Uma Vida Verdadeiramente Santa (revisado e ampliado)

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Quando estudamos de forma adequada e entendemos a mensagem dos oito primeiros capítulos da epístola de Paulo aos Romanos, quanto ao significado de Jesus para nós, e da obra que Ele realizou em nosso favor para que pudéssemos ser santos assim com Deus é santo, é que podemos entender o caráter da santificação à qual somos chamados a viver, em diversas passagens bíblicas, como as destacadas a seguir, dentre tantas outras.

I Jo 3:3 E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro.

2Co 7:1 Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.

1Ts 5:23 O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

Mat 5:48 Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.

Heb 12:1 Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta.

Efs 5:1 Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados;

1Pe 1:14 Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância;
1Pe 1:15 pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento,
1Pe 1:16 porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.

Quando fazemos de nós mesmos o referencial do que seja um viver vitorioso sobre o pecado, e do significado bíblico de uma vida santa, corremos o risco de ficar muito aquém da verdade, uma vez que podemos julgar que há espaço para um viver negligente em relação ao pecado, por aquilo que vemos e que existe em nossa própria experiência, salvo se puder ser dito de nós o que se viu no testemunho de todos os apóstolos, a ponto de Paulo dizer aos crentes de seus dias que imitassem o seu exemplo, assim como ele era imitador de Cristo.
O que ele quis dizer com isto é que ele havia sido confirmado em toda boa palavra e obra, e havia sido aperfeiçoado em maturidade espiritual a ponto de ter chegado a ser um exemplo de santidade de vida para todos os fiéis.
Mas quão raramente isto tem sido visto em nossos dias, e daí decorre principalmente a grande dificuldade que os crentes têm para se santificarem, porque não têm na maioria dos seus líderes exemplos vivos para serem imitados e que lhes aponte qual é o caminho em que devem andar.
Nos dias dos Reformadores do século XVI; dos puritanos históricos que viveram principalmente nos séculos XVII e XVIII; nos de Wesley, George Whitefield e Jonathan Edwards em fins do século XVIII; e no testemunho de Charles Haddon Spurgeon, J. C. Ryle, D. L. Moody, e muitos outros no século XIX, abundaram os exemplos daqueles que foram imitadores dos apóstolos no que tange a um viver verdadeiramente santo, e isto explica o sucesso ministerial deles ao serem usados por Deus para despertamentos e avivamentos espirituais de muitos.
Todavia, com o liberalismo do século XX, começaram a se escassear os exemplos de homens santos e com isto, o vigor do cristianismo começou também a decair, até chegar ao ponto em que se encontra em nossos dias.
Há uma concessão para o pecado nas mais variadas formas, até porque o número de fontes de tentação aumentou consideravelmente com o advento do desenvolvimento tecnológico.
Quanta concessão é feita com entretenimentos mundanos de toda a sorte, como se fosse isto o grande objetivo da vida!
Quanta prática impura decorrente de concessões a baixarias e cenas grotescas em programas de TV, e em outros veículos de comunicação!
Quanto comportamento inadequado para uma vida de verdadeira santidade, como irreverência, rebeldia, iras, palavras torpes, chocarrices, difamação de autoridades e tudo o mais que é condenado no comportamento de um autêntico cristão!
Mas não encontramos na Bíblia espaço para se fazer concessão a tudo isto e a muitas outras formas de comportamento que têm prevalecido em nossos dias.
Por isso necessitamos permanecer em Jesus e em Sua Palavra, de maneira que Ele mesmo nos revele quais são as práticas e hábitos que Lhe desagradam e que impedem o nosso avanço na santificação, e isto propiciará o aumento do grau da intimidade da nossa comunhão com Ele.
Geralmente isto é feito não por atacado, mas avançando na renúncia aos hábitos mais grosseiros no início, depois para aqueles que não consideramos pecaminosos, mas que na verdade são, e finalmente para aqueles que nem conhecíamos em nossa experiência porque se encontravam ocultos aos nossos olhos.
O Senhor nos pedirá gentilmente e constrangendo o nosso coração a deixá-los por amor a Ele, e podemos dizer que isto não é fácil em relação a algumas coisas que se encontram incorporadas à nossa vida, mas o Espírito nos ajuda na nossa fraqueza e nos dá a autoridade necessária para abandoná-los definitivamente, quando nos dispomos a obedecer ao comando do Senhor, que visa à nossa maior intimidade com Ele em santidade, de modo a sermos realmente úteis em Seu serviço.
É importante que se diga que isto nunca ocorrerá caso não nos disponhamos em certo ponto de nossa vida em viver exclusivamente devotados a Deus e para honrá-lo em todas as coisas. Quando assim procedemos o Senhor cativa o nosso coração de tal forma que já não conseguiremos viver de outra maneira, que não seja para honrá-lo e glorificá-lo.
Somente Jesus pode atestar e nos revelar qual é a nossa real condição espiritual, e quais são as coisas das quais devemos nos despojar, para que não sejamos achados no estado em que se encontram os crentes de Laodiceia: pobres, cegos, miseráveis e nus.
Quando a nossa comunhão com Ele anda prejudicada ficamos cegos quanto às coisas que deveríamos evitar e quanto às que deveríamos praticar. Ficamos por conseguinte pobres da Sua graça que é a única coisa que pode nos enriquecer espiritualmente. Ficamos nus por falta da cobertura da veste pura e branca da santidade que somente Ele pode nos dar. E finalmente, pode se dizer de nós que o nosso estado em tal condição é de real miséria espiritual, quando deveríamos, na condição de filhos amados de Deus, estar abundando em toda boa obra do Espírito Santo.
Se um membro do corpo de Cristo consente em viver de modo debilitado em razão do pecado, quem paga o preço é toda a Igreja; e é portanto por causa do Senhor e do seu corpo que devemos nos empenhar em sermos achados santos e irrepreensíveis, e nem tanto por nossa própria causa.

1Pe 4:1 Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado,
1Pe 4:2 para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus.
1Pe 4:3 Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias.

João 17:16 Eles não são do mundo, como também eu não sou.
João 17:17 Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.
João 17:18 Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.
João 17:19 E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade.

Como o mal foi banalizado, fica a impressão para muitos líderes, e por conseguinte, para o corpo geral de crentes, que o próprio Deus já não leva mais os comportamentos mundanos em conta, e que é possível se viver de modo agradável a Ele enquanto assim procedemos.
Qual é o resultado? Uma vida vazia de poder, não propriamente de poder dos dons sobrenaturais do Espírito Santo, porque deles até mesmo Balaão, Saul, Judas e tantos outros participaram e têm participado até hoje, e de nada lhes aproveitou ou aproveitará, antes agravou a situação deles diante de Deus.
Mas o que está em foco é a falta de poder real de um viver santo. De uma vida que verdadeiramente não negue o poder da piedade e que seja cheia da plenitude de Jesus Cristo, em aumento progressivo de graus de íntima comunhão com Ele.
É esta vida que traz a verdadeira paz e alegria à Igreja, na comunhão dos crentes, quando eles andam em verdadeira santidade de vida.
Coisa que pouco se vê hoje em dia, porque muitos têm ficado satisfeitos com um substitutivo de alegria e paz carnal resultante de programações festivas e campanhas as mais diversas para tentar reunir e entreter os crentes de cada congregação local.
Com isto brechas estão sendo abertas para o ecumenismo mundial, porque já não há mais tanto zelo pela verdade revelada nas Escrituras, sendo vista vivida em vidas realmente santificadas na verdade, e sabemos que isto somente pode vir junto com a vida que está realmente sendo santificada.
Como esta santificação é trabalhosa e demanda diligência e disciplina na prática dos deveres ordenados da Palavra de Deus, muitos desconhecem até mesmo quais são estes deveres, porque se requer estudo e oração para serem adequadamente conhecidos, e outros se iludem pensando que os conhecem e têm praticado, e não raros se apresentam como líderes carismáticos, pessoas especiais e místicas que afirmam ter sido santificados e enchidos de poder no dia mesmo da sua conversão a Cristo ou imediatamente após a mesma, e nisto são seguidos por muitos de modo tão negligente quanto eles quanto à sua santificação, só que isto que afirmam e ensinam é uma inverdade, algo que não tem base no testemunho das Escrituras e na experiência de todos aqueles que se santificaram pagando o alto preço da consagração e renúncia.
Assim como o corpo físico e tudo o que tem vida natural cresce gradualmente, de igual forma a nova criatura espiritual recebida do Alto pela fé, também cresce em graus, e em conformidade com as experiências providas pelo Senhor na vida cotidiana para que este crescimento seja produzido em nós.
Isto foi testemunhado na vida dos apóstolos e continua sendo testemunhado até hoje na vida de todos aqueles que têm comprado de Cristo a veste alva e pura da santidade com a qual têm se revestido mais e mais para que sejam de fato agradáveis e úteis a Deus para serem levantados como exemplos para o Seu povo.
Nosso Senhor veio a este mundo para nos levantar de uma vida subjugada pelo pecado, para que pudéssemos estar de pé na presença de Deus, santos, imaculados e sem qualquer ruga. Se não é isto o que estamos buscando, estamos errando o alvo, por mais ativistas que sejamos em nossas congregações, porque muito mais do que nossas obras Deus quer os nossos corações purificados de todo pecado, porque é nisto que se comprova a nossa real comunhão com Cristo, uma vez que sem Ele nada podemos fazer. Importa que Ele faça as Suas obras através de nós.
Esta é a nossa grande luta, e é nisto que reside a nossa grande vitória, que é afinal a vitória de Cristo, por meio de quem somos mais do que vencedores.

“Apo 22:11 Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se.
Apo 22:12 E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.
Apo 22:13 Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim.
Apo 22:14 Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas.
Apo 22:15 Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira.”

UMA BREVE DEFINIÇÃO DE PECADO: Pecado é não sermos aquilo que Deus é em Sua natureza espiritual e santa.


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