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Ética pastoral

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Ética pastoral

Disse Abrão a Ló: Não haja contenda entre mim e ti entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos parentes chegados. (Gn 13:8)

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Porquanto, havendo entre vós ciúme e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?
Quando alguém diz: Eu sou de Paulo e outro:eu de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens? De modo que nem o que planta é alguma cousa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento (I Cor 3:3-4;7)

Sabe, amados, uma das coisas que a cada dia vejo e que me entristece é a a falta de ética pastoral sobra a igreja de Deus em nossos dias. E creio que a falta de ética ou zelo pastoral acabam trazendo conseqüências a igreja num todo, muitas vezes imperceptíveis e bobas. Através disso, a falta de ética de alguns líderes, alguns membros são expostos ao ridículo literalmente. Alguns ex-membros são usados como “exemplos” de algo que “não de certo” , como algo sem valor que tinha problemas(y,x,z). Muitas vezes “esse não dar certo” foi a falta de pastoreio e negligência da igreja, mas isso pouco é admitido.

“Quando falamos mal de alguma ovelha fraca ou antigo companheiro de ministério estamos atestando a nossa total incapacidade de pastorear e de liderar”

O problema sempre é uma pessoa, nunca uma liderança fraca, denominação ou congregação. Quantas foram as vezes em inúmeras pregações que ouvi cada coisa, absolvendo as denominação e ministério, mas condenando “os envolvidos”.
Algumas se auto-intitulando “igreja perfeita” se vêem no direito de julgar. O espírito de fariseu e religioso, se manifesta nesta hora. O julgamento é um desses insensatos de falta de ética.

Olha que diz Paulo: “Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará a pena luz “as cousas ocultas das trevas, mas manifestará os desígnios dos corações; então cada um receberá o seu louvor parte de Deus (I Cor 4:5)

Tu, porém, porque julgas teu irmão? E tu, por que desperezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus. Assim, pois, cada um de nós dará contas a si mesmo a Deus (Rm 14:10;12).

O pior de tudo é que formos ver, esse problema não foi nem ao menos orado, mas logo julgado. Julgar uma igreja, um membro ou *ex-membro(membro mais fraco) é algo que fere o novo mandamento, segundo Jesus: Amar uns aos outros(Jo 13:34). Mas parece que esta palavra é ignorada em algumas denominações, pois essa palavra é pouco pregada e praticada hoje em dia.

Sabe, anos atrás eu tinha em minha vida essa mania de julgar, este espírito de fariseu e pedi, em oração para o Senhor, uma resposta prática sobre certa congregação e seus métodos que julgava ser estranhos. Essa foi a resposta do Senhor através de sua palavra:

“Alguns efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia ;outros,porém o fazem de boa vontade;estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho,aqueles, contudo pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação ‘a minhas cadeias. Todavia,que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo está sendo pregado, quer, por pretexto, quer por verdade, também com isso, me regozijo, sim sempre me regozijarei (Fp 1:15-18).

Desde então procuro ver a igreja com os olhos do Senhor, vendo seus inúmeros membros(ainda que muitos destes membros se utilizem de pretextos (dentro e fora da palavra) com objetivo de lucro e prosperidade pessoal. Mas uma verdade que sei é que mais cedo ou mais tarde o meu Deus colocará a luz todas as coisas, inclusive o que foi retido com fraude e o Senhor esta ouvindo o clamor dos verdadeiros ceifeiros (Tg 5:4-6).

A palavra diz que nada iremos levar deste mundo (I Tm 6:3-10) e sei que embora muitos chegam a Cristo pelo que Ele tem a dar, no final verão que Ele é digno de “receber” também todas as coisas.

Ainda quanto a ética pastoral é triste ver a falta de visão de unidade. Quando alguns se unem é por usar uma mesma metodologia. A unidade não está em Cristo, mas na metodologia que é aplicada nas igrejas. Como podem ser aperfeiçoados se estão distantes e discordam entre si.
Alguns são uma “metralhadora giratória” atirando para tudo que é lado, em acusação contra seus irmãos. É triste ver isso. É triste também ver que isso dá margem a uma raiz de amargura, que perturba e contamina o corpo e quando existe a divisão parece que isso aumenta.(Hb 12:15). Quando existe divisão procura-se achar os culpados e os culpados na maioria, são atacados por falsas verdades(sofismas) vindas de lideranças imaturas para o rebanho, para justificar o rompimento.

Normalmente quando se divide o corpo de uma igreja é comum a “antiga” congregação é denominada de “Egito” pelos que saíram. Só que muitos poucos percebem que se você estava no Egito, você estava cativo. Egito significa mundo. No Egito existem todas as classes de pessoas que vai desde membros fracos à lideranças fracas, como exemplo Arão.

Se você estava cativo,preso e não foi liberto, você continua preso (ainda que pelos costumes do Egito). Não importa se saindo do “Egito! (do antigo servir), você veio a servir no ministério que designou a você (novo servir).

Se você ainda lembra do tempo do Egito, se sua mente ainda se ressente de alguém ou alguma igreja , é hora de entender que nunca poderemos ser libertos se tivermos mente de escravo.Poderemos ficar estagnados num deserto e morrer literalmente se olharmos para trás. Muitos querem seguir adiante em seus sonhos e projetos, mas acabam olhando para trás.

Vejo muitos ministérios usando o púlpito para alfinetar(falar mal) de outro irmão ou ministério.

Amados,líderes desta geração quem alfineta alguém ou algo não se assemelha a um feiticeiro que “amaldiçoa” alguém (amaldiçoar significa fazer algo mal, falar algo mal). Se o objetivo fosse admoestar tudo bem, mas na verdade é algo para exaltar “seu ministério atual. O que muitos líderes esquecem é que não chegamos a terra prometida. Que muitas vezes foi precisio que passássemos pelo Egito, andássemos em volta do deserto por outro tempo, para que chegássemos a terra da promessa. O que importa é que cheguemos na terra da promessa no tempo de Deus.

Irmãos, quanto a mim não julgo havê-lo alcançado; mas uma cousa faço;esquecendo-me das cousas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão prossigo para o alvo. Andemos de acordo com que o que já alcancemos (Fp 3:13-14;16).

Não importa qual visão nosso Deus nos deu. Não despreze a visão antiga, ainda que estejamos numa nova. O que importa é que andemos para o alvo no limite de espaço e tempo que o Senhor propôs para a nossa vida.

Lembre-se que Moisés seguiu em frente naquilo que o Senhor propôs a Ele.

Não queira que uma pessoa tenha a mesma visão que Deus deu a você. Muitas vezes Deus pede para plantar somente, por isso não insista, ele não vai colher e vice versa.
Lembre-se que Moisés foi o chamado para a terra, mas foi Josué que a viu e a conquistou. Temos vários exemplos de missionários desbravadores dos séculos passados que iniciaram um trabalho evangelístico, que morreram, mas cujos frutos outros evangelistas estão colhendo em nossa geração.

Os líderes têm que entender que todos somos cooperadores de Deus. (I Cor 3:9).

Podemos citar a questão de visão diferente que quase trouxe divisão para a igreja primitiva, mas que ao final viu-se que quem faz a obra é o Senhor.

Aconteceu com Paulo e Marcos na primeira viagem missionária. Sabemos que Paulo e Barnabé andavam juntos e João Marcos era auxiliar deles(At 13:5). Barnabé era como um mentor de João Marcos na fé. Só que quando todos seguiam para Perge da Panfilia, João decidiu não seguir com Paulo e voltar a Jerusalém(At 13:13). Porém Barnabé seguiu nessa jornada com Paulo pregando a palavra ousadamente aos gentios na região (At 13:46;14:1) até ficarem e pregarem a palavra por um longo tempo em Antioquia (At 15:35).
Na segunda viagem Barnabé sentindo a falta de João Marcos queria o levar as cidades pelo qual haviam pregado a palavra de Deus.(At 15:36-37). Porem Paulo não achava justo levarem aquele que se afastara desde a panfilia, não os acompanhando no trabalho(At 15:38). Houve entre eles tal desavença que vieram a separar-se. Então Barnabé levou consigo João Marcos para o Chipre, enquanto Paulo escolheu Silas para irem para a Síria e a Cilícia. (At 15:39-41).

Apesar disso a obra do Senhor continuou, porque o Espírito Santo era com eles. Não quero fazer neste artigo a apologia a rebeldia, mas quando Deus nos dá um chamado devemos seguir naquilo que o Senhor nos chamou ainda que para isso venhamos a nos separar. O importante é que a obra não seja interrompida. O importante é não sermos objetivo de escândalo para outros irmãos. Rompimentos e separações são inevitáveis no Reino. O importante é estar em unicidade. Que sejamos mais conformes do que uniformes. Que possamos ser conforme o que Senhor deseja, do que andarmos juntos, mas com visões diferentes. Sempre é claro, seguindo o exemplo de Davi que mesmo perseguido por Saul, o reconheceu como Ungido do senhor.

* Na verdade não existe ex-membro e sim membro mais fraco (I Cor 12:22)

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