O Grande Dom de Deus

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“Mas vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.” (João 14.17)

Pode parecer uma grande incoerência e paradoxo, aos sentidos naturais, que o homem tenha sido criado para viver eternamente no que é invisível e não no que é visível. Afinal nascemos e vivemos num mundo natural, e nos é dado apenas discernir as coisas que compreendemos pelos nossos sentidos naturais. A possibilidade de termos vida eterna com Deus permanecerá um ministério para nós caso Ele não tome a iniciativa de revelar, de desvendar para nós esta vida invisível e eterna para a qual fomos criados por Ele.
A vida natural aqui embaixo é passageira e não pode alcançar o que é divino e celestial.

A única garantia que temos de poder acessar tal vida sobrenatural é pela recepção do Espírito Santo como um dom de Deus – dado a nós por meio da fé em Jesus Cristo.

O Espírito Santo, apesar de ser o mais ativo e mais potente trabalhador real no mundo, não é discernido pela massa da humanidade. A grande maioria dos homens é afetada somente por aquilo que vê, ou ouve, ou sente. Sua vida está confinada à estreita faixa de seus sentidos. “O que vamos comer? “Ou:” Que havemos de beber? “Ou:” Com o que devemos ser vestidos?”- estas são as principais perguntas que absorvem a atenção e esforço do homem natural. Se eles podem ver uma coisa, eles acreditam nela! Se eles podem ouvir o som dela, eles reconhecem isso. E se eles podem discernir sua forma, eles a têm como real. Eles não sabem que as coisas que se veem são temporais, e, portanto, passageiras – e que as coisas que se não veem são as únicas coisas substanciais, porque são eternas.

É muito difícil, diríamos, até impossível, para o homem natural discernir as coisas que são celestiais e eternas, porque elas podem ser somente discernidas espiritualmente através da iluminação do Espírito Santo.

Porque o Espírito Santo não é nem visto pelo olho, nem ouvido com os ouvidos, por isso o mundo não pode recebê-Lo, porque não o vê, nem o conhece. Existem alguns espíritos nobres no mundo cujas almas estão acima da mera matéria morta, que se elevam ao espírito do mundo, em um certo sentido. Eles reconhecem a existência da alma e acreditam em sua imortalidade e grandeza, mas ainda assim, não podem crer no Espírito de Deus – seu olho está cego para o primeiro e principal dos seres espirituais.
A distinção vital entre o homem espiritual e o homem natural é esta: o homem espiritual conhece o Espírito Santo, pois Ele está com ele e habita nele. Mas o homem natural não conhece o Espírito Santo. Ele pode saber o seu nome, mas ele não está pessoalmente familiarizado com ele.

Se alguém conhece o Espírito Santo é uma nova criatura em Cristo Jesus! Já passou da morte para a vida! Nunca deve entrar em condenação. Se não conhece o Espírito, continua sendo apenas homem natural e morto em pecado.

“Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum.

Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; a outro a operação de milagres; a outro a profecia; a outro o dom de discernir espíritos; a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação de línguas.

Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer.” (I Corintios 12.4-11)

É do Espírito Santo que procedem todos os dons da Igreja. Ele é portanto a riqueza da Igreja. O mundo pode ter palácios, ouro, prata, mas não possui a verdadeira riqueza que é permanente e eterna – a que é concedida pelo Espírito Santo.

O poder da Igreja é o Espírito Santo.

A palavra para espirito no grego é pneuma, que significa ar, vento. E o Espírito Santo é invisível como vento, mas é uma pessoa divina – não o vemos como vento, mas com ele podemos sentir os seus efeitos. O ar que é vital para nós também é invisível, assim como o Espírito Santo é vital para a verdadeira vida espiritual.

Toda a vida espiritual somente existe em Jesus Cristo porque agradou a Deus Pai que habitasse nele toda a plenitude, de modo que tudo foi criado por meio dele e para ele, e é nele que tudo é sustentado, especialmente esta vida espiritual eterna.

Assim, importa que Cristo seja formado em nós. É obra do Espírito fazer Cristo conhecido a nós. É ele que mortifica o nosso pecado e que nos reveste da justiça e das virtudes de Cristo. É ele que produz a vida celestial em nós. É ele quem santifica e purifica o nosso coração e nos faz amar com o amor de Cristo.

Pr Silvio Dutra


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