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O sábado para o judeu e o domingo para o cristão

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O sábado para o judeu e o domingo para o cristão

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Muito se tem questionado sobre a questão da guarda ou não do dia de sábado como dia do Senhor, então vejamos algumas considerações a respeito:

O QUE ERA O SÁBADO?
Sábado significa descanso (schabat) e uma ordenança Divina para o bem estar do homem envolvendo sua saúde e também para impedir a ganância. Todo feriado e festa judaica era chamado de sábado não importando o dia em que caísse. Então havia semanas que tinham 2 ou até 3 sábados e em semanas como a da festa dos tabernáculos e dos pães asmos, todos os dias da semana eram chamados de sábado. Além disso, existiam meses e anos sabáticos estabelecidos pela lei judaica.
Qualquer dia de descanso pode ser chamado de sábado. Para Deus mais importa que o homem o sirva, do que o dia que vai descansar, porque “o sábado existe por causa do homem e não o homem por causa do sábado” (Lucas 2.27). Deus já havia avisado o fim do sábado a muito tempo dizendo: “Farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas, os seus sábados e todas as suas solenidades” (Ozéias 2.11). Esta profecia sobre o fim do sábado foi cumprida em Jesus, “o Senhor do sábado” (Marcos 2.28) que não guardou o sábado da forma que os judeus queriam.
Antes de saírem do Egito, o povo não guardava o sábado, assim como os patriarcas. Depois foi feita uma aliança entre Deus e Israel. Em Deuteronômio 5.15 diz que a ordenança de guardar o sábado foi como uma lembrança a Israel da libertação do Egito, quando o povo era escravo, mas depois se tornaram livres e poderia até descansar um dia na semana. Isso mostra que é exclusividade do povo judeu (leia Êxodo 31.16,17).

Se formos levar ao pé da letra, podemos interpretar que Deus também trabalhou no sétimo dia e depois descansou, pois “havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra da criação” (Gênesis 2.2).
A questão da lei: A igreja cristã poderia manter o dia de descanso no sábado e servir a Cristo, porém se guardasse um só preceito da lei seria obrigada de todos os outros (Tiago 2.10) e estaria servindo a dois senhores (Mateus 6.24). Então não guardamos sábado porque não estamos mais debaixo da lei e sim da graça (Romanos 6.14).

Qual foi a função da Lei?[1]
“Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fossemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio. Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” (Gálatas 3.23-26).
A função da lei foi educar (aio = educador) e ensinar o que é certo e o que é errado para o povo que estava saindo do Egito e precisavam formar uma nação organizada. O Antigo Testamento nos ajuda a aprender sobre o pecado (Romanos 3.20; 28-31 e 7.7) e o evangelho (N.T.) ensina vencer o pecado pela fé através da Nova Aliança que temos em Cristo Jesus (Hebreus 9.15-20).
Paulo ensinou aos crentes não se preocuparem com os preceitos da lei para que “ninguém, pois vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra de coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo” (Colossenses 2.16,17).
Os cristãos que guardavam o sábado foram repreendidos pelo apóstolo Paulo: “Mas agora que conheceis a Deus, ou antes, sendo conhecidos por Deus, como estais voltando outra vez aos rudimentos fracos e pobres, aos quais quereis ainda escravizar-vos? Guardais dias e meses e tempos e anos. Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco” (Gálatas 4.9-11).

Como foi a mudança do sábado judeu para o domingo cristão?
A transição do sábado para o domingo como dia de descanso e culto dominical, erroneamente se prega que foi uma instituição de Constantino (Imperador Romano que se converteu ao Cristianismo e oficializou a religião Cristã no império). Ele apenas confirmou a prática tradicional da igreja em guardar o domingo oficializando o dia de descanso no calendário do império. Na cultura romana se cultuava o deus Sol no primeiro dia da semana, daí se dizer que guardar o domingo provém de origem pagã. Porém, na mesma cultura romana, no sábado se cultuava o deus Saturno. Muito antes de Constantino se converter a Igreja Primitiva já fazia seus cultos no domingo.
“No cristianismo primitivo ainda existia a guarda do sábado, mas antes de chegar à noite já os fiéis se reuniam para preparar o domingo, dia do Senhor, quando se comemorava sua ressurreição e subida aos céus. A guarda dos dois dias era realmente pesada, o que levou Paulo a fixar o repouso no domingo, primeiro dia da semana, mas essa prática se impôs somente a partir do século IV” [2].

O 4º mandamento tem confirmação no Novo Testamento?
No Novo Testamento não encontramos nenhuma sequer vez a ordem de guardar o sábado, embora encontremos muitos questionamentos e reprovações observância do sétimo dia.
O novo concerto sob o qual estamos não existe ordem para guardar o sábado, embora encontremos todos os outros no decálogo.

Algumas razões para guardarmos o Domingo como dia de descanso[3]:
Jesus ressuscitou dentre os mortos no primeiro dia da semana (João 20.1).
Jesus apareceu a dez de seus discípulos naquele primeiro dia da semana (João 20.19).
Jesus esperou uma semana e no outro primeiro dia da semana apareceu aos onze discípulos (João 20.26).
A promessa da vinda do Espírito Santo cumpriu-se no primeiro dia da semana no dia de Pentecostes, que pela lei caía no primeiro dia da semana (Levítico 23.16).
No mesmo primeiro dia da semana foi pregado pelo apóstolo Pedro o primeiro sermão evangelístico sobre a morte e ressurreição de Jesus (Atos 2.14).
Nesse dia os três mil conversos foram unidos à primeira eclesia neotestamentária (Atos 2.41).
No mesmo primeiro dia da semana o rito do batismo cristo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo foi ministrado pela primeira vez (Atos 2.41).
Em Trôade os cristãos reuniam-se para culto no primeiro dia da semana (Atos 20.6-7).
Paulo instruiu os cristãos em Corinto a fazer contribuições no primeiro dia da semana (I Coríntios 16.2).
No primeiro dia da semana Cristo veio ao apóstolo João na ilha de Patmos (Apocalipse 1.10).

CONCLUSÃO:
Esta é uma questão de se entender o Plano de Salvação, começando com os judeus através da lei e concluindo com todos os povos em Cristo através da Graça. Em Hebreus 4.7-9, fala a respeito de um “outro dia e do descanso” que Deus provê para o seu povo, um descanso muito superior a qualquer dia que tenhamos aqui na terra e esse descanso que nós cremos que vamos receber do Pai lá na glória. Em Cristo não importa o dia de folga que tiramos do serviço, mas sim nossa devoção a Ele TODOS OS DIAS da nossa vida (Salmo 118.24).
Assim como os demais cristos, não guardamos o dia de Sábado como dia do Senhor e sim o Domingo, porque vivemos pela graça de Cristo, comemoramos a sua ressurreição e não aceitamos a pregação da salvação pelas obras da lei.

[1] Revista Em Marcha, OS DEZ MANDAMENTOS, Imprensa Metodista, 2 Edição, 1993
[2] Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicaes Ltda.
[3] CABRAL, J. Religiões, seitas e heresias. Ed. Gráfica Universal, 1ª ed., São Paulo, 1998.

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  1. Nosso propósito, aqui, é relatar alguns textos das Sagradas Escrituras que fazem alusão ao tema do Sábado na Bíblia, ou da guarda do Sábado. Deixaremos que o leitor tire suas próprias conclusões. Faremos o papel de um suposto promotor de justiça, com a função, simplesmente, de relatar os fatos, sem a preocupação de emitir uma sentença parcial, total, ou até mesmo uma condenação.

    Quanta confusão e polêmica têm ocorrido em relação à observância e à guarda do Sábado, desde a época de Yeshua. Quantas doutrinas, seitas e divergências surgiram em decorrência deste tema. Afinal, têm os judeus razão quando observam o Sábado, o dia de descanso, como um dos Dez Mandamentos do Senhor entregues a Moisés no Monte Sinai? Pode um cristão, debaixo da graça, não-judeu, guardar ou observar o Sábado? Primeiro, o que quer dizer a palavra Sábado na língua hebraica? A palavra “Shabat” significa, no hebraico, cessar, desistir, descansar. Como substantivo, quer dizer o dia da semana chamado Sábado, que é o sétimo dia. É interessante observar outras palavras no hebraico que possuem a mesma raiz “sheb ou shab”, que no alfabeto representa-se pelas letras “shin” e “bet”. Assim, a palavra “shebat” significa o número sete; “Shibim”, setenta; “shebii”, “shebua” significa período de sete, semana, ou Festa das sete semanas (Shavuot, que é a Festa de Pentecostes). O número sete, na Bíblia, aponta para algo que é perfeito, eterno, pleno, completo, absoluto. Desta raiz advém, também, a palavra “shabá”, que significa jurar, conjurar. É interessante, também, notar que, na língua hebraica, muitos antônimos são formados pelo mesmo radical. Na minha opinião, dá a entender que possa ter havido um propósito do Eterno em chamar nossa atenção para o sentido oposto. Assim, no hebraico, a palavra “shabar” significa comprar, adquirir, enquanto shabat significa descansar, parar, cessar algo que se estava fazendo; justamente o contrário de comprar, adquirir, trabalhar, verbos estes que denotam uma atividade dinâmica, e não de descanso, repouso. Ainda estudando a palavra “Shabat” no hebraico, gostaríamos de considerar, pelo menos, quatro pontos bíblicos importantes:

    Em primeiro lugar, Êxodo 20:8 associa a guarda do Sábado ao fato do próprio D-us ter descansado no sétimo dia, depois de seis dias de trabalho (Gn. 2: 2-3). Tudo o que D-us fez, Ele avaliou como bom, segundo o registro de Gênesis. Entretanto, somente o Sábado Ele santificou, dando a entender que tão importante quanto foi a criação do homem, é o dia de descanso, o sétimo, para o qual D-us, com certeza, tem um propósito futuro a ser revelado à humanidade. O Sábado, portanto, é um convite a regozijar-se com a criação de D-us, reconhecendo sua soberania divina.

    Neste dia, tranqüiliza-se a alma com momentos de oração, refletindo o significado da vida, honrando e glorificando o nome do Criador, ouvindo a Sua voz, fortalecendo-se na sua Palavra, imbuindo-se da Sua própria natureza.

    Em segundo lugar, observa-se, em Dt. 5:15, um motivo diferente para a guarda do Sábado, fazendo o povo hebreu lembrar-se de que foram servos na terra do Egito, e que o Senhor os tirou dali com mão poderosa. Não seria analogamente viável lembrar-se de que um dia, também, o crente em Yeshua foi escravo do sistema de pecado, vivendo aprisionado neste mundo?

    Terceiro, o Sábado é também um bom senso legal, concedendo um dia de descanso àqueles que trabalham durante um período consecutivo de seis dias. O livro de Êxodo 23:12 diz que “seis dias farás os teus trabalhos, mas ao sétimo dia descansará”. Seria possível associar isso com o fato registrado em I Coríntios 16:2, quando os apóstolos, no primeiro dia da semana (domingo), faziam uma coleta para os pobres de Jerusalém evitando, com isto, qualquer tipo de trabalho no Sábado?

    Finalmente, o Sábado é um sinal da aliança de D-us com o homem. Por inúmeras vezes, o próprio D-us tornou este sinal visível, como o arco com Noé, a circuncisão com Abraão, culminando no sangue de Yeshua – uma aliança eterna de salvação para a humanidade que nEle crer. Estamos debaixo do legalismo da Lei, ou debaixo da Graça de D-us ? A grande verdade é que todos os crentes gentílicos em Yeshua são participantes desta aliança que D-us fez com o povo de Israel. Como ramos enxertados na oliveira que é Israel (Rm. 11: 20), tem-se certos direitos. Gálatas 3:29 diz que, em Yeshua, somos descendentes de Abraão e herdeiros conforme as promessas.

    Em outras palavras, podemos entender que, em Yeshua, temos direito a todas as promessas desde o tempo de Abraão, lembrando-nos de que as leis de Moisés vieram somente muito tempo depois.

    Primeiramente, o que é legalismo? Podemos definir legalismo como sendo uma tentativa ou necessidade de manter a lei para obter o perdão para a salvação; ou tratar meramente as tradições como se fossem a verdadeira lei; ou qualquer tentativa de se manter os mandamentos ou as ordenanças de D-us. Legalismo seria o jugo que os judeus colocam mais alto e com mais elevado destaque, o que excede o próprio princípio da lei. Em outras palavras, dá-se mais importância ao jugo, à forma, ou à maneira e ao modo com que a lei é praticada do que o princípio intrínseco da lei.

    O judeu messiânico David Stern, em seu Livro Novo Testamento Judaico, comenta Romanos 6:14-15 usando a palavra “legalismo”. Assim, encontramos em seu livro: “Porque o pecado não terá autoridade sobre vós; porque não estais debaixo do legalismo, mas da graça. Então, a que conclusão devemos chegar?

    Pecaremos porque não estamos debaixo do legalismo, mas sob a graça? Jamais!” A palavra grega para lei, na versão original, é “nomos”, e não tem o significado primário de lei, mas sim de norma. Quando uma norma particular acontece de ter uma lei, então nomos pode descrever uma lei; mas não significa lei, como legislação. Significa a norma. A tradução correta seria, então: “você não está sob a norma (costume), mas sob a graça”. O legalismo, definido pelo Dr. Stern, é uma interpretação da norma então aplicada. A norma é aplicada ao mundo em geral. Porém, nós não somos deste mundo (Jo. 15:19). Assim, a norma não se aplica a nós. A norma (ou as regras) do mundo está sob juízo e condenação. A norma do mundo é pensar que se obtém o perdão dos pecados por meio de obras (o que é contradito nas Escrituras). Não estamos sob as normas do mundo, porque pertencemos ao Reino de D-us, e estamos sob a graça de Yeshua, que é exceção, e não a regra (norma). Paulo não está pregando que a Lei não se aplica, pois ela é santa, justa e boa (Rm. 7:12; II Tm. 3:16), e o conhecimento do pecado veio através da Lei. Por isso, o pecado é a transgressão da Lei. Yeshua não aboliu a Lei de Moisés, nem as outras ordenanças do Antigo Testamento “Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido. Qualquer um que violar, pois, um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar, será chamado grande no reino dos céus” (Mateus 5: 17-19). “ Ensinando-as a guardar todas as coisas que os tenho ordenado” (Mateus 28:20). “ Qualquer um que comete pecado, transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” ( I João 3:4).

    Os textos acima são muito claros. Por outro lado, gostaria de ressaltar dizendo que todo aquele que está debaixo da graça de Yeshua, o Messias, não está debaixo da lei (Romanos 6:14). Também deve ser claro para nós que Yeshua não revogou a lei como algo mal, nocivo à humanidade. Sabemos que a Lei em si é boa, é um princípio dado por D-us, e nós devemos conhecer e entender este princípio.

    Por exemplo: “D-us disse: Produza a terra relva e ervas que dêem semente…” (Gn. 1:11). Ou seja, o princípio é : “a semente veio da terra, então, tudo o que a semente tem, a terra também tem. Em outras palavras, não vamos achar nenhum elemento químico numa árvore, por exemplo, que não possa ser encontrado na terra, pois a semente (árvore) veio da terra”.

    Vamos, agora, tecer alguns comentários importantes para um melhor entendimento do Sábado.

    Primeiro, aquele que estiver debaixo da graça de Yeshua não está debaixo (do jugo) da lei (Rm. 6:14). O guardar a Lei de Moisés do Antigo Testamento está relacionado com a qualidade de vida, e não com a vida eterna. Ninguém terá “novo nascimento” pelo cumprir a lei. Yeshua disse: “Quem não nascer de novo, não pode ver o reino de D-us… Em verdade, em verdade, te digo que quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de D-us. (João 3:3 e 5) Quem crê no Filho (Yeshua) tem a vida eterna…” (João 3:36) “Porque D-us amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16). A fé em Yeshua gera a vida eterna, não a guarda da lei. Mas, ela é importante e benéfica para a qualidade de vida física, emocional e espiritual. Ela revela o caráter do Messias, a personalidade de D-us.

    Segundo, é importante entender o versículo de Romanos 10:4, que diz: “Pois o fim da lei é Cristo”. Muitos pensam que Cristo acabou com a lei. A palavra “fim”, na versão original (no grego), quer dizer “telos”, e significa cumprimento, aquilo que cumpre, que se realiza, e não o final de alguma coisa. Esta palavra “telos” aparece em outras passagens bíblicas, como em Lucas 22:37 e I Timóteo 1:5, em ambos os casos no sentido de “cumprir” algo, e não de terminar ou abolir. Portanto, quando se diz que o fim da lei é Cristo, entende-se que toda a lei se cumpre em Cristo, e não que Ele acabou com ela como se ela fosse algo ruim ou alguma coisa mal feita por D-us.

    Por isso, Yeshua disse: “…não vim revogar a lei, mas cumprir” (Mt. 5:17). Terceiro, toda a Escritura (Antigo e Novo Testamentos) é Palavra viva de D-us, e foi inspirada pelo Espírito Santo (II Tm. 3:16). Tudo o que D-us fez é bom. Ele nunca se enganaria, na sua onisciência, criando as leis do Antigo Testamento para depois anulá-las. Assim, lembremo-nos do que já fora dito: o importante não é seguir a tradição legalista da lei, mas entender o princípio divino contido nela. Se estamos em Yeshua, guiados e cheios do Espírito dEle, entenderemos bem estas coisas e estes mistérios.

    Quarto, as 613 leis constantes na Torah, por exemplo, compreendem leis morais (os dez mandamentos ditados por D-us, por exemplo, que incluem a guarda do Sábado), as leis éticas (para o estilo e qualidade de vida, como as leis do que comer, o que beber, o que vestir etc.) e as leis cerimoniais (como, por exemplo, o sacrifício de animais para remissão dos pecados).

    Yeshua é o cordeiro de D-us, que está vivo e tira o pecado do mundo, trazendo vida eterna àquele que o recebe como Senhor e Salvador, pela fé. Não tem sentido, então, sacrificar mais cordeiro ou qualquer outro tipo de animal com este fim.

    Portanto, está evidente que as leis morais e éticas, se recomendadas por D-us, são boas e eficazes para quem as guarda. A lei, sem a graça de Cristo, é fardo e jugo; mas nEle, é leve e suave, pois Yeshua leva todo o peso e o jugo (Mt. 11:29-30).

    Quinto, a observância do sétimo dia para descansar (no sentido natural) o corpo e a alma (mente, alívio das tensões emocionais etc.), além de nos colocar, espontânea e alegremente, à disposição do Senhor para orar, adorar, alimentando nosso espírito com sua Palavra, impulsiona-nos a trabalhar na Sua obra, o que é bíblico e recomendável a todos, judeus e gentios crentes.

    Sexto, o fato de Yeshua ter ressuscitado e os apóstolos terem se reunido no primeiro dia da semana para distribuir os dízimos, não anulou e nem anula o dia de Sábado; tão pouco anula o princípio do descanso contido no dia de Sábado. D-us não mandou guardar qualquer dia da semana, como muitos querem e gostam de argumentar, mas Ele ordenou que fosse o sétimo. E sétimo é sétimo, não o primeiro, o segundo etc. “Por seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas, o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu D-us” (Ex. 20:9-10). D-us define o sétimo dia como Sábado. Sétimo, a observância do Sábado é citada mais de 20 vezes no Antigo Testamento, e mais de 25 vezes no Novo Testamento. Yeshua e seus discípulos observavam o Sábado e passavam grande parte deste dia reunidos nas sinagogas, estudando a Palavra. Pois a observância do Sábado era, sobretudo, para o estudo das Escrituras.

    Vide, por exemplo, algumas passagens como Lucas 4:16 (Yeshua tinha o costume de ensinar e estudar as Escrituras no Sábado). Yeshua ensinou, também, o verdadeiro e correto modo de guardar o Sábado, que é dedicando-se ao Senhor; trabalhando, sim, na obra de D-us (Lc. 6:6-11, Lc. 23:56 e Mt. 12:8). Estes últimos textos também falam que Yeshua é o Senhor do Sábado. Mt 2:27-28 diz que o Sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do Sábado etc. A Igreja primitiva observava o Sábado, como mostrado no livro de Atos: judeus e gregos “…entrando-se na sinagoga no dia de sábado… rogavam que estas palavras fossem repetidas no dia de sábado seguinte… No sábado seguinte, reuniu-se quase toda a cidade para ouvir a palavra de D-us…Ora Paulo, segundo o seu costume, foi ter com eles e, por três sábados, discutiu com eles as Escrituras…E ele discutia todos os sábados na sinagoga, e persuadia a judeus e gregos…” (At. 13:14, 42, 44; 16:13; 17:2; 18:5, e outras passagens).

    Não temos, aqui, o propósito de fazer um estudo profundo sobre o mandamento do Sábado, senão afirmar que se trata de um dia de Festa (Lv. 23:3). Entretanto, vejamos mais alguns versículos bíblicos, agora no Antigo Testamento, para entendermos melhor sua observância. O Shabat é muito mais que um descanso para o corpo e para a alma (mente, emoções etc.), além de ser um dia, por excelência, para receber alimento do Espírito de D-us.

    O Shabat de D-us é um sinal (Ex. 31:13-18): “Certamente, guardareis os meus Sábados, porquanto isto é um SINAL entre mim e vós pelas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica…”. Vejamos, o Sábado é um sinal para que se lembre da aliança que D-us havia celebrado com o homem, aqui representado pelos filhos de Israel, os judeus. Porém, em Yeshua, o muro de separação entre judeus e gentios foi quebrado, para que todos que nEle crêem possam gozar de todas as bençãos e promessas (Ef. 2:14; Gl. 3:29). O Sábado também nos lembra o milênio que há de vir, quando Yeshua reinará com sua Igreja. Sábado é dia de alegria, é dia de rejubilar-se, reconhecendo a soberania do D-us criador dos céus e da terra. Yeshua é o Senhor do Sábado, e Ele é o Rei dos Reis. Por isso, não se jejua no dia de Sábado, pois é dia de regozijo e de privilégio, por crermos num D-us único, Criador de todas as coisas. É claro, também, que não precisamos de um dia para reconhecer todas estas coisas, mas a guarda do Sábado é uma forma de homenagear o Criador e sua criação, sem legalismo algum. Se estamos em Cristo, fazemos isto por revelação, e não por jugo ou por peso da lei. Podemos comparar o Sábado com o memorial da Ceia do Senhor. Ambas as celebrações são memoriais. Uma nos lembra da morte, da ressurreição e da aliança que temos pelo sangue do Cordeiro, o Messias Yeshua; a outra, faz-nos lembrar do Criador, da criação e, profeticamente, daquilo que virá: o descanso, a vida eterna que está reservada para aqueles que crêem.

    O argumento muito usado de dizer que lei é para judeu, e que crente ou evangélico não tem nada a haver com ela, demonstra uma grande ignorância, comodismo espiritual, ou até mesmo um casuísmo, ao separar aquilo que é de interesse pessoal daquilo que não é. Por exemplo, a lei de observar o dízimo é do Antigo Testamento, e nem por isso ela deixou de ser guardada pelos crentes. Isso porque ela é uma benção para quem a obedece e observa. Por que ela, então, sendo lei, não vale só para os judeus? A lei da prosperidade, tão pregada nas igrejas, não seria outro bom exemplo de bençãos existentes no Antigo Testamento? Por que, então, ignorar as outras leis do Antigo Testamento? Por que há tanto desconhecimento das 613 leis de Moisés? Não foram elas, também, criadas por D-us? Será que todos entendem bem o que diz o Novo Testamento sobre a Lei?

    O verdadeiro cristão deve ser coerente com aquilo que prega. Não se deve desmerecer os princípios do Senhor na forma dos mandamentos ou ordenanças, só porque estão contidos no Antigo Testamento, e, por outro lado, ressaltar só aquilo que interessa ou que não nos incomoda. Por que, então, os cristãos têm que guardar o domingo, que é uma instituição papal? E será que, realmente os cristãos têm guardado o domingo, reservando este dia exclusivamente para D-us, não trabalhando e cumprindo aquilo que manda as Escrituras? Yeshua é o cumprimento de toda a lei. Se estamos nEle, podemos, alegremente, sem peso e sem imposição, cumprir com Ele, também, todos os aspectos qualitativos da Lei.

    A maldição está no não cumprimento da lei, não na própria lei, que é santa e boa. Lembremo-nos de que alguns ramos da oliveira (judeus) foram cortados para que os gentios fossem enxertados, tornando-se participantes da raiz e da seiva desta oliveira (Rm. 11:17). Paulo, inspirado pelo Espírito de D-us, disse: “Judeu não é aquele que foi circuncidado na carne, exteriormente. Judeu é aquele que o é interiormente, e a circuncisão a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de D-us” (Rm. 2:28-29). Se estamos em Cristo, somos livres e devemos fazer tudo por fé (Hb. 11:6) e por amor, na revelação da Palavra, nunca por imposição ou por puro e cego legalismo.

  2. Eu Filipe cajaiba descordo desse tema ”O sábado para o judeu e o domingo para o cristão”.
    Deus fez o sábado para ser guardado por todos os seres humanos desde a criação terra,
    quando você afirma que Deus mudou a lei você está certo em parte porque a lei que foi mudada foi
    a lei dos homens que era a do casamento, a do sacrifício em fim as leis cerimoniais, mas a lei de Deus que são 10 mandamentos que foi escrita pelo seu próprio dedo esse não muda e jamais mudará porque são estas leis que definem o seu caráter, saiba que Deus nunca muda e que a sua lei é eterna, o sábado faz parte sim dos 10 mandamentos e é melhor ter muito cuidado porque se não guardares o sábado ou tropeçares um som mandamento saras culpado de todos os outros… (Sejam hipócritas, saibam que O sábado é o dia do Senhor)

  3. o sábado faz parte sim dos 10 mandamentos e é melhor ter muito cuidado porque se não guardares o sábado ou tropeçares um som mandamento saras culpado de todos os outros… (Sejam hipócritas, saibam que O sábado é o dia do Senhor)

    Se você tropeçar em um só mandamento serás culpado, certo? sendo assim será que estas ou estamos cumprindo todos para delegar tanta autoridade a um dia somente.

    Que o Espírito Santo no oriente.

  4. A BÍBLIA NÃO DIZ QUE QUE JESUS ABOLIU O SÁBADO,POREM QUE O SABADO FOI CRIADO POR CAUSA DO HOMEM E NÃO O INVERSO,E AI SIM QUE ELE ATÉ DO SÁBADO É O SENHOR,ELE NÃO DISSE QUE SEPAROU O DOMINGO E O ABENÇOOU.PREFIRO FICAR COM A PALAVRA DE DEUS QUE DIZ EM GENESIS 2 VERSOS 1 2 E 3[NA LINGUAGEM DE HOJE]:ASSIM TERMINOU A
    CRIAÇÃO DO CÉU E A TERRA E DE TUDO O QUE HÁ NELES. NO SÉTIMO DIA DEUS ACABOU DE FAZER TODAS AS COISAS E DESCANSOU DE TODO O TRABALHO QUE HAVIA FEITO. ENTÃO ABENÇOOU O SÉTIMO DIA E O SEPAROU COMO DIA SAGRADO,POIS NESSE DIA ELE ACABOU DE FAZER TODAS AS COISAS E DESCANSOU.[DETALHES:JESUS NÃO ABENÇOOU E NEM SANTIFICOU O DOMINGO,POIS ELE DISSE QUE NÃO FAZIA A SUA PROPRIA VONTADE,MAS DO PAI;E OUTROSSIM,NO MOMENTO DA CRIAÇÃO HAVIA APENAS ADÃO E DEPOIS A EVA,TIRA DE SUA COSTELA].SE JESUS CRISTO NÃO DISSE QUE O SÁBADO,PERDEU A SUA VIGENCIA,TAMPOUCO ELE DISSE QUE O DOMINGO DEVERIA SER GUARDADO.POR ISSO PREFIRO FICAR COM A BIBLIA,NO QUE DEUS DISSE NO PRINCIPIO…JESUS CRISTO É O MESMO HONTEM,HOJE E ETERNAMENTE.JESUS CRISTO É A PORTA.ELE É A NOSSA SALVAÇÃO E PRONTO. DEUS ABENÇOE A TODOS.

  5. Tenho pena de quem tem a mente tão fechada e que tenha publicado este texto sem a minima visão da biblia. Deus esta prestes a voltar e o grande sinal do povo de Deus é a guarda do Sábado aqueles que amam a sua lei e esta cravada em seu coração. O inimigo tem deturpado a mente das pessoas, e a publicação deste texto éprova disto.

  6. meu amigo não sou adventista e não vou defende los ,mas você esta mais por fora que arco de barril !!!
    nós gentios não temos obrigação de observar o sábado, nossa obrigação ficou estabelecida em atos 15 no concilio de jerusalém !
    mas quanto ao que você escreveu que DEUS e JESUS trabalhou no sábado é verdade mas não trabalharam “REMUNERADAMENTE” preste atenção DEUS jamais deu uma lei e depois anulou JAMAIS, JESUS disse que nenhum til da lei cairá Mateus 5;17 18 19 os judeus tem que guardar o sétimo dia sim pois a nova aliança que JESUS confirmou na cruz está em Jeremias 31; 31 com a casa de Israel e Judá a lei “TORÁ” dentro do coração e não derrubada como tu deu a entender
    shalom

  7. A paz amado irmaos,como observamos toda a biblia fala da guarda do sabado entao como Deus ordenou q nos guardacemos entao quem somos nos para nao obdc,pois Deus nunca mudou e nem vai mudar,espero q Deus nos dê o entendimento e para aqueles que nao obc a lei que Deus nos ordenou tenha cuidado poois jesus estar voltando!!!!

  8. Shalom meu amigo , quero aqui me retratar !
    quando disse que “não quero defender os adventistas”- não disse que sou contra, pois também guardo o sábado!!!!! graças a DEUS… e respeito muito a todos, – e quando disse que no concilio de Jerusalém não ficou como obrigação para nos os gentios observar o sábado eu quis dizer no sentido de ponto para salvação ! pois não seremos salvos por isso , mas é claro que o domingo é um dia de adoração a um deus pagão o deus “mitra” ou antigo “ninrode” portanto este teólogo foi infeliz ao escrever que tanto faz sábado ou domingo já que o domingo se trata de uma mentira de roma …..
    Atos 15 é o inicio da fé em yeshua o restante das leis devem ir sendo acrescentadas !
    O SÁBADO É DO CRIADOR “HASHEM” HELOHIM DE ISRAEL.,
    O DOMINGO É DO deus SOL…. CATÓLICOS…..
    A SEXTA FEIRA É DO deus SOL alá DOS MUÇULMANOS ….
    espero ter esclarecido
    vamos adorar a DEUS em seu dia estabelecido amem!
    SHALOM

  9. Somos salvos pela graça e não pelas obras da lei. Se assim fosse o sacrifício de Jesus seria em vão.

  10. “Depois dessa primeira iniciação, recordamos constantemente entre nós essas coisas e aqueles de nós que possuem alguma coisa socorrem todos os necessitados e sempre nos ajudamos mutuamente. 2Por tudo o que comemos, bendizemos sempre ao Criador de todas as coisas, por meio de seu Filho Jesus Cristo e do Espírito Santo. 3No dia que se chama do sol, celebra-se uma reunião de todos os que moram nas cidades ou nos campos, e aí se lêem, enquanto o tempo o permite, as Memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas. Quando o leitor termina, o presidente faz uma exortação e convite para imitarmos esses belos exemplos. 5Em seguida, levantamo-nos todos juntos e elevamos nossas preces. Depois de terminadas, como já dissemos, oferece-se pão, vinho e água, e o presidente, conforme suas forças, faz igualmente subir a Deus suas preces e ações de graças e todo o povo exclama, dizendo: ?Amém?.
    Vem depois a distribuição e participação feita a cada um dos alimentos consagrados pela ação de graças e seu envio aos ausentes pelos diáconos. 6Os que possuem alguma coisa e queiram, cada um conforme sua livre vontade, dá o que bem lhe parece, e o que foi recolhido se entrega ao presidente. Ele o distribui a órfãos e viúvas, aos que por necessidade ou outra causa estão necessitados, aos que estão nas prisões, aos forasteiros de passagem, numa palavra, ele se torna o provedor de todos os que se encontram em necessidade. Celebramos essa reunião geral no dia do sol, porque foi o primeiro dia em que Deus, transformando as trevas e a matéria, fez o mundo, e também o dia em que Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dos mortos. Com efeito, sabe-se que o crucificaram um dia antes do dia de Saturno e no dia seguinte ao de Saturno, que é o dia do Sol, ele apareceu a seus apóstolos e discípulos, e nos ensinou essas mesmas doutrinas que estamos expondo para vosso exame.” ( Justino de Roma, I Apologia cap 67, cerca de 148-155 d.C.)

    Como se pode ver desde os primordios os cristãos guardavam o Domingo(dia da Ressureição de Cristo) como novo dia de repouso e oração.Não se trata de nenhum decreto papal como alguns leitores dizem acima.Querem mais provas? Vou transcrever abaixo um trecho da epistola de Inacio de Antioquia que foi bispo desta cidade e recebeu os ensinamentos diretamente de Pedro.Será que os leitores acima consideram que ele era um herege,um falsario tambem? Ou um servo da “Igreja que veio de Roma” enviado de volta pra o passado por algum papa ou imperador?

    “Aqueles que viviam na antiga ordem de coisas chegaram à nova esperança, e não observam mais o sábado, mas o dia do Senhor, em que a nossa vida se levantou por meio dele e da sua morte. Alguns negam isso, mas é por meio desse mistério que recebemos a fé e no qual perseveramos para ser discípulos de Jesus Cristo, nosso único Mestre”.[21]Epistola aos Magnesios.

    Como se pode ver não se trata da invenção de algum imperador pagão tentanto enganar os verdadeiros discipulos de Cristo.Era um costume realizado já no 1º sec cristão e autorizado pelos apostolos.Inacio mesmo foi devorado pelos leões por sua fé em Jesus. Infelizmente,nos dias atuais,cada um quer ser um autêntico interprete da Biblia e sem qualquer preparo ou estudo sério alega interpretar inspirado pelo Espirito Santo.Sem saber tal pessoa se autoproclama Papa e papa infalivel!

  11. Caro irmão não sejas mais um dos muito advogados da fé por ai que defendem a transgressão
    dos mandamentos! estude sobre o sábado bíblico sem a visão de roma, mas na ótica Divina .
    Entre nas igrejas católicas mais antigas principalmente as de roma, frança, e toda italia, você verá que a luz do sol brilha sobre o altar onde fica os padres, principalmente ao meio dia!
    Isso não é adoração ao deus sol?

  12. No primeiro dia da semana, tendo-nos reunido a fim de partir o pão, Paulo, que havia de sair no dia seguinte, falava com eles, e prolongou o seu discurso até a meia-noite.
    Atos dos Apóstolos 20:7

    No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder, conforme tiver prosperado, guardando-o, para que se não façam coletas quando eu chegar.
    1 Coríntios 16:2

    Ah sim e você com certeza foi instruido pelos apostolos como o foram Inacio de Antioquia, Clemente, o 3º bispo de Roma, Irineu de Lion e Policarpo (que tambem recebeu os ensinamentos pela voz do apostolo João).Se todos estes advogavam a observancia do Domingo porque eu devo observar o Sabado ?

    Você até pode alegar que tais homens falsificaram a fé e a confiança que receberam dos servos de Cristo.Assim apenas três ou quatro decadas após a vinda de Cristo e logo após a morte dos 12 apostolos a fé cristã já estava profanada.
    Como consequência logica Jesus é um grande mentiroso>Ja que ele prometeu a pedro que as portas do Inferno jamais prevaleceriam sobre sua Igreja.Mas se devemos observar o Sabado, então os primeiros cristãos (ou pelo menos a 2º geração em diante) fraquejaram.Será que so depois de 1800 anos aprox é que Cristo teve piedade e enviou uma seita como a Adventista pra recordar aos homens a verdadeira fé?

    Sim, ja que o discurso oficial dos evangelicos(quase todos) é o seguinte: “os apostolos e primeros cristãos seguiam a fé cristã correta.Em 312 ou no max em 380 os imperadores Constantino e Teodosio criaram a Igreja Catolica(falsa com mil doutrinas pagãs) e deturparam tudo.Até 1517 quando o heroico Lutero rompeu com a Igreja da Babilônia e retornou as bases certas do cristianismo.

    Como Lutero tambem ficou com o Domingo então calculo que no máximo você o vê como um mal menor.Ou seja seguindo sua argumentação durante seculos milhôes de seres humanos viveram sob o jugo de falsas doutrinas e Deus muito ocupado com outros afazeres deve ter deixado o Diabo a solta. Que Deus bondoso e tão impotente perante um adversário que tem tão menos poder do que Ele!Durante 3 anos atuou pessoalmente em forma humana e durante uns 30 ou 40 atuaram seus apostolos e logo depois tudo perdeu-se por obra de homens maus.

    Talvez o senhor pudesse considerar ou estudar que em qualquer Igreja Catolica e nas luteranas tambem o altar é o ponto mais destacado do edificio.Isto para lembrar a Nova Aliança e o sacrificio de Cristo Jesus.Se a luz do Sol ali se destaca é pra nos lembrar a Luz da palavra de Cristo e sua salvaçao.Ninguém quer adorar Mitra o Deus Sol.Alias, foi a Igreja Catolica que enfrentou o mitraismo,enfrentou pela palavra sem precisar perseguir.
    Bem como enfrentou as autoridades imperiais veja o martirio de Inacio,Policarpo,o apostolo Pedro, Clemente I e muitos outros.
    Foram bispos como Ambrosio que repreenderam publicamente o imperador Teodosio I (que tornou o Cristianismo religião oficial) pela sua violencia ao massacrar 5000 manifestantes pagãos na cidade de Corinto.Ele teve que fazer penitencia publica pra ser recebido novamente na Igreja.

    A unica analogia que a Igreja quer fazer com o sol sobre o altar é lembrar que Cristo é o nosso verdadeiro sol(muito mais poderoso e mais forte que o sol do sistema solar) e que ele é a luz verdadeira.
    Talvez o senhor pudesse lembrar tambem que até o sec XIX não tinhamos energia eletrica e que na Europa faz muito frio no inverno.Dai que aproveitar a luz do sol pra iluminar e aquecer o interior da igreja é uma otima ideia.

    Quanto a teologia romana este é uma forma sutil que vocês usam para desacreditar a verdadeira fé.Nossa teologia e CRISTÃ E PORTANTO CATOLICA (UNIVERSAL). Jamais será restrita a uma cidade ou região.
    Então se for assim os luteranos devem ser chamados de teologia alemã pela origem de Lutero? Os batistas,presbiterianos e demais de Teologia Suiça terra de onde Calvino propagou suas ideias?
    Os adventistas seriam teologia americana ou inglesa? Pela origem de seus primeiros idealizadores teologos?

  13. Como complemento da resposta ao senhor Newton peço que leia abaixo.Minha crença em Jesus Cristo é tanto fruto de minha convicção como homem e como estudioso.Crença que recebo a fé Unica e Verdadeira tal como foi revelado por Jesus aos seus apostolos e que estes a transmitiram legitimamente a seus sucessores ao longo dos séculos.
    Em nenhum momento digo e nem jamais direi que os sucessores dos apostolos foram isentos de pecados.Muitos cometeram,inclusive pecados graves.Mesmo assim creio que O Espirito Santo preservou a Igreja de erros doutrinarios.Em atenção a promessa que Jesus fez a Pedro.

    Não espero que o senhor admita isto.A única coisa que peço é que respeite pelo menos o que recebemos dos cristãos primitivos.Estes homens DOUTRINADOS E ESCOLHIDOS PELOS APOSTOLOS E QUE RECEBERAM O BATISMO DO ESPIRITO SANTO não nos deixaram mentiras e qualquer resquicio de culto a Mitra.

    Falar que Paulo guardava o Sabado porque ele ensinava nas sinagogas neste dia é um argumento fraco.Ele mesmo disse que sempre pregava 1º aos judeus onde quer que chegasse,pra isto so podia realizar seu intento no dia de descanço e ensino da Torá judaico. Mas para os seguidores da Nova Aliança o Domingo é o Dia Santo.

    Se o que vem a partir do ano 312 com Constantino I o senhor quer renegar,criticar ou desacreditar eu compreendo.Discordo mas posso entender.Agora desqualificar o que foi relatado antes de 312 ai já é demais.

    A Didache que é um dos mais antigos do Cristianismo e foi escrito ainda no primeiro seculo relata o Domingo como dia do Senhor.
    Inacio de Antioquia que foi bispo de Antioquia entre 68 e 107 DC aprox também. Entre acreditar no que o senhor segue e nas interpretações daqueles que seguiram os ensinos dos 12 apostolos senhor Newton a escolha é bem clara.
    Ademais o senhor ainda desqualifica Calvino e Lutero que como patriarcas das teses protestantes respeitaram o Domingo “papista e mitraista”.

    Credo

    Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstanciai ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus e se encarnou, pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fím. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

  14. DEUS abençoe você querido irmão Leandro, não tenho intenção de ofende lo pelo que creio, acredito que este site é democrático, poi isso expressamos em palavras aquilo que sabemos !
    Agora se eu disser que eu ou você esta certo é um pouco difícil, mas te digo que esta claro que sua teologia vem do catolicismo, sugiro que leia o livro de Flavio Josefo que é um escritor judeu, que afirmou que os cristãos guardavam o sábado! procure nos escritos de Marcião também um dos pais da igreja católica, ele decretou que todas pessoas que tivessem restígios ou coisas judaicas cristãs deveria morrer inclusive quem se recusa se a guardar o domingo. Só estou dizendo isto por que vi que você gosta de historia . mas vamos a bíblia!

  15. Você disse que no primeiro dia os discípulos se reuniram e é verdade, mas você precisa entender que o dia nos tempos apostólicos começava ao por do sol, e não meia noite como nos nossos dias!
    Isto que dizer que Paulo pregou durante todo o sábado de forma que se estendeu até o inicio do 1º dia da semana, os discípulos tinha o costume de partir o pão depois do por do sol, ou seja se fosse nos dias de hoje seria o sábado depois das seis horário de brasília certo. Veja meu irmão se os discípulos tivessem aprendido a guardar o domingo nos três anos que viveram com JESUS então não fizeram certo pois não deixaram exemplo! veja o exemplo de Maria e outros
    “E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento.” (Lucas 23 : 56) veja o exemplo de Paulo em terra que não era israelita mas de gentios, e também não era sinagoga:
    “E no dia de sábado saímos fora das portas, para a beira do rio, onde se costumava fazer oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que ali se ajuntaram.” (Atos 16 : 13)
    Paulo era favor da lei para os gentios leia “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei(.Romanos 3;31) Todos os crentes eram guardadores da lei! em nome de Jesus leia com atenção irmão..
    “Quanto a mim, sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zeloso de Deus, como todos vós hoje sois.” (Atos 22 : 3)
    “E, ouvindo-o eles, glorificaram ao Senhor, e disseram-lhe: Bem vês, irmão, quantos milhares de judeus há que crêem, e todos são zeladores da lei.” (Atos 21 : 20)——– leu irmão zeladores da lei! Quando paulo disse que Jesus cravou na cruz, a lei na forma de ordenanças, não era lei de DEUS, pois, ela é eterna disse o salmista mas a lei do pecado, “Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.” (Romanos 8 : 2) JESUS disse- Mateus 5;17 Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.
    18 Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.
    19 Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.
    O céu e a terra não passou então nenhum til da lei se omitiu!
    DEUS abençoe a todos em nome de JESUS nosso SALVADOR!

  16. Não me considerei ofendido particularmente por nada do que o senhor disse.Apenas não aceito qe alguem tente desqualificar os ensinamentos cristãos catolicos como obra de um personagem tão controverso e dubio quanto Constantino I. Lembro ainda que se ele fosse o fundador da Igreja jamis teria colocado em duvida a crença da Santissima Trindade.Se o senhor conhece bem Historia sabe que ele so foi batizado no leito de morte por seu primo Eusebio,bispo de Nicomedia e semi-ariano.Ele ja estava inclinando-se para a negação da Trindade quando morreu.Alias,até tinha autorizado a volta do criador desta divisão o presbitero Ario.Por sorte da ortodoxia, o mesmo morreu ao cruzar a fronteira de morte natural.Quanto a Atanasio o futuro bispo de Alexandria ele deixou no exilio.

    Além disso, dos 3 filhos de Constantino apenas 1 era ortodoxo,os outros 2 eram arianos e o mais competente deles Constâncio II governou durante 25 fazendo de tudo pra tornar o arianismo a fé oficial.Veja que no Concilio de Niceia I em 325, apenas 2 ou 5 bispos eram partidarios de Ario.E naquele filme mentiroso o Codigo Da Vinci as pessoas pensam que houve um verdadeiro racha na Igreja.

    Quanto a Marcião lamento sua radicalidade antijudaica, mesmo entre os padres apostolicos houve divergências, cabendo ao sucessor de Pedro dirimir os conflitos. De um modo geral a Igreja seguiu a linha de Agostinho de Hipona.Os judeus devem ser poupados da aniquilação para assistir o triunfo do Cristianismo.

    Sei que hoje em dia as pessoas so lembram que a Igreja Catolica e as primeiras igrejas protestantes mataram judeus.O que eles esquecem é que no Atos dos Apostolos é a liderança religiosa judaica que persegue e mata os cristãos.Se o senhor ler livros como “Os Templarios” de Piers paul Read e outros relatos como o martirio de policarpo de Esmirna verá que em toda perseguição imperial contra as comunidades cristãs são os judeus os primeiros a delatar os seguidores de Cristo e juntar a lenha pras fogueiras.

    O papa soube pedir perdão pelos erros do passado.Agora vc já viu alguma autoridade judaica desculpar-se conosco….

    E mais se lendo As Cruzadas de Steve Runciman saberá que quando a pregação cruzadista chegou na Alemanha muitos se aproveitaram para massacrar judeus.Os que escaparam foram protegidos por quem…

    Pelos bispos catolicos que tinham a suserania da algumas terras locais.É bem verdade que muitos o fizeram por questoes politicas e materiais,mesmo assim era quase um consenso respeitar o direito a vida dos judeus desde que não tentassem converter nenhum cristão e pagassem os impostos em dia.Veja que em Roma a comunidade israelita sempre foi protegida pelo papa.Se a Igreja queria acabar com eles como os nazistas tentaram porque os tolerava na sede principal…..

    No filme a lista de schingler o comandante nazista fala que os judeus vieram pra Cracovia na Polonia protegidos por São Casemiro rei Polones canonizado.Por que a Igreja iria canonizar alguem que defendeu aqueles que ela pretendia eliminar…

    Enfim somente na Peninsula Iberica alguns infelizes teologos catolicos defenderam que o sangue judeu transmitia a impureza.O mesmo pensamento era um residuo das antigas leis visigodas que viam o sangue como transmissor de valores.Tal teologia jamais foi referendada por Roma.Nem por igrejas luteranas.Mesmo um jesuita portugues como Padre Antonio Vieira reclamou contra esta pratica iberica dai acabou preso pela Inquisição Portuguesa e solto pela Inquisição Italiana tornando pregador oficial do papa da época.

    Enfim senhor dia de repouso é materia que considero importante porem duvido que seja fundamental pra salvação de quem quer que sirva o Cristo.Eu continuarei honrando Cristo Jesus no dia de Sua Ressureição.

  17. Volto aqui para complementar a resposta anterior e lhe dar uma informação(s) adicional(s).

    Marcião está mais para heresiarca do que Teologo do Cristianismo Primario senhor Nilton.Ele negava a validade dos evangelhos de Mateus,Marcos e Lucas e parece que não aceitava as epistolas de Paulo.Veja so porque este autor é contemporrâneo de um fato não quer dizer que seja canônico.Durante muito tempo a Comunidade de Corinto usou a Epistola de Clemente I,bispo de Roma,como canôn e,posteriormente ela foi retirada.

    Os criterios não posso te dar porque não conheço o assunto tão bem e não sou teologo da Igreja.Se vc quiser mais informações sugiro que leia ou mesmo escreva para sites como veritatis ou a associão cultural são luis de Montfort.Ali vc verá muitas debates uteis e eles transcrevem inclusive perguntas de leitores de outras igrejas ou religiões.Se escrever getilmente te respondem no mesmo tom.

    Ali poderá encontrar inclusive textos de Lutero e da Elen White.

    De qualquer modo nunca esperei que concordasse com o que creio,contudo, já me dou por satisfeito.Em 32 anos de vida o senhor é o 4º evangelico que em dialogo não me acusa de ser possuido pelo demônio,ou porta voz da Besta do Apocalipse,ou mesmo um ignorante que não tem Fé no Cristo Jesus.

    Que Deus Guarde todos nos.

  18. Não creio que isto possa esgotar a polêmica em torno do Dia de Repouso,porém, transcrevo abaixo o artigo do senhor Alessandro Lima,que é responsavel pelo site veritatis.
    De um modo geral recomendo a todos quer sejam catolicos ou evangelicos ou mesmo indiferentes que sempre busquem ler as fontes primarias.

    Podem acreditar que isto ajuda muito,quando fiz minha monografia sobre fim do Imperio do Brasil e principios republicanos.Tive grande surpresa ao perceber que lendo jornais da época,anais da Câmara de Deputados do Imperio o quanto a verdade dos fatos difere da maior parte da versão dos livros de Historia que recebemos nas escolas.Embora não seja uma regra inviolavel, o melhor autor de historia é aquele que cita as mais variadas fontes originais a seu dispor e emite o menor numero de opiniões pessoais.

    Senhores leiam A Historia da Igreja de Eusebio de Cesareia,os livros escritos por Lutero e por Calvino,as cartas deixadas pelos bispos da Igreja entre 90 DC e 312 DC ao menos.Vocês terão uma agradavel(ou desagradavel) surpresa(S)

    A Carta de São Paulo ao Colossenses

    O grande espinho (cf. Pr 26,9) que se encontra na boca dos sabatistas está os seguintes versículos da carta de São Paulo aos colossenses:

    “Ninguém, pois, vos critique por causa de comida ou bebida, ou espécies de festas ou de luas novas ou de sábados. Tudo isto não é mais que sombra do que devia vir. A realidade é Cristo” (Cl 2,16-17).

    Os sabatistas alegam São Paulo ao usar a palavra “sábados” não está se referindo ao sétimo dia, mas aos “sábados cerimoniais”. Como já dissemos em nosso trabalho anterior, São Paulo escreveu esta carta no grego, onde a palavra” sábados” corresponde a “sabbaton”.

    Excluindo a carta de São Paulo aos colossenses, a palavra grega “sabbaton” parece no NT 67 vezes e em 61 versículos.

    Nestas 67 vezes ela possui apenas dois significados:

    1) Em 9 delas a palavra significa “semana”, como por exemplo, em Mt 28,1. A expressão “primeiro dia da semana” é escrita em grego como “mia sabbaton”. No grego toda vez que “sabbaton” é precedida de um numeral ordinal, ela tem o significado de semana;

    2) Em TODAS as 58 vezes, “sabbaton” significa o sétimo dia, isto é, o dia de descanso (cf. Mt 12,1; Mc 1,21; Lc 4,16; Jo 5,9; At 1,12).

    Na Carta de São Paulo aos Colossenses “sabbaton” se enquadra no segundo caso, isto é, significa o sétimo dia da semana, o sábado semanal.

    Ora, se em 58 referências a palavra “sabbaton” refere-se à observância do sábado semanal, por que em Cl 2,16 não?

    A teologia sabatista simplesmente fere todas as regras de exegese e hermenêutica bíblicas em favor de um argumento teológico. Isto é distorcer as Escrituras.

    Os chamados “sábados cerimoniais” eram os dias de festa (“heorte”, as comemorações mensais) e as luas novas (“noumenia”, as comemorações anuais). “Sabbaton” não tem nada haver com tudo isto, e nem com os sacrifícios no Templo, mas com o dia de Sábado, o dia semanal, o dia de descanso.

    Ora, se São Paulo não está ser referindo à observância do sétimo dia, por que então relacionou “sabbaton” à lista das observâncias judaicas que deveriam ser esquecidas pelos Cristãos?

    Mas qual é o argumento teológico o qual os sabatistas tanto se prendem para aplicar à palavra “sabbaton” de Cl 2,16 um sentido que ela não tem?

    A suposta divisão da Lei mosaica em lei cerimonial e lei moral

    Os sabatistas dividiram a Antiga Lei dos Judeus em duas: cerimonial e moral. Onde a lei moral foi proferida por Deus, escrita pelo dedo Deus em tábuas de pedra e colocada dentro da Arca da Aliança; por isso deverá permanecer firme para sempre, não foi destruída por Cristo na Cruz. Ainda segundo eles, a lei cerimonial foi ditada por Moisés, escrita por Moisés num livro, nada aperfeiçoou, foi posta ao lado da Arca; por isso é revogável, foi cravada na cruz.

    Eles referem-se aos Dez Mandamentos como lei moral e ao restante como lei cerimonial.

    A resistência deles quanto ao ensino de Paulo em Cl 2,16, deve-se por acreditarem que nenhuma letra dos dez mandamentos foi revogada por Cristo, onde a observância do Sábado é o quarto.

    Não negamos que em todas as observâncias divinas existe uma Lei Moral, que tem seu núcleo dos Dez Mandamentos. O problema apresentado pela teologia sabatista é que esta faz uma divisão arbitrária da letra, como se não houvesse moral nos ensinamentos mosaicos ou dos profetas.

    Todo cerne desta questão se deve a duas coisas: 1) a falsa não distinção entre as observâncias divinas: decálogo, lei mosaica e os profetas 2) a verdadeira distinção entre a letra e o espírito destas observâncias.

    Sobre o primeiro item, dizemos que todas as observâncias judaicas foram dadas por Deus, e por isso, todas elas foram recebidas com igual reverência, como um único conjunto coeso. Isso é testificado no Êxodo: “O Senhor disse a Moisés: ‘Sobe para mim no monte. Ficarás ali para que eu te dê as tábuas de pedra [10 mandamentos], a lei [Torah escrita] e as ordenações [Torah oral] que escrevi para sua instrução'” (Ex 24,12).

    A distinção que os sabatistas forçam entre o Decálogo (os Dez Mandamentos) e a Torah (Lei de Moisés), não é fruto do pensamento judaico comum:

    “O Talmude, a propósito de um ponto em discussão, lembra: ‘A lei mandava recitar todos os dias os dez mandamentos. Por que não os recitam mais, hoje? Por causa das maledicências dos minim [os dissidentes]; para que estes não possam dizer: ‘Estes somente foram dados a Moisés, no Sinal’ (Talmud Jer. Berakot 1 ,3c). Segundo estes minim, Deus só pronunciou os dez mandamentos (Dt 5,22); as outras leis são atribuídas a Moisés. A recitação diária do decálogo, na oração comunitária, favorecia indiretamente esta idéia de que provocava certo desprezo pelas outras leis. A fim de evitar este mal-estar,o judaísmo ortodoxo – talvez nos círculos de Iabne [ou Jâmnia], no fim do século 1 d.C. -suprimiu do serviço sinagogal cotidiano a recitação do decálogo” (LOPES, 1995).

    Conforme lemos, a distinção proposta pelos sabatistas foi condenada pelos próprios judeus. Mas os sabatistas ensinam que Jesus revogou a lei na cruz, porque esta estava fora da Arca da Aliança.

    Note que quando o jovem rico perguntou a Cristo “Mestre, qual é o grande mandamento na lei?” (Mt 22,36), Jesus não lhe perguntou: “qual lei” A moral ou cerimonial?; tão pouco lhe disse: “você está falando dos Dez mandamentos ou da Lei de Moisés ou dos Profetas?”.

    Ao contrário, o Evangelista nos relata que “Respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito. Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo. Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas” (Mt 22,37-40).

    Ora, foi o próprio Cristo que resumiu todo o ensinamento do AT nas palavras acima. Perceberam isso? Toda a lei e os profetas, o Senhor resumiu em duas grandes ordenanças. A primeira delas encontramos no Deuteronômio: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças” (Dt 6,5). A segunda está no Levítico: “Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo: mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor” (Lv 19,18).

    Com efeito, estas duas ordenanças fazem parte do Livro que foi colocado do lado de fora da Arca da Aliança: “Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca da aliança do SENHOR vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra ti” (Dt 31.26). Entretanto, se a tese dos sabatistas estivesse correta, Jesus ao responder ao jovem rico, escolheria dois itens do decálogo e não da Lei Mosaica; ou ainda; poderia dizer ao Jovem que o que importava eram os Dez Mandamentos porque estavam dentro da Arca.

    O próprio Cristo ensinou que não veio revogar a lei ou os profetas (cf. Mt 5,17-18). Com efeito, nos capítulos 5 a 7 do Evangelho segundo São Mateus, encontramos a catequese do Senhor sobre a Lei, isto é, o que a Lei realmente ensina. Aí, o Senhor, restaura o verdadeiro sentido de todas as observâncias dadas no AT. Esta sim é a verdadeira Lei Moral, que na belíssima exposição do Senhor se resume nos dois grandes mandamentos recomendados ao jovem rico (cf. Mt 22,37-40).

    É esta Lei Moral que não foi revogada na Cruz, que possui seu núcleo no Decálogo, não na letra, mas no que Deus queria por ele ensinar. Conforme lemos no Êxodo: “O Senhor disse a Moisés: ‘Escreve estas palavras, pois são elas a base da aliança que faço contigo e com Israel’. Moisés ficou junto do Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água. E o Senhor escreveu nas tábuas o texto da aliança, as dez palavras” (Ex 34,27-28) (grifos meus).

    Sendo a Arca o símbolo do Acordo de Deus e Seu Povo, e o Decálogo o núcleo de todo o ensinamento moral que Deus queria transmitir aos judeus, quis o Senhor que as tábuas com “as dez palavras” fossem postas dentro da Arca da Aliança, simbolizando assim a alma do pacto dentre o Senhor e Seu povo: o amor a Deus e ao nosso semelhante (cf. Mt 5,17-18).

    O que Jesus revogou na Cruz?

    Os sabatistas adoram dizer para nós que observamos o Domingo:” Onde Jesus diz que mudará o Sábado para o Domingo? Onde Ele autorizou tal mudança?”. Aí eu respondo: “no mesmo lugar onde Ele diz que revogará a Lei de Moisés”.

    Nossos contendores dizem que o Decálogo é irrevogável pelas razões que já apresentamos -, e por isso o Sábado é irrevogável. Ora, ordenanças como os sacrifícios do Templo, as observâncias dos dias de festa e luas novas e o Grande Dia da Expiação, por exemplo, foram dadas pelo próprio Deus como irrevogáveis (cf. Lv 23,14; Lv 16,29-34; Ez 46,14; 2Cr 2,4). Então por que os sabatistas não as observam?

    Com efeito, o Profeta Isaías testemunha que toda Lei é irrevogável: “A terra foi profanada por seus habitantes, porque transgrediram as leis, violaram as regras e romperam a aliança eterna” (Is 24,5).

    Antes que alguém se confunda, achando que estamos defendendo para os nossos dias, a observância da Lei de Moisés, a questão será esclarecida pelas palavras de São Paulo:

    “Não há dúvida de que vós sois uma carta de Cristo, redigida por nosso ministério e escrita, não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, em vossos corações” (2 Cor 3,3) (grifos meus).

    Aqui São Paulo ensina que a lei que os fiéis trazem em seu coração é mais excelente que a lei que foi escrita em “tábuas de pedra”. Ora, que lei mais excelente é esta? É o Santo Evangelho pregado pelos apóstolos (“sois uma carta de Cristo, redigida por nosso ministério”) confirmado pela ação do Espírito Santo (“escrita, não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo”). Não é este um belo ensino para os guardadores das tábuas de pedra?

    Então São Paulo continua:

    “Tal é a convicção que temos em Deus por Cristo. Não que sejamos capazes por nós mesmos de ter algum pensamento, como de nós mesmos. Nossa capacidade vem de Deus. Ele é que nos fez aptos para ser ministros da Nova Aliança, não a da letra, e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica” (2 Cor 3,4-6) (grifos meus).

    Percebam, amados no Senhor, que o que foi revogado na Cruz foi a letra da Lei e não o seu espírito, isto é, o que a Lei queria ensinar. Por isso Jesus, disse que não veio revogar a Lei, mas dar-lhe seu fiel cumprimento (cf. Mt 5,17-18). Por isso, o Cristianismo é o fiel cumprimento do Judaísmo, não segundo a letra, mas segundo o Espírito.

    São Paulo ainda tem outro recado os observadores das tábuas de pedra:

    “Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de tal glória que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos no rosto de Moisés, por causa do resplendor de sua face (embora transitório), quanto mais glorioso não será o ministério do Espírito! Se o ministério da condenação já foi glorioso, muito mais o há de sobrepujar em glória o ministério da justificação! Aliás, sob esse aspecto e em comparação desta glória eminentemente superior, empalidece a glória do primeiro ministério. Se o transitório era glorioso, muito mais glorioso é o que permanece!” (2 Cor 3,7-11).

    Não é este evento referido por São Paulo que encontramos no livro do Êxodo? Vamos conferir:

    “Moisés ficou junto do Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água. E o Senhor escreveu nas tábuas o texto da aliança, as dez palavras. Moisés desceu do monte Sinai, tendo nas mãos as duas tábuas da lei. Descendo do monte, Moisés não sabia que a pele de seu rosto se tornara brilhante, durante a sua conversa com o Senhor. E, tendo-o visto Aarão e todos os israelitas, notaram que a pele de seu rosto se tornara brilhante e não ousaram aproximar-se dele” (Ex 34,28-30) (grifos meus).

    Vejam, amados do Senhor, São Paulo chama as ordenanças do Decálogo de “ministério da morte”, “transitório”, “ministério da condenação”, este que “em comparação desta glória eminentemente superior, empalidece a glória do primeiro ministério”. Por acaso São Paulo está ensinando que o Decálogo é irrevogável como crêem os sabatistas?

    Desta forma, o que o Senhor Jesus aboliu na Cruz do Calvário (cf. Cl 2,14) foi a letra de todas as ordenanças do AT e não seu espírito, o que incliu o Decálogo.

    A verdadeira Lei Moral, conforme ensinada por Cristo (cf. Mt 5-7) tem seu fiel cumprimento e excelência na Fé Cristã, na pregação dos Apóstolos, corroborando com as Santas Palavras do Salvador, que afirmou que traria a Lei à perfeição (cf. Mt 5,17).

    Permita também a Misericórdia Divina que nossos contendores percebam que o “descanso Sabático” referido na carta aos Hebreus, não se trata da observância do Sábado semanal, mas do descanso do Justos que morreram na amizade do Senhor.

    Ceia do Senhor, cerimônia de adoração a Deus

    Todos os sabatistas reconhecem que a “Ceia do Senhor” era observada no primeiro dia da Semana, isto é, Domingo. Eles imaginam que esta ceia era uma mera reunião gastronômica, uma espécie de refeição comunitária entre os fiéis.

    Ora, a advertência paulina contra este tipo de pensamento é exatamente o tema do Capítulo 11 de sua primeira carta aos Coríntios: “Desse modo, quando vos reunis, já não é para comer a ceia do Senhor” (1 Cor 11,20).

    Muitos cristãos iam só para comer e beber, e São Paulo os repreende ensinando que a “Ceia do Senhor” não é uma mera refeição, conforme atestamos nos versículos abaixo:

    “porquanto, mal vos pondes à mesa, cada um se apressa a tomar sua própria refeição; e enquanto uns têm fome, outros se fartam. Porventura não tendes casa onde comer e beber? Ou menosprezais a Igreja de Deus, e quereis envergonhar aqueles que nada têm? Que vos direi? Devo louvar-vos? Não! Nisto não vos louvo…” (1 Cor 11,21-22) (grifos meus).

    Toda vez que participamos de um almoço comunitário o objetivo é comermos e bebermos na presença dos irmãos. Mas São Paulo deixa muito claro que a “Ceia do Senhor” não é um almoço comunitário.

    Com efeito, antes destes versículos, São Paulo dá várias instruções de como os fiéis devem se portar na celebração cristã de Culto ao Senhor. Após os versículos 20 a 22 fica mais que claro que o Apóstolo fala da celebração Eucarística, isto é, o oferecimento do Sacrifício de Cristo sob as espécies do pão e do vinho e a comunhão destas espécies entre os fiéis, tal como Jesus ensinou:

    “Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente. Tal foi o ensinamento de Jesus na sinagoga de Cafarnaum” (Jo 6, 53-59) (grifos meus).

    Uma reunião entre fiéis, que possui ministro, manifestação do Espírito Santo, cânticos, leituras, comunhão do Corpo e Sangue do Senhor, isso por acaso se parece com um almoço comunitário?

    A associação da “Ceia do Senhor” como celebração de culto de adoração a Deus é mais que evidente na primeira carta paulina aos Coríntios. Mas para isto os sabatistas fazem vistas grossas.

    É ponto pacífico entre todos os cristãos, imagino – que a “Ceia do Senhor” se dava no primeiro dia da semana.

    O Testemunho dos Santos Mártires

    Os sabatistas dizem antes do Concílio de Nicéia (325 d.C.) a Igreja Cristã era pura e sem mácula e que Constantino paganizou a Igreja, começando pela institucionalização do domingo como dia de Culto.

    A tese deles é desmascarada quanto trazemos ao conhecimento público, textos anteriores a este período que testificam a associação comprovada nas cartas paulinas: Ceia do Senhor + Culto de Adoração + Primeiro dia da semana (ver a parte I deste artigo). Note o leitor que os textos trazidos à tona, não são casos isolados, mas são textos escritos pelo punho dos próprios discípulos diretos dos Apóstolos: Inácio de Antioquia, Policarpo de Esmirna, Pápias de Hierápolis, Clemente de Roma e etc.

    Quando apresentamos seus textos, os sabatistas alegam que eles traíram seus mestres e adotaram doutrinas pagãs.

    Ora, todos eles foram homens célebres e amados pela cristandade antiga, devido à sua grande fidelidade à Doutrina que receberam dos apóstolos, todos eles, sem exceção foram mortos por causa do Evangelho, exatamente porque não queriam confessar a doutrina do Império Romano. Como pode então, os sabatistas imputarem a estes heróis da Fé, a adoção de doutrina pagã?

    Os sabatistas não conseguem apresentar nenhuma prova material de suas teses. Não conseguem trazer a público um único texto dos quatro primeiros séculos, de autoria de um dos discípulos dos apóstolos ou dos discípulos de seus discípulos, que corrobore seus argumentos. Com efeito, uma maneira de provar que os mártires acima citados traíram seus mestres (os apóstolos) é apresentando textos de outros discípulos dos apóstolos, que testifiquem a guarda do Sábado. Mas os sabatistas são incapazes de fazê-lo.

    Primitivos cristãos: sabatistas ou judaizantes?

    Quanto ao texto dos antigos cristãos, o máximo que os sabatistas fizeram até hoje é referir-se a textos de Epifánio de Salaminca (séc. III) e Santo Agostinho (séc. V), onde os mesmos referem-se a existência de cristãos que guardavam o Sábado.

    Com efeito, não só eles, mas outros célebres cristãos da antiguidade (Cipriano de Cartago, Atanásio de Alexandria, São Jerônimo, Fílon de Alexandria, Orígines, etc), fizeram tal referência, nos informando também que estes cristãos também guardavam a Lei Mosaica. Estamos falando de cristãos judaizantes e não de cristãos sabatistas.

    Este grupo tem origem naqueles “da parte de Tiago” (cf. Gl 2,12) que não aceitaram as determinações do Concílio de Jerusalém (cf. At 15-16). Como podem ser eles a verdadeira Igreja, os verdadeiros cristãos, os remanescentes?

    A falsa associação do Domingo cristão com o paganismo

    Teimam em insistir que o Domingo tem origem pagã, só porque este era o dia do deus Sol, dos pagãos. É mesma coisa se eu afirmasse que o Sábado em origem na adoração de Saturno, embora muitas provas mostrem o contrário. Contra os sabatistas, traremos o testemunho do advogado cristão Tertuliano, que viveu a mais de cem anos antes do Concílio de Nicéia:

    “Outros, de novo, certamente com mais informação e maior veracidade, acreditam que o sol é nosso deus. Somos confundidos com os persas, talvez, embora não adoremos o astro do dia pintado numa peça de linho, tendo-o sempre em sua própria órbita. A idéia, não há dúvidas, originou-se de nosso conhecido costume de nos virarmos para o nascente em nossas preces. Mas, vós, muitos de vós, no propósito às vezes de adorar os corpos celestes moveis vossos lábios em direção ao oriente. Da mesma maneira, se dedicamos o dia do sol para nossas celebrações, é por uma razão muito diferente da dos adoradores do sol. Temos alguma semelhança convosco que dedicais o dia de Saturno (Sábado) para repouso e prazer, embora também estejais muito distantes dos costumes judeus, os quais certamente ignorais” (Tertuliano 197 d.C. Apologia part.IV cap. 16).

    Como vimos, Tertuliano testifica que a da guarda do primeiro dia da semana pelos cristãos, possui motivo próprio e muito diverso dos pagãos: “Da mesma maneira, se dedicamos o dia do sol para nossas celebrações, é por uma razão muito diferente da dos adoradores do sol”.

    Não é estranho que a mesma Igreja que deu mártires a Deus, exatamente porque não se curvou à religião do Império, tenha aceitado “sem piscar os olhos” uma observância pagã? Será mesmo que a Igreja no MUNDO INTEIRO tenha traído tão facilmente a doutrina dos apóstolos, como alegam nossos contendores?

    Conclusão

    Ora, pode haver fonte mais segura sobre a pregação dos apóstolos do que o testemunho de seus discípulos pessoais, aqueles que ouviram a pregação de sua própria boca? Homens estes que devido à tamanha fidelidade à doutrina recebida de seus mestres, morreram por amor a Cristo? Eu creio que não e cada um faça seu próprio juízo.

  19. Razões da Guarda do domingo

    NO capítulo VII do infeliz livro contra o povo de Deus, o autor tenta em desespero de causa apresentar justificativa para a guarda do dia espúrio de repouso, o antigo feriado solar dos mitraístas(adoradores do deus mitra), que Roma tomou emprestado ao paganismo e, pela quase universalidade de sua observância, as igrejas evangélicas o aceitaram, embora sem sanção escriturística.

    E causa pena ver o inútil esforço do oponente, para querer justificar o injustificável, procurar aprovação divina para um dia marcantemente pagão e estranho à economia do Céu. Eis pequena amostra, com resposta esmagadora ao pé da fraude:

    Diz à pág. 75: “Nós … guardamos tão verdadeiramente a lei de Deus…” Não dá mesmo vontade de rir? Guardar o quê? Pois do princípio ao fim do livro, o autor se afirma anominiano, declara sem rebuços que a lei de Deus foi abolida, como vem agora argumentar que guarda a lei? Se nada sobrou para ser guardado!
    Diz a seguir que os batistas guardam o princípio e a essência do quarto ao mandamento.Também é risível esta afirmação, partindo de quem parte. Se ele “provou” que o mandamento era judaico, foi abolido, e nem sequer consta do Novo Testamento – quer dizer que foi anulado completamente; portanto não sobrou princípio nem essência do quarto mandamento. O domingo, segundo o autor, tem outro caráter, foi instituído (?) para comemorar a ressurreição de Cristo etc. Portanto nenhuma ligação com o quarto mandamento. É outra história.G uardar princípio e essência . Aplique-se esta regra aos outros nove mandamentos, e ver-se-á a debilidade do “argumento”.
    Diz que o sábado não era mais santo que o domingo. Ora, a Bíblia só cuida do sábado, e o averba de santo em vários lugares; quanto ao domingo, a Palavra de Deus simplesmente o ignora como tal, e quanto ao primeiro dia da semana, as Escrituras o mencionam como referência ocasional, sem lhe oporem nenhum título de santidade. Preferimos ficar com a Bíblia.
    Pergunta se podemos provar que o dia em que Deus descansou era o sábado. Com o devido respeito dizemos que a pergunta parece ser de quem jamais leu a Bíblia, por isso não merece resposta. Talvez o autor tivesse boa intenção, mas foi infeliz ao formular a pergunta. Talvez não se expressasse bem. Isso acontece.
    Diz noutro lugar: “Qualquer dia da semana pode ser o sétimo, contando-se o que se lhe segue imediatamente como o dia primeiro.”Talvez aqui também o acusador não se expressasse bem, mas como a afirmação encerra um fundo de deboche às normas divinas de contagem, não lhe daremos resposta.
    Repete a afirmação que o sábado não é comemorativo da criação, mas foi instituído por causa do homem. Isso já foi respondido em capítulo anterior. O autor quer ignorar que o homem é parte da mesma criação, o seu remate, sua coroa, seu ponto máximo.
    Cita Rom. 14:5 e 6, onde há esta afirmação: “Um faz diferença entre dia e dia, mas o outro julga iguais todos os dias.”

    Para ele o texto autoriza a guardar qualquer dia. Por que não tentou provar que essa passagem se refere ao sábado? Diremos rapidamente que:
    – Paulo não diz que todos os dias são iguais. A palavra iguais está em grifo, porque não se encontra no original grego e foi acrescentada por Almeida.

    – O dia aí mencionado não é o dia de repouso semanal, porque o mesmo apóstolo, em sua epístola aos Colossenses (2:16), tratando do mesmo assunto (pois o mesmo problema surgira naquela igreja) nos esclarece que são “dias de festa.” E em Gál. 3:10, abordando o mesmo problema, Paulo menciona “dias, e meses, e tempos e anos”. Quer dizer que eram dias de festa, os feriados anuais e mensais, como a páscoa, o pentecostes, o dia da expiação, as luas novas, enfim, dias regulados pela lei cerimonial. Por quê? Porque, embora abolidos na cruz, esses dias, os judeus neófitos na fé, recém-convertidos (judaizantes) não se desvencilharam deles de pronto, queriam observá-los e ainda julgavam os cristãos vindos do gentilismo por não os observarem.
    Diz o comentarista Adão Clarke:

    “A referência aí feita [à palavra dia] se prende a instituições judaicas, e especialmente a seus festivais, tais como a páscoa, pentecostes, festa das tabernáculos, Lua nova, jubileu etc.
    Os gentios convertidos consideravam que todos estes festivais não obrigam o cristão. Nós os tradutores acrescentamos aqui a palavra iguais, e fazemos o texto dizer o que, estou certo, jamais foi pretendido, isto é, que não há distinção de dias, nem mesmo do sábado.” (Clark’s Commentary, Rom. 14:5.)

    Também os fundamentalistas Jamieson, Fausset e Brown comentam: “… será difícil mostrar que o apóstolo tenha rebaixado o sábado de maneira a ser classificado por seus leitores entre as transitórias festas judaicas …”

    Em parte alguma dos ensinos de Paulo, o sétimo dia do decálogo é assunto de controvérsia. Portanto, o oponente tomou bonde errado.

    Diz ainda: “Guardamos o domingo porque os apóstolos e os crentes primitivos o guardaram… e porque o mundo em geral guarda esse dia.”

    Aí estão duas afirmações muito graves.

    Quanto à primeira, o autor não pode provar que os apóstolos e os crentes primitivos guardavam o domingo, como dia santificado, como memorial da ressurreição de Cristo. As pouquíssimas reuniões mencionadas na Bíblia nesse dia não tiveram esse caráter. Os discípulas NÃO CRIAM na ressurreição do Mestre, quando estavam reunidos a portas trancadas, “com medo dos judeus.” S. João 20:19; S. Mar. 16:11, 13 e 14. Da reunião de Trôade clique aqui. É grave afirmar coisa que não existe na Bíblia: que os apóstolos guardaram o domingo como tal!

    A outra afirmação é leviana: dizer que guarda o domingo porque o mundo em geral guarda esse dia. Então o critério para a vida religiosa é o exemplo do mundo? O mundo em geral está no erro na idolatria. Então vamos ser idólatras, porque o mundo em geral o é! Este é um critério diabólico, que repudiamos veementemente. Temos a Bíblia e somente a Bíblia como regra de fé, e não “o mundo em geral”.

    Diz que os judeus guardavam o sábado porque adoravam no templo em Jerusalém.Isto parece denotar ignorância das Escrituras.

    Os judeus que não muravam em Jerusalém, que dia guardavam?
    Os que moravam em outras localidades, que dia guardavam nas sinagogas?

    Diz finalmente que o domingo é um “fato histórico.”

    Vamos dar a palavra a ilustres e credenciados ministros batistas para responderem a esta parte. Irão provar que o “fato histórico” nada mais é que uma INVENÇÃO HUMANA!
    O Dr. EDWARD T. HISCOX, autor de um Manual da Igreja Batista, numa conferência para ministros da denominação batista, realizada cm Nova York, no dia 13 de novembro fie 1893, leu extenso discurso sobre a mudança do sábado para o domingo. Um discurso magnifico, de que não me furto ao prazer de citar trechos para os amigos batistas que nos combatem aqui no Brasil. Esse discurso foi parcialmente reproduzido no The Watchman Examiner, órgão batista editado em Nova York, edição de 16 de novembro de 1893.

    Eis alguns trechos reproduzidos ipsis verbis, como constam do jornal em apreço:
    “Havia e há um mandamento para santificar-se o sábado, mas aquele sábado não era o domingo. Será dito, talvez, e com ostentação de triunfo, que o sábado foi transferido do sétimo para o primeiro dia da semana, com todos os seus deveres, privilégios e sanções.

    “Desejando ardentemente informações sobre este assunto, que tenho estudado por muitos anos, pergunto: Onde se pode achar o relato de tal transferência? Não no Novo Testamento, absolutamente não! Não há na Escritura evidência de mudança da instituição do sábado, do sétimo para o primeiro dia da semana.

    “Desejo dizer que esta questão do sábado – deste ponto de vista – é a questão mais séria e embaraçosa relacionada com as instituições cristãs que atualmente reclamam a atenção do povo cristão; e a única razão por que não é ela um elemento de perturbação no pensamento cristão e nas discussões religiosas, é porque O MUNDO CRISTÃO A TEM ACEITADO com a convicção de que se efetuou qualquer transferência já no princípio da história cristã. …

    “É para mim incompreensível que Jesus, vivendo durante três anos com Seus discípulos, conversando com eles muitas vezes sobre a questão do sábado, tratando-a nos seus vários aspectos, ressalvando-a das falsas interpretações, nunca Se referisse a uma transferência desse dia; mesmo durante os quarenta dias de vida após Sua ressurreição, tal coisa não foi indicada. Nem tampouco, quanto ao que saibamos, o Espírito Santo, que fora enviado para lhes fazer lembrar tudo quanto haviam aprendido, tratou desta questão. Nem ainda os apóstolos inspirados, pregando o Evangelho, fundando igrejas, aconselhando e instruindo, discutiram ou abordaram este assunto.

    “Além disso estou bem certo de que o domingo foi posto em uso como dia religioso, bem no princípio da história cristã, pois ASSIM APRENDEMOS DOS PAIS DA IGREJA e de outras fontes. MAS QUE PENA TER VINDO ELE ESTIGMATIZADO COM A MARCA DO PAGANISMO E CR1SMADO COM O NOME DO DEUS SOL, QUANDO ADOTADO E SANCIONADO PELA APOSTASIA PAPAL, E DADO AO PROTESTANTISMO COM UM LEGADO SAGRADO.” (Grifos e versais nossos).

    Aí está uma confissão honesta. O domingo não tem sanção escriturística.
    É invenção humana e procede de fonte impura: paganismo.

    Vamos citar outra confissão honesta relativa à origem extrabíblica do domingo, feita por outro renomado pastor batista e, notem bem, da Primeira Igreja Batista de Dayton, Estado de Ohio, EE. UU. Extraímo-la do The Watchman Examiner, órgão oficial da denominação batista, edição de 25 de outubro de 1956.

    O Pastor ALBERT CALHOUN PITTMAN declara textualmente:
    “… aqueles primitivos cristãos sentiram a necessidade de se reunirem em tempos aprazados para a adoração. Assim começaram a se reunir no primeiro dia do semana, para comemorarem a ressurreição de cristo dentre os mortos.
    “Primitivamente reuniam-se no domingo de manhã porque a domingo não era um dia feriado MAS SIM UM DIA DE TRABALHO NORMAL como os demais. Em uma carta escrita por Plínio ao imperador Trajano, e que tem sido preservada, lemos que aqueles antigos cristãos tinham uma breve reunião ao romper do dia no primeiro dia da semana, cantavam um hino a Cristo, ligavam-se por um vota de companheirismo, Partilhavam uma merenda religiosa e EM SEGUIDA RETORNAVAM AO SEU TRABALHO, para os seus labores da semana.”
    (Grifos e versais nossos, para realce)

    Isto quer dizer que o ilustre ministro batista concorda com a realidade histórica; com o fato indestrutível: O DOMINGO É INVENÇÃO HUMANA!!!

    Aqui mesmo no Brasil ocorreu, há 40 anos um fato interessante. Os batistas, movidos de espírito polêmico atacavam, pela imprensa, o aspersionismo e o pedobatismo pelo fato de um órgão presbiteriano defender essas práticas.

    Num desses ataques, O Jornal Batista aventou a idéia de que não há na Bíblia prova taxativa para justificar o batismo de crianças, e isso era uma razão para não o aceitar. Em réplica, O Puritano, órgão então oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil, editado no Rio em edição de 7 de maio de 1925, afirmava:
    “Se, pelo fato de não termos na Bíblia uma prova absoluta e taxativa para o batismo infantil, isto tira o valor da doutrina, diga-nos aqui à puridade o bom do Jornal [órgão batista]: em que fica o colega com a guarda do domingo e não do sábado? Pode o colega mostrar no Novo Testamento, de modo positivo, um mandamento para mostrar a guarda do domingo? DAMOS DOIS MIL CONTOS ao colega se no-la apresentar. …” (Grifos e versais nossos).

    E o órgão batista mudou de conversa… perdeu ótima oportunidade de abocanhar os dois mil contos de réis(cerca de dois milhões de reais, hoje), naqueles tempos… Por quê? Porque a guarda do domingo, bem como o aspersionismo e o pedobatismo são práticas pagãs que se infiltraram na igreja cristã. Gradativamente, em função da apostasia e da acomodação com o Estado. É o que nos diz a História. Mas a nossa regra de fé é a Bíblia, e o que nela não consta, deve ser rejeitado.

    http://www.sabado.org

    • Pelo visto o senhor narciso nada leu do ultimo comentario que postei acima. Todos os escritos do I sec cristão relatam o Domingo como dia da reunião dos cristãos para o culto.

      A evidencia biblia é pifia segundo o nosso oponente.Se ler mais acima o relato de justino Martir vai ver que a reunião de domingo não era pra cantar apenas uma musiquinha e logo retirar-se.

      O objetivo é sempre atacar a Igreja Catolica: a “apostasia papal”(isto me causa um tedio,até parece uma canção de uma rima só),criar um cristianismo que nunca existiu.Ou so existe na cabeça deles.

      Em suma é uma “infiltração pagã”.Inacio,Irineu,Papias, Tertuliano, etc..todos mentirosos.Foram martirizados por se recusarem a adorar o imperador e seus deuses.Mas no sabado cederam vez ao Domingo paganizante.Que coisa tão estranha,quase inexplicavel.

      Haja imaginação e má vontade por parte desta gente.

  20. oi…a grande ironia em tudo isso é que as pessoas se preocupam em acusar nós que tentamos guardar o sabado por amor a Deus, e nem se dão conta de que se deixam levar pela sociedade e guardam o domingo…outros nos acusam de acender fogo no sabado…não sei porque fazem isso mas eh fato que em vez de aceitarem as vontades de Deus tentam fugir dela criticando aqueles que tentam agradar a Deus…
    há pessoas que dizem que Jesus não guardou o sabado…vou dar alguns argumentos:
    Assim dizem:
    _Jesus curou no sabado_ e eu responderia a essa pessoa:tem coisa mais abençoada que ajudar uma pessoa que necessita?
    _Jesus colheu e comeu espigas no sabado…_eu respondo:desde quando comer eh transgrassão? Desde quando colher uma fruta direto do pé e come-la eh um trabalho…que mal tem em usufluir da grande benção de Deus em comer suas deliciosas frutas…
    _dizem:que Jesus nao guardava o sabado, mas nem se dão conta das dezenas de passagens biblicas que mostram Jesus nas sinagogas pregando; que mostra Jesus aproveitando uma bela paisagem, que mostra Jesus em belos lugares de oração…e sitam claramente que Jesus fazia essas coisas boas no sabado…e tambem eh claro nos outros dias…mas o que eu quero que entendam que não cita em nenhuma parte da biblia Jesus trabalhando em seu proprio interesse no sabado….e mais , na passagem que conta a historia da crussificasão diz que as mulheres descansaram no sabado segundo o mandamento…msm depois que Cristo já nos tinha salvado com Seu sangue…guardar o sabado não nos salva…o unico que eh capaz disso eh nosso Senhor Jesus Cristo…mas se uma pessoa soh for fazer uma coisa que haja recompensas, eu não consigo ver amor nisso..É por isso que nós guardamos o sabado, não para sermos salvos mas como uma consequencia da salvação que já obtivemos…e tbm nos lembrarmos que Deus eh nosso criador…

  21. Muito bem colocado meu irmão… a verdade é que nem se dão conta que estão
    seguindo um jesus romano que tudo parece é meio rebelde… ele não gosta muito
    de leis… mas se esquecem de observar que O verdadeiro JESUS YESHUA é
    inteiramente judeu assim como Paulo também era judeu zeloso da lei Divina “Quanto a mim,
    sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de
    Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zeloso de Deus, como
    todos vós hoje sois.” (Atos 22 : 3) ou seja Paulo era zeloso para praticar a lei…. e era imitador de CRISTO, certo?
    alias paulo em terras estrangeiras observou o shabatt (Atos 16 : 13), mas nos sabemos paulo realmente não disse que os gentios tem a obrigação de observar o shabatt, mas também nunca disse para tranferir o dia do ETERNO para o domingo, também é bom lembrar que o ETERNO disse aos gentios (estrangeiros) “E aos filhos dos estrangeiros, que se unirem ao SENHOR, para o servirem, e para amarem o nome do SENHOR, e para serem seus servos, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem a minha aliança,” (Isaías 56 : 6)
    shalom

    

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