O Desapego no Contexto Bíblico

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São inúmeras classes sociais que estão aprendendo a viver melhor em seu habitat

Sabe que o meu maior sonho é nunca parar de escrever, mas, o que motiva-me essa atitude é que as palavras ficam registradas, não se vão ao ar dos barulhos da poluição sonora. Entretanto, o que desejo mesmo é nunca se desapegar da edição 102 da Revista Vida Simples quando tratou de um assunto, mais que importante, porque irá ajudar muitas pessoas refletirem o seu modo de viver. Por fim, não me desapego do título “por que acumulamos demais”.

São inúmeras classes sociais que estão aprendendo a viver melhor em seu habitat, perceberam que é pouco espaço para viver, as salas, os quartos são carregados de quinquilharias, cômodos cheios de mofo, outras não conseguem mais receber um lustre, o brilho acabou. Recordo-me, agora, alguns casos engraçados contados na matéria da Revista Vida Simples foi o do chapéu de uma senhora que, com sessenta anos, ela lembrava o motivo de receber aquele chapéu, ela vivia preso no passado devido as lembras que aquele objeto fazia recordar na sua memória, e, engraçado a briga com seu esposo era chata, porquê, o motivo, a razão, acredite, o chapeu já não comportava mais no novo guarda-roupa, e, aquele chapéu foi, algumas vezes, o motivo de desavenças, por que, segundo àquela senhora quem não valorizasse o chapéu não tinha carinho verdadeiro por ela. E essas e outra aberrações percebemos que aquela senhora certo dia foi iluminada e deu-se o fim no chapéu depois de uma terapia.

O Evangelista Marcos conta-nos uma história de uma mulher da elite romana, bem próxima das intimidades e regalias do Rei Herodes, nada mais era a mulher do Procurador do Rei. Cuza, advogava os interesses de Herodes, e, nesse ambiente, a sua mulher Suzana fora acometida com algumas enfermidades, inclusive, devido a carga de responsabilidade de Cuza à jovem Suzana sofria de complexo de rejeição porque Cuza dava mais atenção aos afazes de Herodes que cuidar dos afetivos momentos com sua esposa Suzana. O que narra a história no Evangelho de Lucas 8, inclusive o único discípulo médico grego, ele dá ênfase as enfermidades daquelas mulheres que foram curadas por Jesus, e, em contrapartida, elas se despreenderam das coisas materiais, deixaram de lado a estética facial, os perfumes luxuosos e as regalias do luxo e conforto que o palácio de Herodes promovia.

Houve mudanças no modo de viver daquelas mulheres elas faziam caminhadas, seguiam Jesus de aldeia a aldeia, cidade a cidade, em sol escaldante, em pleno ambiente não propício, descobriram que “se o teu olho te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros e não seja teu corpo lançado ao inferno”, Mt.5:29. Claro que o Evangelista não determinava a mutilação de órgãos do corpo humano integralmente falando, o que se chama atenção é despreender-se de objetos e, até mesmo, sentimentos, costumes que só fazem mal. Nesse caminho poderíamos chamar atenção para a mudança de paradigmas, os padrões psicológicos dos antepassados nem sempre são referência para o presente, ainda que bonitos são, devemos reformar a nossa concepção, a nossa visão de mundo, a nossa perspectiva de vida deverá passar por uma catárse.
E, em se falando de visão de mundo, lembro-me agora, que no meu segundo livro intitulado “cosmovisão”, chamei, atenção por demais, quanto à concepção primordial do monoteísmo, a crença em um só Deus. Quando adeptos e seguidores do monoteísmo se divergiam entre si, o grupo de Fariseus – acreditavam na ressureição de mortos, anjos e milagres, todavia, o outro grupo do monoteísmo conhecido com Saduceu não acreditavam em nenhuma das ideias e concepçãos dos Fariseus. Estava ali o apego, mais uma vez, em voga, o apego a ideia rígida, e, enriquecido de orgulho, devido, e, provocado, por um problema antigo de uma mesma família os descentes de Abraão, uns ligado a casta de Izaque e outros de Isamel, ambos filho do patriarca Abraão, a diferença que o último era da concubina. E, por este motivos, os tais apegos foram e contribuíram para o derrame de sangue, para o ambiente interpessoal de grupos, instituições e etnias não viverem de bem com a vida.
Ângelo Almeida, é cantor, compositor, escritor, Teólogo formou-se
na Faculdade Unida de Vitória-ES, bem como, Professor de Teologia
da Faculdade Teológica Moriah-RJ. Tem dois livros publicados, CD´s
gravados em estilo gospel com letras de sua autoria.
Visite o site pessoal www.angelogospel.com.br,
É filho de Capela do Alto Alegre-BA.

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