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Aborto: A dor da alma feminina

Avatar de Silvia Leticia  Carrijo de Azevedo Sa Por Silvia Leticia Carrijo de Azevedo Sa em 20 de fevereiro de 2010

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Ontem resolvi ligar para minha amiga e saber como estava o bebe, e qual não foi à surpresa, o bebe estava morto havia 03 dias.

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Essa dor eu a conheço por parte, tive hemorragia na gravidez e risco de perda do bebe durante todo período gestacional. Então a sua dor eu conhecia, mas em parte. Lembrei-me então de uma canção muito cantada uns anos atrás na voz de Fernanda Brun que diz: “dá-me filhos, dá-me filhos se não morro”. O que é morrer se não tiver filhos? Para muitas esta dor pode não significar nada, pois elas estão brigando pelo direito de tirar a vida de um filho. Quando deveriam evitar que ele viesse ao mundo de outra forma.

A dor da perda ela não é só física por ser introduzido um parto normal, mas a dor está ligada a alma. Em ver o bebe, sentir sua pele, tocar seu rosto e não levá-lo para casa. Ouvir outros bebes chorando e o seu em um silêncio absoluto. Isso é dor da alma, dói onde você não consegue identificar, nunca sairá da sua memória aquele rostinho tão frágil que a morte levou. Tanto sofrimento poderia vir ao nascer uma criança com esta qualidade de saúde, mas é seu filho, é meu filho. É um pedaço de mim que se foi. Deixou-me sem pedir licença. Apenas se silenciou e partiu ao encontro de Deus.

Fala-se muito em direito ao falar de aborto, direito de quem? Da mãe que não se cuidou para não engravidar, que não quer assumir sua responsabilidade e a repassa para poderes públicos? Direito de ter direito naquilo que não é direito?

Há! Quanta dor e sofrimento tenho visto estes dois últimos dias, uma mãe chorando, um pai desesperado. Uma família inteira sem saber o que fazer sem palavras os amigos nem se fala, falar o quê neste momento.

Tem dois homens bíblicos que define bem essa palavra, um deles foi o Salmista que disse assim: “Tu criaste cada parte do meu corpo; tu me formaste na barriga da minha mãe”. Sl 139.13. Ou seja, Deus nos conhece desde o ventre, ainda sem forma. Então a vida não nos pertence. Não é nossa, engraçado, falando nisso, porque as mães que estão ai brigando pelo aborto não se matam. Não seria mais fácil deixa o bebe viver, e depois se matar. Essa briga é boa.

Tem outro lado, quem você está matando, um grande homem da história, ou apenas um cidadão comum. Não importa, Jeremias foi chamado ao ministério profético antes de nascer, ainda no ventre materno. Veja: ”Antes do seu nascimento, quando você ainda estava na barriga da sua mãe, eu o escolhi e separei para que você fosse um profeta para as nações.” Jr 1.5; Olha Paulo: “Porém Deus, na sua graça, me escolheu antes mesmo de eu nascer e me chamou para servi-lo.” Gl 1.15

Você mulher, que hoje está ai somente pensando em como fazer um aborto ”legal”, em como se livrará deste que está tirando o seu sono, pense ao contrário, em como seu filho está lutando contra este desejo seu, ele deseja somente o seu calor para dormir, um colo para poder chorar e amamentar. Uma mãe para amá-lo e ensinar a viver.

Voltando a minha amiga (Angélica), a sua dor não podemos retirar nem amenizar, pois é só dela, mas tem algo diferente nesta história, ela está livre de culpas por essa alma. Poderá o encontrar no céu de braços abertos e dizer filho meu. Se encontrará com Cristo sem esse sangue nas mãos.

A dor de sua alma só Cristo Jesus poderá amenizá-la, e eu só posso dizer a ela, que continue sonhando, continue tentando, e Deus a recompensará.

Pra você mãe que hoje fica ai só pensando mal, uma palavra simples, não tenha esse sangue sobre tuas mãos. Aprenda a amar, veja seu filho como presente e não como sacrifício. Amanhã quando ele nascer aquele rostinho quente vai olhar, e cada olhar lhe dirá obrigada. Eu queria nascer.

E a você mãe que perdeu seu filho de em aborto espontâneo, não deixe essa dor te calar e te desanimar, lute sempre por seu filho, ele virá e não tardará.

Obrigado mãe por em deixar a viver. Pois a minha vida esteve em suas mãos por nove meses e você a preservou com amor e carinho.

"As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores."


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