pois vc errou duas vezes: 1 – biblicamente não há como saber se alguém foiparal céu e como foi por lá. isso é argumento dos espíritas.
      2 – O artigo original fala claramente sobre o pecado, assim como a bíblia nos diz que somos pecadores, porém ela também diz que aquele que é nascido de Deus não vive na pratica do pecado. Então, a questão é que um salvo no Senhor, selado com o Espírito Santo não vive na prática do pecado.
      Se a pessoa vive desta forma, diferente do que a bíblia diz, o fato é que ele nunca foi salvo.

      No amor de Cristo

      • e oq vc me diz sobre aqueles que estarão diante de Deus naquele grande dia dizendo:

        “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?” (Mateus 7 : 22) Nem preciso dizer qual será a resposta do Senhor pra essas pessoas né.

      • “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?” (Mateus 7 : 22)
        23 E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.

  3. Sinceramente se o crente em Jesus pode perder sua salvação então
    não podemos ter segurança no que Cristo diz em sua palavra ao nos
    garantir salvação. E se nossa salvação depende do meu comportamento
    então anulo eu o glorioso sacrifício do amado por meus esforços? Certamente
    não! Não somos salvos por sermos santos, pelo contrario somos santos porque
    somos salvos.
    Que a paz e o conhecimento de Deus inunde nossas mentes, vida e ser completamente.
    Amém!
    Paz de Cristo a todos os amados do amado de Deus.

    • OS EVANGÉLICOS E A PORTA LARGA DA SALVAÇÃO

      Aceitamos que todo homem e mulher devem aderir a fé ou crença que lhes pareçam mais adequadas. Repudiamos qualquer tentativa de cerceamento religioso ou preconceito. Acreditamos na liberdade religiosa e no amplo debate em matéria de fé e doutrina. Reconhecemos ainda que é direito de todo e qualquer homem e mulher aderirem inclusive ao erro doutrinário se assim desejarem. Repudiamos ataques a honra e dignidade das pessoas de quaisquer credos ou profissões, fé e doutrina. Aceitamos que existem pessoas sérias e dignas em toda vertente cristã e nas demais religiões não cristãs. Repudiamos cerceamento ou perseguição religiosa de qualquer ordem. Repudiamos discriminações de quaisquer espécies e limitamos o debate às questões de fé e doutrina.

      No Brasil, a palavra Evangélico tornou-se uma espécie de religião. Se não gostam da palavra religião, podemos trocar por segmento ou rótulo.

      O termo evangélico é usado especialmente para designar membros das denominações protestantes que não integram as denominações do chamado protestantismo histórico.

      Acreditamos que o termo adequado nem deveria ser evangélico, mas talvez a palavra “bíblico”, uma vez que estes cristãos em sua grande maioria costumam dar ao Velho Testamento a mesma ênfase e importância do Novo Testamento. Muitos se utilizam de versículos soltos e textos do Velho Testamento para justificarem doutrinas e obrigações.

      Mas o que significaria ser bíblico ou no caso evangélico ? Uma definição mais justa e de fácil compreensão destaca que o termo evangélico deve ser aplicado a todo aquele que crê e obedece ao evangelho.

      Contudo, se existem várias vertentes cristãs e todas discordam umas das outras, não é possível concluir que este termo evangélico possa ser aplicado a todos. Alguns ou muitos, necessariamente, não estão sendo nem um pouco “evangélicos.”

      Para nós católicos, existem “católicos” e católicos. Ser católico ou dizer-se católico não torna ninguém superior aos demais e nem é garantia de salvação.

      O mesmo não se pode dizer do termo evangélico. Quem se diz evangélico nem mesmo pode ser corrigido. Logo aprece alguém para dizer: “Não toca no ungido do Senhor”, “Deixa que ele está fazendo a obra de DEUS.” “Está havendo perseguição religiosa.” “Aí de quem toca no servo de DEUS.”.

      Ser designado como evangélico também presume “Salvação garantida” a partir do momento que se “aceita” Jesus, já não importando a fé que se pratica ou o Jesus que se pretende seguir.

      O nome evangélico tornou-se ainda uma marca. Quando há uma pesquisa ou estatísticas todos que se dizem evangélicos são somados como se representassem uma única fé ou como se todos professassem os mesmos credos ou costumes. E a grande maioria no meio concorda com isto e até vibra com os percentuais alcançados pela soma de todas as denominações e crentes, mesmo que uns façam oposição severa a outros.

      Há quem diga que a soma de todos os evangélicos de quaisquer denominações definem o que seria o “Povo de DEUS.” A própria definição bíblica de quem seriam as “mães” e irmãs de Jesus já não tem qualquer importância para estes cristãos.

      Quem usa bom senso rejeita esta distorção. Sabemos que nem todo aquele que se diz defensor ou seguidor do evangelho consegue vive-lo ou aceita-lo de forma integral.

      No catolicismo temos a Igreja coluna e sustentáculo da verdade que tudo nos ensina e tudo define em matéria de fé e doutrina. Temos ainda o Papa que tem a última palavra e que para nós é o Pedro infalível quando se pronuncia em matéria de fé e doutrina.

      Antes mesmo de apontarmos erros ou desvios em outro irmão ou sacerdote, deveríamos perceber os nossos próprios enganos e acertos a partir da direção que recebemos da Santa Igreja. Em outras palavras, temos como saber se estamos ou não sendo evangélicos.

      E no protestantismo como alguém pode saber se está sendo ou não evangélico ? A maioria parece não se importar com isto, mas apenas deseja utilizar-se do rótulo como se fosse uma espécie de selo que garante a entrada na vida eterna e permissão para julgar os demais.

      Como definir no protestantismo o que é fidelidade ao evangelho ou estabelecer quem é fiél se todos “interpretam” por conta própria sem um magistério confiável que defina antes o que é certo ou errado ou o que ensine tudo que é verdadeiro e tudo que não é ?

      O que ocorre no protestantismo ? Todos se dizem certos e inspirados pelo Espírito Santo. E todos, sem exceção descartam o magistério da Igreja e infalibilidade de qualquer ordem. Pelo contrário. Dizem que Igreja não salva ninguém e que não há um só homem infalível em matéria de fé e doutrina.

      É nítido para qualquer ser humano com um mínimo de discernimento que se dois não concordam entre si e ambos se dizem certos e ambos também não aceitam o veredicto de um terceiro, não haverá entre eles unidade de qualquer espécie em matéria de fé e doutrina. Logo, um dos dois mudará de denominação ou fundará uma nova “igreja” sob a regência de um novo “mestre” infalível para si mesmo que é o próprio fundador na nova “igreja”.

      Dizem os evangélicos que o magistério confiável e infalível é a Bíblia. Ora, todos concordamos que a Bíblia é palavra infalível de DEUS. Aliás, Lutero conheceu esta verdade através da Igreja Católica. Diferente de Paulo, o herege não recebeu revelação alguma pessoal de Jesus Cristo e nem a Bíblia lhe caiu do céu. Tampouco nasceu sabendo.

      Se por um lado podemos dizer que a palavra de DEUS é infalível, não podemos dizer que as divergentes e opostas entre si “interpretações” protestantes são infalíveis. Uma coisa é o que DEUS disse e definiu e outra coisa é o que cada protestante ou evangélico entendeu de sua própria leitura privada da Bíblia.

      Se alguém lê a Bíblia e entende que o divórcio é lícito e outro lê e entende o contrário, é evidente que os dois não podem estar praticando a doutrina evangélica integral ao mesmo tempo. Pelo menos um dos dois não entendeu o que leu.

      A verdade é que no Brasil o título evangélico é usado por quem deseja se auto proclamar como tal. Assim alguns também se fazem apóstolos, missionários ou bispos. A única condição para que alguém de fato “encarne” o título evangélico seria professar a suposta fé protestante, aderindo a qualquer denominação do gênero ou mesmo tornando-se um sem igreja desde que confesse a Bíblia como única regra de fé e desde que se torne um crítico feroz do catolicismo.

      O essencial para estes que desfilam com os rótulos protestante ou evangélico é se definirem adeptos do critério “Só a Bíblia” e ter “aceitado” Jesus em um templo dito protestante ou evangélico. Aceitou Jesus com a boca e levantou o dedo já não importa o que vai no coração de cada crente, a fé que se pratica, o líder que se segue e o Jesus que se pretende “servir”.

      Teoricamente e pretensiosamente, o evangélico seria alguém que professa doutrinas que encontram amparo bíblico, ao mesmo tempo que descarta aquelas que não constam das Escrituras. Será que é assim mesmo ?

      Uns batizam e outros não batizam. Repetimos: Se dois “evangélicos” interpretam a mesma Bíblia de modos diferentes é certo que pelo menos um deles está errado. E quem se enganou, atribuiu a si próprio o título de evangélico mesmo que sua doutrina esteja longe da mensagem ensinada pelo evangelho que ele jura defender. Temos aí um clássico exemplo do rótulo sendo decisivo para a suposta “garantida salvação” do crente. O mesmo conflito pode ser verificado entre aqueles que acatam o divórcio em relação àqueles que o repudiam. E assim por diante.

      As doutrinas dos supostos “evangélicos” divergem entre si e não raras vezes uns atacam os outros de hereges por supostas doutrinas professadas que não estão definidas pela Bíblia. Com facilidade, encontramos entre os chamados evangélicos várias doutrinas contestadas por outros evangélicos.

      Podemos citar o evangelho judaizante, a unção da vassoura, a unção da galinha, a unção da lama, a unção do chifre, o culto das princesas, a benção do aeroporto, a unção do zoológico, a adoração da arca da aliança, descarrego, desafios financeiros, teologia da determinação, confissão positiva, regressão ao útero materno, transferência de unção, a doutrina de tomar posse da benção, entre tantas outras e em especial a demoníaca teologia da prosperidade. Tal teologia é exaltada por muitos evangélicos e veementemente criticada por outros tantos também chamados evangélicos. Há ainda simpatizantes e críticos para aqueles que pregam a favor do aborto e para aqueles que dizem que não se deve ajudar os pobres.

      É líquido e certo que aos olhos dos próprios evangélicos nem todos os chamados “evangélicos” estão praticando o que a Bíblia ensina.

      Estranhamente, mesmo que reconheçam aberrações entre eles, quando surgem pesquisas e estatísticas, todos passam milagrosamente a encarnar o “Povo de DEUS.”. Até mesmo o defensor do aborto ou o pregador que nega que Jesus Cristo seja DEUS e ainda aquele outro que diz que ajudar os pobres é desviar recursos da igreja, nesta hora também fazem parte do “Povo Santo” que se julga eleito, especial e que tem salvação garantida.

      Embora confessam e até protestem contra os desvios doutrinários no meio evangélico, não reconhecem tais enganos neles próprios, mas sempre nos outros.

      É sempre o outro que está errado. E por que ? Porque quem lê a Bíblia achando-se inspirado pelo Espírito Santo, não pode admitir que cometeu erros de interpretação.

      E qual seria o grande problema para os evangélicos ? Todos se dizem inspirados pelo Espírito Santo. Todos se dizem salvos e todos se dizem certos em suas particulares interpretações. E se todos são de fato inspirados pelo Espírito Santo, como alguém poderá alegar que desconhecia esta ou aquela doutrina ou que pregou ou praticou doutrina estranha a Bíblia ?

      Quem prega a favor da teologia da prosperidade afirma que recebeu inspiração do Espírito Santo. Este mesmo “prova” pela Bíblia que sua doutrina está correta. Entretanto, aquele que lhe faz oposição utiliza-se da mesma Bíblia para contestar a dita teologia e este mesmo também se diz inspirado pelo Espírito Santo.

      Se de fato o evangélico crê que está sendo inspirado pelo Espírito Santo como poderá esquivar-se ou desculpar-se por doutrina anti bíblica que pregou ou por doutrina bíblica que não professou ? A quem ele poderá culpar se ele mesmo se diz inspirado pelo Espírito Santo de modo que não precisava de explicação de qualquer ordem e muito menos de igreja ?

      No catolicismo tal não ocorre. Somos convidados ao exame das Escrituras sem a função de interpreta-las, tal como nos ensina o apóstolo Pedro.

      “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.
      (2 Pedro 1:20-21)”

      Apenas a Santa Igreja, coluna e sustentáculo da verdade compete a interpretação das escrituras. “Igreja, coluna e sustentáculo da verdade.” (I Tim 3.15)

      Aos católicos compete o exame das escrituras e não sua interpretação (Examinai as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam”. João 5.39.) Jesus deixa claro que exame não é interpretar e diz textualmente que não é na letra que se encontra a vida eterna.

      Não por acaso, a própria Bíblia ensina que as Escrituras são úteis para o ensino. Útil não é Suficiente: “Toda Escritura É Inspirada Por Deus E Útil Para O Ensino, Para A Repreenção, Para A Correção, Para A Educação Na Justiça, A Fim De Que O Homem De Deus Seja Perfeito E Perfeitamente Habilitado Para Toda Boa Obra. (2 Timóteo 3 – 16,17).”

      Resta saber quem nos pode apresentar o Jesus verdadeiro ? Podemos conhece-lo por inteiro mediante nossa leitura privada da Bíblia ou somente através da Igreja Coluna e Sustentáculo da verdade que de fato é quem pode nos apresentar o verdadeiro Jesus para que possamos segui-lo ?

      Cada evangélico que lê a Bíblia encontra um Jesus diferente de um outro evangélico que também leu e interpretou a Bíblia.

      O demoníaco Lutero criou o problema e também tratou de “resolve-lo” do seu modo torto, deficiente, pretensioso e desprovido de qualquer bom senso e piedade: “Quem não crê como eu está destinado ao inferno. O meu juízo e o juízo de DEUS são a mesma coisa(Martinho Lutero).”

      Pronto. Está resolvido. Cada evangélico que leu e interpretou está certo para si mesmo e salvo por causa do rótulo ou da doutrina “certa” que conseguiu extrair de sua leitura particular da Bíblia. Quem “vai” para o inferno são os outros que não leram ou que não interpretaram como ele. Ou ainda, irá para o inferno quem ele decidir que vai. Especialmente os católicos.

      Ora, se um evangélico discorda de outro e outros tantos dele também discordam, faz-se necessário a qualquer ser humano de razoável percepção perguntar a si próprio se de fato ele mesmo está sendo inspirado pelo Espírito Santo em sua “interpretação” privada. Seria uma pergunta natural, previsível e indispensável para quem realmente está interessado na verdade.

      Mesmo que alguém se ache certo sobre determinada doutrina, tão logo verifique que um dos seus pares leu e interpretou de modo diferente o mesmo texto, deverá concluir que ele próprio ou este seu amigo, pelo menos um dos dois, necessariamente, não foi inspirado pelo Espírito Santo. Se ambos tivessem sido inspirados pelo Espírito Santo na leitura de um mesmo texto, teriam concordado em matéria de fé e doutrina.

      Apenas com a total e completa má-fé é que alguém pode dizer que duas doutrinas opostas entre si teriam sido inspiradas pelo mesmo Espírito Santo. E todos concordam que só existe um Espírito Santo.

      Ser católico é infinitamente mais seguro. Se fosse possível erros da Igreja em matéria de fé, doutrina e moral, ainda assim poderíamos culpar esta mesma Igreja. Haveríamos de dize ao Senhor que confiamos na Igreja que pela Bíblia é coluna e sustentáculo da verdade.

      Poderíamos culpar São Paulo porque nos disse que a tradição deve ser guardada(“Assim, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavra, seja por carta nossa” (2Tes 2,15).

      Poderíamos culpar o papa e justificar que seguimos o que estava na Bíblia e assim mantivemo-nos fiél a Pedro(“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (Mt 16,18).
      E ainda poderíamos dizer ao Senhor que a Bíblia reforça a atuação de Pedro e a necessidade de escuta-lo(Jo 21,1-19“Pedro tu me amas ? Apascenta as minhas ovelhas”
      E também poderemos dizer que foi o próprio Senhor Jesus quem disse a Pedro: “Confirma Teus Irmãos” (LC 22,32)

      Haveríamos de dizer ao Senhor Jesus: “Com tantas passagens favoráveis a Pedro, como poderíamos recusa-lo Senhor ?

      Com tantos textos bíblicos favoráveis a Pedro e nenhum texto bíblico favorável a Lutero, como nos seria possível concluir a favor do ex comungado que surgiu no mundo 1.500 anos após a fundação da Igreja e 1.200 anos após o surgimento da Bíblia ?”

      E haveríamos de concluir: “Até São Paulo foi confirmar sua doutrina com o teu querido Pedro. (Originou-se então grande discussão de Paulo e Barnabé com eles, e resolveu-se que estes dois, com alguns outros irmãos, fossem tratar desta questão com os apóstolos e os anciãos em Jerusalém – At 15,2).”

      São Paulo o mais culto dos apóstolos não se fez “sábio” aos seus próprios olhos: E ninguém se pergunta:

      “Por que não fundaste tua própria Igreja São Paulo ? “Por que não ?” ”Ignorantes e maus o fazem e vós não fizestes ?”
      “Tantos atribuem a si próprios os títulos de bispos ou apóstolos e tu que era apóstolo verdadeiro nunca se fez o maior entre todos !”

      O que podemos concluir sobre a humildade de São Paulo, o maior dos apóstolos: Porque era necessário que a doutrina de Jesus permanecesse una, imutável, sempre a mesma. São Paulo fez-se humilde tal como o seu mestre e não se julgou superior. Pelo contrário, julgou-se o menor dos apóstolos. “E, por último de todos, apareceu também a mim, como a um abortivo. Porque sou o menor dos Apóstolos, e não sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus… (1 Cor 15,8-9).”

      Se possível erros e enganos entre católicos, estes seriam por mera ignorância. Se erramos porque cremos na tradição é porque antes cremos na Bíblia que nos ensina que devemos guardar tudo que foi transmitido por escrito ou não((“Assim, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavra, seja por carta nossa” (2Tes 2,15). Mas se erramos porque que cremos na Bíblia é porque antes cremos na Igreja que nos ensina que a Bíblia é a palavra de DEUS. E se erramos porque cremos na Igreja é porque antes Jesus disse a Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus e o que ligares na terra será ligado nos céus e o que desligares na terra será desligado nos céus.” (Mt 16,18-19).

      Haveríamos de dizer ao Senhor: “Não sabíamos que o poder de ligar e desligar na terra tinha sido concedido a Lutero e demais pregadores protestantes.”

      Sabemos que Jesus não ensinou “Só a Bíblia”. Tal ensino também não foi visto entre os apóstolos. A Igreja nunca ensinou “Só a Bíblia”. E se tivesse ensinado éramos nós católicos que praticaríamos esta doutrina. E automaticamente, assumindo o anti catolicismo inegável, os evangélicos rejeitariam o mesmo “Só a Bíblia” que hoje defendem.

      E nem adianta dizer que a Bíblia sugere “Só a Bíblia”, pois tal não ocorre. Pelo contrário, se não vejamos:

      Nem tudo está na Bíblia: Jo 21,25.
      Jesus Cristo mandou pregar e não escrever: Mt 28,19-20.
      Os cristãos primitivos seguiram a tradição apostólica: At 2,42.
      São Paulo dá destaque a autoridade da transmissão oral: 1Ts 2,13; 2Ts 2,15; 2Tm 2,2; 1Cor 11,2.

      Sem dúvida, se possível enganos na doutrina católica, algo que repudiamos, poderíamos alegar completa e total ignorância e talvez algum dia pudéssemos ouvir: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” i “(Lc 23,34)

      Afinal, não nos consideramos mestres ou intérpretes. E se não interpretamos, logo não atribuímos ao Espírito Santo doutrinas estranhas ao evangelho, porquanto nem mesmo temos doutrinas particulares ou “inspiradas”, mas seguimos a Igreja que para nós é coluna e sustentáculo da verdade.

      E os evangélicos o que dirão ? Todos são mestres, intérpretes, profetas e todos, sem exceção, se dizem inspirados pelo Espírito Santo. E não é só isso. Todos dizem “Só a Bíblia”. E podemos afirmar que não aprenderam este critério de Jesus ou de seus apóstolos. Aprenderam com os homens.

      Quem diz “Só a Bíblia” e deseja impor este critério aos demais, obrigou-se a conhecer tudo pela Bíblia que jura defender. E ainda está obrigado a não cometer erros em matéria de fé e doutrina já que cada “intérprete” se diz inspirado pelo Espírito Santo e ao mesmo tempo se faz mestre e juíz de tudo e de todos.

      Para aqueles que pretendem não conhecer a fundo a doutrina católica, mas antes dizendo-se católicos costumam e gostam de criticar a Igreja e seus dogmas ao mesmo tempo que se encantam com novidades protestantes, é bom refletir onde se encontra o porto seguro da fé.

      Provamos ser muito mais seguro ser católico. Se é certo que todo aquele que estuda permanece ou adere ao catolicismo, aquele que por livre escolha prefere a ignorância e assim não se determina a estudar a fundo a religião dos seus pais, então que assuma de fato a condição de ignorante e agindo com coerência não se deixe levar pela pregação de qualquer um que desfila com bíblia debaixo do braço. Se você não quis conhecer o catolicismo, então também não dê ouvidos aos seus adversários e opositores. O ignorante católico deve ser pelo menos inteligente. Se não abraça o catolicismo e dele nada conhece, também não deve abandona-lo sem antes conhece-lo.

      Se alguém é ignorante sobre a fé católica como pode concluir que o catolicismo está errado ?

      Se há alguém em apuros por questão de doutrina não somos nós católicos. Nunca dissemos que Igreja não serve para nada. Não somos nós que andamos por aí dizendo que o importante é apenas a fé ou “olhar” para Jesus.

      Ora, se os evangélicos estivessem certos a salvação também nos alcançaria. Afinal de contas, nós católicos cremos no DEUS uno e trino e em Jesus Cristo como nosso salvador. E ainda podemos provar que a nossa fé é abertamente anunciada. O que diz o catecismo da Igreja Católica ?

      “432. O nome de Jesus significa que o próprio nome de Deus está presente na pessoa do seu Filho feito homem para a redenção universal e definitiva dos pecados. Ele é o único nome divino que traz a salvação e pode desde agora ser invocado por todos, pois a todos os homens Se uniu pela Encarnação, de tal modo que não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos» (Act 4, l2) (17).
      480. Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, na unidade da sua Pessoa divina; por essa razão, Ele é o único mediador entre Deus e os homens.

      Pelo critério evangélico estaríamos salvos. Agora pensemos:

      E se a Igreja Católica estiver certa e ninguém estiver salvo de véspera ?
      E se DEUS não levantou Lutero para “Consertar” os “desmandos” da Igreja ?
      E se Jesus não ensinou o “Só a Bíblia” ?
      E se São Paulo estiver certo e a transmissão oral deve ser preservada ?
      E se os cristãos dos três primeiros séculos que não dispunham de Bíblia tiverem sido ensinados pela tradição ?
      E se Constantino não fundou a Igreja Católica ? Que prova temos disto a não ser o que dizem os pregadores protestantes ?

      Lutero foi levantado por DEUS ? Então por que os evangélicos continuam reformando aquilo que DEUS já teria reformado ? Acaso DEUS promove reformas imperfeitas ?

      Lutero não foi levantado por DEUS ? Então por que lhe copiam o critério “Só a Bíblia”,entre outras teorias, se sabem que Lutero não foi levantado pelo Altíssimo ?

      Não é uma temeridade seguir teologia de alguém que não foi inspirado por DEUS e do qual a Bíblia nada fala ?

      A Igreja Católica foi fundada por Constantino ? Então por que seguem as teologias de Lutero que era um pretenso reformador da Igreja de Constantino ?
      A Igreja Católica foi fundada por Jesus ? Então por que a deixaram ?

      Existe uma igreja divina ? Se existe é mais provável que seja a Igreja Católica ou as igrejas protestantes que começaram a surgir 1.500 anos depois do início da era cristã ?

      Se todas as igrejas são obras de homens, por que todas as denominações evangélicas estão certas ao mesmo tempo, sabendo que umas divergem das outras e apenas a “denominação” católica está errada ? Ora, se o Espírito Santo “inspira” cada evangélico, por que não haveria de inspirar cada católico ?

      Senhor católico que adora novidades evangélicas. Pense bem. O evangélico nem mesmo sabe porque crê na Bíblia. Ele não recebeu revelação alguma do céu para nela crer. Jesus também não apareceu para evangélico algum dizendo que se deve crer na Bíblia. A Bíblia não lhe caiu no colo.

      O evangélico crê na Bíblia porque aprendeu com alguém que lhe disse que a Bíblia deve ser tida como a Palavra de DEUS. E este alguém aprendeu com outro que por sua vez aprendeu com um outro e assim por diante. E tudo começou por Lutero ! E como Lutero pode crer na Bíblia ?

      Ora, Lutero creu na Bíblia porque creu na Igreja primeiramente. Só é possível crer na Bíblia se antes cremos na Igreja que nos diz que devemos crer na Bíblia como a palavra infalível de DEUS.

      Ninguém tem em mãos os textos originais dos apóstolos e quem os tivesse não poderia te-los como confiáveis se antes uma autoridade superior não lhes desse credibilidade. Como o evangélico pode saber, exceto pela informação do homem, já que rejeita a Igreja, a definição dos livros inspirados ? Como ele pode saber se não pelo homem a definição dos livros que devem compor o novo e o antigo testamento ?

      Não tem jeito. Ele não tem como provar para si mesmo que Lutero foi inspirado por DEUS. A Bíblia que é sua única regra de fé não fala em Lutero ou no protestantismo. Mas Lutero por sua vez também não recebeu revelação alguma de Jesus, e, nem lhe caiu no colo a Bíblia pronta vinda do céu.

      O evangélico precisa confiar cegamente em Lutero como alguém inspirado e levantado por DEUS e nas obras que este produziu. E tudo isso sabendo que Lutero era um sacerdote da suposta Igreja de Constantino que ele evangélico repudia.

      E fazendo oposição a si mesmo o evangélico que afirma que Lutero é de fato alguém sob inspiração divina, continua reformando a obra que DEUS teria feito através de seu “ungido”.

      O evangélico está em apuros em matéria de fé e doutrina. Fez-se mestre e sábio aos seus próprios olhos. Assim, impõe a todos um critério criado pelo homem que é o “Só a Bíblia.” Obrigou-se este evangélico a não cometer um só erro de fé e doutrina. Obrigou-se ainda a conhecer todas as coisas pela Bíblia. Obrigou-se também a rejeitar tudo que não consta da Bíblia. E sabendo que um e outro evangélico não concordam entre si, está obrigado a condenar doutrina alheia para não condenar a sua própria doutrina.

      Fez-se o evangélico mestre, sábio, papa infalível e juíz de tudo e de todos. E não há saída. Se dois não concordam ele só pode ser opositor ou cúmplice da doutrina de outro evangélico.

      Diz o evangélico que o importante é crer e não lhe sendo possível adentrar coração humano e julgar a fé que vai no coração de cada homem, acabou por consolidar a fé de aparência, bastando a cada um apenas confessar com a boca e com palmas que Jesus Cristo é o senhor e já não importa o cristianismo que cada qual pratica.

      Diz o evangélico que igreja não salva ninguém e assim estabelece que o próprio fato de alguém declarar-se membro de igreja é irrelevante. Curiosamente, o que eles mais fazem é abrir igrejas.

      Diz o evangélico ainda que todo e qualquer homem é inspirado pelo Espírito Santo em sua leitura privada da Bíblia e assim contestar a doutrina católica é confessar o contrário do que se prega, ou seja, o Espirito Santo não inspira a todo e qualquer homem na sua leitura privada da Bíblia.

      Diz por último o evangélico que não há um só homem infalível em matéria de fé e doutrina e assim, muito embora se julgue infalível para si próprio, faz seu oponente acreditar que sua própria pregação deve merecer desconfiança por parte de quem lhe ouve.

      Tivesse Lutero descartado a Bíblia e firmado sua doutrina exclusivamente na tradição, hoje os evangélicos estariam nos criticando por seguirmos a Bíblia. Ao invés de dizerem que católicos não fazem a leitura da Bíblia, estariam dizendo que somos adoradores das Escrituras. Estariam hoje nos chamando de fariseus ou fazendo comparações com os antigos “doutores da lei”.

      Da mesma forma que o evangélico não tem como provar e saber que a Bíblia é a palavra de DEUS, mas teve que crer em Lutero, ele também não poderia ter certeza de qualquer outro ensinamento que o herege tivesse transmitido. Tudo é apenas uma questão de crer ou não crer. E esta escolha o evangélico a fez em favor de Lutero e dos homens.

      E nós escolhemos a Jesus e por via de consequência sua Igreja e a Bíblia: “Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18).

      E os escândalos do clero Sr.Católico ??? Permanecemos confiando em Jesus.

      Se o Senhor Jesus diz que os escândalos são inevitáveis estão errados aqueles que pretendem fundar “ igrejas” “sem pecadores.”

      Se Jesus antecipa a sentença daqueles que causam escândalos, então não precisamos de Luteros ou Calvinos:

      ‘Ai do mundo por causa dos escândalos! Porque é necessário que sucedam escândalos; mas ai daquele homem pelo qual vem o escândalo! Se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor te é entrar na vida maneta do que, tendo duas mãos, ir para o inferno, para o fogo inextinguível, onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga’ (Mc 9, 42 e ss).

      O que estamos dizendo ? Os evangélicos não são bons o suficiente ? De forma alguma. DEUS é quem vai julgar. Mas nós católicos também seremos julgados por DEUS e não pelos evangélicos. E nem precisamos gritar “Não aceito julgamentos de homens.” A Igreja nos ensina que é DEUS quem julga todas as coisas.

      Estamos dizendo que não existem evangélicos sinceros, honestos e comprometidos ? De modo algum. Bons e maus existem em todos os lugares. E justo parece não haver em lugar algum.

      O que estamos afirmando sem medo de errar é que mesmo os bons, sérios e comprometidos evangélicos não concordam integralmente entre si em matéria de fé e doutrina. Estamos afirmando que há ensinos estranhos a mensagem evangélica no meio evangélico e com isto eles mesmo concordam.

      Em última análise, estamos confirmando aquilo que os próprios evangélicos afirmam, ou seja, independentemente de prática herética ou não, todos sem exceção no meio evangélico se dizem salvos e inspirados pelo Espirito Santo.

      E acrescentamos que ao contrário do que alguns pensam, os escândalos também ocorrem no meio evangélico e suas denominações também abrigam pecadores. Quem faz de Lutero indispensável, deve concluir que o melhor teria sido permanecer confiando em Jesus.

      Se a praga da heresia tivesse contaminado o catolicismo, o que não ocorreu, o fato é que Lutero não teria resolvido problema algum. Pelo contrário, o que mais se vê no meio protestante/evangélico é o surgimento de novas heresias a cada dia.

      Se havia pecadores na Igreja Católica, Lutero tão e somente deu impulso a criação de novas denominações também repletas de pecadores.

      Se o problema era o papado, agora cada crente é uma espécie de papa para si mesmo. Ao invés de um só Pedro, milhões de Luteros brigando uns contra os outros. E todos contra o Papa verdadeiro.

      Disse Lutero o criador da Babel protestante: “Meu DEUS o que eu fiz ? Chegará o dia que nem poderemos contar o número de seitas. Cada cabeça será uma Igreja.”

      Se o problema era a Igreja Católica, Lutero e seu protestantismo não conseguiram estabelecer uma só fé, um só batismo nem os mesmos credos em uma única, nova e “renovada” igreja. Ao invés de uma igreja, agora seus filhos se dividem em 50.000 igrejas divergentes entre si.

      A porta é estreita. As vidas dos santos e dos mártires confirmam que entrar no céu dá trabalho. Desconfiem daqueles que fazem da salvação algo tão simples como levantar o dedo e “aceitar” Jesus em um templo protestante, independentemente do cristo que se pretende seguir.

      Desconfiem daqueles que dizem que salvação não pode ser perdida. Estes mesmos que julgaram indevidamente as indulgências católicas como “caminho fácil” para a salvação é que abraçaram a tese de Calvino da Salvação Garantida e que hoje tornou-se algo simples, automático e imutável para quem levanta o dedo indicador e diz “aceito” Jesus.

      Tais nunca primaram pela coerência. E tampouco desejaram a verdade. São estes mesmos que causam divisões. As mesmas divisões condenadas pela Bíblia que juram defender.

      São eles mesmo que orgulhosamente andam dizendo por aí: “Não precisamos de igreja, não precisamos de papa, não precisamos confessar nossos pecados, não precisamos de indulgências, não precisamos de sacramentos, não precisamos de santos, não precisamos da Virgem Maria.” Dizem em alto e bom som: “Não aceitamos julgamentos de homens, mas eles próprios julgam a tudo e a todos.”

      Para estes que nos apontam os dedos e nos imputam doutrinas que não praticamos e as que praticamos eles omitem e fazendo-se a devida ressalva de que muitos outros nos tem respeito, podemos dizer: Árvore má não pode produzir bons frutos. E a árvore má é Martinho Lutero:

      Martinho Lutero: “Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?” Depois, com Madalena, depois, com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim, Cristo, tão piedoso, também teve que fornicar, antes de morrer” (Tischredden, Nº 1472, edição de Weimar, Vol. II, p. 107).

      Autor: V.De Carvalho/Dani Silva/B.Carvalho/A.Silva – Livre divulgação mencionando-se o autor.

  4. Graça e Paz a todos!
    Quero dizer que este assunto é muito polemico e a bíblia nos da subsídios para ambos os argumentos . No entanto, quero que os irmãos reflitam sobre o texto da carta do apostolo Paulo aos Galatas no capitulo 5 : 4 onde diz “vocês que procuram ser justificados Lei , separaram-se de Cristo ,caíram da Graça.
    É evidente que a carta foi escrita para aqeules que já haviam tido um encontro com Cristo .
    Como se explica isso ?

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