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Estudo sobre o livro de Rute

Profile photo of Redação Gospel+ Por Redação Gospel+ em 9 de março de 2010

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Estudo sobre o livro de Rute

Rute

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Nós vamos iniciar, hoje, uma série de cinco mensagens expositivas sobre o livro de Rute, na intenção de mostrar, através deste livro, o que a Bíblia nos ensina sobre relacionamentos. Todavia, antes de começarmos a estudar cada uma das partes do livro, devemos observar o livro como um todo. No livro de Rute, destacamos pelo menos duas mensagens centrais.

A primeira se refere à “plena causalidade” de Deus, ou melhor dizendo, é a mensagem que fala sobre a direção contínua, soberana e providencial de Deus. Através da leitura percebemos que Deus está em toda parte, mas totalmente escondido em coincidências e planos puramente humanos. Em 2.3, por exemplo, lemos que Rute, por casualidade, entrou na parte do campo que pertencia a Boaz, vindo a encontrar-se com ele. Em 3.1 lemos o plano arriscado de Noemi para o casamento de Rute com Boaz e vemos que o plano funcionou perfeitamente. Isso não é coincidência, mas a ação providencial de Deus.

A segunda refere-se à graça de Deus, ou melhor, é a afirmação de que Deus não faz acepção de pessoas. Antes, todo aquele que tem no seu coração a disposição de buscar o Senhor, esse é recebido por Ele. Para Deus não há filhos ou filhas prediletos. Em 2.10-12 lemos que Rute não é discriminada apesar da sua origem e nem desprezada por Deus apesar de não ser israelita; diz o texto que ela não foi repulsada quando veio buscar refúgio sob as asas de Deus. Em 4.18-21 lemos que Rute, apesar de não ser do povo de Israel, foi incluída por Deus na genealogia de Davi e, conseqüentemente, na genealogia de Jesus.

O texto de Rute 1.1-6 nos conta a história de uma família comum. À primeira vista, parece ser uma história bastante triste e cruel, e podemos perguntar onde Deus estava no meio de todas essas aflições. Mas precisamos voltar para o texto a fim de compreender melhor a sucessão dos acontecimentos. Logo no versículo 1, lemos “nos dias em que julgavam os juízes, houve fome na terra”. A compreensão desse texto é sumamente importante para o entendimento dos fatos posteriores. No tempo dos juízes o povo de Israel recebeu um cuidado bastante específico de Deus. Ao ler o livro de juízes percebemos que em todo o tempo Deus estava buscando ensinar ao seu povo a vida de santidade. Ele não queria apenas que o seu povo carregasse o seu nome, mas queria que o seu povo fosse exclusivamente seu. Por isso, quando percebia que o povo começava a se desviar, Ele intervinha permitindo que inimigos atacassem a Israel ou fechando os céus para que não chovesse na terra. O capítulo 3 do livro de Juízes fornece informações adequadas para a compreensão de todo esse período.

Chegamos à conclusão de que esse período de fome foi resultado da disciplina de Deus sobre Israel. Mas Elimeleque, ao invés de permanecer na cidade e se submeter à disciplina de Deus, resolve sair da terra de Judá para residir na terra de Moabe. A conclusão a que se chega, pela leitura do contexto maior, é que Elimeleque estava tentando fugir da disciplina de Deus que estava vindo sobre todo o povo. É muito provável que sua rebelião contra a disciplina de Deus tenha sido a causa da sua morte na terra de Moabe. O mesmo ocorreu a Malom e Quiliom, que decidiram permanecer naquela terra – e nesse caso, mais uma das evidências que revelam o desgosto de Deus para com eles está no fato de eles não terem conseguido deixar descendência (vide Gênesis 20; 29.31-35).

Algo mais que chama a atenção no livro de Rute são os nomes das pessoas. No Antigo Testamento, os nomes não eram dados por acaso; geralmente eles representavam uma situação que estava sendo vivenciada no momento pelo filho, pela família ou pela nação. Quando lemos o livro de Rute os nomes, particularmente, chamam a nossa atenção. Elimeleque significa ‘Deus é rei’; Noemi significa ‘deleite’; Malom significa ‘doentio’; Quiliom significa ‘tuberculose’; Orfa significa ‘rebelde’; e Rute significa ‘companheira’. Sem dúvida, esses nomes apresentam algo sobre realidade das pessoas ou das situações que existiam ao redor delas. Elimeleque provavelmente recebeu o seu nome como referência à boa situação em que se encontrava Judá no tempo do seu nascimento: o governo de Deus e a prosperidade do povo. E o mesmo se pode dizer quanto ao nome de Noemi. Quanto aos filhos, parece que provavelmente esses nomes não se referem a uma situação do povo de Judá, mas sim à sua própria saúde. É provável que, ao nascerem, eles tinham a saúde bastante debilitada, e sem dúvida a sua morte prematura parece revelar essa realidade de enfermidade em seus corpos. Por causa disso, eles certamente não poderiam conferir às pessoas a segurança de que estariam para sempre juntos.

Diante desse quadro é possível a aplicação de uma alegoria: pensemos em relacionamentos entre as pessoas. Com que tipos de pessoas nós devemos estabelecer relacionamentos profundos: com aquelas que não nos oferecem qualquer segurança de estarem continuamente do nosso lado ou com as que buscam viver uma vida íntegra? Quando buscamos estabelecer relacionamentos, é muito importante nós conhecermos a “saúde interior” das pessoas. Há muitos que são instáveis, cheios de problemas dentro delas mesmas, e por isso ora estão ‘numa boa’, ora estão ‘numa péssima’. Sem dúvida, esse não é o tipo de pessoa com a qual nós devemos estabelecer relacionamentos profundos, especialmente visando o namoro e o casamento. Esse tipo de pessoa não pode trazer segurança; ela vive em função dela mesma, da própria enfermidade. E, no fim, ela vai trazer aflições para a sua vida. Precisamos buscar pessoas verdadeiras, transparentes, saudáveis, equilibradas, não possessivas e que, sobretudo, tenham o temor do Senhor no coração. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e é ele que direciona a pessoa para o equilíbrio. Busque se relacionar com pessoas que sejam bênção para a sua vida.

"As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores."

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  1. Gostei. Foi rápido e ligeiro.

  2. A história de Rute aconteceu e certamente foi relatada na Bíblia pra nos transmitir mais essa mensagem de Deus pra nossa edificação constante. Acho interessante analisar também que enquanto Deus não faz acepção de pessoas, nós sempre o fazemos, e o seu texto deixa isso bem claro quando fala que:”Há muitos que são instáveis, cheios de problemas dentro delas mesmas… Sem dúvida, esse não é o tipo de pessoa com a qual nós devemos estabelecer relacionamentos profundos, especialmente visando o namoro e o casamento. ”
    Sendo assim os que hoje a medicina chama de bipolares, é o meu caso, estão destinados à solidão e jamais deveriam constituir uma família. De fato aos quase 50 anos de idade estou ainda lutando pra dar uma vida melhor pras minhas 3 filhas, briguei muito comigo mesmo procurando ter a coragem que eu precisava pra conquistar bens materiais que hoje, empurrados pela mídia, consideramos essenciais: bom carro, boa casa, eletrônicos, roupas da moda, etc… e sei que essa luta não é exclusividade minha, mas não vou desistir de atingir meus objetivos até o último dia da minha vida, consciente cada vez mais de que o material é secundário e muitas vezes supérfluo. Fui e sou pai amoroso e carinhoso, tenho muitos defeitos, assim como as pessoas tidas como as “ideais pra relacionamentos” também os tem. Problemas, todos temos e a segurança e garantias de uma vida plena, feliz e saudável só Deus pode nos dar. É pra pensarmos mais no assunto.

    • concordo,com seu comentário,quando tinha 16 anos tomei uma atitude de adulto tola,achei que podia fazer papel de Deus assumindo assim ajudadora de um homem com enfermidade grave e sabendo do risco,sai da casa de minha mãe pra viver com ele,sem dinheiro,sem trabalho fixo e com uma herança genética ruim já manifestada,no início era muita paixão e faria tudo que estava ao meu alcance,Deus me fez seca p.filhos e daí fiz uma barganha com Deus se me desse um fruto colocava o nome de Lucas e lhe faria um discípulo,não teva dúvida por algum motivo Deus me ouviu e me concedeu um filho uma semana depois.Hoje ele conhece Deus o aceita mas não obece,nasceu sadio sem contaminar-se ao contrário de sua irmã 4 anos mais tarde e sem a minha vontade,e foi contami-nada.Hoje estamos em tratamento,sirvo ao Deus do impossível e vejo muitos milagres em minha vida,e minha tragetória de vida mudada,fui desobidiente no passado e poderia evitar isso,mas Deus tem misericórdia de nós,e por meu arrependimento,me ama me corrige e cuida de mim todos os instantes,trabalho todos os dias,supero muitas pessoas,e por sua bondade e misericórdia estou viva.

  3. eu queria saber quais eram as regras, proibicoes e mudancas , da politica no tempo dos juizes que relata o livro de rute.

  4. Marcos, acrescentou e muito a ideia da coisa.O que acho que agora o que era uma ope7e3o, de viiosne1rios, sere1 uma obrigae7e3o de todos, pois o ambiente vai nos impor isso, aed estaria a diferene7a.abrae7os,Nepf4.

    

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