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A obra da cruz

Profile photo of Redação Gospel+ Por Redação Gospel+ em 15 de março de 2010

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A obra da cruz

Colossenses 2.13-15
Não foi por acaso que, no filme “A Paixão de Cristo”, a cruz recebeu um lugar de destaque. Toda a história, desde o Getsêmani, passando pelo Sinédrio judaico e o Pretório romano, se desenvolveu tendo em vista a cruz. Mel Gibson, entendendo a mensagem do Evangelho, a proclamação de Deus, apresentou a cruz como o ponto central do seu filme.

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Desde os primeiros séculos da história da igreja, os cristãos escolheram um símbolo para representar a fé em Jesus. Essa escolha não foi casual e nem imediata. Levou um período de tempo até que todos concordassem com o uso de um símbolo que fosse universal para a fé cristã. Os desenhos nas catacumbas romanas revelam os primeiros modos como os cristãos representavam a sua fé: em algumas, está o desenho de um pão; em outras, de um peixe; em outras ainda, o desenho de uma pequena arca, referindo-se à história da salvação de Noé. Contudo, nenhum desses símbolos era universal, porque não conseguiam expressar com inteireza a mensagem do Evangelho.

Pouco a pouco, um símbolo foi sendo ressaltado no meio dos demais: a cruz. Os cristãos perceberam que ela conseguia representar tudo aquilo que a mensagem cristã anunciava: o sofrimento e morte de Cristo, e o refrigério e liberdade do cristão.

Nos dias de hoje, o grande problema da humanidade é a ausência de liberdade. Não estou me referindo à liberdade de ir e vir, mas de viver de maneira saudável. A maior parte das pessoas freqüenta consultórios de psicólogos e psiquiatras para tentarem se ver livres da culpa. Além disso, há muitos homens e mulheres que estão doentes não por algum problema físico, mas por guardarem uma tremenda culpa no coração. O mundo está cheio de pessoas aprisionadas pela culpa ou por demônios, que também podem oprimi-las e escravizá-las.

Quem gosta de viver debaixo de culpa e condenação? Qual é a pessoa que se sente bem vivendo sob opressão demoníaca? A mensagem da cruz é a única proclamação capaz de libertar as pessoas. Essa foi a mensagem que Paulo proclamou aos colossenses, explicando aos cristãos de lá o que aconteceu na cruz do Calvário (Colossenses 2.13-15).

A cruz nos livrou da culpa

Esse sentimento sempre foi inerente a todas as pessoas, em todos os tempos e em qualquer parte do mundo. O sentimento de culpa é resultado do pecado, que faz nascer no coração do homem uma percepção de que alguma coisa está errada, precisando ser corrigida. Quando os homens primitivos levantavam os seus deuses de pedra e lhes ofereciam sacrifícios, eles agiam motivados pelo sentimento de culpa que queriam apagar. Quando, na idade média, um grupo de flagelantes saía às ruas chicoteando o próprio corpo; quando alguém coloca uma cruz nas costas e segue em peregrinação até outra cidade a quilômetros de distância; quando os cristãos de Colossos abraçavam filosofias, seguiam rituais, obedeciam regras, flagelavam o corpo; todos eles seguiam ou se penitenciavam motivados, impulsionados pelo mesmo sentimento.

Mas o sentimento de culpa não afligiu apenas as pessoas do passado. Ele continua escravizando muitas pessoas no presente e de maneira muito sutil. Há pessoas que, nos dias de hoje, não conseguem prosperar na vida. Elas conseguem, talvez, subir alguns degraus de prosperidade, mas depois ficam paralisadas, não conseguem continuar superando obstáculos. Dentro delas existe algo como uma voz, lhes dizendo que não seria justo elas continuarem prosperando; que outras pessoas continuam na pobreza; que alguns poderiam ficar ofendidos ou chateados. Essas pessoas, então, ficam são tomadas por um sentimento de culpa que as trava na miséria; ficam iludidas pela suposição de que assim conseguirão pagar pelo “erro” apontado pela consciência.

Há muitas pessoas que estão solteiras porque estão escravizadas por algum sentimento de culpa. Alguns vêem a mãe sozinha e são levadas a imaginar que, se contraírem matrimônio, estarão praticando um ato de traição, abandonando aquela que sempre foi companheira e se desdobrou para cuidar da filha. Outras pessoas jamais se casam porque pensam que não podem deixar outros as considerarem bonitas; têm medo de ser admiradas e receber elogios; pensam que devem continuar feias e espantando interessados ou interessadas por não se acharem dignas do apreço de alguém. Na verdade, não casar é uma tentativa de sacrifício para apagar o sentimento de culpa causado pela própria consciência.

O sentimento de culpa se manifesta ainda de outras maneiras: através das penitências ou das boas obras; da auto-acusação e condenação; da auto-humilhação e do complexo de inferioridade. Tudo isso são atitudes que as pessoas tomam tentando uma compensação, tentando “pagar pelo pecado” que gerou esse sentimento. Sabedor dessa disposição, Paulo escreveu aos cristãos: “Ele nos perdoou todas as nossas transgressões.” (Colossenses 2.13) O remédio para o sentimento de culpa é o conhecimento do perdão de Deus. Se Deus perdoou o pecado, não existe mais necessidade de sacrifícios e, assim, não há mais base para o sentimento de culpa. Sendo assim, você precisa entender que está livre para fazer tudo aquilo que pode fazer.

Ouça, portanto, a Palavra de Deus. Liberte-se da escravidão. Seja livre do sentimento de culpa. Você só precisa entender que Deus já perdoou todas as suas transgressões. Não existe mais nada a ser feito, nenhum sacrifício a ser oferecido; você não deve mais nada a ninguém. Você não precisa se sacrificar, se penitenciar, se restringir para tentar aplacar o sentimento de culpa: o sacrifício já foi feito, de uma vez para sempre, ali na cruz do Calvário.

"As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores."

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